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Homem assassina o filho para poder jogar videogame

Cody Wygant sufocou bebê de 16 meses porque criança estava chorando

Cody Wygant, em foto divulgada pela polícia da Flórida (Reprodução/TV)

Cody Wygant, em foto divulgada pela polícia da Flórida (Reprodução/TV)

Publicado na Veja on-line

Um homem na Flórida, nos Estados Unidos, incomodado com o fato de o choro do filho de dezesseis meses não deixá-lo jogar videogame matou a criança, disse a polícia nesta sexta-feira. Cody Wygant, de 24 anos, foi preso na quinta-feira acusado de assassinato em terceiro grau, que na legislação americana significa que ele não planejou a morte. Wygant também foi acusado de negligência infantil com grande dano corporal, disse a porta-voz do gabinete do xerife do condado Citrus, Heather Yates.

Um juiz determinou a fiança em 100.000 dólares para Wygant, que é de Homosassa, cerca de 148 km a oeste de Orlando. Wygant contou a investigadores que estava tentando jogar jogos de Xbox on-line às 1h de quinta-feira e ficou frustrado com o fato de o filho Daymeon chorar incontrolavelmente, de acordo com o depoimento de prisão. “É inconcebível que um pai mate seu filho”, disse o xerife de Citrus, Jeff Dawsy, em comunicado.

Wygant disse que colocou a mão sobre a boca e nariz do bebê por três a quatro minutos até que a criança pareceu exausta e letárgica. Depois, ele colocou a criança em um cercadinho e cobriu-o da cabeça aos pés, com várias camadas de roupas de cama – impedindo a circulação de, disseram os investigadores. A namorada de Wygant, mãe da criança, não estava em casa no momento.

O acusado não verificou o bebê por cinco horas, informaram os investigadores. Nesse tempo, ele ficou jogando videogame e assistiu três episódios do programa de televisão Fringe. Quando ele foi olhar a criança, Daymeon  estava com um aspecto azulado e já estava morto.

A porta-voz do gabinete do xerife disse que Wygant estava desempregado e tinha recentemente se mudado da Califórnia para a Flórida. Segundo ela, Wygant tem uma ficha criminal extensa na Califórnia, incluindo crimes de invasão e estupro.

Adolescente filho de pastor é procurado por matar gays

Publicado no Pragmatismo Político

Polícia procura adolescente de 17 anos, filho de pastor evangélico, acusado de matar dois gays e de planejar a morte de um terceiro

Acusado de matar dois homossexuais e de preparar a morte de um terceiro para os próximos dias, um adolescente de 17 anos é procurado pela Polícia Civil de Agudos, no interior de São Paulo. O jovem fugiu após a polícia localizar o corpo de Igor Alves, 15 anos, supostamente uma de suas vítimas. O corpo de Igor, morto a facadas, foi localizado na noite de quarta-feira em um reflorestamento de pinus na zona rural de Agudos.

Igor, que morava com os avós, em Agudos, estava desaparecido desde sábado. A polícia investigava o caso como sequestro. O pai de Igor, que mora em São Paulo, viajou a Agudos para distribuir fotos do adolescente na tentativa de localizar o filho.

Na quarta-feira, a polícia prendeu um comparsa do adolescente, que confessou a participação no crime e levou os investigadores ao local onde estava o corpo de Igor. “Ele ainda nos contou que o adolescente o obrigou a dar uma facada em Igor para que confirmasse sua participação no crime e teria dito que, antes de a polícia localizar o corpo de Igor, mataria outro adolescente, de 15 anos”, revelou Biazon.

“Checamos e realmente constatamos que ele havia assediado o menino de 15 anos, que já não estavam mais frequentando as aulas com medo das investidas dele”, afirmou Biazon. “Acho que ele tem algum distúrbio, não aceita a condição de homossexual”, disse o delegado.

A polícia começou a suspeitar do jovem porque ele tinha sido o último a ver Igor. “Ele contou aos familiares de Igor que ele tinha sido sequestrado por três homens que ocupavam um Fiat Pálio verde, e como ele tinha um corte de faca nas mãos, desconfiamos e pedimos sua internação”, contou o delegado titular de Agudos, Jader Biazon.

Além disso, a polícia tinha outro motivo para suspeitar de o adolescente. Ele já tinha passagem por homicídio motivado por homofobia. Ele cumpriu pena de internação na Fundação Casa por matar com 16 facadas o empresário Valdinei Rocha, 56 anos, em 17 de março de 2013. Segundo Biazon, o empresário, dono de uma fábrica de toldos e coberturas, era homossexual e tinha um caso com o adolescente, que contou com ajuda de um rapaz de 18 anos, que está preso pelo crime.

“Crime poderia ter sido evitado”

Para o delegado, a morte de Igor poderia ter sido evitada se a Justiça não aliviasse a pena do adolescente acusado de ter cometido o crime. Ele deveria sair da prisão ao completar a maioridade, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo reformou a pena e o colocou em semiliberdade seis meses depois da morte do empresário. “Foi assim, livre nos finais de semana, que ele começou a fazer amizade com Igor, que se apaixonou por ele e até ameaçava deixar a casa dos avós porque os idosos são evangélicos e não aceitavam sua homossexualidade”, contou o delegado.

No dia 27 de março, o Juizado de Menores de Marília, onde o adolescente cumpria pena, extinguiu a semiliberdade e o colocou de vez em liberdade. “Dois dias depois de ser colocado em liberdade e pouco mais de um ano depois de matar o empresário, ele matou Igor”, afirmou o delegado. Para Biazon, as atuais leis o impedem agora de localizar o jovem, que pode se transformar em um assassino em série. “Ele vai completar 18 anos em agosto próximo, mas não posso nem usar uma foto para localizá-lo”, diz o delegado.

O pai do adolescente é pastor evangélico e separado da mãe. Ele não tinha passagens na polícia até o assassinato do empresário. O seu comparsa, também não tinha passagens pela polícia, mas agora teve internação determinada pelo Juizado de Menores.

dica do Sergio Luiz SantAnna

Jovem se entrega à polícia e confessa que matou ex-namorada e amigo dela

Vítimas foram mortas quando saíam de reunião de oração na Assembleia de Deus

Kemily e Eduardo foram mortos a facada pelo ex da menina em Itapuranga, Goiás (Foto: Arquivo pessoal)

Kemily e Eduardo foram mortos a facada pelo ex da menina em Itapuranga, Goiás (Foto: Arquivo pessoal)

Silvio Túlio, no G1

O jovem Lázaro Ferreira de Castro Júnior, de 18 anos, se entregou à Polícia Civil nesta quarta-feira (15), em Itapuranga, a 166 km de Goiânia. Segundo a delegada da cidade, Giovana Sas Piloto, em breve depoimento, o rapaz confessou que assassinou a facadas a ex-namorada, Kemily Andrielle Maia Freire, de 13 anos, e de um amigo dela, Eduardo de Camargos Oliveira, de 22.

Lázaro estava acompanhado de um advogado e disse que agiu sozinho. A partir disso, o rapaz usou o direito de permanecer calado e afirmou que só irá se pronunciar novamente em juízo. Como já tinha um mandado de prisão decretado pela Justiça, o jovem saiu da delegacia direto para um hospital, onde fez exame de corpo de delito e, em seguida, foi levado para a Unidade Prisional de Itapuranga.

O G1 entrou em contato com o advogado que acompanhou Lázaro à delegacia, mas o profissional não quis se identificar e preferiu não comentar o caso.

Apesar da prisão, as investigações sobre o caso continuam. “A partir de agora, tenho dez dias para concluir o inquérito. Vou ouvir cerca de dez pessoas para definir em qual crime vou indiciá-lo”, disse ao G1 a delegada Giovana. Ela não revelou quem serão os depoentes, com receio de que eles sofram algum tipo de represália.

Enterro
Kemily e Eduardo foram enterrados nesta manhã no Cemitério Municipal de Itapuranga. Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento.

“Tinha um tumulto muito grande. As pessoas aqui estão comovidas e também tem a questão da curiosidade”, conta a amiga de Eduardo, Thalia da Cunha. Tia de Eduardo, Claudilene Lopes de Oliveira, conta que os pais do sobrinho “estão muito abalados”.

Crime
Kemily e Eduardo foram assassinados por volta das 22h30 de segunda-feira (13), no Centro da cidade. Eles tinham acabado de sair da Igreja Assembleia de Deus quando foram abordados pelo suspeito. A polícia informou que as vítimas tentaram correr, mas não foi o suficiente.

Conforme a delegada, Kemily levou nove facadas – cinco nas costas, três no tórax e uma no pescoço. Já Eduardo foi ferido uma vez no pescoço.

RS: jovem confirma que fez e postou foto íntima de adolescente que se matou

Publicado no Terra

Um adolescente de 17 anos confirmou nesta quarta-feira para a Polícia Civil de Veranópolis, na serra gaúcha, que fez e divulgou uma foto íntima da adolescente de 16 anos que cometeu suicídio após ver sua imagem na internet na quinta-feira. De acordo com o delegado Marcelo dos Santos Ferrugem, que investiga o caso, o jovem, que era amigo da menina, fez a foto há cerca de oito meses e repassou para quatro amigos.

O jovem contou que eles teriam conversado através do Skype, ligaram a webcam, e ele pediu que ela mostrasse os seios. Ela levantou a blusa e ele deu um print da tela do computador. Ele teria passado a imagem para quatro amigos ainda na época que isso aconteceu, por volta de março”, disse o delegado, que ouviu o jovem na manhã de hoje, na companhia da mãe.

Segundo Ferrugem, a adolescente tomou conhecimento que a foto circulava pela internet no dia em que se suicidou. “Possivelmente ficou preocupada com a repercussão da imagem na família e se matou. O que impressiona é a rapidez com que ela tomou uma decisão dessa”, diz o delegado, que prefere não comentar a forma como a menina se suicidou.

O corpo da jovem foi encontrada na casa da família na quinta-feira. Em seu Twitter, a adolescente publicou, no mesmo dia em que se matou, a sua última mensagem. “Hoje de tarde eu dou um jeito nisso. Não vou ser mais estorvo para ninguém”, escreveu.

Conforme o delegado, o jovem que divulgou as fotos afirma que não tinha um relacionamento com a adolescente. Eles seriam apenas colegas de aula. “Ele disse que nem ‘ficar’ com ela ficou. Foi aquele ato inconsequente, típico de adolescente. Ele não imaginava que fosse ter uma repercussão dessa e que fosse acabar desse jeito.”

O inquérito foi instaurado depois que os pais da jovem registraram ocorrência, na terça-feira, e agora o delegado apura se a situação se enquadra no artigo 241A do Estatuto da Criança e do Adolescente, que qualifica como crime grave a divulgação de imagens de crianças ou adolescentes em situação de sexo explícito ou pornográfica. “A investigação não é pela morte em si, porque suicídio não é crime pela lei penal”, disse.

Segundo o delegado, o autor da imagem poderá ser responsabilizado, assim como os que repassaram a foto. “Considerando a hipótese que se caracterize o crime pelo ECA, esse jovem não deverá ir para a prisão; no máximo, deverá receber medida sócio-educativa, pelo ato infracional. Também não é caso de internação na Fase (Fundação de Atendimento Socioeducativo), que só recebe casos de grave ameaça ou violência contra pessoa, como homicídios.”

Outras pessoas que receberam e divulgaram a foto também serão chamadas a depor nos próximos dias. Segundo o delegado, a polícia ainda fará perícia nos computadores e nos celulares da jovem e do autor da imagem.

Inveja – grilhão que arrasta os fracassados

vagalume

Ricardo Gondim

Inveja é tristeza diante do bem, do talento, da idade, do poder ou do sucesso do outro; nasce quando a excelência de uma pessoa arrasa com o valor da outra. A igreja cristã do século IV classificou a inveja como um dos sete pecados capitais. Santo Tomás de Aquino a tratou como pecado mortal (portanto, imperdoável) e responsabilizou a inveja por outros vícios: murmuração, detração, ódio, dissensão, alegria pela derrocada alheia. Na tradição judaica, a inveja motivou o primeiro assassinato. No Gênesis, Caim matou Abel por não tolerar que Deus preferisse a oferta do irmão à dele. Mais tarde, nas tábuas dos dez mandamentos, a inveja foi condenada na proibição de cobiçar qualquer coisa do próximo.

Inveja participa como ingrediente nas tramas da melhor literatura. E ninguém a retratou melhor do que William Shakespeare. Em Otelo, ele descreve os mecanismos que incitam ódio e ciúme a partir da inveja. Otelo é general reconhecido por seus triunfos em batalhas terrestres e marítimas. Ao assumir a posição de chefe de Estado no Chipre, nomeia Cássio como braço direito. Mas suscita a inveja de Iago, que passa a conspirar contra ele. As desavenças que nascem daí – e que caracterizam as tragédias shakespeareanas  - são horrorosas.

Iago destila uma suspeita mortal em Otelo, com o intuito de levá-lo a acreditar que sua mulher, Desdêmona, o trai com o tenente Cássio. O conflito entre o amor, que o general nutre pela mulher e a desconfiança incitada por Iago faz Otelo despencar da posição de herói. Debilitado psicologicamente, mata a amada, sufocando-a com travesseiros. Declarado assassino, Otelo  perde o posto de general e é sentenciado à prisão. Sem saída, acaba por tirar a própria vida com um punhal.

José Ingenieros declara que

a inveja é uma adoração dos homens pelas sombras, do mérito pela mediocridade. É o rubor na face sonoramente esbofeteada pela glória alheia. É o grilhão que arrasta os fracassados. É a amargura que toma conta do paladar dos impotentes. É um venenoso humor que emana das feridas abertas pelo desengano da insignificância própria. Mesmo não querendo, padecem desse mal, cedo ou tarde, aqueles que vivem escravos da vaidade; desfilam pálidos de angústia, torvos, envergonhados de sua própria tristeza, sem suspeitar que seu ladrido envolve uma consagração inequívoca do mérito alheio. A inextinguível hostilidade dos néscios foi sempre o pedestal de um monumento”.

Inveja é pior que ódio. O ódio não se contém e, devido à fúria, sempre faz alguma coisa. A inveja por sua vez, aceita manter-se quieta; covarde, contenta-se com as sombras. Para semear suspeita, a inveja precisa se mover sob o cobertor das trevas, feito ratazana no esgoto. O invejoso deseja que todos os outros desacreditem da grandeza humana. Revolve lama para que as pessoas não notem  seu nanismo interior. Também se esconde em sepulcros caiados para iludir e semear dúvida. Ingeniero afirma que o invejoso sem coragem para ser assassino, resigna-se a ser vil.

No filme Amadeus, Salieri não admite a genialidade de Mozart. Inconformado, precisa demonizar o homem que admira. Ele tenta diminuir o talento extraordinário de Amadeus, procurando convencer as demais pessoas de seu caráter desprezível. Salieri não se inquieta com o jeito debochado de Mozart, ele detesta a capacidade extraordinária que ele tem de compor. E se pergunta porque não consegue transformar o próprio moralismo em genialidade. Depois de tentar estigmatizá-lo como um nada, parte para destruí-lo. Salieri, porém, não reúne coragem sequer de agir como algoz. Como hiena, aguarda que outros predadores abatam a presa para depois festejar em cima da carcaça.

Ingenieros diz que a psicologia da inveja pode vir sintetizada na fábula do sapo, parábola digna de constar nos livros infantis.

Um ventrudo sapo grasnava em seu pântano quando viu resplandecer no mais alto de uma pedra um vaga-lume. Pensou que nenhum ser teria direito de luzir qualidades que ele mesmo não possuiria jamais. Mortificado pela sua própria impotência, saltou em direção a ele e o encobriu com seu ventre gelado. O inocente vaga-lume ousou perguntar ao seu algoz: Por que me tapas? E o sapo, congestionado pela inveja, apenas conseguiu interrogá-lo: Por que brilhas?

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim