Coca-Cola é multada após objeto ser achado dentro de garrafa

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Publicado no Estadão

Um fabricante da Coca-Cola foi multado após um consumidor achar um objeto estranho dentro de uma garrafa. A Uberlândia Refresco, no Triângulo Mineiro, foi autuada em R$ 665.623,33 após ser denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais.
De acordo com o MP-MG, a multa é administrativa e se deve à fabricação do refrigerante “com vício de qualidade”. O laudo que embasou a decisão foi realizado pela Fundação Ezequiel Dias, sendo que o consumidor fez a denúncia diretamente à Promotoria de Justiça de Defesa do Cidadão de Uberlândia.
Ele narrou ter comprado uma Coca-Cola de 1 litro em um supermercado do município, mas antes de abrir percebeu a presença de um corpo estranho no seu interior, parecendo um palito enrolado em um plástico. A garrafa foi encaminhada ao laboratório que fez análise constatando a impropriedade do produto.
O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Uberlândia, Fernando Rodrigues Martins, diz não existir dúvida sobre o vício de qualidade do produto. “A garrafa passou por duas instituições públicas, as quais mantiveram o produto fechado. Ela foi aberta apenas para se verificar existência ou não de sabotagem”, contou.
Qualidade. Segundo ele, a olho nu era possível ver que havia algo dentro da garrafa no meio do líquido. Para Martins, situações assim indicam falha no sistema do fabricante, o que coloca em risco toda a população. O valor arrecadado com a multa vai para o Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, mas ainda cabe recurso.
A Coca-Cola Brasil não quis se pronunciar a respeito, sob o argumento de que a resposta cabe à própria fábrica. De acordo com a assessoria da companhia, nesse caso o porta-voz é o fabricante e é ele quem deve se manifestar, pois até “na questão jurídica é a indústria que está sendo citada”.
A multa foi anunciada nesta segunda-feira, 29, e a fábrica em Uberlândia anunciou que deverá apresentar recurso. Ela informou ter um rigoroso sistema de controle de qualidade e argumentou que, em casos de reclamação de produto em desacordo com os padrões, “o Código de Defesa do Consumidor determina a troca ou o ressarcimento, mediante entrega da embalagem pelo consumidor”.

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A banqueira do PT está na cadeia

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Leonardo Souza, na Folha de S.Paulo

A banqueira de Marina é socióloga e educadora, autora de mais de dez livros, um deles ganhador do prêmio Jabuti na categoria de melhor livro didático. A banqueira de Marina é fundadora do Cenpec (Centro de Pesquisa para Educação e Cultura), referência nacional na produção de material didático, na formação de professores e na avaliação de escolas.

Maria Alice Setubal anda de cabeça erguida e é festejada nos principais salões do país e no meio acadêmico como alguém que se dedica a melhorar a qualidade do ensino brasileiro. Especificamente nesta eleição, o “azar” de Neca, como Maria Alice é conhecida, foi nascer filha do dono do Itaú, Olavo Setubal, morto em 2008.

E a banqueira do PT? Onde está a banqueira do PT? As pessoas esqueceram quem é a banqueira do PT? Pois a banqueira do PT dorme num banco de concreto na penitenciária José Maria Alkimin, em Minas Gerais. Dona do Banco Rural, Kátia Rabello (foto) presidia a instituição à época do mensalão. Como presidente do Rural, segundo a Procuradoria-Geral da República, ela negociou os empréstimos que alimentaram os cofres do PT e o valerioduto para a compra de apoio da base aliada ao governo Lula no Congresso.

Neca Setubal entra pela porta da frente onde quiser. Kátia Rabello era recebida às escondidas pelo então ministro José Dirceu, mensaleiro-mor, preso na Papuda. Kátia Rabello foi condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. Sua pena foi estabelecida em 16 anos e 8 meses de prisão, mais o pagamento de R$ 1,5 milhão em multas.

A banqueira do PT é a primeira banqueira na história do país a ser condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela está impedida de exercer cargos públicos, de gerir instituições financeiras e de comandar conselhos de administração por um período correspondente ao dobro da pena privativa de liberdade que lhe foi imputada.

Ao contrário de Marina, que pode (e deve) se orgulhar de fazer campanha com a ajuda de Neca, Dilma Rousseff, se quisesse encontrar a banqueira de seu partido, teria de encarar a fila da penitenciária juntamente com os parentes e amigos dos demais detentos.

As visitas sociais na unidade prisional José Maria Alkimin ocorrem de forma alternada, aos sábados e domingos, das 8h às 17h. Os visitantes, contudo, devem ser cadastrados e aprovados pelo NAF (Núcleo de Assistência à Família), no centro de Belo Horizonte.

PS: Há de se corrigir aqui uma informação, maldosamente difundida desde que Marina virou uma ameaça ao projeto de poder do PT: Neca não é banqueira, nunca ocupou cargo no Itaú. Neca é herdeira, com 0,5% das ações do banco.

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Americano encontra mulher com quem sonhou por anos

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(Divulgação)

Chico Felitti, no Digo Sim

Título original: Darrell e Rosângela: dois sonhos em uma realidade

Darrell sempre sonhou com Rosângela . Rosângela sempre sonhou com Darrell.  Só que de jeitos bem diferentes.

O americano tinha 12 anos quando viu uma cena enquanto dormia. Estava numa festa em um casarão com uma mulher que nunca havia visto, mas que amava. A garoa da noite fazia o cabelo da moça ficar úmido, ele sentia na pele. E acordava.

Já Rosângela sonhava desde os 12 anos em sair da cidadezinha onde morava, no sul de Minas Gerais, e ir para os Estados Unidos. “Ainda criança, eu queria me casar com um americano!”

O sonho dele se repetiu, sempre à noite, “umas 30, 40 vezes” em 13 anos (dos 12 aos 25).

O sonho dela se repetia dia e noite na sua cabeça. “Eu via os filmes americanos e queria aquela vida para mim. Não sei exatamente o que era, mas queria.”

O sonho dele se transcorria dentro da casa da avó paterna em Salt Lake City, nos EUA.  “Era o amor da minha vida.”

O sonho dela levou-a a se mudar. Foi para Santos fazer faculdade e trabalhar, com uma ideia fixa. “Eu ia guardar dinheiro para ir para os Estados Unidos.”

O sonho dele levou-o a escolher uma especialização diferente da sua graduação, de antropólogo. “Descobri que havia um mestrado sobre sonhos e fui fazer.” Nas aulas, chegaram até a encenar a miragem que se repetia em muitas noites.

Sonho2 O casal, que hoje mora em Santos (ela desistiu de se mudar para os EUA) (Divulgação)

Rosângela não desistiu do sonho. Em 1989, ela decidiu que partiria assim que o ano virasse. Até comprou um apartamento para impressionar como profissional de sucesso na entrevista para o visto americano.

Darrell, sim, desistiu. “Na época eu gostaria de ter expurgado o sonho, porque ele não significava nada.” O último sonho que ele teve foi o único diferente de toda a vida. “Nele, essa pessoa estava na janela do apartamento onde eu morava, na avenida 9 de Julho, e não na casa da minha avó.” Nessa época, o americano já havia se mudado para São Paulo e trabalhava na editoria Internacional desta Folha.

Por sugestão de um amigo, ele, que terminara um namoro e estava desiludido, mandou uma carta para a seção de encontros amorosos da revista “Contigo”.  “Era um currículo, literalmente. Dizia o que eu tinha estudado e feito da vida.”

Enquanto isso, em Santos, uma colega de trabalho entrou na sala de Rosângela com uma revista “Contigo” na mão. Ela e as amigas brincaram que estavam encalhadas e que cada uma mandaria uma carta. Só ela mandou de fato. Dizia no papel “Quero me corresponder para fazer novos amigos”.

Ela recebeu umas 300 cartas. “Gente do Brasil inteiro, brasileiros que trabalhavam no Oriente Médio, enfim.”  Eram tantas missivas que até seu chefe ajudava a ler.

Mas ela respondeu uma só, a de Darrell. “Era um currículo, ele dizia os países que conhecia, o que tinha estudado, as línguas que falava. E ele era americano, né?”

Três dias depois, recebeu a resposta dele. Com uma foto. Na véspera do Natal, ele ligou para ela. Na do Ano-Novo, ela para ele.

Sonho3Ele só contou a ela dos sonhos recorrentes com seu rosto depois do casamento (Divulgação)

Em 13 de janeiro de 1990 marcaram de se ver, na estação Paraíso do Metrô. Ele a esperava na plataforma (“O casamento sempre começa no Paraíso!”). E esperou, e esperou. “Ela atrasou mais de duas horas.”

“Teve um congestionamento subindo a serra. Foi muito tempo de atraso”, confessa ela, que chegou na estação achando que ele não estaria mais ali.

Quando ele estava para ir embora, olhou para trás. “Virei e vi aquela mulher saindo do trem. Era ela. Foi bater o olho na orelha e no joelho dela e eu sabia. Eu queria falar aquilo, que ela era a mulher da minha vida, mas não podia, ela ia achar estranho.”

Três meses depois estavam casados.  O pedido formal nunca existiu. A decisão veio de uma frase proferida pelos dois. “Minha mãe não está muito contente de a gente estar morando juntos sem se casar.”

O encontro faz parte de uma palestra dele sobre sonhos e um livro sobre o mesmo assunto. Já narrou a história nos programas de Marcia Goldschmidt e de Olga Bongiovanni.

Rosângela Champlin, 56, e Darrell Champlin, 49, estão casados há 25 anos e vivem em Santos. “Depois dela, nunca tive outro sonho recorrente.”

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Performance feminista é interpretada como “ritual satânico”

No evento “Xereca Satânica”, realizado na UFF, uma mulher teve sua vagina costurada como forma de protesto

xerek-890x395Publicado por Revista Forum

Para questionar a liberdade ao próprio corpo e denunciar o alto índice de estupro, uma mulher teve sua vagina costurada no meio de uma festa na quarta-feira (29). A confraternização integrava a programação do evento “Xereca Satânica”, realizado no campus de Rio das Ostras da Universidade Federal Fluminense. A performance, no entanto, ultrapassou as paredes do prédio onde foi realizada.

Após uma “denúncia” feita à grande mídia, o evento promovido por alunos do curso de Produção Cultural como parte da disciplina “Corpo e resistência” tornou-se polêmico. Até a Polícia Federal anunciou que abriu inquérito para investigar a festa, devido ao suposto consumo de drogas, álcool, orgias e rituais satânicos.

Todavia, o chefe de departamento em que o evento foi promovido, Daniel Caetano, contestou as acusações. “Embora não tenham sido feitos ‘rituais satânicos’ e o título do evento fosse essencialmente provocativo (ao contrário do que o jornalismo marrom afirmou), precisamos dizer que não haverá de nossa parte qualquer censura a atos do gênero”, afirmou em uma publicação do Facebook.

Daniel apoia a performance, realizada por um coletivo de Minas Gerais que viajou para Rio das Ostras apenas para participar do evento. “É um coletivo que está habituado a fazer performances como a que aconteceu, feitas para chocar a sensibilidade das pessoas e fazê-las pensar sobre seus próprios limites”, explicou.

O principal objetivo da atividade era denunciar os altos índices de violência contra a mulher na cidade. Por isso, ele desafia: “Qualquer pessoa em cargo público que porventura se posicionar contra a performance será por nós inquirida acerca de suas atitudes prévias contra os estupros em Rio das Ostras”.

Autoras do Blogueiras Feministas divulgaram um texto em apoio ao evento. “Todos os dias violam nossos corpos, mutilam nossas expressões despadronizadas, todos os dias querem que nossas xerecas sejam santificadas”, ressaltaram. “Lamentamos informar a todos que continuaremos a produzir e construir formas antagônicas de valores e sociabilidade num mundo que caminha pela via da robotização das expressões do humano. Pedimos desculpas se incomodamos, mas somos humanos, demasiadamente humanos”.

dica do Gerson Caceres Martins

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PMs de BH admitem retirar moradores de rua na Copa

Polícia Militar promete que, se for preciso, usará a força para remover pessoas em situação de rua do perímetro isolado da Fifa.

f_250101Publicado por Metro BH [via Band]

A Polícia Militar anunciou que fará remoções de pessoas em situação de rua durante a Copa do Mundo, entre junho e julho, mesmo se for preciso o uso da força. A intervenção ocorrerá se o morador de rua se recusar a sair do perímetro isolado da Fifa e dos territórios adjacentes da Pampulha. Entidades de proteção a esse público ameaçam até a apelar a organizações internacionais para evitar a decisão.

“Se a permanência não for permitida, ele [pessoa em situação de rua] será convidado a se retirar nos limites que a lei determina. Se ele se recusar com força, a PM usará da força proporcional, conveniente, oportuna e necessária para restabelecer a lei”, explicou o porta-voz da Polícia Militar mineira, major Gilmar Luciano.

O Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis encaminhou uma orientação de como deve ser o trato com o morador de rua ao policiamento especializado e da capital. “A retirada das pessoas é completamente vedada. Vamos tomar todas as providências, até fora do território brasileiro, para evitar que isso aconteça”, afirma a advogada da entidade, Maria do Rosário de Oliveira.

Segundo o censo realizado pela prefeitura, 1.827 pessoas vivem ao relento hoje em Belo Horizonte.

Reforço

A Secretaria Municipal de Políticas Sociais anunciou nesta quinta-feira que aumentará em 30% o número de agentes para atender as pessoas em situação de rua. No entanto, a administração pública garante que não realizará recolhimento compulsório.

“Não acreditamos que essa seja a melhor medida e não temos esse tipo de conduta. Portanto, as pessoas vão ficar na cidade participando da festa como quiserem, orientadas a estar no espaço público de maneira regular. Isso significa que elas não podem fazer desse espaço uma condição de moradia”, diz a coordenadora do Comitê de População de Rua, Soraya Romina.

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