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SP: polícia prende pastor por estuprar filhas de 10 e 14

A filha mais velha contou à polícia que era estuprada desde os 10 anos, e a condição para que não revelasse os abusos a ninguém era de que o pai não molestasse a irmã mais nova

Chico Siqueira, no Terra

O pastor foi preso por volta das 16h30, na casa dos pais, em Araçatuba, cidade próxima a Birigui, onde ele estava morando desde que sua mulher o expulsou de casa (foto: Chico Siqueira / Especial para Terra)

O pastor foi preso por volta das 16h30, na casa dos pais, em Araçatuba, cidade próxima a Birigui, onde ele estava morando desde que sua mulher o expulsou de casa (foto: Chico Siqueira / Especial para Terra)

A Polícia Civil de Birigui, no interior de São Paulo, prendeu nesta sexta-feira um pastor evangélico acusado de abusar sexualmente de duas filhas, de 10 e 14 anos. A prisão preventiva foi pedida pela titular da delegacia da mulher, Izabel Cristina, ao concluir o inquérito sobre o caso. “Há todos os requisitos que sustentam a prisão preventiva, por isso, o inquérito foi finalizado com o pedido e a Justiça aceitou”, disse Cristina.

Os abusos foram denunciados pela filha mais velha ao ver o pai estuprando a irmã mais nova. Segundo a delegada, a denúncia contra o pastor vinha sendo investigada desde dezembro, quando avó das meninas levou o caso à polícia ao tomar conhecimento dos estupros cometidos pelo genro por meio da neta mais velha. Em depoimentos, as meninas confirmaram que haviam sido abusadas pelo pai.

De acordo com a delegada, exames realizados nas vítimas, pelo Instituto Médico Legal (IML), confirmaram os abusos. “Ele estuprou as duas, os laudos confirmaram”, disse a delegada.

A filha mais velha contou à polícia que era estuprada desde os 10 anos, e a condição para que não revelasse os abusos a ninguém era de que o pai não molestasse a irmã mais nova. Em dezembro, porém, ela o flagrou abusando da caçula e decidiu revelar a situação à avó materna.

O pastor foi preso por volta das 16h30, na casa dos pais, em Araçatuba, cidade próxima a Birigui, onde ele estava morando desde que sua mulher o expulsou de casa, ao tomar conhecimento das acusações. Ele não apresentou reação quando policiais deram voz de prisão. O pastor foi levado para um presídio de detentos sentenciados por crimes sexuais.

A polícia não divulgou os nomes para preservar a identidade das vítimas.

Sutiã para meninas de 4 anos vira moda nos Estados Unidos

Pais e psicólogos se preocupam com a velocidade em que as peças têm ganhado adeptas

malibu-sugar-purple-rhinestone-little-girls-bralettePublicado no Terra

Uma nova moda entre as crianças tem chamado atenção de mães e psicólogos nos Estados Unidos: meninas de 4 e 5 anos não querem mais sair de casa sem sutiã. Chamadas de “bralettes”, as peças são feitas de malha, podem ser usadas por meninas com idade entre 4 e 13 anos, não têm apelo sensual, são coloridas e parecem uma blusa mais curta. As informações são do site The Gloss.

No entanto, além dos investimentos das indústrias fabricantes, as meninas andam deixando as mães loucas porque todas as amigas têm a peça, o que automaticamente faz dela um item obrigatório entre a turma. Apesar dos sutiãs infantis servirem quase como um top, as meninas não enxergam isso e acham mesmo que, com tão pouca idade, já precisam usá-los.

Especialistas se preocupam com a situação, já que isto é mais um indício de que a infância acaba cada vez mais cedo e que as crianças têm que se sujeitar às pressões adultas novas demais. Além disso, a moda pode ser mais um complicador na forma como as meninas lidam com o corpo e a imagem.

“Meu problema com estes sutiãs é expor as meninas ao que isto pode significar na imagem delas. Não ter um destes pode fazê-las entender que tem algo errado com elas e que elas precisam logo ter peitos ou, ainda pior, que uma menina de cinco anos já tem expectativas disso. Eu ficaria horrorizada se elas começassem a colocar enchimentos nestes sutiãs”, diz Lori Evans, professora do departamento de psiquiatria infantil da Universidade de Nova York.

Acampamento só para meninas tem rock, feminismo e atitude

Sorocaba recebe o Girls Rock Camp pelo segundo ano consecutivo.
Aulas de música, skate e defesa pessoal fazem parte do currículo.

Girls Rock Camp Brasil recebeu 60 meninas durante a semana em Sorocaba (Foto: Babi Góes/G1)

Girls Rock Camp Brasil recebeu 60 meninas durante a semana em Sorocaba (Foto: Babi Góes/G1)

Fernando Cesarotti, no G1

“Não à Barbie! Não à Barbie!” O grito esganiçado sai da garganta de uma menina miúda, que aparenta não ter mais de 10 anos, e ecoa pela sala de aula, mas não se trata de nenhuma revolução punk-infantil: é apenas um momento de ensaio de uma das 10 bandas formadas no Girls Rock Camp Brasil.

É uma espécie de acampamento de verão, que reuniu 60 garotas de 7 a 17 anos para uma semana de música e diversão em Sorocaba (SP). Saídas de vários lugares do Brasil, as meninas se reúnem para aprender música – mas, acima de tudo, para celebrar coisas como a amizade, o trabalho em grupo, a solidariedade e a autoestima.

“Eu adoro o som que ela faz”, diz Alice, de 7 anos, sem parar de tocar a bateria nem na hora em que fala com o repórter. Com a guitarra na mão, Maria Fernanda, de 9 anos, conta que a inspiração veio de casa. “As minhas primas têm uma banda”, diz. “E você também quer ter uma?” “Claro!”

“Nosso foco é o empoderamento feminino. O objetivo não é formar bandas nem revelar talentos, mas mostrar que as meninas podem fazer o que elas quiserem, inclusive ter uma banda de rock. Mostrar que elas são iguais aos meninos e não precisam depender deles para nada”, explica Flavia Biggs, socióloga, guitarrista com mais de uma década de estrada na cena do rock independente e diretora do evento.

Muita atenção na hora de receber noções básicas de guitarra (Foto: Jéssica Ribeiro/Girls Rock Camp)

Muita atenção na hora de receber noções básicas de guitarra (Foto: Jéssica Ribeiro/Girls Rock Camp)

Flavia se inspirou no Girls Rock Camp americano, criado em 2001 e que ela frequentou em três ocasiões. Depois de organizar diversas oficinas específicas de guitarra para meninas, ela organiza um evento de temática feminista óbvia, mas sem explicitar a palavra “feminismo”. “As meninas em geral têm uma formação individualista, de competir umas com as outras, além de passiva, ou seja, de esperar que outra pessoa tome a atitude.” Por isso, explica, a ausência de meninos: “Se eles estivessem aqui, provavelmente tomariam a frente para organizar e liderar tudo. Por isso, para que a gente possa treinar essa atitude independente, é que o evento é feito só de meninas”, completa

Há ainda o componente artístico. Bandas só de mulheres são muito mais raras que bandas de homens – que, eventualmente, aceitam uma mulher como vocalista. “A gente não é incentivada a tentar instrumentos como guitarra, baixo e bateria, acaba muitas vezes relegada a cantar ou tocar teclado, que seria uma coisa mais feminina. Aqui, a gente mostra que esse tipo de escolha não tem nada a ver com o sexo”, diz Patricia Saltara, outra das organizadoras, também ela guitarrista e membro de banda.

As inscrições para o evento se encerraram em apenas quatro dias – e ainda sobrou uma fila de espera com cerca de 40 nomes. No ato, as meninas já tinham que escolher um instrumento, e uma das primeiras atividades do acampamento, aberto na última segunda-feira (13), foi a formação de 10 bandas, cada uma delas com seis integrantes – vocalista, duas guitarristas, baixista, tecladista e baterista -, separadas pela afinidade musical.

Como saber tocar não era condição para participar, as meninas aprendem um pouco de teoria musical, recebem dicas de composição e noções básicas de cada instrumento. Cada grupo tem de compor uma música própria para a apresentação de encerramento, que será neste sábado (18). Mas dizem que rock não é só música, mas atitude – e, por isso, as aulas são intercaladas com oficinas de skate e silk screen, para fazer as camisetas personalizadas das bandas.  “Com isso, elas aprendem a ter responsabilidade, a respeitar a opinião da maioria, a ter uma verdadeira concepção do que é trabalhar em grupo”, diz Flavia.

Também estão no “currículo” aulas de defesa pessoal, para prevenção de situações de assédio e violência. Elas se dividem em grupos e metade representa meninos em posição ofensiva, enquanto outras colocam a mão na frente do rosto para afastar o “oponente” enquanto gritam “não” em voz alta.

Atenta, Alice não larga da bateria nem para dar entrevista (Foto: Fernando Cesarotti/G1)

Atenta, Alice não larga da bateria nem para dar entrevista (Foto: Fernando Cesarotti/G1)

Colaborações
O ambiente colaborativo é uma característica fundamental do evento, bancado em parte pelas inscrições das participantes (50 delas pagaram R$ 75 e dez ganharam bolsa), parte por shows beneficentes realizados no segundo semestre do ano passado e parte por doações. A reportagem do G1 presenciou, por exemplo, a chegada de uma carga de oito caixas de picolé e dezenas de panetones, tudo dado por uma comerciante.

As instrutoras são todas voluntárias e recebem apenas a alimentação e a hospedagem – e muitas delas ainda emprestam seus próprios instrumentos. “É um ambiente que toca muito quem acredita na música como catalisador de transformação social”, discursa Patrícia Saltara.

Palco do evento desde sua primeira edição, no ano passado, a EE Prof. Júlio Bierrenbach de Lima, onde Flavia Biggs já deu aulas de sociologia, também não cobra nada. “Faz parte de nosso papel interagir com a comunidade e colaborar com a valorização do mundo feminino”, discursa a diretora, Maria Helena Vieira de Camargo. E o barulho não incomoda? “Claro que não. A escola deve ser um núcleo de propagação de todo tipo de conhecimento, e a gente dee se renovar, gostar de tudo”, completa.

As aulas e oficinas se encerraram na sexta-feira (17). Neste sábado, o bar Asteroid, que fica na rua Aparecida, 737, no bairro Santa Rosália, recebe o show de encerramento. Pais e parentes já estão empolgados. Os ingressos serão vendidos na hora, e costuma lotar. “No ano passado não coube todo mundo, ficou gente de fora”, relembra Flavia. Quem quiser ir deve chegar cedo. E melhor não levar a Barbie.

O amor pela música não tem idade nem tamanho (Foto: Fernando Cesarotti/G1)

O amor pela música não tem idade nem tamanho (Foto: Fernando Cesarotti/G1)

Igreja evangélica demoniza Cosme e Damião, mas vai distribuir guloseimas

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Publicado no Extra

Um grupo de evangélicos está tirando doce de criança com uma mão para dar com a outra. A troca acontece em pleno Dia de São Cosme e São Damião, comemorado em 27 de setembro na cultura popular. E dentro da igreja Projeto Vida Nova, na Vila da Penha, onde os pastores “convidam” mil meninas e meninos a entregar-lhes os saquinhos que conseguiram na rua para receber outros, “abençoados por Deus”.

- É apenas um convite. Só entrega os doces quem quer. Geralmente, os saquinhos são queimados, representando fim de todo o mal que, por ventura, foi direcionado às crianças – avisa o pastor Isael Teixeira.

Ele conta que geleia, pipoca doce, bananada e pirulito chegam às mãos de oito a dez mil crianças, nos 70 templos da unidade, ao lado de uma surpresa: a Bíblia. É para comer “orando”.

- A gente pede para trocar o doce abençoado (da igreja) pelo amaldiçoado. Nosso projeto é um meio de trazer as crianças (que não são evangélicas) para o bem, livrando-as do mal. Se a criança come doce (de rua), pode plantar uma semente dentro dela. Eles (outros religiosos) invocam os espíritos para que entrem nos doces – diz.

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A entrega dos sacos gospel é promovida na igreja há mais de 20 anos. Três deles com a presença da cabeleireira Raquel Cristo, de 36 anos, uma fiel convertida.

- Se alguém dá doce para meu filho na rua, eu até pego para não fazer desfeita. Mas depois jogo fora. Minha mãe foi espírita e nós vivíamos doentes. Ela fazia mesa de doces de Cosme e Damião e chamava sete crianças para comê-los. Hoje, acredito que a função disso era transferir a nossa doença para elas.

Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), babalaô Ivanir dos Santos, a ação evangélica “dá sentido a uma mentira”.

- Estão fazendo troca simbólica com as crianças porque, no fim das contas, também dão doces. Demonizar a fé de outra religião e ter um mesmo sentido, que é o doce, é um ato de intolerância. E isso, sim, é pecado.

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A vice-presidente do Movimento Umbanda do Amanhã (Muda), Marilena Mattos, concorda.

- Isso é um fiel retrato da intolerância religiosa. Eles estão mostrando que não aceitam a Umbanda como religião, pois estão denominando nossos rituais como sendo do mal – defende.

Outra casa de Deus onde também há entrega de doces é a católica Paróquia da Ressureição, no Arpoador. Mas algumas crianças atendidas lá ouviram que os saquinhos seriam do diabo.

- Algumas disseram que a professora falou isso. Esse fanatismo de alguns evangélicos pode nos levar a um extremismo. Incutem o medo nas crianças ao dizer que o doce é do diabo. E isso não é de Deus – diz o padre José Roberto Devellard.

Psicóloga especializada em crianças, Katia Campbell diz que as polêmicas religiosas não conseguem competir com o verdadeiro interesse dos pequenos.

- As crianças não entendem isso. Elas só querem o doce.

Intolerância assusta

Surpresa O padre José Roberto Devellard, da Paróquia da Ressurreição, no Arpoador, conta que ficou impressionado quando uma menina, sem saber quem ele é, lhe disse que os saquinhos de doce não são de Deus.

Um novo ciclo O pastor Isael Teixeira diz que a partir de amanhã pode ser aberto um ciclo de trabalhos em cima de crianças e jovens, já que São Cosme e São Damião são festejados pela igreja católica no dia 26; na Umbanda e no Candomblé, no dia 27, e na igreja ortodoxa em 1º de novembro.

Recado No lugar da foto dos santos gêmeos, o saco de doces do Projeto Vida Nova, na Vila da Penha, estampa a frase: “Jesus, o único protetor das crianças”.

Liberdade A troca de sacos de doce na igreja evangélica não é um ato de intolerância religiosa, afirma o pastor Isael Teixeira. “Temos a liberdade”, alerta.

Igualdade “Nossos doces são tão iguais ao dos pastores. Vamos à loja, compramos, enchemos os saquinhos e distribuímos às crianças. Não há nada que faça mal a elas. Respeitamos a distribuição de doces deles, mas repudiamos a troca dos saquinhos”, diz pai Renato de Obaluaê, presidente da Irmandade Religiosa de Cultura Afro-Brasileira.

Divergência “O problema não é dar doce, mas trocar os sacos”, opina o babalaô Ivanir dos Santos.

dica do Sidnei Carvalho

Uma história de amor e dedicação: conheça Helena e suas 10 ‘meninas’

Aposentada de 63 anos adotou mulheres com problemas psiquiátricos.

Dona Helena e suas 'meninas' convivem em harmonia, como família que são. (Foto: Michelle Farias/G1)

Dona Helena e suas ‘meninas’ convivem em harmonia, como família que são. (Foto: Michelle Farias/G1)

Michelle Farias, no G1

Apesar das diferenças, elas convivem em perfeita harmonia.

Uma história de amor e abdicação. Assim pode ser resumida a vida da auxiliar de enfermagem aposentada Maria Helena dos Santos, de 63 anos, mais conhecida por “Dona Helena”. Ela mora com dez ‘filhas’ na casa de nº 33 da Rua São José, em Fernão Velho, na capital de Alagoas. Há nove anos, ela decidiu adotar mulheres com deficiência intelectual. As “meninas”, como elas são chamadas, convivem em perfeita harmonia desde que saíram de casas de tratamento psiquiátrico ou foram encaminhadas por familiares à casa de Dona Helena.

Sempre sorrindo e de bem com a vida, Dona Helena conta que trabalhou durante anos como auxiliar de enfermagem na área de obstetrícia. Mas, quando se aposentou, se sentia sozinha. Ao assistir a uma reportagem sobre os pacientes do Hospital Portugal Ramalho, única unidade de saúde psiquiátrica pública em Alagoas, as histórias das mulheres tocaram o coração da aposentada. Foi quando ela teve a ideia de trazer algumas pacientes para morar em sua casa.

Carinho e amizade prevalecem na família só de mulheres. (Foto: Michelle Farias/G1)

Carinho e amizade prevalecem na família só de
mulheres. (Foto: Michelle Farias/G1)

“Quando cheguei ao hospital querendo adotar as meninas, todo mundo achou que eu estava louca. Foi um processo muito demorado. Depois de muitas tentativas, conversas e reuniões, consegui ficar com cinco, mas só nos fins de semana”, afirmou Dona Helena.

Depois ela conseguiu adotar as cinco mulheres do Portugal Ramalho, mas ainda não estava satisfeita. Foi então que Dona Helena resolveu alugar uma casa maior. “A convivência sempre foi tranquila. Nunca tive problemas com elas na casa. Se eu não as tivesse, minha vida não seria completa, eu não seria feliz”, revelou.

Com uma casa maior, o número de meninas também cresceu. “Aos poucos vieram mais mulheres do hospital. Algumas famílias que não tinham como cuidar dessas mulheres também me procuravam. Chegamos a ter 12 pessoas aqui, mas hoje temos apenas 10”, disse.

Aparecida sempre ajuda nos serviços domésticos. (Foto: Michelle Farias/G1)

Aparecida sempre ajuda nos serviços domésticos.
(Foto: Michelle Farias/G1)

As histórias das ‘meninas’ são tristes, a maioria foi abandonada pela família. Mas o que a aposentada não esperava é que essa relação iria mudar completamente a sua vida e das suas ‘filhas’.

Na casa, elas reaprenderam a fazer operações básicas do dia a dia como lavar roupas, cozinhar, ir à feira e até mesmo, fazer faxina sem o auxílio de ninguém. Devido à idade, algumas precisam de ajuda para fazer as atividades, mas mesmo assim, elas conseguiram ser independentes.

“Não entendo como algumas pessoas não acreditam que existe amor nessa casa. É puro preconceito. Mas quem conhece a nossa história entende que somos felizes. Todos os dias peço a Deus que me dê muita saúde para que minhas ‘meninas’ não fiquem desamparadas”, desabafou Dona Helena.

“O recado que deixo, não apenas para as mulheres, mas para todos é: quem tiver condições adote uma pessoa, você não sabe o bem que isso vai fazer para você e para o outro”, concluiu.

Da mais velha à mais nova, Dona Helena ama a todas por igual. (Foto: Michelle Farias/G1)

Da mais velha à mais nova, Dona Helena ama a todas por igual. (Foto: Michelle Farias/G1)

Contra tudo e contra todos, Dona Helena seguiu o seu sonho e pode ajudar essas mulheres a aprender o real significado da palavra “família”. Ninguém pode duvidar que na casa de nº 33 da Rua São José, mora uma família. Ou melhor, moram 11 mulheres felizes.