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Momentos históricos da música em gif

Valerie Scavone, no IdeaFixa

Por falar em GIF, o músico Josh Carrafa, da banda Old Monk, cria gifs de momentos históricos da música. De Johnny Cash à travessia dos Beatles. Divirtam-se!


The White Stripes para o seu 4º álbum Elephant.


Weezer, debut album – 1994


The Strokes, Is This It – 2001


Talking Heads, Stop Making Sense – 1984.


Talking Heads, Stop Making Sense – 1984.


Ramones na apresentação de seu primeiro show, 1974.


Radiohead, OK Computer – 1997


PsyGangnam Style – 2012.


Prince muda seu nome para um símbolo impronunciável que posteriormente foi chamado de Love Symbol #2 – 1993. Continue lendo

26 momentos que restauraram nossa fé na humanidade em 2012

Publicado por BuzzFeed [via Tá me zuando?]

Às vezes precisamos de um lembrete de que as pessoas podem fazer coisas maravilhosas.

1. Os pais deste menino transformaram a cadeira de rodas dele na fantasia mais legal de Halloween.

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2. Scott Wydak tem Síndrome de Down e sofre de hepatite.  Scott adora receber cartas e seu sobrinho Sean divulgou sua caixa postal no Reddit (uma mistura de rede social com fórum) e os usuários do site enviaram centenas de cartas, pacotes e presentes para Scott.

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Via: mashable.com

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3. O gesto de bondade de uma pessoa desconhecida fez com este carro não fosse inundado em um dia de chuva.

Via: i.imgur.com

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4. O médico que ofereceu atendimento médico gratuito após o furacão Sandy.

Via: shortformblog.com

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5. E outas pessoas que ajudaram como puderam, como compartilhar a energia elétrica para que as outros pudessem recarregar os celulares e falar com seus familiares.

Via: facebook.com

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6. Pessoas que fizeram doações para quem foi atingido pelo furacão.

Via: reddit.com

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7. Ou que ajudaram a salvar vidas.

Via: @ andjustice4some

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8. Empregados de um hospital fizeram uma corrente humana para passar galões de combustível por 13 lances de escadas até o gerador reserva do Hospital Bellevue em Nova York.

Via: facebook.com

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9. Um casal mais velho se colocando na lugar de um casal mais novo.

Tradução do bilhete: “Gostaria de me oferecer para cuidar do seu bebê para que vocês possam almoçar fora, mas meu marido disse que eu pareceria uma stalker (alguém que fica perseguindo, no caso, no intuito de roubar a criança). Então, eu comprei o almoço para vocês. Aproveitem este lindo bebê. Somos pais de adolescentes, então sabemos o que o futuro reserva para vocês. Aproveitem o máximo que puderem.”

Via: i.imgur.com

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10. Uma criança da Líbia que não acredita no ódio.

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11. Pais que tatuaram uma bomba de insulina na barriga para que seu filho diabético não se sentisse diferente.

Via: 4.bp.blogspot.com

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12. Um policial de Nova York que, em uma noite fria e chuvosa, ao ver um morador de rua de pés descalços, calça em seus pés um par de meias e botas.

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13. Policiais que realizaram o sonho de Gage Hancock-Stevens, um menino de 13 anos e cego, de ser policial por um dia.

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Via: millcreekmultimedia.com

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Eles ainda o presentearam com um bolo.

Via: millcreekmultimedia.com

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Ups and downs, ups and downs

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Juliana Dacoregio

Subidas e descidas vertiginosas. A palavra frustrante não engloba o tamanho da frustração. Você passa por uma tempestade emocional, um buraco grotesco, cheio dos seus piores pesadelos e mais alguns que vão sendo acrescentados ao longo do caminho. Aí de repente começa a surgir a calmaria. Você começa a submergir. Consegue respirar. Enfim põe a cabeça para fora daquela lama sufocante e enxerga algumas cores… O prazer de descobrir que você está achando graça das piadas novamente; que a vida é…viva! Que você está viva! Respirando, pulsando, desejando. Andando e não se arrastando.

Já foi dito que na depressão profunda a gente aprende como é a velhice debilitante. Não poderia haver definição melhor do que acontece fisicamente com um deprimido. Passos lentos, o corpo mole, mas de alguma forma ao mesmo tempo as juntas enrijecem; as atividades do dia a dia são muito mais trabalhosas. O que na normalidade se faz automaticamente, num estado depressivo precisa ser pensado, planejado, colocado esforço, força de vontade. Não é preguiça. Não é falta de vontade.

Já tive preguiça. Sei o que é. É muito diferente. Na preguiça você vai reclamando, lerdo, mas vai. Levanta, faz sua higiene, se arruma, bota uma música, toma um café (sei lá cada um tem seu ritual) e corre pro mundo: trabalhar, estudar, pagar contas, cuidar dos filhos, o que for. Na depressão? Vixi! Levantar, escovar o dente e tomar banho às vezes pode ser comparado a percorrer o Caminho de Santiago, meu filho! Com a desvantagem que depois de tudo isso você não se sente iluminado, porra nenhuma. Se bobear fica até pior e cai num choreiro ou fica querendo morrer porque afinal você está limpo e continua se sentindo uma bosta.

Às vezes sinto cheiro de sangue em mim. E não, não é quando estou menstruada, nem nas vezes em que me cortei. E se mais uma vez alguém disser que é demônio eu mando pro diabo que carregue. Sério. Chega, viu! Já me fizeram várias espécies de “exorcismos” e se era pra sair alguma coisa não saiu. Agora deu! Não aceito mais que nenhum crente me faça de idiota nos meus momentos de fragilidade me dizendo que meu problema é espiritual, que não é uma doença. Expulsam demônios, mas dizem para continuar com os remédios. É hora de exigir respeito. Meu problema não é espiritual. Catarses, preces, danças tribais, louvores, momentos transcendentais tudo isso pode ajudar. Mas doença é doença. Cansei. Mas divago.

Eu dizia o quanto é frustrante essas subidas à superfície para respirar, conseguir enxergar o sol, o céu, ver que o poço cheio de lama se transformou em água do mar límpida e cristalina e de repente se tragado novamente. Agitação. Ansiedade. Agonia. Angústia. Apatia. Isso para ficar só na letra A.

Estou na casa de praia. Tudo bonito, tudo perfeito (na medida do possível da perfeição do mundo). Caminho com desenvoltura, faço planos de escrever, ler, tomar sol, ouvir a playlist nova que baixei. Começo tudo isso. E em determinado momento começa: a queda. Sem dó, nem piedade. Eu luto. Quem sabe trocar a música, quem sabe uma coca-cola, ler um pouco, mudar de posição, andar, dançar, pôr os fones de ouvido, fechar os olhos e mirar o rosto para o sol.  Tira óculos, coloca óculos. Senta, levanta. O sol começa a incomodar demais, qualquer formiguinha que toque a pele parece que vai atravessar os poros e entrar na corrente sanguínea. Coceiras. A cabeça esquenta.

Aí acabou. Nesse ponto sei que é melhor parar de tentar. Preciso tirar o biquíni que me incomoda, as bijuterias (mesmo que poucas, um único brinco me desassossega), me vestir com algo que praticamente não toque meu corpo e escrever. E então me acalmo. Um tanto da agonia se dissipa. Dou minha primeira respirada funda. Agora a segunda. Consegui. Obrigada por escrever Juliana. Meus mais sinceros agradecimentos.

fonte: Paperback Writer Girl

 

Não há momentos maçantes

‘Never a Dull Moment’, ou seja: ‘Não há momentos maçantes’, expressão usada por um bem-humorado casal com  filhos pequenos.

Helena Beatriz Pacitti

Já  contei daquela família em que o aparelho de TV quebrou bem no meio da novela e não foi para o conserto?

Aí as crianças entraram na adolescência sem ver televisão pelos 22 anos seguintes.

Como por mágica, “descobriram” três bibliotecas públicas na vizinhança, o cheiro dos livros e a Música.  Descobriram também que existia um avô contador de histórias, existia gente de verdade esperando a visita de alguém em um orfanato, asilo ou em uma ala de hospital, existia graça na contemplação do quintal.

Às vezes certas coisas precisam quebrar para outras serem consertadas.

fonte: Timilique!

Vida tangida

Ricardo Gondim

Há momentos em que nada faz sentido. Os acessos ficam comprometidos, as frestas, entupidas, as janelas, cerradas. Decepção substitui confiança, tristeza apaga o ímpeto e abatimento contamina o idealismo heróico. O calor da peleja traiçoeiramente solapa a energia fundamental e vital. Os granitos cedem sob os pés. Esgota-se o entusiasmo. As balizas do sentido caem. Os diques das emoções se rompem. Estamos à deriva.

Há momentos em que o silêncio absoluto e impenetrável da covardia abafa a coragem. O império da culpa confisca a confiança. O pavor do inesperado transforma a alma em masmorra. Sonhos definham em imobilismo. Soturnos, compomos um Réquiem. Na poesia, versificamos o tédio. Procuramos rima para fatiga. O espírito faz melodia com soluço.

Há momentos em que determinação vira sinônimo de teimosia. As escolhas acontecem, empurradas, forçadas. A vida é tangida sem ânimo. Opta-se por constrangimento. Vai-se adiante, simplesmente. O horário cumprido, a tarefa realizada, e só. No tabuleiro, o peão aceita a sorte; no palco, a marionete dança sob os dedos do títere; na vida, multidões decoram roteiros.

Há momentos em que já não dá para retroceder. “O próximo, o próximo, o próximo”, dita uma voz lúgubre. Alguém ordena à fila: “desçam a vertiginosa ladeira existencial”.  Assim, resilientes e determinados, um só rebanho, nós, humanos viramos caminhantes. De dever em dever, chegaremos, todos, ao último e inusitado compromisso: a morte.

Soli Deo Gloria.

fonte: site do Ricardo Gondim