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Cachorro adota duas crianças abandonadas pela mãe alcoólatra

publicado no Globo Rural

Uma prova de que o amor maternal transcende barreiras. Depois que a mãe de Mbogo, de 7 anos e sua irmã mais nova, de 6 anos, abandonou os filhos por causa do alcoolismo, as duas crianças estão sob os cuidados de uma babá nada convencional. A cachorra Oscar assumiu o papel de mãe e cuidadora dos meninos.

Há alguns anos, os dois irmãos estão morando na casa de sua avó, Susan Wanjiku, em um pobre vilarejo no Quênia, na África. No entanto, ela dificilmente fica em casa, então quem toma conta das crianças é a cadela.

Oscar não tira os olhos deles, os acompanha até a escola, espera e os traz de volta. Inclusive, já os resgatou inúmeras vezes, os ajudando a achar o caminho de casa, quando os dois se perderam pela mata.

O vídeo está em inglês e as entrevistas no dialeto local, mas vale a pena ver as belas imagens:

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Planeta_Bicho_cachorro_adota_crianças_quênia (Foto: Reprodução/YouTube)

“Meninos Hércules” podem ter crescimento afetado por exagerar no exercício

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Publicado no UOL

Apelidados pela família como os irmãos “Hércules”, os garotos romenos Giuliano Stroe, 9, e Claudiu Stroe, 7, possuem uma rotina diária de duas horas de levantamento de pesos e exercícios impressionantes até para um adulto. Eles treinam para serem os garotos mais fortes do mundo e são apoiados pela família, composta por fisioculturistas, segundo matéria publicada no Daily Mail.

Giuliano, que já quebrou dois recordes mundiais, alcançou sucesso graças ao seu canal do Youtube, com mais de 50 mil inscritos e 12,5 milhões de visualizações, e sua página no Facebook, que tem mais de 1,2 milhão de curtidas. Claudiu segue os passos do irmão mais velho e também aparece nos vídeos.

Mas pediatras ouvidos pelo UOL são contrários à prática de exercícios pesados por crianças e afirmam que eles podem trazer uma série de problemas para a saúde dos pequenos. Segundo o presidente do Departamento de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Gustavo Foronda, uma rotina exaustiva de exercícios pode levar a lesões musculares, articulares e comprometer o crescimento. “Pode causar alterações na placa de crescimento da criança e sobrecarregar o sistema vascular, podendo causar uma hipertrofia miocárdica no futuro”, afirmou.

O pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Taufi Maluf Junior, afirma que, além disso, a sobrecarga de exercícios pode causar desidratação nas crianças. “A criança tem mais facilidade de desidratar que os adultos. Então, praticar exercícios pesados pode provocar perda de água e, com ela, substâncias importantes para o organismo. Sem falar nos danos para a coluna vertebral, que se for submetida a um volume grande de peso pode sofrer deformidade”, explicou.

O pai dos meninos, Iulian Stroe, 35, contou em entrevista ao tabloide britânico que está determinado a fazer seus filhos famosos para que eles possam ajudar financeiramente a família, que já viveu em Florença, na Itália, mas foi obrigada a retornar à Romênia por dificuldades financeiras. Eles sonham em viver na Grã-Bretanha.

Tanto o pai quanto a mãe de Giuliano e Claudiu defendem o regime de treinamento das crianças. “Eles possuem habilidades naturais para isso, nada é forçado. É o que Deus planejou para eles”, disse o pai ao Daily Mail.

Maluf Junior diz que a prática de exercícios adequados é muito importante para o desenvolvimento da criança. “A carga precisa ser dosada de acordo com a faixa etária da criança. Exercícios feitos da maneira correta aprimoram a força muscular, fortalecem o tecido ósseo, são bons para o sistema respiratório, circulatório e até para a pele”.

Segundo ele, o exercício mais indicado para crianças é aquele com o qual ela mais se identifica. “Não adianta colocar a criança para jogar futebol se ela não gosta da atividade. Não tem que ser o que os pais querem, mas o que ela quer, porque a atividade precisa ser prazerosa”, acrescenta.

OIT estima que trabalho forçado gera US$ 150 bilhões de lucro por ano

trabalho-escravoPublicado por Leonardo Sakamoto

Relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho, nesta segunda (19), estima que o trabalho forçado na economia privada gera lucros anuais ilegais de 150,2 bilhões de dólares. A entidade havia estimado, em 2012, em cerca de 20,9 milhões o número de trabalhadores sob essas condições em todo o mundo (22% por exploração sexual forçada, 68% por outros tipos de exploração do trabalho e 10% por trabalho imposto pelo Estado) e é com base nessa quantidade que a estimativa de lucro foi feita.

“Profits and Poverty: The Economics of Forced Labour” [Lucros e Pobreza: Aspectos Econômicos do Trabalho Forçado] afirma que dois terços desse total (ou seja, 99 bilhões) sejam oriundos da exploração sexual comercial, enquanto 51,2 bilhões vêm da exploração com fins econômicos – que inclui agropecuária, extrativismo, indústria, comércio, trabalho doméstico, entre outras atividades.

As estimativas, feitas através de extrapolações com base em dados regionais, não foram produzidas para cada país.

“O trabalho forçado é nocivo para as empresas e para o desenvolvimento, mas sobretudo para suas vítimas. Este relatório imprime um novo caráter de urgência aos nossos esforços para erradicar o quanto antes esta prática altamente rentável, mas fundamentalmente nefasta”, afirmou em nota divulgada à imprensa o diretor geral da entidade Guy Ryder.

De acordo com dados divulgados pela OIT:

- Mais da metade das vítimas de trabalho forçado são mulheres e meninas, principalmente na exploração sexual comercial e trabalho doméstico;
- Homens e meninos são, sobretudo, vítimas de exploração econômica, na agricultura e mineração;
- 34 bilhões de dólares em lucros ficam com a construção civil, indústria, mineração e serviços;
- 9 bilhões de dólares ficam com a agricultura, incluindo silvicultura e pesca;
- 8 bilhões de dólares são economizados em residências privadas que ou não pagam ou pagam menos que o devido aos trabalhadores domésticos submetidos ao trabalho forçado.

Lucro anual do trabalho forçado por região

Ásia-Pacífico: US$ 51,8 bilhões de dólares
Economias Desenvolvidas e União Europeia: US$ 46,9 bilhões
Europa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 18 bilhões
África US$ 13,1 bilhões
América Latina e Caribe: US$ 12 bilhões
Oriente Médio: US$ 8,5 bilhões
Mundo: US$ 150,2 bilhões

Lucro anual por vítima de trabalho forçado por região

Economias Desenvolvidas e União Europeia: US$ 34,8 mil
Oriente Médio: US$ 15 mil
Europa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 12,9 mil
América Latina e Caribe: US$ 7,5 mil
Ásia-Pacífico: US$ 5 mil
África US$ 3,9 mil

Crises de renda e pobreza estão entre os principais fatores que levam ao trabalho forçado. Falta de educação formal, analfabetismo, gênero e migrações são listados como fatores de risco e de vulnerabilidade. Entre as medidas voltadas a combatê-los, o relatório aponta:

- Reforçar os pisos de proteção social a fim de evitar que os lares pobres contraiam empréstimos abusivos no caso de uma perda imprevista de renda;
- Investir na educação e na formação profissional para incrementar as oportunidades de emprego dos trabalhadores vulneráveis;
- Promover um enfoque da migração baseado nos direitos a fim de prevenir o trabalho clandestino e os abusos contra os trabalhadores migrantes;
- Apoiar a organização dos trabalhadores, inclusive nos setores e indústrias vulneráveis ao trabalho forçado.

Decisão judicial obriga pais que optavam por homeopatia a vacinarem seus filhos

vacinasPublicado no Última Instância

Na última terça-feira (24\9), o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), por meio da Promotoria da Infância e Juventude de Jacareí, obteve liminar da Justiça obrigando os pais de duas crianças a a encaminhá-los para vacinação gratuita. Os pais tratavam os filhos apenas com homeopatia e não permitiam que as crianças recebessem as vacinas disponibilizadas pelo poder público, alegando não acreditar na eficácia da imunização.

Segundo a sentença, os pais têm cinco dias para providenciar a vacinação obrigatória dos filhos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de um salário mínimo revertida para o fundo gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Se decorridos 10 dias sem que a sentença judicial seja cumprida, a Justiça determinou ainda a expedição de mandado de busca e apreensão das crianças, como medida protetiva, para encaminhamento dos meninos à Secretaria de Saúde para o recebimento das vacinas.

O procedimento teve início a partir de uma denúncia encaminhada ao MP pelo Conselho Tutelar de Jacareí. O órgão foi acionado pela diretora da escola municipal em que um dos filhos do casal estuda, ao constatar que o garoto não possuía carteira de vacinação.

Convocada ao Conselho e à Promotoria de Justiça para receber orientação sobre a obrigatoriedade e importância sobre a vacinação, a mãe das crianças afirmou não acreditar na eficácia das vacinas, alegando que o tratamento homeopático ministrado aos filhos é suficiente para a imunização, sem colocar a vida dos filhos em risco, no que teve a anuência do marido.

Ela ainda tentou argumentar que teria, supostamente, o respaldo médico para tal, de um homeopata e de um pneumologista. Mas os especialistas pediatras, por escrito, negaram veementemente terem contra-indicado a vacinação para os infantes.

Os argumentos da inicial, integralmente acolhidos, baseiam-se no direito individual de proteção integral da saúde da criança e também na repercussão da não vacinação na rede de saúde pública.

Polêmica: site vende perucas para bebês meninas não serem confundidas com meninos

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publicado no Extra

A maioria não se importa, mas alguns pais não gostam de ver suas menininhas confundidas com bebês do sexo masculino. Um site americano trouxe a solução – e alguma dose de polêmica. O Baby Bangs! colocou à venda perucas para bebês de todas as cores: loirinhas, ruivas, negras…

“Na Baby Bangs!, nós acreditamos na beleza da infância. Nossos projetos únicos são polvilhados de magia! Inspirando um mundo de maravilhas e momentos memoráveis, místicos e mágicos para você e sua bebê valorizarem para sempre!”, diz o site.

De acordo com as informações disponíveis, não é necessário usar presilhas de metal ou qualquer coisa do tipo para fixar a peruca, vendida por 29,95 dólares (R$ 67,70).

O site Jezebel divulgou uma crítica às perucas para bebês. Os leitores também não gostaram da ideia.

peruca-bebes

“Como nosso bebê pode sobreviver se ela passar um ou dois meses, sem que as pessoas saibam que ela é uma menina?”, ironizou uma das leitores.

“Eu já disse isso uma vez e vou dizer de novo: se o seu bebê já pode ser distinguido como menina ou menino, provavelmente há algum tipo de problema na hipófise dele, e você terá coisas maiores para se preocupar”, brincou outro leitor.