Camada de ozônio dá sinais de recuperação, segundo documento da ONU

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Publicado em O Globo

Uma boa notícia para o meio ambiente. Um relatório da ONU divulgado nesta semana mostrou que a camada de ozônio está dando os primeiros sinais de recuperação após anos de destruição. O elemento em nossa atmosfera é fundamental para a proteção contra raios ultravioletas que causam câncer.

O estudo foi publicado por pesquisadores da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa Ambiental da ONU (UNEP). Nele, é destacado que o buraco que aparece anualmente sobre a Antártida também parou de crescer a cada ano. No entanto, ainda levaria uma década até que a camada volte a ficar mais consistente.

Os cientistas dizem que a recuperação se deve à determinação política para eliminar progressivamente os gases clorofluorcarbonos (CFCs) que destroem o ozônio, que antigamente eram disseminados por diversos produtos do cotidiano, como desodorantes. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Protocolo de Montreal de 1987, que regula emissão desses gases, impediria dois milhões de casos de câncer de pele por ano até 2030, além de ajudar a evitar danos à fauna, à agricultura, aos olhos das pessoas e a sistemas imunológicos.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), por sua vez, informou que o ozônio deve se recuperar para o seu nível de 1980 até meados do século, ou um pouco mais tarde para a Antártida, onde a camada ficava perigosamente fina a cada ano.

A OMM diz ainda que o progresso pode ser melhorado em até 11 anos se as reservas existentes de substâncias que empobrecem a camada de ozônio – muitos delas armazenadas em geladeiras velhas e extintores – forem destruídas.

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Site de pornografia plantará árvore a cada 100 vídeos vistos

Projeto, batizado de “Gives America Wood”, visa apoiar o Dia da Árvore, comemorado nos Estados Unidos no último dia 25 de abril

Árvore com biquíni pendurado

Gustavo Gusmão, na EXAME.com

Um dos maiores sites de conteúdo adulto (ou pornográfico, se preferir) do mundo, o Pornhub iniciou nesta semana mais uma de suas curiosas campanhas. Batizada de “Gives America Wood” (ou “Dando madeira à América”, em uma tradução livre de duplo-sentido), o projeto visa apoiar o Dia da Árvore, comemorado nos Estados Unidos no último dia 25 de abril.

Para isso, a página promete plantar uma árvore para cada cem vídeos assistidos dentro de uma determinada categoria. Só para você ter uma ideia do tamanho do Pornhub dentro da web, o endereço já contabiliza mais de 11.600 mudas até o momento – e a contagem seguirá crescendo até esta próxima sexta-feira, 2 de maio. Dá para acompanhá-la por aqui (o link não leva a nada explícito).

Mas como bem ressalta o DailyDot, não dá para saber se esse número é realmente verdadeiro ou mesmo se o site realmente cumprirá a promessa. Por ora, segundo afirmou a assessoria do Pornhub ao portal, a companhia por trás da rede de pornografia está definindo, entre três possíveis, o parceiro que ajudará na plantação das árvores.

Histórico de campanhas

O Pornhub já é bem conhecido lá fora por suas campanhas, comunicados e homenagens a feriados. Neste ano mesmo, por exemplo, o site deu acesso ilimitado a todo seu conteúdo no dia dos namorados norte-americano (14 de fevereiro). No ano passado, por sua vez, ofereceu ajuda a Obama para manter o healthcare.gov, e em 2012, iniciou uma campanha para incentivar a pesquisa de tratamentos contra o câncer de mama.

A popular rede de pornografia também fez seu nome com pesquisas, como a anual que traz os termos mais buscados divididos por país. No caso de 2013, a análise revelou que “teen” (“jovem” ou “adolescente”) foi o item mais procurado na página, enquanto “novinha” foi o segundo mais popular no Brasil. Vale conferir a notícia com mais dados – incluindo meses de mais atividade – aqui.

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Um macumbódromo para o Rio de Janeiro

Seguidores da umbanda e do candomblé terão um espaço público para executar seus rituais sem poluir o meio ambiente carioca

RECANTO "O espaço sagrado acaba com a ideia distorcida de que estamos fazendo algo irregular", diz Mãe Fátima Damas.
RECANTO
“O espaço sagrado acaba com a ideia distorcida
de que estamos fazendo algo irregular”,
diz Mãe Fátima Damas.

Mariana Brugger, na IstoÉ

Num dia, bela oferenda. No outro, um monte de lixo. Perseguidas por seguidores de outras crenças e por ecologistas em função dos rituais nos quais depositam frutas, bebidas e flores para suas divindades, a umbanda e o candomblé vão ganhar o primeiro espaço público para realizar suas práticas sem poluir o meio ambiente. A Curva do S, no Alto da Boa Vista, zona norte do Rio, ganhará agora status de Espaço Sagrado. O local será pavimentado para não gerar incêndios e ganhará central de tratamento de resíduos religiosos e recantos para cada divindade (leia quadro). As obras começam em fevereiro e devem ficar prontas no segundo semestre.

Maquete do Espaço Sagrado
Maquete do Espaço Sagrado

Para dar forma ao Espaço Sagrado, a Secretaria de Meio Ambiente (SEA) do Estado do Rio de Janeiro, que está à frente do projeto, discutiu com representantes religiosos o que seria possível fazer para manter os rituais e preservar a natureza. Entre as sugestões estão o uso de folhas em vez de alguidar para depositar oferendas e coités em vez de taças de vidro. “O reconhecimento de um espaço para a gente por parte das autoridades acaba com aquela ideia distorcida de que estamos fazendo algo irregular”, explica Mãe Fátima Damas, presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (CEUB).

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Entretanto, a experiência ainda é vista com desconfiança. “Apoiamos, desde que não encurralem a gente em um canto cercado e pequeno, sem policiamento”, pontua Dayse Freitas, diretora cultural da Federação Brasileira de Umbanda. Mãe Fátima lembra que, no projeto original, o local para acender velas será distante do espaço para oferendas. “Essa permissão só não pode significar a impossibilidade de uso de outros espaços públicos para rituais”, explica Sônia Giacomini, antropóloga do departamento de ciências sociais da PUC-Rio.

O projeto pioneiro carioca poderá se multiplicar. Carlos Minc, secretário estadual de Meio Ambiente, já foi procurado por autoridades de outros Estados para compartilhar a experiência. “Outras duas áreas do Rio deverão receber Espaços Sagrados também”, afirmou. Dessa forma, será possível fugir de santuários e parques privados que cobram pela entrada para a prática de cultos. O Brasil conta com 589 mil praticantes de religiões de matriz africana, segundo o Censo 2010 do IBGE.

dica do Gerson Caceres Martins

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“Pontes vivas” protegem os animais e purificam o ar

Publicado no Catraca Livre

Para amenizar o impacto das grandes rodovias que atravessam florestas, parques e reservas, países como Holanda, Alemanha, Canadá e Austrália construíram as pontes vivas. As passagens verdes permitem a travessia de animais com segurança ao mesmo tempo que contribuem para reduzir a quantidade de CO2 proveniente dos automóveis.

Um dos exemplos mais bem sucedidos de “ecoduto” é o do Parque Nacional Banff, no Canadá. Ao todo são 41 passagens, pelas quais circulam mais de dez variedades de espécies diferentes de grandes mamíferos. O ideal é que o solo da passarela tenha as mesmas características do solo da floresta em questão e seja coberto por diversas espécies de plantas da flora nativa.

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