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Povo vai escorraçar os ‘black blogs’ na Copa, diz ministra Marta Suplicy

Em Itapira, ministra da Cultura falou que povo agirá contra os ‘black blogs’.
Petista defendeu Lula e disse que estádios serão aproveitados para shows.

Publicado no G1

Marta Suplicy visita Itapira e defende a realização da Copa do Mundo (Foto: Reprodução / EPTV)

Marta Suplicy visita Itapira e defende a realização
da Copa do Mundo (Foto: Reprodução / EPTV)

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, se enrolou na fala ao defender, nesta quinta-feira (6), a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil e discursar contra os protestos que eventualmente ocorram contra o evento esportivo. A petista, que esteve em Itapira (SP) para uma inauguração, trocou o nome da tática “black bloc” e disse que “o povo vai escorraçar os black blogs”, que agirem contra o mundial.

“A gente vai se dar a mão, vai ser a Copa das Copas. Então, nós temos é que ficar tão fortes e contentes que a gente conquistou essa Copa que, se aparecer ‘black blog’, o povo vai escorraçar  ‘black blocs, blogs”. O povo está achando que a Copa é uma oportunidade muito boa’, falou ao ser questionada sobre os recursos empenhados pelo governo federal para a realização do campeonato previsto para junho. (veja o erro de pronúncia no 1min10 do vídeo acima).

Marta também defendeu o presidente Lula e disse que o evento será uma oportunidade de o Brasil mostrar que vai além do samba e do carnaval. “Vocês lembram o que o Lula fez para conseguir que viesse esta Copa? O esforço gigantesco que o Lula fez foi simplesmente porque ele gosta de futebol, gente? Ele fez esse esforço porque a Copa é uma oportunidade de o país se colocar, se mostrar. É a nossa oportunidade de a gente mostrar quem nós somos, que nós somos além do samba e do carnaval. Nós temos uma cultura maravilhosa.”, discursou.

Questionada sobre os gastos com os estádios, a ministra defendeu a utilização das estruturas para promover shows e outros eventos culturais após o término da Copa do Mundo. “Olha, eu fui para Brasília e fiquei impressionada. Não vai ser usada só para futebol. Lá, a agenda de shows está lotada para o ano inteiro. O Maracanã existe há 60 anos e nunca tinha tido reforma. No país do futebol, você não pode ter o Maracanã caindo aos pedaços”.

A ministra insistiu que a população é a favor do evento e vai se empenhar para que a realização transcorra normalmente. “O povo esta orgulhoso, vai dar o sangue para a Copa ser maravilhosa. Do que depender do povo, será. Agora, do que depender dos jogadores, a gente vai torcer”.

Truculência nos ‘rolezinhos
Marta, que inaugurava na cidade paulista um Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), espaço reservado para a formação artística em bairros de periferia, também comentou a realização dos rolezinhos. A petista acusou a polícia de ser despreparada e truculenta e disse que o não saber lidar com a situação causou uma “confusão que não precisava”.

“Houve um pânico dos grandes shoppings porque a gente vive um momento de  transformação do país. Tudo é muito novo, as pessoas não sabem lidar. Então, passa na internet que vai ter 2 mil jovens entrando no shopping. Bom, o cara fica em pânico, chama a polícia, não sabe o que fazer. E a polícia não tem preprao, é truculenta e aí desenvolveu toda uma confusão que não precisava”, afirmou. Marta disse que o Ministério prepara um encontro para ouvir jovens de diferentes segmentos para entender as demandas das pessoas dessa faixa etária.

Senador italiano compara ministra negra a orangotango

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Publicado no UOL

Um senador do partido da Liga do Norte comparou Cecile Kyenge, primeira ministra negra da história da Itália, a um orangotango, o que provocou a reação do chefe de Governo, Enrico Letta.

Sábado, durante uma reunião de seu partido em Treviglio (norte), o senador Roberto Calderoli, conhecido por suas declarações polêmicas, declarou que a ministra de origem congolesa Cecile Kyenge “faz bem de ser ministra, mas deveria o ser em seu país (…) Eu me consolo quando navego na internet e vejo as fotos do governo. Adoro animais (… ), mas quando vejo imagens de Kyenge, não posso deixar de pensar em suas semelhanças com um orangotango, mesmo que eu não diga que ela seja um deles”.

Essas declarações imediatamente repercutiram nas redes sociais, provocando uma onda de indignação.

Neste domingo, em um comunicado oficial, Enrico Letta reagiu pessoalmente: “as palavras que apareceram hoje na imprensa e atribuídas ao senador Calderoli sobre Cecile Kyenge são inaceitáveis e ultrapassam qualquer limite”.

Em um comunicado, ele também expressou “sua plena solidariedade e apoio à Cecile”.

O presidente do Senado, Pietro Grasso, exigiu desculpas formais de Calderoli.

Cecile declarou neste domingo à agência de notícias Ansa que “não toma pessoalmente as palavras de Calderoli, mas elas me entristecem por causa da imagem que dão à Itália”. “Eu acredito que todas as forças políticas devem considerar o uso que fazem da comunicação”.

Em 2006, Calderoli precisou renunciar sob o governo Berlusconi após se exibir com um camiseta anti-islã sobre Maomé.

Desde sua nomeação, Kyenge precisou enfrentar várias manifestações hostis por parte da Liga do Norte, um partido aliado ao Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi.

Desde sua posse, no final de abril, a ministra foi alvo de agressões verbais e até ameças de morte postadas em sites racistas e em sua página oficial no Facebook.

Dica do Sidnei Carvalho

A ministra e a ira dos religiosos

Ligia Martins de Almeida, no Observatório da Imprensa

A ministra Eleonora Menecucci despertou a ira dos religiosos brasileiros – evangélicos e católicos – até mesmo antes de assumir a Secretaria de Política para Mulheres. E não foi por seu discurso de posse. Se houve culpa nessa história foi exclusivamente da imprensa – que apenas fez seu trabalho – ao lembrar que a nova ministra é a favor da descriminalização do aborto e, conforme entrevista à revista TPM, tem orgulho de ter uma filha gay.

O fato de a nova ministra ter dito que suas convicções pessoais deixam de ter importância ao assumir um ministério parece não ter convencido seus opositores. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) convocou – na véspera da posse – a união da bancada evangélica para “combater a abortista que nomearam ministra”. Mas se o deputado limitou-se a falar de aborto, um bispo católico foi bem além. O presidente da Comissão da Vida da regional Sul 1 (São Paulo) CNBB, dom José Benedito Simão, foi muito pouco cristão em sua análise da nova ministra:

“É uma pessoa infeliz, mal-amada e irresponsável, que adotou uma postura contra o povo e em favor da morte. Recebo com muita indignação as palavras da nova ministra, cuja pasta tem uma grande responsabilidade em favor da vida da mulher. Ela é infeliz, mas ninguém precisa ficar sabendo. Seu discurso mostra que ela pode estar reabrindo feridas que estavam cicatrizando” (O Estado de S.Paulo, 11/02/2012).

E não parou por aí. Segundo o jornal, o bispo também reclamou das declarações da ministra sobre as preferências sexuais de sua filha, afirmando que ela “deveria tomar mais cuidado para dar mau exemplo para nossos adolescentes”.

Nenhum dos opositores da ministra quis saber de suas propostas de trabalho à frente da Secretaria, nem considerou que o tema aborto sequer foi mencionado no discurso de posse, quando Eleonora Menecucci declarou:

“O desafio do Ministério de Políticas para as Mulheres – no conjunto do governo – é de incidir em mudanças relativas à remuneração, à segurança social, à educação e cultura, à saúde, à partilha de responsabilidades profissionais e familiares, além da busca de paridade nos processos de decisão.”

A imprensa precisa ficar de olho

Como diz a matéria de Veja sobre a posse (12/02/2012):

“Eleonora assumiu um ministério de orçamento magro, mas nem por isso politicamente menos relevante – tanto que era cobiçado por parlamentares do PT. As reações à sua nomeação começaram cedo e foram violentas. A escolha da ministra pode ter tido um caráter simbólico, mas as brigas que ela promete causar já se mostram concretas.”

A imprensa vai ter um papel importante no acompanhamento do ministério de Eleonora. Enquanto ela se limitar a falar dos direitos femininos e da defesa das mais pobres, pode ser que nem seja notícia. Mas deveria ser, pois se o tema aborto entrar em pauta, evangélicos e católicos prometem muito barulho. Isso, apesar de a ministra ter declarado, em sua primeira entrevista coletiva, que o projeto relativo ao aborto não depende do Executivo. É o Congresso que vai decidir se muda ou não a lei já existente.

Mesmo que não diga mais uma palavra sobre a descriminalização do aborto, a ministra vai continuar na mira dos religiosos. A sua história de vida e a coragem de assumir suas convicções – políticas e sexuais – são motivos mais do que suficientes para deixar os conservadores irados. E talvez a verdadeira razão para os ataques. A imprensa precisa ficar de olho.

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[Ligia Martins de Almeida é jornalista]

Filme sobre vida de Marina Silva será lançado em 2013

Texto de Thais Arbex publicado originalmente no iG

O filme sobre a vida de Marina Silva começa a ser rodado em maio do ano que vem. A diretora Sandra Werneck embarca em agosto para o Acre para definir as locações das filmagens. O plano é que o longa seja lançado no começo de 2013.

A cineasta, que demorou três meses para convencer Marina sobre o projeto, está trabalhando na primeira versão do roteiro, adaptado do livro Marina: a vida por uma causa, da jornalista Marília de Camargo César.

Sandra dedicará 80% do filme à ligação da ex-senadora com o meio ambiente. A campanha de Marina à Presidência da República e sua saída do PV, por enquanto, não estão no roteiro.

- A princípio, minha ideia é que o filme vá até ela se tornar ministra do Meio Ambiente. Quero mostrar a Marina como uma pessoa que acredita que o meio ambiente está ligado à questão social e que é uma das principais discussões atuais do Brasil – contou Sandra ao Poder Online.

Em busca de recursos por meio da Lei Rouanet, Sandra diz que não pretende financiar o filme “com editais de dinheiro público, como Petrobras, BNDES e Eletrobras”.

- Quero levantar os recursos com empresas privadas.

foto: Divulgação