Eduardo Campos fez bem à boa Marina

foto: Pedro França/Futura Press
foto: Pedro França/Futura Press

Publicado por Fabio Silva

Ela já foi candidata à Presidente da República, em 2010, teve aproximadamente 20 milhões de votos. Na época, “ainda desconhecida” por grande parte da população, se tornou um fenômeno e uma esperança para quem buscava um novo quadro político na democracia brasileira.

Marina decidiu fundar um novo partido, penso eu, que crendo que o que estava aí não lhe representava ideologicamente. Porém, a Rede de Sustentabilidade não conseguiu se tornar realidade para as eleições de 2014. E ali acabava o sonho de Marina, ser candidata à presidente da república? Parecia, foram dias em que percebemos uma Marina triste, uma militância sem esperança, já que coletaram milhares de assinaturas para legitimar Marina candidata.

No apagar das luzes de esperança, surge um Governador do Nordeste com um sonho tão utópico quanto o de Marina – Ser Presidente da República. Nascia ali o convite de Eduardo Campos para candidato e Marina Silva, vice.

Com a parceria, nasceu um tempo de desconfianças, como pode dar certo? Eles são tão diferentes.

E todos, todos estavam contando as horas para os primeiros “arranca rabos” entre Eduardo e Marina. Porém, outra coisa bem diferente aconteceu, falar sobre isso na política soa como ingênuo, mas não vou deixar de falar: os olhares brilhavam. Pareciam apaixonados! As diferenças se tornaram virtudes da chapa do PSB. Eduardo, empreendedor, arrojado, impulsivo. Marina, sabida, pensadora, conservadora.

Foram 10 meses de muitas reuniões, entrevistas, acordos, imagino, também, brigas e gargalhadas.

Nascia um Novo Eduardo e uma Nova Marina, agora o bom do outro já fazia parte dos dois. Um Eduardo mais leve, uma Marina mais segura.

No dia 13 de Agosto, por volta das 10h da manhã, chovia muito em Santos – São Paulo, onde Eduardo Campos participaria de uma agenda política, o avião que estava o candidato e sua comitiva (6 pessoas) caiu, morria ali, aos 49 anos, Eduardo Campos.

Marina Silva sentiu o baque, o amigo Eduardo morria e com ele, ia também um conjunto de valores que ela aprendeu a admirar ao longo dessa curta jornada juntos.

A Marina que buscou com todas as forças criar a rede e não conseguiu…

A Marina que fez uma aliança com Eduardo Campos e que todos diziam que não durava uma semana…

Marina, agora, é candidata à Presidente da República.

Porém, não é a mesma Marina…

É a Marina que não conseguiu fundar a Rede, que conviveu 10 meses com o jovem Eduardo Campos…

Já não pensa do mesmo jeito, passou a entender que era necessário rever algumas posições sem perder a paixão pelo Brasil.

Ouviu de Eduardo: “Não desista do Brasil”, incorporou as suas crenças e decidiu romper com a própria Marina para deixar de ser a candidata, para ser a Presidente.

Faltam 30 dias para o final da corrida presidencial, não sabemos onde a onda Marina chega. Porém, é bonito ver, independentemente do resultado, a história de Marina.  Caso Marina chegue a ser presidente, o que é possível, Eduardo fez bem à boa Marina.

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Cão fica 11 dias sem comer deitado na cova do dono na Índia, diz socorrista

Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)
Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)

Publicado no UOL

Um cachorro mostrou sua lealdade em Chennai, no sul da Índia, mesmo após a morte do dono, um adolescente de 18 anos. O cão passou 11 dias junto à cova dele, sem comida ou água, segundo relato de uma mulher que o resgatou.

Bhaskar Shri, 18, morreu no último dia 2 de agosto em um acidente de carro. Shri, funcionário na construção civil, tinha adotado o cachorro, que batizou de Tommy, há dois anos, e o levava diariamente ao trabalho.

Tommy foi salvo por Dawn Williams, que trabalha na Cruz Azul, ONG que resgata animais. “Eu vi o cão marrom deitado em uma cova recente em uma tarde enquanto caminhava, isso na primeira semana de agosto. Naquela época, eu não fiz nada”, conta Dawn.

“Mas em 13 de agosto, estava no local de novo em uma missão de resgate diferente e o vi. Ele estava sentado no mesmo local e na mesma posição. É como se ele não tivesse se mexido durante semanas.”

Dawn encontrou o cão em péssimas condições. “Ele estava faminto e estou certa de que tinha lágrimas nos olhos. Dei a ele água e biscoitos, mas ele nem se mexia. Então, com meus colegas, passei pela vizinhança e perguntei se alguém conhecia o cão. Foi quando me disseram que se chamava Tommy e guardava o túmulo do dono”, lembra.

A funcionária da Cruz Azul encontrou a mãe de Bhaskar. Assim que viu a mulher, Tommy correu em sua direção. Ela contou que o cão havia desaparecido desde a morte do filho e ficou feliz em poder levá-lo para casa. “Ela disse que o cão era um amigo leal e que cuidaria dele para lembrar de seu próprio filho”, disse Dawn. (Com NY Daily News)

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Criador do desafio do balde de gelo morre afogado nos Estados Unidos

Corey Griffin, de 27 anos, lançou campanha após diagnóstico de amigo.
Iniciativa arrecada dinheiro para tratamento da esclerose lateral amiotrófica.

Corey Griffin, um dos criadores do 'desafio do gelo', morreu afogado (foto: Reprodução/Facebook/Corey Griffin)
Corey Griffin, um dos criadores do ‘desafio do gelo’, morreu afogado (foto: Reprodução/Facebook/Corey Griffin)

Publicado no G1

Corey Griffin, um dos criadores do “ALS Ice Bucket Challenge”, o desafio do balde de gelo, morreu afogado em um acidente de mergulho no sábado (16). Aos 27 anos, ele havia arrecadado US$ 100 mil horas antes de sua morte e estava orgulhoso pela popularidade de sua campanha na internet, de acordo com o jornal “Boston Globe”.

Por volta de duas da madrugada daquele dia, Griffin saltou de um cais tradicionalmente usado por moradores de Nantucket, em Massachussetts, para mergulhos. Ele ainda teria voltado à superfície uma vez antes de se afogar. Um salva-vidas que estava de folga e passava pelo local o resgatou, mas ele foi declarado morto ao chegar ao hospital.

O jovem ajudou a popularizar o desafio do balde de gelo depois que seu amigo Pete Frates recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, mal degenerativo também conhecido como doença de Lou Gehrig.

A campanha desafia personalidades a jogar um balde de água gelada contra a cabeça ou fazer uma doação de US$ 100 a ALS Association – ou os dois. Caso a pessoa participe da brincadeira, pode desafiar outros a fazer o mesmo em até 24 horas.

A campanha se tornou viral após Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Bill Gates, da Microsoft, terem divulgado seus vídeos. De acordo com o Facebook, 28 milhões de usuários aderiram, incluindo diversos artistas e celebridades que vão de Lady Gaga a Ana Maria Braga. Na quarta (20), por exemplo, o sapo Kermit, dos Muppets, e o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, postaram vídeos de seus desafios.

Mais de US$ 15 milhões já foram arrecadados em menos de um mês, segundo comunicado oficial divulgado no site da ALS Association no domingo (17).

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Balbúrdia teológica

801-2Hélio Schwartsman, na Folha de S.Paulo

A bioética é a mais depressiva das especialidades filosóficas. Seus manuais são uma coleção de situações médicas trágicas que geram dilemas sem solução feliz. Se existe um princípio heurístico nessa triste disciplina, é o de que o respeito à autonomia do paciente e seus familiares é quase sempre a resposta menos ruim.

Faço essa introdução a propósito da decisão do Superior Tribunal de Justiça que livrou de ir a júri popular, isto é, de responder por homicídio doloso, o casal de pais que, por serem testemunhas de Jeová, não autorizou uma transfusão de sangue em sua filha menor, que morreu.

Penso que o STJ agiu bem. O que define primariamente o dolo no homicídio é a intenção de matar, o que, obviamente, não se era o desejo dos pais. De uns anos para cá, porém, o Ministério Público, provavelmente para obter condenações mais duras, vem abusando da figura do dolo eventual, que ocorre quando o acusado faz pouco caso do perigo a que submete a vítima. Esse, contudo, deveria ser um enquadramento excepcional, para dar conta de casos em que o autor não só age com negligência ou imprudência, mas o faz com real desprezo pela vítima. É bom que a Justiça comece a frear essa moda.

Não estou, é claro, afirmando que os pais agiram bem. Considero a ideia de que Deus não quer que transfundamos sangue uma tolice. Vou um pouco mais longe e afirmo que crer num papai do céu se encontra na mesma categoria. Mas, uma vez que nosso ordenamento jurídico permite e até incentiva a prática religiosa, é difícil sustentar que seguir um dogma equivalha a assassinato.

E, depois que se aceita o vale-tudo dos discursos religiosos, não dá para dizer que a crença num Deus com pavor de transfusões seja objetivamente mais errada do que numa divindade que veta a contracepção ou que coleciona prepúcios. Só a autonomia confere alguma coerência a essa balbúrdia sanitário-teológica.

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Fausto Fanti, da dupla Hermes e Renato, é encontrado morto em São Paulo

Fausto Fanti (de bigode e camisa vermelha) em cena de "Hermes e Renato"
Fausto Fanti (de bigode e camisa vermelha) em cena de “Hermes e Renato”

Publicado no UOL

Fausto Fanti, de 35 anos, da dupla Hermes e Renato, foi em encontrado morto em seu apartamento no bairro em Perdizes, em São Paulo. A informação foi confirmada ao UOL pela polícia da  23ª Delegacia de Perdizes.

O humorista interpretava o personagem Renato. De acordo com o jornal “SBT Brasil”, foi um amigo de infância, Adriano Silva, quem encontrou o corpo caído no banheiro com um cinto amarrado no pescoço.

Hermes e Renato se tornou popular na MTV Brasil de 1999 a 2009. Depois retornou em 2013. Além de Fausto, o grupo era formado por Marco Antônio Alves, Adriano Pereira, Bruno Sutter e Felipe Torres.

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