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Protesto na internet dá roupas da Abercrombie & Fitch para moradores de rua

Abercrombie-Protesto

Guilherme Cury, no Moda Para Homens

Vi essa notícia no site da Exame e achei interessante postar por aqui para reflexão:

“Abercrombie & Fitch ganha um reposicionamento de marca”. Com esse título, o usuário americano Greg Karber postou no Youtube um vídeo-protesto contra a marca Abercrombie & Fitch e deu início ao que chama de movimento de guerrilha #FitchTheHomeless.

A ideia de Karber é distribuir peças da marca para moradores de rua em reação à decisão da companhia que teria banido roupas nos tamanhos G e GG, para focar em consumidores “descolados, bonitos e magros”.

Karber gravou o vídeo em Los Angeles com a ajuda de dois amigos. Após munir-se de peças de roupa em lojas e shoppings, o usuário dirigiu-se às zonas de menor renda na cidade para doar os trajes à desabrigados.

O vídeo de Karber termina com uma convocação: ele quer que novos internautas façam o mesmo e postem os resultados nas redes sociais. “Juntos, podemos fazer da Abercrombie & Fitch a marca número um entre moradores de rua”.

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Um consumidor brasileiro uniu-se ao coro, e iniciou o movimento Abercrombie Popular, que distribui roupas da marca para moradores de rua em São Paulo.

A campanha, idealizada pelo estudante de design de produto Isaias Zatz, de 21 anos, é uma reação a um pronunciamento do CEO da Abercrombie, Mike Jeffries, que dizia “Toda escola tem os adolescentes legais e populares, e os que não são tanto assim. E sinceramente, nós somos destes que queremos os bonitos, “cool”, que tem uma boa atitude e muitos amigos. Muita gente não serve em nossas roupas e não devem servir. Somos exclusivos? Com certeza!”.

“Sempre considerei a marca um tanto elitista. Era usada como um símbolo social, uniforme de gente rica que visita a Disney World. Fiquei indignado com o posicionamento e a ideia surgiu daí”, explicou Zatz à Exame.com.

Com postagens concentradas em um tumblr, o estudante incentiva a doação de roupas da Abercrombie para desabrigados e compartilha fotos das ações. As primeiras peças foram distribuídas na região dos Campos Elísios, Santa Cecília, na capital paulista – eram duas camisas que Zatz ganhou de presente. Hoje, ele convoca doações de terceiros através do próprio tumblr e de uma página da iniciativa no Facebook.

A Revolução dos Nerds

nerd2Nesse documentário você acompanha a ascensão da cultura “geek”, desde a década de 70 até os dias atuais, relacionando comportamento, tecnologia e sociedade de consumo.

O nerd de hoje é o cara rico de amanhã
O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã
O nerd de hoje é o bom marido de amanhã
Garota, escolha já seu nerd!

Escolha já seu nerd, Os Seminovos

Ser nerd ou geek está na moda. Basta você curtir The Big Bang Theory e “Bazinga!”, já se acha a pessoa mais nerd das galáxias! Mas, será?

2305Tipos-Nerd1Entenda melhor o que é um nerd, o que é um geek e como eles são caracterizados atualmente.

E aí? Será que você é um nerd?

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Funcionários são demitidos após fazer Harlem Shake em fórum do RS

Justiça também abriu investigação para apurar o envolvimento da escrivã. Nenhum dos envolvidos na coreografia quis se pronunciar.

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Publicado originalmente no Jornal da Globo

Na sala abarrotada de processos, a dança começa meio tímida. Não demora muito, e o estilo Harlem Shake, que fez fama da internet, toma conta dos funcionários da Vara Cível. Mascarados, eles fazem dos processos uma pista de dança.

Eles só não contavam com a repercussão do vídeo gravado, na última sexta-feira (12), dentro do fórum de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. Nesta terça-feira (16), o cartório ficou fechado para reuniões, e nenhum dos envolvidos na coreografia quis gravar entrevista.

A juíza diretora do fórum determinou a demissão imediata dos seis funcionários. Eles não eram concursados da Justiça.  Eram terceirizados. A Justiça também abriu uma investigação para apurar o envolvimento da escrivã responsável pelo cartório, que é funcionária de carreira.

Virou moda a mobilização de colegas de trabalho inspirados pelo Harlem Shake, de Harry Rodriguez, um DJ de Nova York – que usa o nome artístico Baauer.

Dentro do fórum, no meio do expediente, a brincadeira não agradou. A juíza, pelo menos, não achou graça alguma. “É uma situação vergonhosa para o Poder Judiciário e temos que agora tomar todas as providências de forma a amenizar uma pouco toda a repercussão negativa que teve“, disse Traudi Grabin, juíza diretora do Fórum.

Mãe começa negócio pra pagar escola da filha e hoje fatura R$ 40 milhões por ano

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Por Vicente Carvalho, no Hypeness

Nós aqui no Hypeness adoramos divulgar histórias de pessoas que inovaram na sua vida e no trabalho, e hoje trouxemos mais uma delas. É a história de uma mãe que precisou mudar a filha de escola, pois ela havia sofrido bullying na que estava, e a nova escola custava 12 mil libras (R$ 40 mil por ano). Esse foi o estopim para que Julie Deane procurasse uma fonte de renda.

Por coincidência, Emily e seu irmão mais novo, Max, estavam lendo “Harry Potter” e haviam pedido à mãe bolsas de couro iguais às dos personagens do livro. Enquanto elencava oportunidades de negócios, Julie pensou em produzir essas bolsas, pois teria que começar com o que dinheiro que tinha: 600 euros. E assim surgiu a “Cambridge Satchel Company”.

article-2245651-166BB201000005DC-432_634x444-1O começo

julie-deane-pic_1-1024x5762Julie fundou a “Cambridge Satchel Company” em sua cozinha em 2008 ao lado de sua mãe. “Foi um destes negócios que foram fundados à partir de uma necessidade porque precisava juntar dinheiro para a escola de minha filha, que estava sofrendo bulling na escola atual. Eu prometi para ela, e quando você promete algo para uma criança, não há volta.”

Construindo o negócio

the-cambridge-satchel-company-for-dover-street-market-fluo-collection-0Decidida pelas bolsas de couro, Deane sentou-se na mesa da cozinha e começou a procurar no Google por fabricantes de bolsas de mão, produtores de peças de couro, fornecedores de couro e qualquer outro fornecedor que pudesse produzir algo a partir de um “sketch” para ela. Ela vasculhou toda a internet para ter certeza que ninguém estava fazendo o mesmo que ela – algo que na era startup o pessoal chama de “ Competitor Analysis”. Quando teve certeza que sua empreitada era única, ela foi aos fabricantes para colocar a ideia em prática.

Achado o produtor da peça, Julie começou a trabalhar no protótipo. Com a a peça em produção ela partiu para construir um website. ”Eu não sabia nada de websites, mesmo.”, diz Deane. “Mas pensei, não deve ser difícil, deve haver um curso online.” Ela achou um curso e passou 2 noites acordada aprendendo, na terceira noite fez o site. Hoje, ela dá palestras para estudantes sobre empreendedorismo, e diz a eles: “Você não precisa pagar ninguém para fazer seu site, SEO ou Adwords…isso é preguiça.”

satchel_2175065bDeane colocou seu site e produto em toda lista grátis que podia, das páginas amarelas e blogs de mães até o Etsy e o E-bay.

Quando começou a vender peças nas cores caramelo, marrom escuro e preto, Deane começou também a engajar seus consumidores. Ela pedia a seus compradores que enviassem uma foto de suas bolsas e escrevessem um depoimento sobre o site se tivessem gostado do produto (e enviar de volta o produto se não gostassem). Ela sempre acreditou que um bom review poderia aumentar a credibilidade de seu negócio e encorajar novos consumidores a comprar. Alguns dos primeiros compradores de Deane comentaram sobre suas paixões por blogs de moda, o que mostrou um novo mundo a empreendedora.

Engajando-se com blogs de modabolsa_verde

Eu não podia imaginar que as pessoas iam a blogs de moda com tanta frequência.

Em um desses comentários de consumidores sobre blogs, Deane resolveu escrever pra um blogueiro. Contou ao mesmo sobre sua empresa e enviou-lhe uma foto com esperança de que houvesse interesse. Ela disse que não poderia enviar uma amostra –”…talvez em 1 ano se tudo for bem, mas enquanto isso, aqui vai uma foto”

Quando o produtor de couro trabalhou em um projeto usando couro tingido de vermelho e azul marinho, Deane fez alguns modelos coloridos. Ela nunca tinha produzido peças coloridas antes pois o pedido mínimo era equivalente a seis meses de vendas. ”Se eu escolhesse a cor errada, não seriam boas notícias para a escola de minha filha.” Deane diz que as 2 cores produzidas na ocasião trouxeram o momento de inspiração que ela precisava.untitled-4

No momento que coloquei-as a venda elas sumiram e ficou claro que este era o caminho

Durante os últimos anos Deane trabalhou agressivamente com blogueiros de moda e fashionistas em ascenssão patrocinando-os e presenteando-os com modelos de suas coleções causando buzz orgânico.
A “Cambridge Satchell” construiu um forte relacionamento com estes blogueiros, inclusive produzindo peças baseadas em pedidos dos mesmos, o que permitiu que Deane pudesse aparecer na mídia tradicional. A Cambridge Satchel virou uma febre entre os fashionistas e a empresa cresceu graças aos buzz em social media e o “boca-a-boca” em blogs especializados.

Em Setembro de 2011 a “Elle” do Reino Unido entrou em contato, pedindo que Deane produzisse uma peça brilhante para um novo “trend” fluorescente que estava por vir. Sempre disposta a capitalizar-se com novas oportunidades Deane produziu as peças e enviou à blogueiros que estivessem cobrindo a semana de moda de Nova York. “Quando as luzes se apagaram e começaram os desfiles, as bolsas pularam”, diz Deane. “Assim ficamos famosos; o “New York Times” e o “New York Post” nos chamaram do “estilo de rua na semana de moda de Nova York”.

the_cambridge_satchel_company Cambridge-Satchels-NeonO sucesso no fashion week em 2011, atraiu grandes varejistas como a Sacks e Bloomingdales que trouxeram o produto as vitrines chamando-o de “ The Brit it bag” durante o Fashion Week em fevereiro de 2012.

E o Google ligou pra ela Continue lendo

Trabalho escravo no mundo da moda divide opiniões no SPFW

Enquanto uma parte dos entrevistados condenou a exploração, outra confessou que a situação não seria ponto decisivo na escolha de uma marca.

Foto: Bruno Santos/Terra

Foto: Bruno Santos/Terra

Por Sabrina Novais e Thais Sabino, no Terra

Problema recorrente no Brasil e no mundo, o uso de mão de obra escrava em oficinas de costura que atendem grandes marcas divide opiniões entre profissionais da moda e fashionistas no SPFW. Enquanto uma parte dos entrevistados condenou a exploração, outra confessou que a situação não seria ponto decisivo na escolha de uma marca.

O tema veio à tona nesta sexta-feira (22), após fiscais do Ministério Público do Trabalho e da Receita Federal encontrarem 29 bolivianos que trabalhavam em regime de escravidão em uma oficina clandestina na zona leste de São Paulo. Eles trabalhavam mais de 12 horas por dia, de segunda-feira a sábado, e recebiam R$ 4 por peça de roupa, que era levada para marcas conhecidas, como Cori, Emme e Luigi Bertolli, que pertencem à empresa GEP, segundo informações do SPTV, da Globo. O grupo disse que desconhecia as condições de trabalho dos bolivianos.

O designer e diretor de TV Orlando Medaglia comparou o caso ao tráfico de mulheres tratado na novela Salve Jorge. “As empresas trazem eles para cá, eles já chegam devendo e se sujeitam a este trabalho”, disse. Segundo ele, isso é só a pontinha do iceberg. “É uma vergonha, pois as roupas chegam super caras às lojas e as pessoas estão trabalhando nestas condições”, criticou.

Para Medaglia, explorar trabalhadores faz toda diferença na escolha de uma marca. A estilista e professora do curso de Moda no SENAC, Yara Buonamici, se colocou totalmente contra o caso. “A moda deveria usar bandeira contra esse tipo de coisa”, disse ela.

O cabeleireiro Adilson Delawega disse que pararia de comprar roupas de uma marca, caso soubesse de trabalho escravo. “Uma roupa não define quem você é. Se soubesse que as marcas que eu uso utilizam trabalho escravo, eu mesmo faria as minhas roupas”, disse.”Eu deixaria de comprar com certeza. Sou bem correta nesse sentido, só uso couro ecológico, pele ecológica, tudo fake. Isso mudaria completamente a minha opinião sobre a marca”, afirmou a estudante de moda Amanda Tcherniakovsky.

No entanto, fashionistas, apesar de serem contra, não ignorariam as coleções das grifes. “Acho que seria hipócrita se dissesse que iria deixar de comprar na marca. A maioria das grandes marcas tem irregularidades, e isso no mundo todo. Uma atitude minha não mudaria nada”, disse Gabriela Campos de Paula, estudante de moda.

Apaixonado por moda, Daniel Lira também não deixaria de consumir produtos feitos com trabalho escravo. “Quando soube da Zara, fiquei impressionado, mas não tinha outra opção para comprar, se tivesse eu mudaria”, contou.

 

Custando a entender porque as opiniões estão divididas…