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MTV Brasil pode perder o nome e virar outro canal

Sem compradores interessados no momento, o Grupo Abril estaria analisando dois novos projetos de gestão para o canal manter-se no ar.

foto: Google Imagens

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Por Keila Jimenez, no Outro Canal

A novela MTV Brasil ganha mais um capítulo. O canal —que, desde 2012, vive sob a ameaça de venda, fechamento ou locação para religiosos— pode ganhar um novo rumo no segundo semestre.

Fontes do mercado dizem que o Grupo Abril, proprietário da MTV, não pretende manter a emissora musical no ar além deste ano. O canal, mesmo com forte redução de gastos, continua com as contas no vermelho.

Sem compradores interessados no momento, o Grupo Abril estaria analisando dois novos projetos de gestão para o canal manter-se no ar.

Os dois projetos envolvem a devolução da marca MTV Brasil para sua proprietária, a programadora norte-americana Viacom.

O nome MTV Brasil é um licenciamento pago anualmente pela Abril à Viacom.

Uma das ideias é manter o canal no ar, já com outro nome, apostando apenas em produções de humor ao estilo atual. O outro projeto, com custo bem menor, é manter a emissora sem produções nacionais, exibindo apenas documentários e videoclipes.

A Viacom, que pode receber a marca MTV Brasil de volta, já até estaria programando o relançamento do canal no país. Procurado, o Grupo Abril não comenta o assunto.

A Viacom diz que o contrato da MTV Brasil vai até 2018.

 

Cidade dos EUA proíbe uso de calças com a cueca aparecendo

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Márcia Garbin, no Virgula

A cidade de Terrebone Parish, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, resolveu colocar um ponto final ao uso de calças com cuecas aparecendo.

Isso porque o senador de Nova York, Eric Adams, iniciou ainda em 2010 uma campanha contra o estilo de se vestir e instalou outdoors pela cidade com a frase: “Elevem sua imagem, elevem suas calças!”.

Com o passar do tempo, o político foi ganhando adeptos e neste ano a medida foi aprovada no distrito de Terrebone Parish. Aprovada por oito votos a um, a nova medida prevê uma multa de US$ 50 para a primeira ofensa, podendo dobrar caso o ato se repita.

Se o “delinquente” insistir em sua escolha de vestimenta, a punição pode chegar a 16 horas de serviços comunitários, para cada reincidência.

O presidente do conselho que aprovou a medida, disse que “nao há nada positivo em vestir calças desse jeito. Esse nao é um problema dos negros, esse nao é um problema dos brancos, esse é um problema das pessoas”, afirmou.

O presidente americano, Barack Obama, também já se envolveu na polêmica discussão das calças baixas. E apesar de não concordar com o estilo, Obama se mostrou, em 2008, contrário à medidas para banir o traje. “Qualquer funcionário púbico que esteja se preocupando com calças largas deve redirecionar seu foco para temas mais pertinentes”, afirmou Obama à época, em entrevista à MTV americana.

Marcelo Adnet: o novo rosto do humor brasileiro

AS CARAS DE ADNET Ele imita, canta, ironiza e faz questão de evitar o preconceito (Foto: Tomás Rangel/ÉPOCA)

AS CARAS DE ADNET
Ele imita, canta, ironiza e faz questão de evitar o preconceito (Foto: Tomás Rangel/ÉPOCA)

A geração de comediantes que nasceu no teatro, cresceu na internet e agora brilha na televisão

Martha Mendonça, na Época

“UAU” Interjeições pontuam as frases do comediante Marcelo Adnet. Em pouco mais de uma hora de conversa, foram 13 exclamações. Elas parecem cumprir sua função gramatical de exprimir, pelo exagero, o estado emocional de quem as pronuncia. Depois de uma carreira que começou no teatro há menos de dez anos e chegou à TV somente em 2009, o comediante apontado como o mais completo de sua geração gravará seu primeiro programa na TV Globo. Na MTV, onde estava até agora, Adnet não chegava a 1 ponto no Ibope. Agora, prestes a receber o prêmio de Melhor Humorista de 2012, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), será protagonista de seriado num horário noturno que tem de 15 a 20 pontos de audiência. Como cada ponto corresponde a cerca de 200 mil telespectadores, é certo que nunca tantos rirão dele ao mesmo tempo.

Uma das maiores qualidades de Adnet é a capacidade de reunir dois ou mais assuntos em quadros impagáveis. Em 2011, na mesma semana em que Osama bin Laden foi descoberto e morto pelo Exército americano, bombava nas redes sociais um vídeo de Luiza Marilac, um travesti brasileiro radicado na Itália que curte “uns bons drinque” na piscina. Foi o suficiente para Adnet encarnar o Bin Laden, de sunga e turbante, com um texto semelhante e o mesmo gestual do travesti. A conexão entre a fama passageira de um personagem e o ocaso sangrento de outro conferiu ao quadro um resultado surreal, inteligente – e naturalmente hilário.

Parte da quase unanimidade que Adnet se tornou vem do tipo de humor que ele faz. Seria difícil chamar de “politicamente correto” alguém que mistura um travesti e um terrorista assassino no mesmo esquete. Mas, ao contrário do humor sem travas praticado por colegas como Rafinha Bastos, Adnet manifesta um grau de preocupação com aquilo que transforma em piada. Não costuma falar de homossexuais, negros ou adeptos de alguma religião. “Tenho uma regra: nunca sacaneio quem não escolheu ser daquele jeito”, afirma. Pobre e deficiente, não pode. Playboy ou político corrupto, pode. Gay e negro, não pode. Perua e rico preconceituoso, pode. Ele também acha machistas os programas de humor com mulheres seminuas.

“Impossível não acompanhar tudo o que o Marcelo faz. Ele é um virtuoso, um multitalento que nasce de tempos em tempos”, diz o roteirista Alexandre Machado, autor de sucessos do humor como TV Pirata e Os normais. Machado, ao lado da mulher, Fernanda Young, assina a estreia de Adnet na TV Globo, no seriado O dentista mascarado. Seu protagonista atende no consultório pela manhã e defende os fracos e oprimidos à noite. Machado diz que o texto está aberto aos pitacos de Adnet, assim como a improvisos nas gravações. “Se quiser, ele pode até escrever alguns episódios.”

Aos 31 anos, o carioca Adnet é o nome mais engraçado da nova geração do humor nacional. É uma geração que escreve, atua e produz. Além de Adnet e Bastos, reúne nomes como Bruno Mazzeo, Fábio Porchat ou Gregório Duvivier. Eles se tornaram conhecidos por dois caminhos. O primeiro foi o teatro, mais especificamente o stand-up comedy. É um espetáculo em que o comediante se apresenta sozinho, sem figurino ou cenário, fazendo observações sobre o cotidiano. Tradição nos Estados Unidos, ele era feito no Brasil por José Vasconcelos, na década de 1960, depois por Chico Anysio e Jô Soares, na década seguinte. No começo dos anos 2000, o estilo foi trazido de volta ao Rio de Janeiro por Fernando Ceylão, primeiro brasileiro a participar do festival de stand-up de Nova York. Com Claudio Torres Gonzaga, ele criou o espetáculo Comédia em pé, que há quase dez anos roda o Brasil. Em São Paulo, na mesma época, jovens humoristas criaram grupos que se apresentavam em bares e pequenas casas de espetáculo. Abrasileirado, o stand-up já incorporava alguns figurinos e o humor de tipos, consagrado na televisão. Nomes populares na TV de hoje, como Danilo Gentili, Dani Calabresa ou o próprio Rafinha Bastos, começaram sozinhos no palco. Em apenas uma década, o Brasil aprendeu a apreciar intensamente esse tipo de humor. No ano passado, o espetáculo de stand-up a céu aberto da Virada Cultural de São Paulo reuniu 52 comediantes e foi visto por mais de 10 mil pessoas.

Assista alguns dos sucessos de Adnet :

Tatá Werneck deve ser a primeira mocinha evangélica da Globo

A humorista Tatá Werneck

A humorista Tatá Werneck

Publicado originalmente no F5

Tatá Werneck, ex-MTV, é a mais forte candidata ao papel de Waldirene na próxima novela das 21h da Globo.

Se tudo caminhar como o previsto na sinopse original, a personagem será a primeira mocinha evangélica da emissora.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta segunda-feira (4).

No folhetim de autoria de Walcyr Carrasco, ela será uma moça pobre, que, incentivada pela mãe, fará qualquer coisa para se dar bem na vida.

Ela tentará, sem sucesso, engravidar de pagodeiros e de jogadores de futebol famosos, mas encontrará seu caminho quando se converter a uma religião evangélica.

Essa conversão mudará a vida da personagem, que pode se transformar em uma famosa cantora gospel.

Sem deboche, o autor pretende mostrar que a descoberta de uma religião pode levar à concepção correta de felicidade.

Vale lembrar que a Globo vem se aproximando do público evangélico e quer retratar a religião em suas tramas.

Ainda sem título definido, a novela deve estrear em junho.

dica do Thiago Ferreira de Morais