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Fausto Fanti, da dupla Hermes e Renato, é encontrado morto em São Paulo

Fausto Fanti (de bigode e camisa vermelha) em cena de "Hermes e Renato"

Fausto Fanti (de bigode e camisa vermelha) em cena de “Hermes e Renato”

Publicado no UOL

Fausto Fanti, de 35 anos, da dupla Hermes e Renato, foi em encontrado morto em seu apartamento no bairro em Perdizes, em São Paulo. A informação foi confirmada ao UOL pela polícia da  23ª Delegacia de Perdizes.

O humorista interpretava o personagem Renato. De acordo com o jornal “SBT Brasil”, foi um amigo de infância, Adriano Silva, quem encontrou o corpo caído no banheiro com um cinto amarrado no pescoço.

Hermes e Renato se tornou popular na MTV Brasil de 1999 a 2009. Depois retornou em 2013. Além de Fausto, o grupo era formado por Marco Antônio Alves, Adriano Pereira, Bruno Sutter e Felipe Torres.

Se foi, o João

Publicado por Fabricio Cunha

Ontem acordei cedo.

Eu acordo cedo (quase) todos os dias. Por ofício, não por gosto.

Ontem acordei mais cedo.

Era um burburinho incômodo. Falavam baixo, mas bastante e ao mesmo tempo, todas ao mesmo tempo. O sexo feminino é assim.

Lembrei do verso do Byron, que decorei para impressionar meu professor mais erudito, que escrevia poesias (devia ter decorado pra impressionar as meninas da época): “entre a noite e a manhã, sobre a fímbria do horizonte, a vida paira como uma estrela”. Tristemente, não era a vida que pairava no assunto.

Fiquei atento ao que diziam, ou melhor, a quem eram.

Eram as palavras, conversando entre si.

Citavam e recitavam o João Ubaldo. O conheço bem. Li dezenas de suas crônicas. O palavreado sergipano/nordestino, a malandragem carioca, a velocidade baiana, todas colocadas num liquidificador, temperadas com beleza e o requinte da baixa erudição, – uma erudição latente, que se mostra discretamente presente, o suficiente para sabermos que o escritor é um erudito, mas que aquilo que escreve é vivo, entendível, assimilável e, até, aplicável – resultando em histórias inventadas, de personagens vivos, que podem ser eu ou você, ou um amigo, ou um inimigo, com o texto mais leve e corrente nossa literatura já produziu.

Pois então… As palavras estavam perdidas. Estavam ali, mas confusas, feito sindicalistas sem líder, microfone e carro de som.

Prestei mais atenção, tentando entender o que se passava. Já haviam me acordado mesmo, então, que me deixassem saber o porquê.

João havia partido. Dessa vez, de verdade. Já tentara partir uma ou duas vezes, entretanto, homem de letras, fora seguro aqui na terra por elas. Amante de um pouquinho de uísque e das madrugadas, ao assustar-se com a possibilidade de migrar dessa vida para a outra, desconhecida, adquiriu hábitos mais benfazejos, como acordar bem cedo, caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho.

Ao vê-lo mais saudável e determinado, as palavras deram-lhe uma folga. Creram em sua notável mudança e resiliência em continuar por aqui mesmo, nesta terra estranha.

E não é que foi exatamente num desses interlúdios, “entre a noite e manhã, sobre a orla do horizonte”, que ele decidiu partir?!

Partiu, como parte a brisa, quando chega o Sol.

As palavras nem perceberam.

Foi-se o João Ubaldo Ribeiro. Homem da vida e das letras. Pastor vagabundo das palavras. E elas, perdidas, me acordaram mais cedo do que eu precisava (acordo cedo por ofício, não por gosto, que fique claro) e, acordado, fui caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho, esperando, talvez, encontrá-lo para saudá-lo ainda uma vez mais, derradeira agora, por aqui, por esta terra estranha.

 

Menino migra em busca de tratamento para a mãe e morre sozinho no deserto do Texas

Foto cedida pela família mostra Gilberto Ramos Juárez em local um não identificado na Guatemala (foto: AP)

Foto cedida pela família mostra Gilberto Ramos Juárez em local um não identificado na Guatemala (foto: AP)

Publicado em O Globo

Gilberto Ramos Juárez queria deixar seu povoado na Guatemala e viajar aos Estados Unidos. A missão? Trabalhar e ganhar dinheiro para pagar um tratamento para sua mãe, que sofre de epilepsia. A insistência para que o garoto não fosse foi em vão.

— “Meu filho me dizia que ia me ajudar a curar a minha doença, mas eu dizia pra ele não ir — contou Cipriana Juárez Díaz.

Como não conseguiu convencê-lo, cobriu-o com um terço branco para lhe garantir uma viagem segura na fronteira.

Um mês depois, o corpo de Gilberto foi encontrado no deserto do Texas. Ele acabou virando um símbolo do êxodo de crianças desacompanhadas, que enfrentam diversos perigos para atravessar ilegalmente a fronteira da América Central para os Estados Unidos.

Autoridades disseram na segunda-feira que Gilberto, de 11 anos, foi um dos imigrantes mais novos que morreram na tentativa de cruzar o deserto. Seus pais, no entanto, informaram que sua idade foi registrada errada e ele tinha 15.

— Ele era um bom filho — disse Cipriana.

O corpo do garoto foi encontrado sem camisa, mas com o rosário que a mãe lhe deu.

Mulher é velada sentada com cerveja e cigarro na mão

58706Publicado por Região Noroeste

Uma mulher que era considerada uma pessoa animada e divertida morreu em Milwaukee, nos Estados Unidos e recebeu um velório diferente do convencional. Sua filhas substituíram as flores e o caixão por um cenário festivo, contendo itens que faziam sua mãe feliz. As informações são do site WGNO.

Segundo a publicação, o corpo da mulher foi velado sentado em uma cadeira em uma mesa circular. Arrumada como se estivesse em uma festa, Louisiana Miriam Burbank segurava um cigarro de menta em uma mão e um copo de cerveja na outra. De acordo com as filhas, o cenário envolvia tudo o que a mãe mais gostava.

Além disso, o retrato de um jogador da equipe de futebol americano de New Orleans foi colocado na mesa, ao lado de pequenos capacetes do esporte e uma revista de palavras cruzadas.

As unhas da mulher morta foram pintadas de dourado e preto, e um globo de luz de discoteca foi acrescentado no cenário. Segundo as filhas de Burbank, os outros membros da família gostaram da cena montada e o funeral ficou conhecido como “a última festa de Burbank”.

dica do Gerson Caceres Martins

Gabriel García Márquez: ‘Não acredito em Deus, mas tenho medo dele’

Famoso por livros como “Cem Anos de Solidão”, escritor colombiano morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos

gabriel-garcia-marquez-02Publicado no iG

O escritor Gabriel García Márquez morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o autor de “Cem Anos de Solidão” foi um dos mais importantes escritores da América Latina e de toda a língua espanhola.

O iG separou 15 frases marcantes do escritor:

1 - “Nenhuma medicina cura o que a felicidade não pode curar.”

2 - “O que importa na vida não é o que acontece com você, mas o que você lembra e como você lembra.”

3 - “Um escritor famoso que quer continuar escrevendo precisa se defender constantemente da fama.”

4 - “Não acredito em Deus, mas tenho medo dele.”

5 - “A pior forma de sentir saudade de alguém é estar sentado ao seu lado e saber que nunca o poderá ter.”

6 - “Não há na vida lugar mais triste do que uma cama vazia.”

7 - “A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada”

8 - “O único arrependimento que eu vou ter de morrer é se não for por amor”

9 - “O problema do casamento é que ele acaba toda noite depois de fazer amor, e precisa ser reconstruído toda manhã após o café.”

10 - “A mentira é mais confortável do que a dúvida, mais útil do que o amor e mais duradoura do que a verdade.”

11 - “Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração.”

12 - ” O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.”

13 - “Todo ser humano tem três vidas: a pública, a privada e a secreta.”

14 - “Não é verdade que as pessoas param de buscar seus sonhos porque envelhecem. Elas envelhecem porquem param de buscar seus sonhos.”

15 - “Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu.”