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A medicina do passado através de 27 arrepiantes fotos históricas que você deve ver

Publicado no Tudo interessante

1- Máscaras utilizadas por médicos durante a Peste Negra. Os bicos guardavam substâncias aromatizadas.

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2- Crianças em um Pulmão de Aço antes do advento da vacina contra a poliomielite. Muitas crianças viveram por meses nessas máquinas, mas nem todas sobreviveram. 1937

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3- Danos causados por um espartilho a uma caixa torácica. Século 19

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4- Remédio feminino do Dr. Kilmer. Era descrito como “O grande purificador do sangue e regulador do sistema”.

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5- Bronzeando bebês no Asilo de Órfãos de Chicago para compensar o raquitismo. 1925

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6- Mulher com perna artificial com vergonha de mostrar o rosto. 1890-1900

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7- Mão protética de madeira. 1800

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8- Alguns itens utilizados para disfarçar lesões faciais – a mais antiga cirurgia plástica (literalmente?)

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9- Garrafa de transfusão de sangue. Inglaterra, 1978

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10- Aparelho para coluna vertebral do Dr. Clark. 1878

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Psiquiatra diz que a medicina transformou comportamentos normais em doença

Juliana Vines na Folha de S.Paulo

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Imagem:internet

A “caixa da normalidade” está cada vez menor e a culpa é do excesso de diagnósticos de doenças mentais, diz o psiquiatra americano Dale Archer, autor do best-seller “Better than Normal”, recém-lançado no Brasil com o título “Quem Disse que É Bom Ser Normal?” (Sextante, 224 págs., R$ 24,90).

Archer, 57, é psiquiatra clínico desde 1987 e fundou um instituto de neuropsiquiatria em Lake Charles, Louisiana (EUA). Em 2008, ele notou que havia algo errado com os seus pacientes: a maioria dizia ter um transtorno mental e precisar de remédios –só que eles não tinham nada.

“Estamos ‘patologizando’ comportamentos normais. E isso não é só culpa da psiquiatria”, disse Archer, à Folha, por telefone.

Um quarto dos adultos americanos têm uma ou mais doenças mentais diagnosticadas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA. “Isso está errado. Há uma gama de comportamentos que não são doença.”

Em um ativismo “pró-normalidade”, Archer descreve oito traços de personalidade comumente ligados a transtornos, como ansiedade, e afirma que não há nada errado com essas características, a não ser que sejam muito exacerbadas.

“O remédio tem que ser o último recurso, e não é o que eu vejo. As pessoas entram em um consultório e saem com uma receita médica. A psicoterapia é subestimada.”

De outubro de 2012 a setembro de 2013, o mercado de antidepressivos e estabilizadores de humor movimentou mais de R$ 2 bilhões no Brasil, segundo dados da consultoria IMS Health. Nos últimos cinco anos, o número de unidades vendidas desses remédios cresceu 61%.

Para Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, os diagnósticos aumentaram, sim, mas da mesma forma como aumentou os de outras doenças, de diabetes a câncer. “Isso é resultado da evolução da medicina e da facilidade de acesso.”

O mesmo pensa o psiquiatra Fabio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro. “Também aumentou o número de prescrições de insulina e anti-hipertensivo. Isso ninguém questiona. Mas quando se fala de mente, da psique, todos têm uma opinião”, afirma.

Segundo Silva, o problema é o subdiagnóstico. Para ele, há mais deprimidos sem tratamento do que pessoas sem depressão sendo tratadas.

Barbirato dá como exemplo o TDAH (transtorno do deficit de atenção e hiperatividade). “O número de crianças com prescrição de remédios não chega a 1,5% no Brasil, e a estimativa mais baixa de presença de TDAH no país é de 1,9%. Há crianças sem tratamento.”

CRITÉRIO ANTIGO
Para a psicóloga Marilene Proença, professora da USP, a sociedade está “medindo” as crianças com réguas antigas. “Os critérios de diagnóstico de TDAH esperam uma criança que brinque calmamente, que levante a mão para perguntar algo. Isso não condiz com o papel da criança na sociedade. Ela está exposta a muitos estímulos e é tudo muito competitivo”, diz.

Para a psiquiatra e psicanalista Regina Elisabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, as pessoas estão menos tolerantes às emoções.

“Há pouco lugar para a tristeza. E a exaltação e excitação são confundidas com felicidade. Vivemos de uma forma mais estimulante, na qual emoções mais depressivas, reflexivas, não têm espaço.”

De acordo com Silva, o que caracteriza a doença mental é a gravidade dos sintomas. “Deixa de ser normal quando a pessoa tem prejuízo, quando está tão triste que não consegue sair da cama.”

Ele argumenta que “invariavelmente” encaminha os pacientes para a psicoterapia. E garante: nem sempre eles saem do consultório com uma receita médica.

Xeque saudita afirma que dirigir prejudica os ovários das mulheres

Muçulmana ao volante  (foto: Reuters)

Muçulmana ao volante (foto: Reuters)

Publicado por EFE [via UOL]

O xeque saudita Saleh al Lohaidan, conselheiro judicial do Ministério da Justiça, afirmou que dirigir pode prejudicar os ovários das mulheres, em declarações publicadas neste domingo (29) pelo jornal local “Al Sabq”.

O religioso alegou que a medicina estudou este assunto e concluiu que, quando as mulheres conduzem, seus quadris se elevam, o que pode afetar seus ovários.

Segundo seu raciocínio, isto faria com que as motoristas possam dar à luz a crianças com algum tipo alteração, motivo pelo qual pediu às mulheres que sejam “razoáveis” e usem “mais a mente que o coração” na hora de levar em conta a parte negativa de dirigir um carro.

Mesmo assim, ressaltou que há circunstâncias justificadas nas quais uma mulher pode conduzir um veículo, como no caso de doença de seu marido durante uma viagem.

As mulheres estão proibidas de dirigir na Arábia Saudita, país regido por interpretação estrita do islã.

Um grupo de ativistas do reino lançou recentemente uma campanha para exigir que as sauditas possam conduzir e pediu às mulheres que saiam às ruas com seus carros no próximo dia 26 de outubro para desafiar a proibição.

Esta prática foi vetada em 1990, quando o já falecido mufti da Arábia Saudita, xeque Abdulaziz bin Baath, emitiu um édito religioso neste sentido que levou o Ministério do Interior a impor essa restrição.

Em setembro de 2007, um grupo de mulheres intelectuais sauditas criou a primeira associação no reino para reivindicar o direito a dirigir.

O habitual é que as autoridades detenham as motoristas e apreendam o veículo, até que um tutor –um homem da família– se apresenta na delegacia e assine um documento no qual garanta que a infração não vai se repetir.

 

Técnica cria esperma feminino e óvulo masculino

ovuloVanessa Daraya, na INFO Online

São Paulo – Fêmeas podem produzir espermatozoides e machos conseguem fazer óvulos. Parece loucura, mas pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que é possível.

Um artigo publicado na revista Scientific American explica que Katsuhiko Hayashi e seu orientador Mitinori Saitou usaram células da pele de camundongos para criar células-tronco germinativas primordiais (CGP). Estas células foram, então, transformadas em espermatozoides e óvulos.

Embora a técnica ainda esteja no começo, as possibilidades são surpreendentes. As células de um rato macho podem ser convertidas em óvulos. Com isso, os ratos que eram inférteis podem se tornar férteis novamente, transformando as células da pele em células germinativas viáveis. Essas células já foram usadas para criar um rato bebê, que nasceu em perfeitas condições de saúde.

A pesquisa inicial foi feita em outubro do ano passado. Desde então, cientistas do mundo todo perceberam o potencial da pesquisa. Pesquisadores têm replicado a técnica, mas continuam incapazes de produzir filhotes vivos.

Agora, a equipe de Hayashi está envolvida em estudar como o seu trabalho pode ser aplicado em seres humanos. Isso poderia significar uma nova esperança para casais inférteis ou casais homossexuais.

Mas os cientistas ressaltam que esse é um salto muito grande. O método usado para transformar a pele em células germinativas pode desenvolver anormalidades cromossômicas e mutações genéticas. O acesso restrito a embriões humanos para experiências também é um obstáculo.

Os cientistas, portanto, concordam que a pesquisa é interessante. Mas ainda serão necessários muitos anos antes que qualquer tratamento viável para a infertilidade seja usado pela medicina.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Senado aprova projeto que define atividades exclusivas de médicos

Projeto do Ato Médico tramitava havia mais de dez anos no Congresso.
Texto será agora enviado para sanção da presidente da República.

Publicado originalmente no G1

O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira o projeto de lei que institui o Ato Médico, que lista uma série de procedimentos que poderão ser realizados exclusivamente por médicos formados. A proposta, que regulamenta o exercício da medicina, é acompanhado com atenção por profissionais de saúde e tramitava há mais de dez anos no Congresso.

Pelo texto aprovado, serão privativos dos formados em medicina atividades como diagnóstico de doenças, prescrição de medicamentos, cirurgias, internações, altas hospitalares, entre outros.

Com a aprovação pelos senadores, o projeto será encaminhado para sanção da presidente Dilma Rousseff. Se sancionada pela presidente, que poderá fazer vetos, a lei entrará 60 dias após a publicação no “Diário Oficial da União”.

Pelo texto , devem ser atividades exclusivas dos médicos qualquer tipo de procedimento invasivo, seja para fazer diagnóstico, terapia ou com fim estético, assim como a intubação traquial. Também fica privativa aos médicos a indicação de internação e nos serviços de atenção à saúde.

Já atividades como aplicação de injeções, coleta de sangue e curativos ficam autorizadas a outros profissionais de saúde, como enfermeiros, bem como atendimento em casos de pessoa sob risco de morte iminente.

Pelo projeto, avaliações de caráter psicológico e nutricional, por exemplo, poderão ser realizadas pelos respectivos profissinais dessas áreas.

O texto diz que serão “resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia”.

A nova lei também reserva aos médicos a direção e chefia de serviços médicos, exceto em funções administrativas. Pelo projeto, o ensino de disciplinas especificamente médicas em cursos de graduação ou pós-graduação é privativo de médicos, assim como a coordenação dos cursos de medicina.