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Mulher recebe conta telefônica de R$ 70 mil por acessar Facebook em viagem

Publicado no UOL

Helen Christie, 40, recebeu conta de R$ 70 mil após postar fotos de viagem de férias no Facebook

Helen Christie, 40, recebeu conta de R$ 70 mil após postar fotos de viagem de férias no Facebook

A britânica Helen Christie, 40, tomou um susto ao ver sua conta telefônica após ter voltado de férias da Turquia. Depois de usar o smartphone em roaming (fora da área de cobertura contratada) para postar fotos no Facebook de sua viagem, a cobrança dizia que ela deveria pagar £ 19.656 mil (cerca de R$ 70 mil). As informações são do tabloide britânico “The Daily Mail”.

Segundo Helen, ela contratou um plano na operadora Orange que custava £ 6 (aproximadamente R$ 22) por dia para usar a internet. Porém, o valor diário acabou ficando £ 2.700 (R$ 9.600). De acordo com a empresa de telecomunicações, a conta alta ocorreu, pois a cliente desmarcou uma opção que limita os gastos de dados em até £ 42 (cerca de R$ 150) por dia.

“Eu achei este valor uma afronta. Todas minhas férias custaram £ 700 [cerca de R$ 2.500]. As táticas usadas pelas operadoras são assustadoras – as pessoas não percebem o que essas companhias estão fazendo”, disse Helen em entrevista do tabloide britânico “The Mirror”.

Depois de ser contatada por um jornal britânico, a operadora Orange informou que reduziria o valor a ser pago para £ 875 (R$ 3.109) pelo caráter “excepcional das circunstâncias”. Mesmo assim, Helen disse que entraria com uma ação para reduzir ainda mais o valor.

A União Europeia tem planos de eliminar as tarifas de roaming entre os países membros do bloco econômico. Recentemente, a Comissão Europeia sugeriu que o custo de telefonemas entre países da região tenha o mesmo valor de uma ligação local. A proposta ainda precisa ser votada pelos 28 países membros.

Documentário revela que grupo feminista Femen era controlado por um homem

femen

Publicado na Folha de S. Paulo

O grupo feminista Femen ficou conhecido nos últimos anos pela forma incomum de chamar a atenção para os direitos das mulheres: mostrando os seios.

Não houve topless na sessão de “Ukraine Is Not a Brothel” (“A Ucrânia não é um bordel”), documentário da australiana Kitty Green apresentado nesta quarta-feira (4), fora de competição no Festival de Veneza. Mas o barulho foi grande mesmo assim.

O primeiro longa a mostrar os bastidores do grupo formado na Ucrânia revelou que Viktor Svyatsky, tido como um simples consultor do Femen, na verdade é um dos criadores do movimento e o liderava até um ano trás.

“Eu não sabia o papel de Viktor”, conta a cineasta de 28 anos que passou 17 semanas viajando com o grupo, filmou mais de 100 protestos pela Europa e exibiu o longa pela primeira vez em Veneza acompanhada de Sasha e Inna Shevchenko, duas das mais conhecidas integrantes do Femen.

“Essa é a verdade por trás do movimento e nós queríamos contar a verdade, por isso estamos aqui”, conta Inna. “Viktor nos deu a compreensão completa do que o movimento poderia ser, mas ele não faz mais parte do grupo. Ele foi o detonador de tudo, mas agora o Femen tem mães.”

O documentário mostra o fundador do Femen como um homem agressivo e manipulador, que se recusou inicialmente a aparecer no filme de Green. “Foi bom tê-lo em nossas vidas para sabermos como os homens podem ser grandes canalhas. Mantemos Viktor em nossas memórias para ficarmos mais fortes”, diz Sasha.

GAROTAS FRACAS

Em uma das partes mais paradoxais do longa, Svyatsky explica a razão de ter sido responsável pela organização do grupo: “Essas garotas são fracas”. “Sim, é um paradoxo quando existe um homem liderando um movimento feminino”, admite Inna. “Mas o Femen não foi baseado em teorias. As mulheres começaram a se reunir e havia vários homens no nosso círculo. O problema é que ele sentiu que precisava de mais espaço, porque é um homem. E homens precisam ter o poder.”

O filme sugere que a ideia de escolher garotas bonitas para protestar de topless veio também de Svyatsky, mas as suas integrantes negam.

“Infelizmente não posso dizer que Viktor não seja real, mas o modo de protestar foi uma decisão coletiva. Éramos nós na rua gritando, não vamos esquecer isso”, rebate Sasha, sempre lembrando que o Femen agora se espalhou para 10 filiais na Europa, com sede em Paris.

“Não aguentávamos ficar mais sob seu controle. Agora temos várias líderes”, finaliza Sasha.

Vaga para estágio em estúdio pornô em SP recebe mais de 500 currículos

brasileirinhas

Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

A bolsa-auxílio de R$ 900 não é astronômica e os benefícios se resumem a R$ 6 diários de vale transporte e vale-refeição a combinar. Mesmo assim, a vaga de estágio para tratar imagens do estúdio pornográfico Brasileirinhas recebeu mais de 500 currículos desde que foi anunciada na internet, nesta semana.

“Pelo que eu vi, já tem de 500 currículos para mais”, diz o diretor da produtora, Clayton Nunes. A vaga pede conhecimentos de linguagens digitais como PHP e HTML e o anúncio avisa em uma observação: “Não possuir restrição para trabalhar com conteúdo adulto”.

Afinal, o estúdio tem entre as estrelas do seu catálogo nomes como Kid Bengala e famosos que fazem incursões no mundo do pornô, como Rita Cadillac, Alexandre Frota e Gretchen.

Mas a disputa candidato/vaga é menor do que o número grande de postulantes pode sugerir. “A maioria [dos currículos que chega] é na brincadeira. Sério mesmo não chega a 10%”, afirma Nunes. “É cheio de tarado.”

TODA NUDEZ SERÁ TRATADA

Dos 30 funcionários que batem cartão no escritório, em lugar não revelado do centro da cidade, “uns 20 são mulheres”, afirma o chefe. “E ninguém trabalha pelada, como pensam uns caras que se candidatam. Quando vem alguma atriz, ela passa por aqui rapidinho. E de roupa.”

Além de só ver gente nua na tela do computador, o estagiário terá um bom trabalho pela frente. “Lançamos uns 12 filmes por mês. E todas as fotos, seja pra capa do DVD ou para o site, precisam de um tratamentozinho. É um trabalho legal”, garante o contratante.

Mas o encanto pelo material de ofício se quebra rápido, garante o empresário. “Em duas semanas, vira produto. Você se familiariza de tal forma que vira como se você estivesse tratando imagem de Bom Bril.”

dica do Ed Brito

Em tempos de protesto, tome cuidado com as brigas que você compra

foto: Marcelo Brandt

foto: Marcelo Brandt

Alexandre Versignassi, na Superinteressante

A real é a seguinte: não é com reza que você muda um país.

A essa altura, milhões de pessoas já estão convencidas de que o único jeito de criar um Brasil novo é extirpar esse sistema corrupto pela raiz. E nunca, nunca houve um momento mais propício para isso.

Nossos governantes tiraram sarro dos nossos direitos – e continuam roubando a gente até o último centavo. Políticos assim esperam o quê? Só podem esperar revolta mesmo. Essa revolta precisava de uma válvula de escape. E acabou de encontrar.

No final, aliás, quem vai decidir quem está certo é a história. E ela vai condenar justamente quem está no poder hoje – quem, diante de tudo o que está acontecendo no país, leva mais em conta o próprio ego que o bem da comunidade.

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O texto aí em cima não é meu. É do Hitler. São partes do Mein Kampf (Minha Luta), o livro/cartilha revolucionária que ele começou a escrever em 1923, enquanto estava preso por uma tentativa de golpe de estado. Só troquei“Alemanha nova” por “Brasil novo”. E deixei o texto em português do século 21, para não parecer alienígena.

O original, aliás, é particularmente mal-escrito. E as ideias ali parecem ter sido elaboradas por uma lagartixa. Mesmo assim, o Mein Kampf foi uma peça importante para que o país mais intelectualizado do mundo acabasse nas mãos de um psicopata obtuso. Então cuidado com o que você lê ou ouve no calor deste momento. A hora no Brasil é histórica. Fato. Mas nem todo mundo que está surfando nessa onda merece a sua atenção. É o caso de quem fala em fechar o Congresso, imolar a presidente, acabar com a democracia. Porque de vez em quando a democracia acaba mesmo. E o que vem no lugar é invariavelmente pior.

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Panicat sustenta pai em estado vegetativo

Apesar do brilho no rosto no ‘Pânico’, Carol Dias revela que, no ano passado, seu pai sofreu um AVC

Carol Dias já chegou a ter apenas água e pão em sua geladeira

Carol Dias já chegou a ter apenas água e pão em sua geladeira

Publicado originalmente no Diário SP

Há dois meses no “Pânico na Band”, a panicat Carol Dias, 26 anos, vem se destacando na atração, com reportagens externas. Apesar do brilho no rosto durante as gravações,  ela revela que, no ano passado, o pai dela, de 63 anos, sofreu um AVC e ficou em estado vegetativo.  Sendo assim, atualmente, a renda dela é a maior da casa – ela tem a mãe e outros dois irmãos – e o dinheiro é usado para pagar a clínica onde o pai vive e recebe tratamentos de fisioterapia e acompanhamento médico.

“Na verdade, ele é consciente, mas não toma banho, não anda, não faz nada sozinho.  Então, para ele, é melhor ficar por lá. Eu gostaria de ficar mais com ele, mas preciso aproveitar o momento para trabalhar”, diz.

Mesmo assim, a moça não lamenta a vida que leva. “Eu vejo o lado bom e sou muito família. Há seis anos, passamos por uma situação muito difícil”, conta. Na ocasião, a família de Carol tinha uma loja de cama mesa e banho e acabou perdendo tudo. “Cheguei a ter  pão e água na minha geladeira”, conta a morena, que, na época, teve de trabalhar em três lugares diferentes. “Às 5h eu levantava e ia para uma academia. Depois, trabalhava num shopping e à noite fazia eventos numa balada”, lembra-se a moça.

E se surgirem propostas para revistas masculinas ela vai aceitar, sim. “Não vejo problema algum. É um trabalho bacana. Com certeza, um dinheiro muito bem-vindo”, finaliza.