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Latas de Coca-cola Zero agora vão ter nomes de destinos turístico

Foram escolhidos os 100 destinos mais desejados pelos brasileiros. Na campanha anterior, embalagens estampavam nomes de pessoas.

publicado no G1

A nova campanha da Coca-Cola zero traz o conceito “Quanto Mais Viagens Melhor” nas embalagens do refrigerante. De acordo com a empresa, foram escolhidos os 100 destinos mais desejados pelos brasileiros, sendo 80 nacionais e 20 internacionais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Floripa, Milagres, Torres, Maraú, Jalapão, Londres e Dubai.

Latas de Coca-Cola zero trazem o nome de 100 destinos turísticos (Foto: Divulgação/Coca-Cola)Latas de Coca-Cola zero trazem o nome de 100 destinos turísticos (Foto: Divulgação/Coca-Cola)

Na campanha anterior, as embalagens do refrigerante estampavam os nomes mais comuns entre jovens adultos. “Foram feitas diversas ações com o consumidor e a campanha teve amplo engajamento nas redes sociais. Somente no aplicativo da marca, foram mais de 7 milhões de latas virtuais criadas”, disse a companhia.

As novas embalagens já estão sendo produzidas, e a previsão, segundo a empresa, é que até o final do mês o comércio da maioria das regiões do país já tenha o refrigerante dessa campanha à venda.

Religião e alucinação

GALHO SECO

Ricardo Gondim

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram maridos agonizar sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca verem a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, motoristas, cozinheiros, enfermeiras, pedreiros, professoras, terão dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos fantasiosos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade, fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando… Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

imagem: internet

Bíblia salva a vida de mulher na Baixada Fluminense

A bíblia impediu que o projétil atingisse Danúbiah, que estava na garupa

Publicado originalmente no Extra

A Bíblia salvou Danúbiah Mendes. Armazenada no baú da motocicleta de seu marido, o montador de móveis Marcos Souza, o livro foi capaz de interromper o trajeto de um projétil, impedindo-o de atingir as costas da mulher, que estava na garupa. O casal, que é evangélico, raramente transporta a Bíblia no compartimento.

— Nós estávamos saindo de uma igreja em Austin, a caminho da que frequentamos, em Vilar dos Teles — explicou Danúbiah.

O fato aconteceu no último domingo. O casal estava na Via Dutra, na altura da saída para São João de Meriti, por volta de 19h40m, quando ouviu três tiros.

O baú da motocicleta furado pela bala
O baú da motocicleta furado pela bala

— Eu estava ultrapassando três carros. Quando ouvi o barulho, acelerei mais — completou o marido.

Os dois só se deram conta do que havia acontecido depois que o culto da igreja acabou. Ao abrir a Bíblia, viram as páginas rasgadas e chegaram a pensar que alguma criança tinha feito o furo com uma caneta. Mas logo perceberam que uma bala estava dentro do livro, na altura do capítulo oito do apocalipse.

— Sempre acreditei na salvação em muitos aspectos, mas dessa vez foi uma coisa visual. Vi a bala ali dentro, lembrei dos tiros e chorei — disse Danúbiah.

— A Bíblia salva de muitas maneiras. Dessa vez, foi físico. Algumas folhas de papel salvaram a vida da minha esposa — disse, emocionado, Marcos.

Fotos: Fábio Guimarães / Extra