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Uma história de amor e dedicação: conheça Helena e suas 10 ‘meninas’

Aposentada de 63 anos adotou mulheres com problemas psiquiátricos.

Dona Helena e suas 'meninas' convivem em harmonia, como família que são. (Foto: Michelle Farias/G1)

Dona Helena e suas ‘meninas’ convivem em harmonia, como família que são. (Foto: Michelle Farias/G1)

Michelle Farias, no G1

Apesar das diferenças, elas convivem em perfeita harmonia.

Uma história de amor e abdicação. Assim pode ser resumida a vida da auxiliar de enfermagem aposentada Maria Helena dos Santos, de 63 anos, mais conhecida por “Dona Helena”. Ela mora com dez ‘filhas’ na casa de nº 33 da Rua São José, em Fernão Velho, na capital de Alagoas. Há nove anos, ela decidiu adotar mulheres com deficiência intelectual. As “meninas”, como elas são chamadas, convivem em perfeita harmonia desde que saíram de casas de tratamento psiquiátrico ou foram encaminhadas por familiares à casa de Dona Helena.

Sempre sorrindo e de bem com a vida, Dona Helena conta que trabalhou durante anos como auxiliar de enfermagem na área de obstetrícia. Mas, quando se aposentou, se sentia sozinha. Ao assistir a uma reportagem sobre os pacientes do Hospital Portugal Ramalho, única unidade de saúde psiquiátrica pública em Alagoas, as histórias das mulheres tocaram o coração da aposentada. Foi quando ela teve a ideia de trazer algumas pacientes para morar em sua casa.

Carinho e amizade prevalecem na família só de mulheres. (Foto: Michelle Farias/G1)

Carinho e amizade prevalecem na família só de
mulheres. (Foto: Michelle Farias/G1)

“Quando cheguei ao hospital querendo adotar as meninas, todo mundo achou que eu estava louca. Foi um processo muito demorado. Depois de muitas tentativas, conversas e reuniões, consegui ficar com cinco, mas só nos fins de semana”, afirmou Dona Helena.

Depois ela conseguiu adotar as cinco mulheres do Portugal Ramalho, mas ainda não estava satisfeita. Foi então que Dona Helena resolveu alugar uma casa maior. “A convivência sempre foi tranquila. Nunca tive problemas com elas na casa. Se eu não as tivesse, minha vida não seria completa, eu não seria feliz”, revelou.

Com uma casa maior, o número de meninas também cresceu. “Aos poucos vieram mais mulheres do hospital. Algumas famílias que não tinham como cuidar dessas mulheres também me procuravam. Chegamos a ter 12 pessoas aqui, mas hoje temos apenas 10”, disse.

Aparecida sempre ajuda nos serviços domésticos. (Foto: Michelle Farias/G1)

Aparecida sempre ajuda nos serviços domésticos.
(Foto: Michelle Farias/G1)

As histórias das ‘meninas’ são tristes, a maioria foi abandonada pela família. Mas o que a aposentada não esperava é que essa relação iria mudar completamente a sua vida e das suas ‘filhas’.

Na casa, elas reaprenderam a fazer operações básicas do dia a dia como lavar roupas, cozinhar, ir à feira e até mesmo, fazer faxina sem o auxílio de ninguém. Devido à idade, algumas precisam de ajuda para fazer as atividades, mas mesmo assim, elas conseguiram ser independentes.

“Não entendo como algumas pessoas não acreditam que existe amor nessa casa. É puro preconceito. Mas quem conhece a nossa história entende que somos felizes. Todos os dias peço a Deus que me dê muita saúde para que minhas ‘meninas’ não fiquem desamparadas”, desabafou Dona Helena.

“O recado que deixo, não apenas para as mulheres, mas para todos é: quem tiver condições adote uma pessoa, você não sabe o bem que isso vai fazer para você e para o outro”, concluiu.

Da mais velha à mais nova, Dona Helena ama a todas por igual. (Foto: Michelle Farias/G1)

Da mais velha à mais nova, Dona Helena ama a todas por igual. (Foto: Michelle Farias/G1)

Contra tudo e contra todos, Dona Helena seguiu o seu sonho e pode ajudar essas mulheres a aprender o real significado da palavra “família”. Ninguém pode duvidar que na casa de nº 33 da Rua São José, mora uma família. Ou melhor, moram 11 mulheres felizes.

Pai que disse para filha filmar cenas com padre se defende: ‘não sou lixo’

Além da ordem polêmica para a filha, Ubiratan Homsi foi indiciado pois teria tentado extorquir o padre denunciado por abuso sexual

Ubiratan disse que pediu a filha que gravasse encontro pois sem provas 'não se vai a lugar nenhum'  Foto: André Naddeo / Terra

Ubiratan disse que pediu a filha que gravasse encontro pois sem provas ‘não se vai a lugar nenhum’ Foto: Daniel Ramalho / Terra

André Naddeo, no Terra

A notícia de que um padre, Emílson Soares Corrêa, 52 anos, de São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, teria abusado de duas meninas, agitou a opinião pública nos últimos dias. As imagens no vídeo são claras, evidentes e o acusado não as nega. Padre Emílson usou da máxima dos que rompem o celibato clerical ao dizer “que a carne é fraca”, e se defendeu afirmando que a relação foi consensual, com apenas uma das filhas de Ubiratan Homsi, que na época já teria 15 anos. O caso veio à tona depois que Ubiratan, segundo ele, consensualmente com a mãe da jovem (eles são separados), disse para a filha gravar os atos para obter provas.

As filhas de Ubiratan eram coroinhas do padre, e ele teria abusado delas numa banheira, em frente ao quadro da Santa Ceia. O consciente coletivo indaga: como um pai, sabendo que a filha teria sido violentada, a expõe novamente às cenas que repudiou?

Porque se eu fosse só acusar, neste País, sem provas, você não vai para lugar nenhum

“Se eu fosse só acusar, neste País, sem provas, você não vai para lugar nenhum”, rebate Ubiratan, que ainda tem sob os ombros um indiciamento, via Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), por ter supostamente cobrado dinheiro e uma casa para não revelar o vídeo para a imprensa. Já o padre foi indiciado por estupro de vulnerável.

O pai garante, porém, que tem mais material em vídeo que comprova não só a sua inocência, como traz evidências novas ao caso. Por enquanto, não quer revelar o conteúdo. Explica, no entanto, que já está nas mãos da delegada Martha Dominguez, à frente da investigação. “É revoltante”, diz, ao contestar o indiciamento por extorsão.

“Eu sou um pai, não sou um lixo. Um pai que bota a filha para ganhar dinheiro é um grande filho da puta”, esbraveja ainda, para logo responder que não só não pediu propina, como fez questão da prisão de Emílson e de apoio psicológico para as filhas. Segundo ele, sua promessa de que o caso seria levado à imprensa obrigou a uma interferência da Arquidiocese, pedindo que ele não fosse a público.

Fui covarde. Depois é que eu me dei conta que ela tinha caído nas mãos de um cara que tem 56 anos, oferecendo mundos e fundos

Ubiratan diz que hoje vive à base de calmantes, perdeu trabalho, que os vizinhos olham torto para ele, e se diz perseguido. Mas diz que não se arrepende de nada. Aliás, apenas de um ato que julgou ser uma covardia. “Bati nela”, confessa. “Fui covarde. Depois é que eu me dei conta que ela tinha caído nas mãos de um cara que tem 56 anos, oferecendo mundos e fundos, que mandava ela contar o dinheiro das doações, que dava doces, joias, carros e tudo mais. Dizendo que daria uma vida confortável para ela”, diz, fumando compulsivamente.

 

Pai de meninas abusadas por padre é indiciado por extorsão
Pai de meninas abusadas por padre é indiciado por extorsão
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Pais denunciam escola por proibir criança transgênero de usar banheiro das meninas

Coy Mathis, 6, usa roupas femininas e seus colegas costumavam se referir a ela por pronomes femininos

Coy Mathis, 6, usa roupas femininas e seus colegas costumavam se referir a ela por pronomes femininos

publicado no Educação UOL

No Estado de Colorado (EUA), uma criança transgênero de seis anos foi proibida pela escola de usar o banheiro feminino. Os pais estão acionando legalmente a escola pela proibição, as informações são do jornal Denver Post.

Coy Mathis, 6, nasceu menino mas se identifica como menina. Ela começou a frequentar a escola em dezembro de 2011, mas foi tirada após o problema, quando os pais Kathryn e Jeremy Mathis optaram pela educação doméstica.

Coy usa roupas femininas e seus colegas e professores costumavam se referir a ela por pronomes femininos. No entanto, os administradores da unidade decidiram, em dezembro, que a criança deveria usar o banheiro dos meninos, o banheiro dos funcionários ou o da enfermaria.

De acordo com a administração da escola, a decisão foi tomada “não apenas por Coy, mas pelos outros estudantes, seus pais” e o futuro impacto possível de um garoto usar o banheiro de meninas quando for mais velho.

Para os pais, a decisão da escola estigmatiza sua filha. “Isto a conduzirá a um futuro de assédio e intimidação e criará um ambiente inseguro. A escola tem uma excelente oportunidade para ensinar aos alunos que as diferenças são normais, e devemos abraçar suas diferenças, em vez de ensiná-los a discriminar alguém que é um pouco diferente “, disse a mãe ao jornal Denver Post.

Para mudar a sociedade

Ainda segundo o jornal Denver Post, a mãe conta que Coy insiste ser uma menina, e não um menino, desde o momento em que começou a falar.

“É importante para nós falar sobre o assunto, pois muitas pessoas têm tido medo de serem verdadeiras com elas mesmas”, disse Kathryn. “Elas sabem desde crianças quem são, mas têm medo de contar. Queremos ajudar a criar uma sociedade em que é normal ser quem você é.”



 

 

 

 

Cantora japonesa raspa cabelo como castigo por passar noite com jovem

À esquerda, Minami Minegishi em foto de junho de 2012, e, à direita, em imagem de quinta-feira (31), em vídeo (Foto: AFP/Toshifumi Kitamura e AFP/AKB48/YouTube)

À esquerda, Minami Minegishi em foto de junho de 2012, e, à direita, em imagem de quinta-feira (31), em vídeo (Foto: AFP/Toshifumi Kitamura e AFP/AKB48/YouTube)

Minami Minegishi, do grupo AKB48, foi flagrada por revista com dançarino. Ela disse ‘ter decidido sozinha’ castigar sua conduta ‘impensada e imatura’.

Publicado originalmente no G1

Minami Minegishi, integrante do grupo musical japonês AKB48, surpreendeu fãs ao publicar um vídeo no YouTube na quinta-feira (31) em que é vista com a cabeça raspada. Ela descreve o visual como um autocastigo por ter passado a noite com um jovem, algo proibido nas normas impostas às meninas da banda.

“Peço perdão às outras integrantes da AKB48, a minha família, aos funcionários da minha produtora pelas preocupações que possam ter tido após a leitura de um artigo que apareceu hoje”, diz Minami Minegishi, apelidada de Mii-chan, de 20 anos. O vídeo já foi visto mais de 4 milhões de vezes.

Na quinta-feira, o semanário japonês “Shukan Bunshin” publicou, com fotografias, uma reportagem que indicava que em meados de janeiro Minami Minegishi passou uma noite na casa de um jovem dançarino de 19 anos. Nas imagens é possível vê-la entrando e saindo do edifício onde o jovem vive.

A AKB48 é uma banda integrada exclusivamente por meninas jovens que devem respeitar uma regra muito estrita que as proíbe de manter relações sexuais, uma imposição que tem por objetivo preservar sua imagem de pureza diante dos milhões de seguidores.

“Não sabia o que fazer, não pedi conselho a ninguém, nem à produtora, nem às outras integrantes do grupo”, respondeu a jovem após a publicação do artigo.

No vídeo visto mais de quatro milhões de vezes em 24 horas, Minami Minegishi acrescentou “ter decidido sozinha” castigar sua conduta “impensada e imatura” raspando a cabeça, uma imagem dura que incomodou muitos japoneses.

EUA: 1/3 das adolescentes já se encontrou com alguém que conheceu na web

Menina
Meninas que se apresentam provocativamente têm mais chance de serem alvos de conversas de cunho sexual na internet

Adolescentes maltratadas estavam mais propensas que outras garotas a apresentar-se online de forma sexualmente provocativa

Publicado na Veja on-line

Um estudo publicado na edição desta semana do periódico Pediatrics mostra que três em cada dez garotas entre 14 e 17 anos afirmam que já se encontraram com pessoas que conheceram online e que cuja identidade não havia sido confirmada previamente. A pesquisa mostra ainda os riscos que as adolescentes enfrentam na internet, principalmente aquelas que já foram vítimas de maus tratos, ou de abandono, ou apresentam problemas comportamentais ou baixa capacidade cognitiva.

O estudo foi realizado com 251 adolescentes do sexo feminino, das quais cerca de metade já havia sido vítima de maus tratos ou abandono, e durou de 12 a 16 meses, com o objetivo de observar o impacto dos comportamentos na internet nos subsequentes encontros marcados fora dela. “Se uma pessoa na internet está procurando uma adolescente vulnerável para começar uma conversa de cunho sexual, tal pessoa irá procurar alguém que se apresenta provocativamente”, disse Jennie.

Comportamentos de alto risco na internet incluem busca intencional por conteúdo adulto, autoapresentações provocativas em redes sociais e recebimento de chamados sexuais online. Por outro lado, segundo Jennie, uma “criação de alta qualidade” e o monitoramento dos pais ajudaram a reduzir a associação entre fatores de risco e esses comportamentos online, coisa que softwares com filtros que controlam a internet não têm capacidade de fazer sozinhos.

A partir dos resultados obtidos, a equipe chegou à conclusão de que modalidades de tratamento para adolescentes maltratadas devem ser ampliadas para incluir informações sobre segurança na internet. Tanto os pais como as adolescentes precisam estar cientes de que a autoapresentações online e outros comportamentos na internet podem aumentar a vulnerabilidade da pessoa.

O estudo faz parte de um trabalho maior da pesquisadora sobre comportamentos de alto risco na internet e foi financiado pelo National Institutes of Health. O trabalho deve prosseguir ainda por um período de cinco anos, com 3,7 milhões de dólares do governo federal para obter mais dados sobre esse tipo de comportamento na internet.

foto: Thinkstock