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Conheça a história da clássica imagem de fundo de tela do Windows XP

Publicado no IG

Prestes a completar 13 anos, o Windows XP teve o fim do seu suporte decretado. Na próxima terça-feira (8), a Microsoft deixará de fornecer atualizações para essa versão. Segundo mais popular no mundo, o XP é um dos sistemas mais populares da história da tecnologia. E um dos aspectos mais marcantes é sua imagem de fundo de tela. Esta.


Divulgação

Windows XP foi lançado em 25 de outubro de 2001

A imagem do céu azul e dos campos verdes apresentada como papel de parede padrão do Windows XP é real e foi batizada de Bliss pela Microsoft. O curioso é que há uma história de amor por trás da imagem, de acordo com um texto da Cnet.

Era 1996 e o fotógrafo Charles O’Rear dirigia pela região das vinícolas de Sonoma, na Califórnia, para ver Daphne, sua então namorada. Segundo Charles, era janeiro, época do ano de bastante chuva conhecida como meio-inverno nos Estados Unidos. Uma tempestade parecia se aproximar, mas tão logo ela se foi, as nuvens brancas chegaram para contrastar com a grama verde brilhante característica desse período do ano.

Diante da paisagem, Charles parou o carro e fez a foto com uma câmera de filme Mamiya RZ67. Segundo o fotógrafo, essa não tinha sido a primeira vez que ele tentava fotografar as colinas da região usando um filme Kodachrome 64, seu preferido.

Sem nenhum tipo de retoque digital, a imagem foi enviada para o Corbis, serviço de licenciamento de fotos fundado por Bill Gates em 1989. Na época, o Corbis não devia ter mais que 50 fotógrafos inscritos. Hoje, são mais de 100 milhões de imagens no banco de dados.

Nem Charles nem a Microsoft divulgam quanto foi pago pela foto na época, mas estima-se que ela tenha sido uma das mais caras de todos os tempos. Charles diz não saber como a Microsoft encontrou sua foto, ou seja, quais termos de busca foram usados para localizar a imagem.

O fotógrafo conta ainda que vários anos depois do lançamento do Windows XP recebeu um e-mail de um dos engenheiros da Microsoft. Ele queria saber onde a fotografia havia sido feita. O e-mail dizia: “nós estamos apenas curioso sobre onde essa fotografia foi feita. A maioria de nós do departamento de engenharia acha que foi ‘photoshopada’ [manipulada digitalmente no Photoshop]. Alguns pensam que ela foi feita não muito longe da sede da Microsoft, em Washington”.

Charles esclareceu que estavam todos errados e que o lugar era real, que a foto foi feita perto de onde ele morava (em Santa Helena, no condado de Napa), e que a sua imagem era original. A Microsoft, no entanto, havia cortado a foto para que ela coubesse na área de trabalho e reforçado o verde da colina.

Apenas por diversão, o fotógrafo fez uma versão de Bliss no Photoshop a partir de outras fotografias suas e o resultado não é nem de perto bom como a original.

Com o fim do suporte ao Windows XP, a foto que nasceu com ele pode desaparecer. Mas Charles não está preocupado com isso, ele acha que Bliss será para sempre. “Quando você tiver 90 anos, em algum lugar, uma fotografia como a Bliss vai aparecer e você vai dizer: eu me lembro disso, quando tivemos computadores na nossa mesa, ela estava na tela. Em qualquer lugar neste planeta, se você parar alguém na rua e mostrar a fotografia, eles vão dizer: eu vi isso em algum lugar, eu reconheço.”

A disseminação mundial do Windows XP significa que Bliss foi vista em lugares bastante distantes. Charles comenta um foto recente que recebeu. A imagem foi feita na Coreia do Norte por um fotógrafo autorizado a entrar no país e traz dois homens sentados em uma usina próximos a um computador. “Quem está na foto?”, questiona Charles. “Bliss”. Até imagens oficiais da Casa Branca já estamparam sua foto para não dar detalhes do que era feito nos computadores.

Charles já colaborou com National Geographic e fotografou para o Los Angeles Times. Atualmente, passa grande parte do seu tempo fotografando regiões produtoras de vinho de todo o mundo para livros, a trabalho, e para o seu site, o Wineviews.com. Segundo sua esposa, Daphne, aquela mesma, Charles foi um dos últimos fotógrafos de sua geração a migrar para o digital. Agora, depois de sete ou oito anos, ele não se vê sem sua Panasonic Lumix LX3 com lente de 28 milímetros.

Sobre ter suas fotos em outros papeis de parede do sistema operacional da Micorosoft, Charles conta que continua esperançoso, que mandou seu número de telefone, mas que ninguém ligou pedindo outra imagem. Enquanto isso, na casa que divide com Daphne, Bliss continua a estampar a tela do computador.

Vazam os preços que a Microsoft cobra do FBI para fornecer dados de usuários

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Publicado no Gizmodo

Não é nenhum mistério que agências governamentais dos EUA obrigam empresas de tecnologia a lhes dar acesso, previsto por lei, a dados de usuário. Também sabe-se que as empresas de tecnologia cobram o governo por isso – e agora sabemos o preço.

Basicamente, a Microsoft cobra do FBI centenas de milhares de dólares por mês para acessar informações sobre você. E eles estão cobrando cada vez mais caro. Mas especialistas dizem que isso é até mesmo desejável.

O Exército Eletrônico Sírio (SEA) diz que hackeou a super-secreta Unidade de Tecnologia para Interceptação Digital (DITU) do FBI, onde encontraram faturas da Microsoft detalhando quanto custou cada solicitação de dados.

Uma fatura de dezembro de 2012 totaliza US$ 145.100, ou US$ 100 por pedido. A taxa dobrou em agosto de 2013, quando a Microsoft cobrou do FBI US$ 200 por pedido, recebendo um total de US$ 352.200. A fatura mais recente, de novembro de 2013, é de US$ 281.000.

Lembre-se: todas essas somas correspondem ao valor mensal dos pedidos. Multiplique isso por 12, e você terá milhões de dólares por ano – tudo pago com os impostos dos americanos.

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Mas parece que é algo positivo ver a Microsoft cobrando do FBI por essas solicitações – esta é a opinião que vários especialistas dizem ao Daily Dot. Por quê? Basicamente, porque isso mantém um registro das transações, o que dá uma ideia da frequência com que o FBI pede acesso a dados privados – mais uma vez, tudo isto é permitido por lei.

Isso tudo assume que os documentos são reais. Apesar de sabermos que o Exército Eletrônico Síriojá hackeou a Microsoft antes, é sempre difícil dizer se os documentos vazados são mesmo reais.

No entanto, especialistas analisaram os documentos antes de a SEA lançá-los de forma pública, e acreditam que essas faturas são legítimas. “Eu não vejo nenhuma indicação de que eles não são reais”, diz o advogado da EFF ao Daily Dot. “Se eu fosse criar algo falso, eu iria fazer algo bem mais chamativo do que isso.”

Além disso, a Microsoft anunciou em seu blog que sofreu uma invasão no início deste ano. “Parece que os documentos associados a investigações policiais foram roubados”, diz o post.

O problema, aqui, é a falta de transparência; para isso, precisamos dos hackers.

Japonês aposentado transformou o Microsoft Excel em uma ferramenta para criar arte

excel-art-tatsuo-horiuchi-18Daniel Junqueira no Giz Modo

O Microsoft Excel é um software muito importante para quem trabalhar com números e planilhas, e, para ser sincero eu nunca me dei muito bem com ele. Tatsuo Horiuchi, um japonês aposentado de 73 anos, por outro lado, domina a arte do Excel como poucas pessoas no mundo: ele usa as planilhas e fórmulas para fazer arte.

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Quando estava para se aposentar, Horiuchi procurava um desafio para o restante da sua vida. Ele viu então pessoas usando o Excel para criar gráficos, e pensou “”provavelmente eu consigo desenhar nisso.” Ele nunca precisou usar o Excel para trabalhar, mas não demorou para dominar as técnicas do software. E, agora, ele acredita que o Excel é melhor para esse tipo de coisa do que o Paint, o software bem simples da Microsoft para criação e edição de imagens.

A história de Horiuchi não é exatamente nova, e já tem alguns anos que ele brinca de pinturas no Excel. Em 2006, ele ganhou o prêmio Excel Autoshape Art Contest e, ao observar a sua obra e as criações dos seus concorrentes, é fácil notar o abismo que há entre a técnica de Horiuchi no Excel e a dos outros.

Abaixo estão duas das suas obras – Flores de Cerejeira no Castelo Jogo, de 2006, e Kegon Falls, de 2007. Você também pode baixar o arquivo de Excel das duas obras nos links a seguir:

Flores de Cerejeira no Castelo Jogo (2006)
Kegon Falls (2007)

tatsuo-horiuchi-1Flores de Cerejeira no Castelo Jogo

tatsuo-horiuchi-2Kegon Falls

[Bored Panda, Spoon & Tamago]

Mídia social: Qualquer pessoa pode ser encontrada em apenas 12 horas

Cientista do Instituto Masdar realiza estudo que mensura a rapidez com que é possível rastrear indivíduos aleatórios em todo o mundo utilizando redes sociais

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Publicado originalmente no ProXXIma

Em 1967, o psicólogo americano Stanley Milgram enviou 160 pacotes para pessoas escolhidas aleatoriamente nos EUA, pedindo-lhes para encaminhá-los a um único indivíduo que vivia em Boston. A tarefa incluiu uma regra simples: Os destinatários só poderiam enviar cada parcela para alguém que sabia em uma base do primeiro-nome.

Para sua surpresa, Milgram descobriu que o primeiro pacote chegou ao seu destino através de apenas duas pessoas. Em média, ele descobriu que as encomendas chegaram ao seu destino através de cinco pessoas, o que equivale a seis graus de separação.

Desde então, o trabalho de Milgram tem sido utilizado por diversas empresas e recentemente foi adotado nas redes sociais. Por exemplo, a Microsoft diz que as pessoas na sua rede do Messenger estão separados por 6,6 graus de liberdade. Já o Facebook relata que os seus usuários estão separados por apenas quatro graus.

Mas há outro elemento deste trabalho que tem sido menos bem estudado, que é o tempo que se leva para viajar via rede social. No experimento de Milgram, o primeiro pacote chegou em apenas quatro dias. Mas os outros levaram muito mais tempo.

Assim, uma questão interessante é a rapidez com que é possível percorrer uma rede social – para rastrear uma pessoa aleatória em toda a rede.

Hoje, temos uma resposta graças ao trabalho do Alex Rutherford, do Instituto Masdar de Ciência e Tecnologia, em Abu Dhabi. O cientista conseguiu medir o tempo que se leva para rastrear indivíduos aleatórios em todo o mundo, utilizando redes sociais.

A conclusão do estudo aponta que, em média, qualquer pessoa tem apenas 12 horas de separação de outra. O mais interessante foi a forma com que Rutherford conseguiu atingir esse resultado. O cientista e alguns amigos participaram de um concurso intitulado Desafio Tag, no qual o objetivo era encontrar cinco pessoas, em cinco cidades diferentes na América do Norte e Europa. Eles venceram o concurso e, de quebra, atingiram um resultado surpreendente.

Via Mashable

dica do Guilherme Massuia

Facebook revela até o que não é compartilhado

Um estudo da Universidade de Cambridge revelou a quantidade cada vez maior de informações pessoais que podem ser reunidas por programas de computador que rastreiam como as pessoas usam o Facebook. 

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Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

Você sabe quem tem acesso a suas informações no Facebook? Um estudo da Universidade de Cambridge revelou a quantidade cada vez maior de informações pessoais que podem ser reunidas por programas de computador que rastreiam como as pessoas usam o Facebook. Tais programas podem mostrar, a partir de dados privados não divulgados e de opções de “curtir”, informações como a orientação sexual, uso de drogas e até mesmo se os pais separaram-se quando o usuário era criança.

Trata-se de um dos maiores estudos do tipo – contou com a participação de cientistas da equipe de psicometria e de um centro de pesquisa financiado pela Microsoft. Os profissionais analisaram dados de 58 mil usuários da rede social para prever traços e outras informações que não eram fornecidas por seus perfis.

Os algoritmos foram 88% precisos ao prever orientação sexual masculina, 95% para raça e 80% para religião e inclinações políticas. Tipos de personalidade e estabilidade emocional também foram diagnosticados com precisão de 62% a 75%.

O Facebook não quis comentar o estudo, que reforça preocupações crescentes sobre privacidade nas redes sociais, mesmo quando as pessoas ajustam as configurações de privacidade de seus perfis para restringir o compartilhamento de informações. Pelo menos 5% dos usuários que o estudo apontou como gays, por exemplo, não estavam conectados a nenhum grupo explicitamente homossexual.

Para Michal Kosinksi, um dos autores da pesquisa, as técnicas da universidade podem ser facilmente replicadas por empresas para mostrar determinados atributos que um usuário não gostaria de compartilhar, como inclinações políticas ou orientação sexual. “Usamos métodos genéricos e simples. Empresas de marketing e de internet podem gastar muito mais tempo e recursos e ter mais precisão do que nós”, afirmou.

Kosinski afirma, no entanto, que o estudo não teve o objetivo de desencorajar o compartilhamento de informações. “Eu não desencorajaria as pessoas a se abster da tecnologia – o leite já está derramado e já há muita informação por aí. Eu sugiro que sejam aumentados os níveis de privacidade e a pressão dos consumidores ao usar os serviços que oferecem maior privacidade”.

O lucro da privacidade

Recentemente, a União Europeia concordou em derrubar propostas para uma avaliação radical da regulação de privacidade. A atitude revela a relutância de governos em constranger empresas de internet que poderiam estimular o crescimento econômico e é um reflexo do lobby feroz de companhias como Facebook e Google.

A pesquisa de dados pessoais na internet vêm se tornando um grande negócio. A Wonga, que concede empréstimos online no Reino Unido, realiza análises de crédito em segundos com base em milhares de dados, incluindo perfis de Facebook. Já a cadeia de supermercados Tesco começou a usar seu histórico de consumidores para vender anúncios online direcionados.