Suicídio é a principal causa de mortes de meninas adolescentes no mundo

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Jéssica Maes, no Hypescience

Ao longo dos anos, diversas discussões sobre informação sexual e reprodutiva e expansão de serviços de saúde para a juventude traziam o fato de que a mortalidade materna era a principal causa de morte de adolescentes com idade entre 15 a 19 anos. O argumento é convincente: meninas que engravidam ainda jovens correm maior risco de morrer durante a gravidez e o parto do que aquelas cujos corpos estão mais maduros.

Por muito tempo, educação sexual e serviços de saúde fracos ou inexistentes voltados para os jovens, bem como a perpetuação de expectativas sociais nocivas e normas de gênero que obrigam meninas a se casar e dar à luz muito novas, levaram a um elevado número de mortes maternas.

Recentemente, porém, este cenário mudou. De acordo com Suzanne Petroni, diretora sênior de gênero, população e desenvolvimento no Centro Internacional de Pesquisa sobre Mulheres (CIPM), em grande parte como resultado de melhorias na saúde materna em todo o mundo, a mortalidade materna – ainda que continue sendo uma das mais importantes – não é mais a principal causa de morte das adolescentes. Essa é a boa notícia.

A má notícia? Suicídio agora está no topo da lista.

O suicídio mata mais meninas com idades entre 15 e 19 anos do que qualquer outra coisa – mais do que gravidez, HIV/AIDS, acidentes automobilísticos e doenças diarreicas. Em todas as partes do mundo, exceto a África, o suicídio está entre as três principais causas de morte de meninas nessa faixa etária. A taxa de suicídio no Sul e Leste da Ásia é particularmente chocante; nesta região, é cinco vezes maior do que na Europa ou nas Américas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório em setembro chamado “Prevenção Suicídio: um imperativo global”. O relatório oferece insights sobre as taxas globais e causas de suicídio, ressaltando a necessidade de fazer da prevenção do suicídio uma prioridade maior na agenda da saúde global.

O texto ainda chama atenção para alguns dos principais fatores de risco para o suicídio, incluindo, entre outros, discriminação, trauma, abuso, conflito de relacionamento, isolamento social e barreiras ao acesso a cuidados de saúde. Os dados também sugerem que adolescentes que são social e economicamente marginalizados estão sob maiores riscos de suicídio. Embora o relatório da OMS não se concentre em como suicídio afeta adolescentes especificamente, sabemos que esses fatores de risco fazem parte das experiências vividas diariamente por meninas marginalizadas em todo o mundo.

A evidência limitada que temos sobre meninas adolescentes casadas, por exemplo, sugere que elas são mais propensas a sofrer violência pelo parceiro íntimo do aquelas que se casam mais tarde, e que muitas vezes enfrentam sentimentos de desesperança, desamparo e depressão.

Um estudo realizado pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre Mulheres na Índia, por exemplo, descobriu que meninas que se casam antes dos 18 anos têm duas vezes mais probabilidade de relatar terem sido espancadas, esbofeteadas ou ameaçadas por seus maridos do que meninas que se casam mais tarde. Noivas crianças enfrentam o isolamento social, estão sujeitas a sexo precoce e indesejado e geralmente não têm as habilidades ou assistência necessárias para ter sucesso em um relacionamento.

A evidência demonstra também as ligações entre a gravidez indesejada e o suicídio. Particularmente em contextos onde as meninas têm pouco ou nenhum acesso à educação sexual, contracepção ou aborto seguro, algumas meninas grávidas podem sentir que o suicídio é a sua única opção.

À medida que níveis de escolaridade melhoram e a comunicação de massa se ​​expande em todo o mundo, as adolescentes têm cada vez mais contato com uma realidade diferente na qual poderiam viver, em que podem sonhar em se tornar pilotas, professoras, médicas e políticas. Porém, se as normas sociais e as realidades econômicas as forçarem a se tornar apenas esposas e mães submissas, o que acontece com a sua saúde mental?

Se uma menina tem a oportunidade de estudar ou trabalhar fora de casa, mas enfrenta a ameaça diária de ser atacada por ácidos ou balas, como ela pode eventualmente manter sua saúde mental?

É importante notar que as normas de gênero nocivas também contribuem para o suicídio entre os meninos. Em 2012, tantos meninos quanto meninas nessa faixa etária morreram como resultado de automutilação. Uma pesquisa da CIPM sobre masculinidade nos Balcãs, bem como dados do trabalho fantástico de organizações como Instituto Promundo e a MenEngage Alliance, demonstram que interpretações rigorosas do que “um homem deve fazer” também podem levar à automutilação por meninos e homens jovens.

O recente relatório da OMS oferece uma boa perspectiva sobre o significado do suicídio como um problema de saúde global, bem como algumas recomendações para a ação preventiva. Compreender o que motiva a automutilação é fundamental para determinar a melhor forma de agir. Petroni ressalta que é necessário, em particular, muito mais evidências sobre os males que as normas de gênero “tradicionais” representam para a saúde mental de meninas e meninos adolescentes. Em seguida, as comunidades de saúde e de desenvolvimento global devem continuar a dar prioridade à saúde sexual e reprodutiva, mas também devem abordar cada vez mais os fatores motivadores de suicídio, a fim de trazer melhorias significativas na saúde e na mortalidade de adolescentes. [Ms. Magazine]

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Morre americana com câncer que anunciou suicídio assistido

Brittany Maynard foi diagnosticada em janeiro com um tumor no cérebro

A americana Brittany Maynard tinha 29 anos e era recém casada - Reprodução
A americana Brittany Maynard tinha 29 anos e era recém casada – Reprodução

Publicado em O Globo

A americana que sofria de um câncer terminal se suicidou no sábado, depois de anunciar que o faria, provocando uma onda de debates sobre o direito de morrer.

Brittany Maynard, de 29 anos, foi manchete na imprensa internacional no mês passado, depois de divulgar um vídeo na internet anunciando que iria se suicidar.

“Adeus a todos os meus queridos amigos e familiares que amo. Hoje é o dia que eu escolhi para partir com dignidade diante de minha doença terminal, esse terrível câncer no cérebro que levou tanto de mim… mas poderia ter tomado muito mais” escreveu em uma mensagem circulou amplamente pelas redes sociais, compartilhadas por milhões de usuários.

“O mundo é um lugar bonito, viagens tem sido o meu melhor professor, meus amigos mais próximos e os meus pais são os que mais têm me dado. Tenho mesmo um círculo daqueles que me acompanham ao redor da minha cama enquanto eu escrevo… Adeus mundo. Compartilhem energia boa. Vale a pena!”

Maynard havia anunciado em um vídeo que acabaria com sua vida em 1 de novembro para não sofrer os estragos do seu tumor cerebral, mas na terça-feira disse: “ainda não é o momento certo para morrer”.

“Ainda me sinto suficientemente bem e ainda tenho alegria suficiente e sigo rindo e sorrindo junto à minha família e amigos, pelo que parece que ainda não chegou o momento adequado”, explicou em um novo vídeo divulgado na noite de terça-feira.

A psicóloga americana começou a ter enxaquecas fortes e recorrentes no final de 2013, pouco depois de se casar com Dan Diaz. Em janeiro deste ano ela teve o diagnóstico de um dos tipos mais graves de tumor cerebral maligno, chamado glioblastoma. Brittany logo foi submetida a duas cirurgias, que contiveram o câncer e renderam-lhe um prognóstico de mais dez anos de vida. No entanto, em abril, os médicos constataram que o tumor voltou maior e mais agressivo. O prognóstico de vida mudou para só seis meses.

Um porta-voz de Maynard disse há algumas semanas que a mulher planejava morrer pela ingestão de uma combinação letal de barbitúricos em 1 de novembro, devido a dores de cabeça constantes e outros efeitos que lhe causou o tumor.

Maynard e seu marido decidiram se mudar da Califórnia para Oregon, um dos poucos estados americanos que permitem a eutanásia.

Um médico poderia em consequência prescrever os medicamentos necessários para terminar com sua vida, cercada por sua família, na cama que dividia com o marido.

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Consciência pode permanecer por até três minutos após a morte, diz estudo

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publicado no O Globo

Aquele túnel com uma luz brilhante no fundo e uma sensação de paz descritos por filmes e outras pessoas que alegaram ter passado por experiência de quase morte podem ser reais. No maior estudo já feito sobre o tema, cientistas da Universidade de Southampton disseram ter comprovado que a consciência humana permanece por ao menos três minutos após o óbito biológico. Durante esse meio tempo, pacientes conseguiriam testemunhar e lembrar depois de eventos como a saída do corpo e os movimentos ao redor do quarto do hospital.

Ao longo de quatro anos, os especialistas examinaram mais de duas mil pessoas que sofreram paradas cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido, Estados Unidos e Áustria. Cerca de 16% sobreviveram. E destes, mais de 40% descreveram algum tipo de “consciência” durante o tempo em que eles estavam clinicamente mortos, antes de seus corações voltarem a bater.

O caso mais emblemático foi de um homem ainda lembrou ter deixado seu corpo totalmente e assistindo sua reanimação do canto da sala. Apesar de ser inconsciente e “morto” por três minutos, o paciente narrou com detalhes as ações da equipe de enfermagem e descreveu o som das máquinas.

– Sabemos que o cérebro não pode funcionar quando o coração parou de bater. Mas neste caso, a percepção consciente parece ter continuado por até três minutos no período em que o coração não estava batendo, mesmo que o cérebro normalmente encerre as atividades dentro de 20 a 30 segundos após o coração – explicou ao jornal inglês The Telegraph o pesquisador Sam Parnia.

Dos 2.060 pacientes com parada cardíaca estudados, 330 sobreviveram e 140 disseram ter experimentado algum tipo de consciência ao ser ressuscitado. Embora muitos não se lembrassem de detalhes específicos, alguns relatos coincidiram. Um em cada cinco disseram que tinha sentido uma sensação incomum de tranquilidade, enquanto quase um terço disse que o tempo tinha se abrandado ou se acelerado.

Alguns lembraram de ter visto uma luz brilhante, um flash de ouro ou o sol brilhando. Outros relataram sentimentos de medo, afogamento ou sendo arrastado pelas águas profundas. Cerca de 13% disseram que se sentiam separados de seus corpos.

De acordo com Parnia, muito mais pessoas podem ter experiências quando estão perto da morte, mas as drogas ou sedativos utilizados no processo de ressuscitação podem afetar a memória:

– As estimativas sugerem que milhões de pessoas tiveram experiências vivas em relação à morte. Muitas assumiram que eram alucinações ou ilusões, mas os relatos parecem corresponder a eventos reais. E uma proporção maior de pessoas pode ter experiências vivas de morte, mas não se lembrarem delas devido aos efeitos da lesão cerebral ou sedativos em circuitos de memória.

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Duas garotas quebram o vidro de um carro mas o motivo vai fazer você refletir por toda vida

publicado no Mega Curiosidades

Essa cena faz parte de uma campanha de conscientização feita na Dinamarca! Por lá esse problema é comum, não só lá mas aqui vemos também muito isso… Quantas vezes você já ouviu falar que um pai ou uma mãe esqueceu um bebê dentro do carro e quando chegou este estava morto ou entre a vida e a morte? Isso não acontece só com bebês mas também com animais! Tem gente que tem mania de carregar o cão no carro, mas como não pode entrar em devidos lugares acaba deixando o animal preso, no calor, sem oxigênio!

Muitas vezes as pessoas esquecem que trouxeram um animal…

Confira:

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Simulador online mostra o desespero de uma pessoa se afogando

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Felipe Flogi, no Comunicadores

Você já imaginou o quão desesperador deve ser ficar no meio do mar, sem expectativa de resgate e ainda por cima tendo que lutar para não morrer afogado por não estar usando colete? Visando promover seus produtos, a Gui Cotten criou um incrível site que te coloca exatamente nessa situação.

Após sofrer um acidente enquanto está velejando, um homem (que representará você no jogo) cai na água, e será necessário que você fique rolando o botão de scroll para se manter vivo. Prepare-se para quebrar o seu mouse!

Conforme o tempo vai passando, fica cada vez mais difícil aguentar. Durante esse percurso, algumas situações vão acontecendo com o personagem de forma que consiga realmente te envolver na história.

A ideia do projeto, desenvolvido pela CLMBBDO, é mostrar que no mar você se cansa mais rápido do que imagina. Na vez que joguei por aqui eu consegui sobreviver por apenas 5 minutos. Clique aquipara jogar e depois conta pra gente o seu recorde. o/

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