Aposentado que encarou Choque em protesto compara repressão à ditadura

foto: Paulo Whitaker/Reuters
foto: Paulo Whitaker/Reuters

Aguirre Talento, na Folha de S.Paulo

A imagem correu o mundo ontem: um senhor de verde e amarelo, bigode e óculos, alguns quilos a mais, encara a tropa de choque da PM do Ceará durante protesto nos arredores do estádio Castelão, em Fortaleza.

A foto de Silvio Mota, 68, peito colado aos escudos dos policiais do choque, pouco antes de confronto que terminou com 92 presos e ao menos sete feridos, se espalhou pela internet e foi parar na capa de jornais como a Folha e o “New York Times”.

Juiz do Trabalho aposentado, Mota é um ex-guerrilheiro que participou da luta armada contra a ditadura militar. Hoje ele é coordenador de um comitê no Estado que apura crimes cometidos naquele período.

COLEGA DE MARIGHELLA

Ex-colega de Carlos Marighella (1911-1969) na ALN (Ação Libertadora Nacional), Mota comparou a ação da PM durante o protesto à repressão que ocorria quando o país era uma ditadura.

“Ainda há resquícios daquele tempo: a doutrina de segurança nacional e a polícia avançando contra o povo como se fosse um inimigo”, afirma ele, que cita Marighella ao defender que ninguém faça “luta armada em condições de legalidade, porque há outras formas de luta”.

Mota decidiu encarar a PM após bombas de gás estourarem perto dele e da mulher.

Vestindo uma camiseta de repúdio à PEC 37, derrubada nesta semana no Congresso, caminhou em direção à barreira policial, cantando “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Enquanto isso, voavam pedras e paus que eram atirados pelos manifestantes.

“Não posso mais correr, então o jeito foi enfrentá-los. Tinha o dever de proteger minha esposa e os manifestantes”, diz o ex-guerrilheiro.

Mota discutiu com os policiais, que ameaçaram prendê-lo. Citou então sua condição de juiz e disse que não cometia nenhum crime naquele momento.

Só deixou o tête-à-tête quando os equipados policiais quiseram prender um militante do MST que também avançava em direção ao bloqueio. Ambos recuaram.

Mota deixou o local pouco depois –é diabético e precisava almoçar, disse. Após sua saída, o confronto se acirrou.

Para ele, os ataques dos manifestantes –que deixaram cinco PMs feridos– são “legítima defesa”, mas a onda de protestos pode virar “confusão generalizada” pela multiplicidade de pautas.

Filiado ao PT na década de 1980, ele deixou o partido ao se tornar juiz, e acha que a sigla “saiu dos trilhos”.

REFORMA POLÍTICA

A proposta de reforma política feita pela presidente Dilma Rousseff recebe elogios do juiz, mas a avaliação é que os protestos irão continuar ocorrendo no país.

“Quando partimos para uma luta, nunca temos certeza da vitória. Mas não é por isso que devemos parar de lutar”, reflete.

Há três anos, ele ostenta, tatuada no braço, uma epígrafe de sua vida: “Quando ouvires o trovão sem chuva chegando, não te assustes, são só os búfalos galopando”.

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Americano sobrevive a câncer e atua como zumbi em shows em Las Vegas

Billy Owen descobriu um câncer, se curou e acabou virando ator em Las Vegas Foto: Reprodução Huffington Post
Billy Owen descobriu um câncer, se curou e acabou virando ator em Las Vegas Foto: Reprodução Huffington Post

publicado no Extra

Billy Owen era um mecânico quando descobriu que possuía um tipo raro de câncer que afeta a cavidade nasal, segundo o site Huffington Post. Quando o americano descobriu, em fevereiro de 2010, soube que a taxa de sobrevivência era de dez por cento. Ele sobreviveu, mas agora há um buraco gigante onde era o olho direito. Ao invés de ficar deprimido, o ex-mecânico resolveu ganhar dinheiro atuando como zumbi em shows de Las Vegas.

– Eu tinha dores de cabeça e eu não conseguia respirar porque a minha narina direita estava totalmente fechada. Os médicos me deram descongestionantes pensando que era sinusite, mas minha esposa, empurrou-me para ver um especialista – diz Owen explicando como soube da doença.

A maioria dos sobreviventes da doença têm tumores retirados na fase inicial mas, no caso de Owen, o câncer se espalhou de tal forma que os médicos tiveram que retirar metade de seu rosto, incluindo seus olhos direito, os músculos e os nervos. Quando ele retira uma placa de metal, dá para colocar um dedo no buraco.

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Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

Alguns dos integrantes do grupo. (Foto: Facebook)
Alguns dos integrantes do grupo. (Foto: Facebook)

Julián Gonnella, no EFE [via UOL]

Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

“Pedi uma explicação, mas pelo meu orgulho tratei de ir embora rápido. Fui para a casa dos meus pais, e o outro dia foi muito difícil porque eu estava acostumado a compartilhar com minha mulher as atividades cotidianas, esse pequeno mundo tão gigante para o casal”, acrescenta.

No meio dessa angústia, o produtor artístico compôs uma canção e a postou no YouTube para que pudesse ser escutada por outros homens que também estivessem passando por uma desilusão amorosa.

Lázaro conta que a música teve grande repercussão nas redes sociais e que começou a receber vários contatos de pessoas que queriam saber “se se tratava de um clube de abandonados”, o que o encorajou a transformá-lo em uma realidade.

“A princípio, tive de suportar as gozações, mas eu tinha certeza do que fazia. Queria estender um laço entre os homens que estava passando por isso para evitar situações de violência contra essa mulher que não quer mais você. Para que o homem possa aceitar o abandono e ajudá-lo a reconstruir sua vida”.

O fundador sustenta que a página do clube no Facebook não é um lugar para expressar posturas machistas e que se algum integrante se manifestar de forma “violenta”, ele tenta convencê-lo a não insultar a mulher; se a atitude perdurar, o sujeito é bloqueado.

“O que apregoo é que a mulher continue sendo uma inspiração para a vida e não um objeto”, destaca.

A cada duas semanas essa comunidade promove reuniões itinerantes em diversos pontos da Argentina, mas Lázaro nega que o clube use técnicas dos grupos de autoajuda e destaca que ele também não é “um terapeuta que diz aos homens o que eles têm de fazer”.

“Não somos como os Alcoólicos Anônimos, que abrem uma roda, contam suas experiências e começam a chorar enquanto os outros integrantes os ouvem. Evito isso porque é muito cruel. Nos juntamos para fazermos coisas como assistir a um jogo de futebol. Podem parecer insignificantes, mas são muito importantes para o momento que essa pessoa está atravessando”, indica.

Lázaro se mostra orgulhoso de o clube ter ajudado muitos homens a compartilharem o seu abandono com outros, o que, segundo sua opinião, significa o rompimento de um “estereótipo machista”, já que habitualmente os homens tendem a ocultar a sua desilusão por medo ou vergonha.

“Admiro esses casais que podem ficar juntos por 40 anos, como meus avôs ou meus pais, mas estamos em uma época muito mais individualista, e isso faz com que os casais durem pouco e que não trabalhem para superar as crises. Mas também acredito que é possível encontrar uma parceira para toda a vida e busco isso”, conclui.

Roberto Lázaro, fundador do clube. (Foto: Facebook)
Roberto Lázaro, fundador do clube. (Foto: Facebook)

fotos: Yahoo!

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Marido registra a batalha de sua mulher contra o câncer em fotos emocionantes

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Vicente Carvalho, no Hypeness

“É ela” – é assim que Ângelo descreve a sensação que teve ao conhecer Jennifer, a mesma que seu pai teve quando conheceu a sua mãe. Eles então casaram, mas apenas 5 meses depois ela descobriu estar com câncer de mama, e de súbito falou: “Nós estamos juntos, vai ficar tudo bem”.

Ângelo resolveu registrar a luta de sua esposa durante os 5 anos que ela bravamente enfrentou a doença, no site “A luta da minha esposa com câncer de mama” (My wife with breast cancer).  Seu objetivo foi fazer com que as pessoas conhecessem mais sobre a doença, fizessem um exercício de empatia e, mais do que tudo, ele queria mostrar que o apoio e a vontade de viver do paciente é fundamental.

Se valeu a pena? E ele afirma que não trocaria os 5 anos que viveu com ela por nada no mundo. Vejam as fotos:

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Jen blurrySquarespace-4-of-30Squarespace-5-of-30Squarespace-5-of-30aSquarespace-6-of-30Squarespace-7-of-305-13-2011 Jen waiting to get chemo after 2 weeks in hospitalA passerby stares as Jen hails a cab.Squarespace-8-of-30After a summer walk, Jen sits in the window and paints her nails.10-9-2011 Man looking at Jen6-19-2011 Jen walking old lady covering her eyes to seeBeth reaching for Jens hand
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Soldado com três membros amputados consegue ser pai

Publicado no R7

O americano Andy Reid temia não poder ter filhos por causa das lesões

O soldado americano Andy Reid, de 36 anos, estampa no rosto sua alegria por ter se tornado pai depois de perder três membros. Ele temia não poder ter filhos por causa das lesões que sofreu ao pisar em uma armadilha do Taliban, no Afeganistão.

As informações são do The Sun.

— Estou gostando muito dA paternidade, é incrível. É um processo de aprendizagem que não é fácil, mas me adaptei.

Sua esposa Claire, de 31 anos, diz que o marido está gostando de ser pai e é muito amoroso com o pequeno William Alexander.

— Eles têm uma ligação incrível e Andy sabe exatamente o que fazer.

Com apenas um braço, Andy consegue trocar a fralda do filho, alimentá-lo e vesti-lo.

— Eu e minha esposa conversamos muito sobre como iríamos enfrentar minhas limitações. Fiquei muito feliz quando Claire ficou grávida.

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