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Ele encontrou um caminho suave para o autismo

Fernanda Aranda, no iG

No judô, Wantuir achou a arma para o bullying sofrido na infância; agora ele usa o mesmo esporte para tratar crianças autistas e com TDAH

Não havia resposta simples. Para interromper a rotina escolar composta por surras diárias dos colegas – todos maiores e mais fortes do que ele – o franzino Wantuir Jacini, aos 8 anos, precisou escolher um caminho. Arriscou o judô.

A prática do esporte coincidiu com o fim do bulliyng, na época nem conhecido por este nome, mas já comum na sala de aula das muitas escolas que frequentou.

“Nunca precisei revidar o tapa ou o soco. Mas o judô deu a confiança que faltava para dizer ‘chega’. Parei de apanhar e me apaixonei pela atividade”, lembra.

Filho de policial federal, os endereços até chegar à Faculdade de Educação Física foram muitos (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, são só alguns). Mal se instalava em uma nova casa e já procurava um espaço para praticar a arte marcial. Conquistou a faixa preta na luta antes do diploma universitário. Wantuir só não imaginava que, na profissão, bateria de frente com aquela sensação de não existir resposta única. Sensação que surgiu quando passou a atender alunos autistas e com transtorno de déficit de atenção (TDAH).

Wantuir Jacini, aos 30 anos, precisou escolher um caminho. De novo, arriscou o judô.

Marlon Falcão/ Fotoarena O professor Wantuir utiliza o judô para pacientes com autismo, TDAH e outros transtornos

Marlon Falcão/ Fotoarena
O professor Wantuir utiliza o judô para pacientes com autismo, TDAH e outros transtornos

“Na minha formação como educador físico, comecei a pesquisar a área da neurociência”, lembra.

“Para o mestrado, fiz avaliação cerebral de judocas, corredores e sedentários. O objetivo era pesquisar se existiam diferenças no comportamento do cérebro nos três grupos. As análises mostraram que, nos praticante de judô, a área da memória, da concentração e do equilíbrio eram muito estimuladas. Fiquei com aquilo na cabeça”, lembra Wantuir.

Como professor de educação física, especializado em fisiologia do esporte, Wantuir acabou cruzando também com a área da psicologia infantil. Focou os estudos nas manifestações comportamentais de problemas de saúde como o autismo, TDAH, bipolaridade e outras síndromes.

“Todos eles, de alguma forma, tinham alterações cerebrais que poderiam ser melhoradas ou desenvolvidas com a prática de judô, conforme eu tinha constatado na elaboração do mestrado”, lembra.

Marlon Falcão/ Fotoarena Wantuir orienta os alunos. Rafael tem TDAH e depois do judô descobriu o 'espaço que ocupa'

Marlon Falcão/ Fotoarena
Wantuir orienta os alunos. Rafael tem TDAH e depois do judô descobriu o ‘espaço que ocupa’

Há 10 meses, Wantuir Júnior escolheu o caminho do judô ao aceitar o desafio de ingressar na equipe do Instituto Priorit, organização do Rio de Janeiro que foca não só no tratamento médico, mas também o acolhimento global de crianças e adolescentes autistas, bipolares e com TDAH.

No total, já são 13 meninos e meninas que vestem o quimono e duas vezes por semana sobem no tatame para receber os ensinamentos de Wantuir. Três deles têm déficit de atenção, dois são autistas, um é bipolar, um têm Síndrome de Asperger e o restante algum problema de relacionamento social.

“O objetivo da aula é garantir a autoconfiança, despertar a autonomia e mostrar aos meninos que eles podem ser o que quiserem”.

Significado do caminho

Os problemas de saúde que frequentam as aulas de Wantuir são de causas multifatoriais, não muito bem catalogados pela medicina. Por conta disso também, os tratamentos não são bem definidos e, dependendo da conduta terapêutica, podem apresentar melhores resultados para uma parte dos pacientes e menos efetividade para outros.

A filosofia do Priorit é justamente essa: ampliar o leque de condutas e encontrar a que melhor se adequa para cada frequentador do Instituto. Rafael Biachels de Oliveira, 16 anos, tem TDAH e foi o primeiro aluno de Wantuir. Ele diz que as aulas deram não só mais consciência do próprio corpo – “antes eu andava e derrubava tudo, agora parece que sei melhor o espaço que ocupo”, diz – como ajudaram a definir o foco nos sonhos.

“É ano de vestibular e a minha ideia é tentar entrar em medicina”, diz.

Wantuir sabe e reforça que a arte marcial não é alternativa nem interferência única. Funciona como um complemento importante do que preconiza a medicina tradicional. Mas, conta ele, pode amenizar angustias, afetando também os pais dos 13 alunos que frequentam as aulas.

Talvez seja só coincidência. Mas quando escolheu trilhar a rota judoca para o autismo, o TDAH e os outros transtornos infantis, o educador físico fez jus ao significado da palavra judô: “caminho suave”.

Facebook bloqueia uso de “Guarani-Kaiowá” no sobrenome de usuários

Membros da rede aderiram o nome indígena como forma de manifestar apoio à aldeia homônima, que em 2012 chamou atenção do público por luta contra fazendeiros

publicado no IDGNow

Desde segunda-feira (7/1), o Facebook passou a banir o uso do termo “Guarani-Kaiowá” no perfil dos usuários da rede. As informações são de Vânia Carvalho, um dos membros da rede que foi obrigada a apagar o nome alternativo do seu perfil, sob o risco de ter a conta suspensa.

“Me sentia feliz e orgulhosa em assinar o nome Vânia Carvalho Guarani Kaiowá Munduruku Awá no Facebook, uma forma de, publicamente, declarar o apoio aos Povos Indígenas, de demonstrar a indignação com o massacre diário que essas populações vem sofrendo”, disse a usuária, em um post no blog Portal de Agroecologia da Amazônia. “O Facebook está impedindo as pessoas de permanecerem com sobrenomes indígenas, embora aceite nomes como ‘bolinha’, ‘machão’, ‘fofinha’”, completa.

 

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Rede social obriga usuária a retirar termo do perfil

Além de Vânia, outros membros da rede também inseriram o complemento indígena ao nome verdadeiro do usuário. A manifestação na página teve início no final do ano passado como forma de protesto à ordem judicial, que determinava a retirada dos índios Guarani-Kaiowá da aldeia que habitavam, no Mato Grosso do Sul, para que fazendeiros pudessem reaver as terras ocupadas.

Mesmo depois de suspensa a liminar em outubro do ano passado, membros da plataforma social mantiveram seus nomes como forma de apoio à comunidade indígena.

Vale lembrar que a política de uso do Facebook permite ao usuário utilizar apelidos ou nomes de solteiro, por exemplo, como forma alternativa para o nome de usuário. Variações do nome completo também podem ser utilizados (como por exemplo Carol, em vez de Carolina). Termos relacionados a conteúdo ofensivo ou sugestivo e ainda caracteres especiais, não são permitidos.

Além disso, a rede social limita o número de vezes em que um indivíduo pode alterar o nome real – se tentar uma mudança diversas vezes, a opção para digitar um novo nome é desabilitada do perfil.

Mais de 4 mil prometem ‘morte virtual’ no Facebook amanhã em apoio aos índios de MS

Publicado originalmente em Mídiamax News

A situação dos índios guarani-kaiowá que vivem em Mato Grosso do Sul promete causar um ‘facebookcídio coletivo’ nesta sexta-feira (2). Até o momento, mais de quatro mil usuários do Facebook prometem ‘morrer’ nas redes sociais em apoio à causa indígena.

 

Morte real

Relatórios oficiais mostram que os índios sul-mato-grossenses são as principais vítimas de violência contra povos indígenas no Brasil. Entre 2003 e 2011, foram 279 assassinatos em MS, enquanto todo o resto do país registrou 224 casos.
O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e mortes por desnutrição infantil. Os guarani-kaiowá vivem em condições subumanas enquanto aguardam a demarcação de terras consideradas indígenas mas ocupadas por fazendas legalmente instaladas.
De agosto para cá, lideranças indígenas passaram a organizar a ‘retomada’ de algumas áreas e houve conflitos com os donos das fazendas, que tratam as ações como invasões, pois possuem escrituras das terras emitidas pelo próprio Governo Federal.

Facebookcídio

A ideia de uma ‘morte virtual coletiva’ surgiu após a repercussão nas redes sociais de uma carta dos guarani sul-mato-grossenses pedindo ao Governo Federal e à Justiça que, ao invés de determinar o despejo deles, fosse determinada a extinção da aldeia.
Os índios avisaram que decidiram morrer na terra onde os ancestrais viveram, e muitos interpretaram o documento como uma ameaça de suicídio coletivo. Os próprios guarani explicaram que apenas avisaram não ter mais forças para deixar a terra ocupada enquanto aguardam a decisão da Justiça.

Agora, no Facebook, a proposta dos organizadores da ‘Morte Virtual Coletiva’ é apoiar os guarani-kaiowá na luta pela demarcação das terras já declaradas indígenas em Mato Grosso do Sul. “Somos pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo, com um objetivo comum, chamar a atenção para a situação alarmante dos Guarani-Kaiowá”, explicam na página do evento. “É uma espécie de performance online, uma “morte simbólica” anunciada”. Para participar, basta desativar a conta no Facebook no dia 2 de novembro, às 21 horas, no horário de Brasília. A partir das 19 horas, os organizadores da mobilização prometem ficar online, trocando informações e ajudando quem quiser participar.
“Vamos fazer uma contagem regressiva e morrer pela causa Guarani-Kaiowá, isto é, vamos desativas nossas contas do Facebook como forma de protesto”, avisam.
Segundo a organização, após o protesto cada um decide se voltará ou não a usar o Facebook. E ‘ressuscitar’ na rede social não é algo difícil: basta desativar a conta, e não excluir o perfil. “Assim podemos voltar depois. Para desativar, basta seguir os comandos Configurações de Conta >> Segurança >> opção Desativar sua conta >> selecione e/ou descreva o motivo da sua saída >> Confirmar”.

Para reativar uma conta desativada no Facebook, basta fazer login normalmente com o e-mail e senha antigos. Em seguida, o usuário será encaminhado para um link de reativação.

Pastora é acusada de escravizar criança indígena em Goiás

Publicado na Folha.com

Uma pastora evangélica foi denunciada pelo Ministério Público Federal em Goiás por submeter uma criança indígena de 11 anos a uma condição análoga à escravidão em Goiânia (GO).

De acordo com a Procuradoria, a criança foi forçada a fazer trabalhos domésticos na casa da pastora entre maio de 2009 e novembro de 2010.

A criança é de uma aldeia que fica em Barra das Garças (MT) e foi para Goiânia para um tratamento médico.

O pai da menina procurou a igreja para receber apoio material e religioso. Ela então foi entregue aos cuidados da pastora.

A ação afirma que a criança era obrigada, entre outras tarefas, a limpar o banheiro e o chão da casa, lavar e passar roupas e lavar a louça.

“Aproveitando-se de sua pobreza e necessidade, submeteu-a, com vontade livre e consciente, a exaustivos e penosos serviços domésticos de natureza contínua, explorando-a”, diz o procurador Daniel de Resende Salgado, autor da ação.

Segundo o procurador, a pastora costumava ameaçar a criança a castigos e a submetia a longas horas de trabalho doméstico.

O procurador diz que a criança não era paga pelo serviço e humilhada ao ser chamada de “mucama”.

A criança foi também obrigada a distribuir panfletos da igreja na cidade.

De acordo com Salgado, os professores onde a menina estudava perceberam que ela sempre aparentava cansaço, indisposição e hematomas.

Pelo pedido da Procuradoria, a pena pode chegar a 16 anos de prisão.

A reportagem ligou para a igreja, mas não foi atendida até a publicação da notícia.

dica do Rogério Augusto

a área de comentários mostra a (péssima) avaliação que o rebanho obtém da população em geral.