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Disciplina severa pode ser positiva para a criança, diz estudo

Foto: Getty Images

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Publicado originalmente no Terra

Ser um pai rigoroso é bom para as crianças, desde que a disciplina seja acompanhada de amor e carinho.  Um estudo feito com adolescentes, divulgado pelo jornal Daily Mail, descobriu que os efeitos de uma disciplina severa, como broncas verbais e até palmada, não são negativos quando compensados pela sensação de ser amado. Segundo os pesquisadores, ser punido durante a infância dificilmente leva a um comportamento antissocial, desde que a criança perceba que a bronca é justa.

O uso de disciplina severa em jovens é algo controverso, pois já foi apontado que isso poderia levar a um risco maior de tendências agressivas, delinquência e hiperatividade. No entanto a nova pesquisa publicada no jornal Parenting: Science and Practice sugere que uma bronca ou um tapa podem ser moderados por um sentimento de ser amado por quem exerce a punição.

O estudo foi realizado com um grupo de adolescentes mexicanos-americanos e descobriu que a percepção de calor maternal desencorajava comportamentos antissociais, mesmo quando os pesquisados tinham sido criados sob disciplina rígida.  A médica Miguelina German, da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, explica que a “teoria do apego” prega que esse sentimento de um pai amoroso e responsável é um fator crítico para gerar felicidade e segurança nas crianças. A ideia de que os pais as amam e protegem protege as crianças contra o sentimento de rejeição, mesmo quando estão sendo disciplinadas duramente.

Segundo a especialista, o uso de disciplina rígida não leva automaticamente a um comportamento antissocial. “A relação entre os dois é condicional e está sujeita a outros fatores. Onde práticas disciplinares severas são uma norma cultural, há sempre outras influências em jogo, que pode diminuir seus danos potenciais sobre a criança”, defende.

Pesquisas anteriores já haviam sugerido que crianças criadas sob uma disciplina severa têm mais chances de se tornarem adultos ajustados. Segundo os estudos, pais que mantém um comportamento “autoritário”, mas ao mesmo tempo carinhoso, costumam criar adultos mais competentes.

Beijar várias bocas no carnaval pode trazer doenças, diz médico da UFSCar

Beijo na boca pode transmitir várias doenças  (Foto: Fábio Rezende)

Beijo na boca pode transmitir várias doenças
(Foto: Fábio Rezende)

Pela boca, podem ser transmitidos desde resfriado e gripe, até hepatite B. Mesmo que a pessoa não esteja com o sintoma, pode contaminar a outra.

Suzana Amyuni, no G1

O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e turbeculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou.

Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com frebre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamaçãoo no baço”, explicou o professor.

O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. “Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda. Claro que se for na fase aguda, a transmissibilidade é maior, mas, por exemplo, se o vírus da gripe estiver na pessoa um dia antes do beijo, ela não vai ter sintoma e pode transmiti-lo”, afirmou.

Assim também é com o herpes e com a mononucleose, conhecida popularmente como doença do beijo.”A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável”, disse Souto.

Aglomeração
Para o professor da UFSCar, o ideal é evitar locais fechados. “Se a aglomeração tiver que acontecer, é bom que seja em lugares ventilados, porque quanto mais fechado o local,  maior é o risco de transmissão de doenças”, orientou Souto.

Excesso
Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. “Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso”, recomendou. “Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque, o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado”, completou o professor.

Doenças
Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, estão gripe, resfriado, faringite, amigdalite, hepatite B, mononucleose, herpes labial, turbeculose e meningite.

Aprenda a controlar o estresse em até 3 minutos

Especialistas sugerem técnicas rápidas de respiração que podem ser feitas no trabalho e até no trânsito

Saiba como relaxar no trabalho. Exercícios ajudam a gerenciar o estresse

Saiba como relaxar no trabalho. Exercícios ajudam a gerenciar o estresse

publicado no iG

A respiração profunda, afirmam os especialistas, é o mecanismo mais rápido para o gerenciamento do estresse.

Por meio dela, é possível controlar os batimentos cardíacos e liberar hormônios, como a endorfina, que alivia a tensão e é um importante aliado no combate a doenças, já que fortalece o sistema imunológico.

Você está estressado? 

Sabendo disso, especialistas da Escola de Medicina de Harvard ensinam, no site da instituição, formas rápidas de amenizar o estresse e relaxar em apenas três minutos, informa o material de divulgação. É possível praticar as técnicas em qualquer lugar, seja num engarrafamento ou nos momentos que antecedem uma reunião importante. Veja como:

Em um minuto

Coloque uma das mãos na barriga, logo abaixo do umbigo, para sentir o movimento dela durante a respiração profunda. Inspire em três segundos e expire em outros três segundos. Para ajudar no ritmo, enquanto é realizada a inspiração pense na frase “eu estou”. Já na expiração, mentalize a frase “em paz”. Repita estes movimentos por um minuto.

O exercício pode ser feito sentado, com as costas apoiadas no encosto da cadeira, as pernas descruzadas e os pés totalmente apoiados no chão.

Em dois minutos

Conte lentamente de zero a dez. A cada número, faça uma respiração completa, inspirando e expirando. Por exemplo, inspire profundamente, dizendo “dez” mentalmente. Expire de forma bem lenta repetindo o mesmo número. Entre um algarismo e outro, aumente o espaçamento, reforçando a respiração. Isso evita possíveis tonturas.

Repita a sequência três vezes, sentado e com as costas eretas. Relaxe os ombros e deixe as mãos soltas e abertas, apoiadas nos joelhos.

Em três minutos

Sentado, deixe todo o corpo solto. Relaxe os músculos faciais e permita que a mandíbula fique levemente aberta. Solte os ombros e empurre os braços para baixo. As mãos também devem ficar soltas, com os dedos entreabertos. Descruze as pernas e coloque os pés no chão. Sinta as coxas afundarem na cadeira, colocando todo o peso do corpo nas panturrilhas. Inspire e expire lentamente por três minutos.

Já que o mundo não acabou, 7 dicas certeiras para viver mais

Em vez de apostar em fórmulas malucas, invista no que a ciência já sabe sobre como ter uma vida mais longa e saudável

publicado no iG

Se você está lendo este texto, isso significa que os maias estavam errados e o mundo não acabou. Com o fim dos tempos sem previsão para acontecer, o jeito é cuidar da saúde para aproveitar ao máximo a vida que – ainda bem – resta.

Segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE, a longevidade do brasileiro vem aumentando, e a média de expectativa de vida já é de 74 anos. Mas ainda estamos longe dos números do Japão, país com os melhores índices do mundo, onde se vive em média 82 anos.

A médica lipidóloga Tânia Martinez, que cuida do colesterol e dos triglicérides de seus pacientes há mais de três décadas, afirma que a boa alimentação e atividades físicas são os principais fatores que contribuem para uma longevidade maior.

“Mais do que qualquer avanço da medicina, pessoas que querem chegar aos 90 anos com boa saúde precisam pensar no que comem e os exercícios que fazem desde jovem”, explica Tânia.

Para a geriatra e diretora científica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG-SP ) Maísa Kairalla o melhor tratamento ainda é mesmo a prevenção.


“Tem de haver um equilíbrio. Não é preciso deixar de fazer o que gosta, porque ser feliz é importante para a longevidade, mas sim balancear as atividades”, diz Maísa. Confira a seguir sete dicas certeiras para viver mais e melhor.

Exercícios, ioga e pilates

Um recente estudo do American College of Sports Medicine aponta que a falta de atividade física nos dias de hoje pode levar à primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. Em 2030, a expectativa de vida pode ser de até cinco anos menos por conta do sedentarismo. Para fugir dessa previsão, praticar ioga e pilates pode ser uma excelente alternativa.

“Além dos benefícios cardiovasculares e de diminuir o sedentarismo e obesidade, esses exercícios também são bons para combater o estresse”, explica a geriatra Maísa Kairalla.

Meditação é medicação

Pesquisadores americanos descobriram que a meditação pode ajudar a lidar melhor com as emoções e memória. De acordo com os acadêmicos, pessoas que meditam têm melhor estabilidade emocional e lidam melhor com situações de estresse.

“Meditar ajuda, por exemplo, a controlar os comportamentos compulsivos que levam ao comer demais, o que ajuda a ter uma vida mais saudável”, diz Tânia Martinez.

Mais verduras e carnes brancas, menos carne vermelha

O consumo diário de carne vermelha pode diminuir bastante a expectativa de vida. Atualmente, cada brasileiro come em média 36 quilos por ano. Segundo pesquisa feita na universidade de Harvard, quem come muita carne bovina pode ter uma expectativa de vida reduzida em 13%, além de ter mais chance de desenvolver doenças cardíacas, câncer e diabetes.

“Esse alimento é rico em gordura saturada, responsável pelo aumento de colesterol e de doenças cardíacas. Para melhorar a qualidade de vida, é preciso se alimentar mais de verduras, legumes, e substituir progressivamente a carne vermelha por peixes ricos em ômega-3, como o salmão, e frango sem pele”, diz a Tânia Martinez.

Álcool sim, mas com moderação

Álcool, desde que apreciado com moderação, pode até ser saudável. Uma taça de vinho tinto ao dia pode ajudar a combater o colesterol alto.

“O vinho tinto é rico em antioxidantes, que são responsáveis por aumentar o HDL, o colesterol bom. Isso faz baixar a pressão arterial, o que diminui o risco de ataques cardíacos”, diz Maísa Kairalla, lembrando que é importante não passar da dose.


Sorrir é o melhor remédio

Você sabia que uma boa risada é importante até mesmo para combater doenças? Recentemente, cientistas ingleses colocaram isso à prova. Dois grupos, formados por mães com bebês diagnosticados com eczema (um tipo de alergia que provoca reações na pele), foram submetidos a sessões de dois tipos de filme distintos.

No primeiro grupo, as mães assistiram comédias de Charles Chaplin. No segundo, documentários sobre o clima. Os pesquisadores descobriram que as mães do primeiro grupo, que riram durante o filme de Chaplin, tiveram altos níveis de melatonina no leite, o que fez com que seus bebês apresentassem menos reações alérgicas do que os do outro grupo. Rir faz bem. Então se anime e dê uma boa gargalhada!

Sexo é saudável

Se você precisava de outro motivo, além do óbvio, para fazer isso, saiba que sexo também é saudável. Existem estudos que mostram que sexo é bom para combater o estresse, baixar a pressão sanguínea e até mesmo diminuir as chances de doença cardíaca e acidente vascula cerebral . Além disso, pesquisas também mostram que o orgasmo é bom contra a depressão e a insônia .

Mente ativa, vida longa

Médicos apontam que algumas pessoas com mais de 50 anos evitam praticar exercícios por se considerarem velhas demais.

“Manter uma atitude otimista é essencial para uma boa qualidade de vida. Não ter medo de tentar fazer algo que melhore seu bem-estar e ampliar o convívio com outras pessoas é muito importante”, diz a médica Maísa Kairalla.

A médica explica que a saúde mental, no sentido de manter o otimismo, é fundamental para ter uma vida longa e com mais qualidade.

“Pessoas ativas têm menos chances de ter Alzheimer, por exemplo. Por isso, sempre aconselho meus pacientes a se sociabilizarem e, dessa forma, conviverem, trocarem experiências com outras pessoas, sem se importarem com a idade que tenham”, afirma Maísa.