Jovem é ameaçada após fazer vídeo com gato sendo jogado pela janela

Caso ocorreu no dia 19 de agosto em Diadema, no ABC.
‘Vai, Alice! Vai, Alice! Tchau!’, diz adolescente, ao empurrar o animal.

Página no Facebook com ameaças à adolescente foi criada (foto: Reprodução/Facebook)
Página no Facebook com ameaças à adolescente foi criada (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no G1

Uma adolescente de Diadema, no ABC, está recebendo ameaças de internautas depois de supostamente ter postado vídeo nas redes sociais no qual aparece empurrando um gato da janela de um apartamento no 14º andar de um edifício. O caso teria ocorrido em 19 de agosto, quando o vídeo começou a ser distribuído por meio do WhatsApp e caiu na internet.

Na imagem, a jovem filma a gata, chamada Alice, antes de empurrá-la pela janela. Em seguida, ela diz: “Vai, Alice! Vai, Alice! Tchau!”. Depois, empurra o bichano, mas não consegue filmar a queda nem o impacto do animal no chão.

Horas antes, a adolescente teria escrito na conta dela do WhatsApp: “Amo mortadela, enquanto você lia, um gato saiu voando pela janela”. No dia seguinte, a jovem abriu um perfil no Twitter e passou a retuitar os comentários sobre o vídeo. Posteriormente, ela postou: “NINGUÉM sabe o que eu passei”. Na última mensagem, ela diz apenas “ADEUS”.

Revoltados com o vídeo, um grupo criou uma página no Facebook com uma comunidade intitulada “Não adianta se esconder, vamos te jogar pela janela”, com uma foto da adolescente. Até a noite desta quarta-feira, a página havia recebido 2.719 curtidas.

O perfil da jovem no Facebook foi deletado. O G1 tentou contato por telefone com a adolescente, mas ela não atendeu as ligações nem retornou os recados deixados na caixa postal.

Vídeo mostra gata chamada Alice sendo jogada de prédio em Diadema, no ABC (foto: Reprodução/internet)
Vídeo mostra gata chamada Alice sendo jogada de prédio em Diadema, no ABC (foto: Reprodução/internet)

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Campanha de Dilma mobiliza cem assessores do governo contra Marina

osmarina

Andréia Sadi, Marina Dias e Valdo Cruz, na Folha de S.Paulo

Depois do crescimento de Marina Silva (PSB) nas pesquisas, o comitê de campanha de Dilma Rousseff reuniu na terça-feira (26) à noite a cúpula do segundo escalão do governo federal para montar uma operação de mobilização nos Estados e de defesa da presidente nas redes sociais, ambiente mais simpático à candidata do PSB.

Segundo a Folha apurou, o comando da campanha orientou aos presentes que façam pelo menos um evento político por semana, fora do horário de trabalho, para “defender o projeto político” do governo Dilma Rousseff.

Cerca de cem assessores de ministérios e estatais comandados por PT, PMDB, PP, PR, PSD, PDT, Pros e PC do B atenderam à convocação da campanha –estavam presentes secretários-executivos, secretários nacionais dos ministérios e diretores de estatais.

Foi feita recomendação especial para que auxiliares com cargos de confiança façam reuniões com movimentos sociais e debates nas redes sociais, uma estratégia para atacar Marina Silva em seu “território”.

“A ordem é trabalhar pela vitória da Dilma, com os assessores se distribuindo em viagens pelos Estados”, afirmou um dos participantes.

Durante a reunião, os assessores foram informados que as despesas nestes eventos serão bancadas pelo PT. Eles receberam ainda a recomendação de não usar carros oficiais nos deslocamentos nem fazer agendas casadas –oficial e de campanha.

Em outra frente para reorganizar a campanha com a subida de Marina nas pesquisas, a presidente chamou nesta quarta-feira (27) uma reunião do conselho político de seu governo, que reúne os presidentes dos partidos que apoiam sua candidatura.

No encontro, agendado para o Palácio da Alvorada, o conselho iria avaliar a melhor estratégia para combater o discurso da nova candidata do PSB, que, nas simulações de segundo turno, já ganha da presidente Dilma.

TERCEIRA VIA

Com chances de vencer a disputa, Marina pretende adotar uma oratória mais firme e assertiva nos próximos 38 dias, até o primeiro turno das eleições presidenciais.

A ideia de se mostrar como uma alternativa à polarização entre PT e PSDB não será abandonada –o discurso virou mantra do PSB. Agora, no entanto, passará a ressaltar sua experiência como senadora (1995-2011) e ministra do Meio Ambiente (2003-2008) e continuará a fazer acenos ao mercado e a setores resistentes à sua candidatura, como é o caso do agronegócio.

Alguns pessebistas comparam a transição que Marina fará agora à do ex-presidente Lula de 2001 para 2002, quando foi eleito pela primeira vez ao Palácio do Planalto.

A articulação política, por sua vez, tornou-se o maior desafio da campanha. A mobilização depende do PSB, do qual Marina é recém filiada e não tem o controle da sigla.

Para resolver o impasse, o candidato a vice de Marina, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), foi escalado para fazer as pontes nos Estados e pedir votos, inclusive em palanques nos quais a candidata se recusa a subir. “Marina Silva não é mais a terceira via, é a primeira”, afirmou um dos integrantes da campanha.

Já para a equipe de Aécio Neves,”sangue frio” virou palavra de ordem. Os estrategistas do tucano estabeleceram um prazo para a campanha se recuperar (ele agora aparece em terceiro lugar nas pesquisas): 15 de setembro.

Os tucanos acreditam que a “onda” Marina vai perder força à medida que a ex-senadora for forçada a debater os termos práticos de suas propostas. Aécio passará a aparecer nos programas regionais do PSDB e de aliados.

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Protesto reúne mil no Itaquerão contra a exploração sexual infantil

Na Copa da África do Sul o crime sexual contra crianças aumentou em cerca de 63% e na Alemanha, 28% (foto: Rogério Gomes)
Na Copa da África do Sul o crime sexual contra crianças aumentou em cerca de 63% e na Alemanha, 28% (foto: Rogério Gomes)

Verônica Mambrini, no UOL

Organizações não governamentais, crianças e militantes se reuniram hoje cerca de mil pessoas, incluindo 150 crianças, em frente ao Itaquerão, para protestar contra a exploração sexual infantil durante a Copa. De acordo com entidade sueca Childhood, que trata da exploração de crianças, na Copa da África do Sul o crime sexual contra crianças aumentou em cerca de 63% e na Alemanha, 28%. “É uma tragédia anunciada”, disse a vereadora Patrícia Bezerra, relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo, que investigou a Exploração Sexual Infantil em São Paulo.

Organizações não-governamentais, ativistas e crianças que saíram de situação vulnerável participaram do protesto (foto: Rogério Gomes)
Organizações não-governamentais, ativistas e crianças que saíram de situação vulnerável participaram do protesto (foto: Rogério Gomes)

A data foi escolhida por ser dia de combate nacional à exploração e abuso sexual infantil. “Já há denúncias ligadas à construção do Itaquerão. A exploração sexual infantil acontece nos alojamentos, muitos trabalhadores vêm de outros lugares do país e contratam serviços baratos de meninas da região. Estamos aqui para dizer que não esquecemos. Não queremos que essa seja a imagem, a estatística, a exemplo da África”, disse a vereadora. A passeata lança também a hashtag #Levanteessabola, nas redes sociais, contra exploração sexual infantil durante a Copa.

O protesto promoveu a hashtag #levanteessabola para trazer atenção ao tema nas redes sociais (foto: Rogério Gomes)
O protesto promoveu a hashtag #levanteessabola para trazer atenção ao tema nas redes sociais (foto: Rogério Gomes)

Segundo a vereadora, as redes de proteção à criança vulnerável são frágeis e não foi feito nenhum investimento para melhorá-las. “A proteção da família faz muita diferença na exposição a aliciadores. Não tem destinação de verba para essa questão. Será que é interessante que essa criança não seja protegida?”, questiona.

Protesto contra exploração sexual infantil concidiu com primeiro jogo oficial do Itaquerão (foto: Rogério Gomes)
Protesto contra exploração sexual infantil coincidiu com primeiro jogo oficial do Itaquerão (foto: Rogério Gomes)

O deputado estadual Carlos Bezerra Jr., autor do Observatório de Infância, lembra que a Copa vai trazer mais fatores de risco. “Teremos mais de 60 mil turistas em São Paulo durante a Copa, as escolas estarão em férias ou terão feriado e as creches não estarão funcionando. Os os ambientes de proteção da criança não estarão em funcionamento.” Além de casos facilitados por aliciadores, há evidências de abordagem direta e de grupos de turismo sexual, segundo o deputado. “Estamos denunciando a omissão da FIFA e das autoridades brasileiras.”

Durante os jogos, situações suspeitas podem ser denunciadas pelo Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos (foto: Rogério Gomes)
Durante os jogos, situações suspeitas podem ser denunciadas pelo Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos (foto: Rogério Gomes)

Patrícia Bezerra critica o posicionamento da Fifa. “A Fifa foi chamada para participar de uma campanha e se recusou para evitar a associação com exploração sexual infantil. O Brasil se curvou diante da Fifa, a arrecadação de direito de imagem foi de 1,3 bilhão, e nenhum centavo foi destinado para coibir a exploração sexual infantil. Vai ser uma tragédia anunciada. A Alemanha um país é mais estruturado e teve problemas, imagem a proporção do que vai acontecer aqui.”

O foco do protesto foi a FIFA, que se recusou a participar de ações contra a exploração sexual infantil (foto: Rogério Gomes)
O foco do protesto foi a FIFA, que se recusou a participar de ações contra a exploração sexual infantil (foto: Rogério Gomes)

A ação estimula também que as pessoas denunciem suspeitas de violência e de exploração sexual infantil, seja por telefones ou outros meios. O aplicativo Proteja, para smartphones e tablets, foi desenvolvido por voluntários em parceria com a Unicef e o governo brasileiro, e indica telefones para denúncias e endereços de delegacias, conselhos tutelares, Varas da Infância e Juventude e organizações a partir de onde o usuário está. “Quem ver algo suspeito, como uma adolescente acompanhada de sujeito em situações duvidosas, deve ligar para o Disque 100 imediatamente”, disse Patrícia.

“Nossa expectativa era que um legado fosse a melhoria da rede de proteção, principalmente ao redor dos estádios e nas cidades-sede. Mas a mesma omissão nas obras cabe às crianças. Se nada será feito será um recorde no número de casos”, disse o deputado Carlos Bezerra Jr.

O protesto teve cerca de mil participantes, entre eles 150 crianças (foto: Rogério Gomes)
O protesto teve cerca de mil participantes, entre eles 150 crianças (foto: Rogério Gomes)

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Por que a gente não se junta para mudar a educação deste país?

foto: Revista Alfa
foto: Revista Alfa

Isadora Faber

Quantas vezes você já viu um absurdo acontecendo,ficou indignado, mas não fez nada? Pode ter sido por medo, por vergonha, por não saber o que fazer, por não saber que podia fazer alguma coisa a respeito daquilo, ou porque não queria se incomodar com problemas, ou até por outro motivo qualquer. Mas aposto que você chegou em casa, ficou pensando naquilo e teve uma vontade enorme de voltar no tempo e fazer alguma coisa para impedir que aquele absurdo continuasse. Já aconteceu com você?

diariodeclassePois é, comigo já. E foi por isso que eu comecei o Diário de Classe, uma fanpage criada no Facebook, a maior rede social do mundo, para mostrar os absurdos que aconteciam na minha escola. Eu não tinha nenhuma ideia do tamanho que ela ia ficar, nem de quantas pessoas iam curtir – achei que seriam no máximo umas 100 –, mas ela cresceu, chamou a atenção de muita gente, trouxe muitos apoiadores, assim como muitas pessoas que criticaram. Eu sofri agressões, represálias, ameaças de morte, calúnias, processos, perseguições, mas consegui muitos resultados e vivi muitas experiências boas – e outras não tão boas… Enfim, aprendi muito, muito mesmo. Mas eu só comecei porque queria fazer alguma coisa.Não queria de novo voltar pra casa e saber que absurdos aconteciam e eu não fazia nada.

Essa história toda eu vou contar neste livro. Aqui você vai saber com detalhes como tudo aconteceu, como 20 seguidores da página se transformaram em mais de 600 mil, como foi a reação na escola, quais foram as dificuldades e como isso chamou a atenção das autoridades, da mídia nacional e também da estrangeira. Você entenderá por que as pessoas da minha escola ficaram contra mim, mas milhares de desconhecidos ficaram a meu favor. Vai ver por que algumas mudanças aconteceram, mas outras não. E acho que vai conseguir entender um pouco sobre como funciona a educação pública no Brasil, porque é só pensar no que aconteceu na minha escola e multiplicar pelo número de escolas públicas do país (e acrescentar algumas coisas…).

ONG ISADORA FABER.cdrX5Nesse tempo todo do Diário de Classe, minha vida mudou muito, como você já pode adivinhar, pois, de estudante do ensino fundamental de 13 anos, me tornei palestrante de diversos temas, ganhei prêmios, fiquei conhecida e hoje tenho uma ONG que leva meu nome, que criei para continuar o trabalho do Diário de Classe não só para mim, mas para todas as escolas do Brasil.

Mas a coisa mais importante que eu vi depois de tudo o que passei é que o problema da educação no Brasil é algo muito sério. E as pessoas já estão cansadas de ver as autoridades brincando com os assuntos sérios. Se o Brasil não tiver uma boa educação, não vai haver pessoas preparadas para resolver todos os outros problemas sérios do país. Se a gente não tiver educação boa, a gente não vai conhecer nossos direitos e nossos deveres, e vai continuar deixando acontecer absurdos, que começam sempre com a ignorância.

Talvez nem todas as pessoas pensem assim, mas grande parte da sociedade deve pensar, acredito eu. Só que não adianta só ficar pensando e, cansado de assistir aos problemas se repetindo, dizer que a culpa é dos políticos. A gente precisa fazer alguma coisa. Ser cidadão não é apenas morar em uma cidade e aceitar as coisas ruins sem reclamar, se acomodando e se conformando. A gente pode – e deve – cobrar de quem está no comando.

Talvez uma pessoa sozinha não consiga fazer nada, mas eu tenho certeza de que já somos muitos neste país que querem melhorar a educação. Para mim isso é possível, e, se você está lendo isto, tomara que também ache possível, porque, quanto mais pessoas fizerem alguma coisa, mais rápido a gente muda a situação. A gente sentiu isso quando se juntou nas manifestações nas ruas do Brasil. Você não gostou de ver a força de todos juntos? Eu gostei.

Com o Diário de Classe e com todo o apoio que recebo, não tenho mais vergonha nem medo de ver absurdos e não fazer nada. Eu vou, fotografo e divulgo. E eu não preciso de nada além de um celular e de um computador com acesso à internet. Claro, a gente precisa de coragem para vencer as dificuldades, pois elas existem, mas, se formos muitos, um apoia o outro. Não é simples? Então por que você não faz alguma coisa também? É tão boa a sensação de força, e os resultados são tão bons e positivos! Por que a gente não se junta para mudar a educação deste país?

isadora3

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