Max Lucado
Hoje é dia dos Pais. Um dia de água de colônia. Um dia de abraços, gravatas novas, telefonemas interurbanos e cartões.
Hoje é o meu primeiro Dia dos Pais sem um pai. Durante 31 anos eu tive o meu. Tive um dos melhores. Mas agora ele se foi. Está sepultado sob um carvalho num cemitério no Texas. Embora não esteja aqui, sua presença está muito próxima – especialmente hoje.
Parece estranho ele não estar aqui. Penso que é porque ele nunca esteve longe. Estava sempre perto. Sempre disponível. Sempre presente. Suas palavras não eram novidade. Seus empreendimentos, embora admiráveis, não eram nada de extraordinário.
Mas a sua presença era.
Como uma lareira quente numa casa grande, ele era uma fonte de conforto. Como um balanço forte no terraço ou uma árvore de galhos grossos no quintal, ele podia sempre ser encontrado… e servir de apoio.
Durante anos turbulentos da minha adolescência, meu pai era uma parte previsível da minha vida. Namoradas vinham e namoradas iam, mas Papai ficava ali. Os torneios de futebol se transformavam em torneios de beisebol e depois voltavam a ser de futebol, e meu Pai estava sempre ali. Férias de verão, encontros, álgebra, primeiro carro, jogo de basquete – tudo tinha uma coisa em comum: a presença dele.
E porque ele estava ali a vida corria suavemente. O carro sempre andava, as contas eram pagas e a grama cortada. Porque estava ali, o riso era alegre e o futuro protegido. Porque ele estava ali, meu crescimento foi como Deus queria que fosse; uma corrida através da magia e do mistério do mundo como num livro de histórias.
Porque ele estava ali, os filhos não tinham nunca de preocupar-se com imposto de renda, contas de poupança, contas mensais ou hipotecas. Essas coisas ficavam no departamento do meu pai. Continue lendo →