“Oscar saiu arrasado de Caruaru. Foi um pesadelo”, diz esposa do atleta

Oscar está triste com a repercussão do caso nas redes sociais, diz a esposa (foto: reprodução/ Internet)
Oscar está triste com a repercussão do caso nas redes sociais, diz a esposa (foto: reprodução/ Internet)

Publicado no NE 10

Maria Cristina Victorino Schmidt, esposa e secretária do ex-jogador da Seleção Brasileira de Basquete Oscar Schmidt, 56 anos, falou nesta sexta-feira (21) sobre a polêmica envolvendo o ex-atleta durante palestra realizada no último domingo (16) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Ela afirmou que Oscar ficou esperando por mais de uma hora em um hotel da cidade e que a produção não ofereceu os equipamentos necessários para o evento. “Tudo poderia ter sido diferente se eles fossem pontuais”, ressaltou.

Oscar chegou a ser vaiado durante palestra em Caruaru e xingou a plateia com palavrões. Mais de dois mil alunos de uma faculdade particular do interior pernambucano estiveram presentes no evento realizado em um shopping center da cidade. A palestra malsucedida repercutiu negativamente nas redes sociais e o jogador foi alvo de críticas.

Maria Cristina disse que a palestra estava marcada para as 16h e que a equipe da faculdade iria pegar Oscar às 15h45. “Nós ficamos na frente do hotel conversando com três pessoas. Quando o motorista veio chegar, já eram 17h. A palestra começou mais de 18h. Tinha gente que estava esperando desde 13h30 no local. Não havia telões para quem estava atrás, apenas uma foto do Oscar. Quando começou a  palestra, o equipamento começou a dar problema”, detalhou.

Ela contou também que as pessoas começaram a ficar com raiva e ir embora, culpando o ex-jogador pelo atraso da palestra. “Pergunta se ele atrasou em um outra palestra? Ele fez 720 palestras em um ano, seis somente na semana passada, e em nenhuma ele chegou atrasado ou houve reclamação. Oscar sempre chega 15 minutos antes, conversa com o responsável pelo evento, equipamento e som. Eu juro que ele não xingou ninguém. Os palavrões fazem parte da palestra e do vocabulário dele. Atleta chama palavrão.”

Maria Cristina disse ainda que o atleta está triste com a repercussão do caso nas redes sociais. “As pessoas não têm ideia do dano psicológico que isso causa. Estou traumatizada. Ninguém estava prestando atenção na palestra. Ele ameaçou ir embora. Estava sendo um martírio. Oscar saiu arrasado de Caruaru. Foi um pesadelo”, comentou.

Para a esposa do ex-jogador, faltou sensibilidade do público que estava assistindo à palestra. “O povo que foi embora é sem sentimento. Como o Oscar costuma dizer: Se tivesse cerveja, axé e mulher, todo mundo tinha ficado. Ninguém estava ali para assistir uma palestra séria, parecia uma festa. Encheram o camarim de gente”. Ela contou ainda que se sente arrependida de ter aceitado a palestra em Caruaru. “O sentimento é de tristeza. Me pergunto porque fiz o Oscar passar por isso; sou eu quem agendo os compromissos dele. Ficou um trauma para mim e para ele. Mais que um atleta, o Oscar é um senhor de bem”, finalizou.

A diretora da faculdade particular Pollyana Lima informou, por telefone, que o motorista que iria buscar Oscar no hotel realmente atrasou, mas que este não teria sido o motivo dos problemas na palestra. Segundo ela, “foi uma decisão de faculdade pegar ele mais tarde, para não deixá-lo esperando no auditório, já que o evento todo estava atrasado”. Ainda segundo a diretora, o equipamento de Oscar não era compatível com o do evento.

Além do cachê de R$ 40 mil de Oscar, a direção da faculdade estima gastos de R$ 80 mil com locação de espaço, publicidade e demais despesas com o ex-jogador, como passagens aéreas, alimentação e transporte.

REPERCUSSÃO- De acordo com Marcos Ferreira, aluno de educação física, que esteve na palestra, o ex-jogador foi “grosseiro com o público” e não estaria preparado para realizar palestras. “Nós tivemos que passar por momentos constrangedores. Ele começou a falar vários palavrões desnecessários, foi mal educado com as pessoas. As pessoas que foram para admirar e ouvir a história dele começaram a vaiar. Ninguém estava acreditando naquilo. Mais de 500 pessoas abandonaram a palestra antes da metade”.

Ainda segundo Marcos, Oscar começou a ficar irritado por causa de uma falha no sistema de som do evento. “O microfone sem fio dele estava dando interferência e ficava fazendo um barulho. Ofereceram outro microfone para ele, mas ele disse que não usava aquele tipo porque era microfone de amador. Enfim, eu fui ver um exemplo, esperando levar ensinamentos para minha vida profissional, e saí com uma sensação terrível. Ele disse que sairia com uma má impressão de Caruaru, mas ele que destruiu tudo que nós pensávamos sobre o atleta”.

SOBRE OSCAR – Nascido em 1956, em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Schmidt é considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, ganhando apelidos como “mão santa” e “rei do basquete”. Chegou a ser convidado a jogar na liga americana de basquete, a NBA, mas recusou o convite, pois queria se manter na categoria de “amador” e jogadores da liga não podiam participar das seleções nacionais.

Entre os vários prêmios que conquistou, os maiores foram a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de San Juan, em 1979, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, de 1987, junto a Seleção Brasileira de Basquete. Oscar integra o hall da fama da NBA, mesmo sem nunca ter jogado em times americanos.

Desde 2011, Oscar foi submetido a duas cirurgias no cérebro para combater um câncer. Atualmente, ele ministra palestras motivacionais, que já somam mais de 700 em todo o Brasil.

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Bobas, sonhadoras, essenciais

Por que o romantismo desvairado das mulheres faz o mundo rodar sobre seu eixo

mulherromantica

Ivan Martins, na Época

As mulheres são bobas. Sonham demais, põem a carroça na frente dos bois, se apaixonam com um sonho de valsa. São elas mesmas que dizem. Basta um chope na calçada para imaginarem cenas de casamento. Um beijo na boca e já pensam como seria ter uma filha com aqueles lábios. Diante da possibilidade do amor, suspiram e se agitam como virgens do século XIX – embora seus horizontes pessoais sejam mais amplos que os de qualquer heroína das irmãs Brontë.

Suspeito que as mulheres sejam graciosamente antiquadas.

Décadas de liberdade, emancipação e sexo mais ou menos livre não foram suficientes para apagar o software afetivo do tempo dos espartilhos. Diante de um homem que pareça o cara certo, ressurgem velhos modelos e sensações. Não acontece com todas as mulheres, nem acontece sempre, mas a maioria já experimentou o sentimento. Assim como boa parte dos homens. Ninguém está livre de fantasias românticas selvagens. A diferença é que as mulheres parecem ser especialistas.

Mesmo tendo assistido a desilusões cavalares, ainda acho essa ingenuidade positiva. Ela é a argamassa invisível com que se constroem milhões de relacionamentos. Permite que, num mundo de egoísmos e receios, alguém dê um passo, estenda a mão e chame o outro. É como uma estrada que faz com que as coisas avancem, quando poderiam empacar e perecer. A gratuidade do amor feminino é uma dádiva. Faz o mundo girar sobre o seu eixo.

Homens também são assim, às vezes. Podem olhar para uma mulher comum que compra absorventes na farmácia e apaixonar-se, como num filme argentino. Querem casar, ter filhos, viver com ela num fiorde dinamarquês. Às vezes, contam isso a ela, que segura a cestinha perplexa, sem saber que o carequinha gaguejante diante de si é o homem da sua vida. Ou poderia ser. Acontece. Mas com as mulheres é mais frequente. Elas constroem mansões imaginárias. Sonham meticulosamente o futuro, sem o qual o presente é só um passado envelhecendo.

Pode ser apenas ilusão minha. Vai ver que o romantismo das mulheres foi substituído por prazer físico e pragmatismo existencial. Sonhar talvez tenha virado coisa de trouxas, e o mundo pertença agora às bruxas elegantes. Pode ser. Mas simpatizo com as bobas sonhadoras que sofrem de forma monumental. Elas fazem coisas que de outra forma não seriam feitas. Como memórias, poemas e famílias.

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Uma em 1 milhão

Precisamos muito falar sobre aborto

Publicado na Revista TPM

“Eu faço o trabalho que ninguém quer fazer, mas que precisa ser feito.”

O médico que diz isso está comigo no último andar de um prédio na zona de sul de São Paulo. Nos outros andares, a rotina é a de um grande hospital normal. No setor em que estamos, há um esforço para fazer tudo parecer corriqueiro: sala de espera, secretária que atende o telefone, faxineira que passa o pano úmido no chão, consultório de paredes brancas e maca forrada com papel. Mas tudo é diferente nesse último andar. Aqui, abortos são feitos todos os dias. E abortos são ilegais no país onde eu moro.

Ilegais, mas não ilegítimos. E tampouco raros: o doutor V. é velho conhecido de amigas minhas – e de amigas de amigas. Seu telefone e o endereço do hospital onde atende circulam livremente entre mulheres (e respectivos namorados, maridos, amantes, pais, parentes, amigos) que engravidaram, mas não queriam ter engravidado. E que, claro (o detalhe é importante), dispõem de algum dinheiro para resolver o problema de maneira limpa e sem riscos. No meu caso, R$ 3.500, cash.

O doutor V. me deu um desconto porque descobri a gravidez cedo: seis semanas, ou um embrião de 4 milímetros. Ele cita outras “clientes” que demoraram muito mais “e ainda ficam chorando por um preço menor”. Tenho vontade de dizer “não sou sua cliente” e sair correndo. Espio a lista no papel sulfite sobre a mesa, com outros 20 nomes de mulheres que ele vai atender só naquele dia. Por uns instantes não o ouço. Olho a janela, a vista é bonita, o céu está cinza. É um dia triste pra mim. Mas é o que precisa ser feito.

aborto

Eu estou diante do doutor V. porque não quero ter mais uma criança. O fato de eu já ser mãe aumenta em muitos tons a complexidade dos sentimentos. Tenho a noção exata de que ter filhos é maravilhoso – tem sido para mim. Além disso, fiquei grávida do “cara certo” e não de um passante qualquer. Ainda assim, veio a certeza estranha e cruel: não quero esse bebê concebido num descuido. Infração gravíssima, eu sei. Sete pontos na carteira existencial. Para uma parcela considerável da população, eu deveria ser castigada em praça pública (ou ao menos numa sala de parto).

Só que eu não acho que a opinião pública tenha alguma coisa a ver com uma decisão que é minha, pessoal e intransferível, como são todas as dores. E que é, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a decisão tomada por mais de 1 milhão de mulheres brasileiras todos os anos. Um milhão por ano é gente demais pra ser varrida pra debaixo do tapete. Principalmente quando, desse milhão, gente como eu – com acesso a médico, anestesista, sala limpa com vista e lanchinho no final – é minoria absoluta. A maioria se vira como pode. Talvez tomando um remédio, talvez perfurando o próprio útero em casa, talvez indo a clínicas como as que, recentemente, entraram no noticiário policial por terem sido os cenários de duas mortes.

O Brasil tem uma presidente mulher. Ela tem entre seus ministérios uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, cuja titular ostenta um belo histórico de defesa dos direitos individuais (e da legalização do aborto especificamente). Mas é um país que tem se calado diante de propostas legislativas que são puro atraso. Um país que simplesmente finge que essa multidão não existe.

Esta revista não se conforma com isso e convoca a sociedade para o debate – ao menos ele: precisamos muito falar sobre aborto.

Micheline Alves, diretora do núcleo Trip e Tpm

dica do Guilherme Massuia

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“Ainda não sei o que foi”, diz lutadora que andou nua no RS

Conheça a história da mulher de 35 anos que andou nua pelas ruas de Porto Alegre

Publicado no Terra

Tu sabe o que foi que aconteceu? Me explica, que eu ainda não sei o que foi”, assim começa a entrevista com Betina Baino, 35 anos, a lutadora de MMA que protagonizou o segundo episódio de nudez pública ocorrido em Porto Alegre nas últimas semanas. A indignação e o desespero acumulados em uma vida de erros e acertos a levaram ao ato extremado em um momento no qual se sentia completamente desamparada por tudo e por todos.

“Eu não quero pena, porque eu acho que ninguém tem o que não mereça e que não aguente. Mas quero que de repente as pessoas não façam o mesmo que eu, que vejam que não sou só um corpo, que possam manter a dignidade”, diz Betina.

Ela se refere à prostituição, trabalho ao qual teve que recorrer para comer, sendo que naquele momento no qual resolveu ficar nua, nem a venda do próprio corpo lhe garantia o mínimo necessário para viver. “Estou em uma fase da minha vida em que eu não tenho mais nada”.

Enquanto caminhava na rua, nua, em meio aos carros debaixo de chuva, ouvindo buzinadas e gritos de gostosa, Betina disse entre outras coisas que era do MMA. O carinho que ela tem pelo esporte é imensurável para quem vê de fora, porque nos três anos nos quais praticou o esporte, pela primeira vez na vida, sentiu o que era ter autoestima.

“Tu treina para aquilo, é respeitada. Eu nunca achei que merecia ser tratada com tanta admiração, porque fiz muita coisa errada na minha vida. Mas quando virei prostituta para ser atleta, parece que eu virei um bicho (…) não tenho como começar porque tenho 35 anos. Não tenho carteira assinada, um salário de R$ 800 não paga o meu quarto de R$ 500, mais a minha passagem, a minha comida, e os meus filhos, então me deu um desespero tão grande porque se era o meu corpo que queriam ver, que olhem de graça porque não quero mais cobrar por isso…”desabafa em uma entrevista na qual chorou em vários momentos.

Os motivos que levaram Betina a uma atitude extremada de protesto pelas ruas são apenas a ponta do iceberg de uma vida de sofrimento. Diagnosticada como borderline (um transtorno de personalidade), ela diz que sempre “eu sempre soube que eu era diferente, fiz escolhas erradas e era mais fácil me rotular como louca, inconsequente e drogada, mas eu não era nada disso”. A vida difícil fez com que se separasse dos filhos, uma adolescente de 17 anos, com quem ainda tem contato, e um menino de 3 anos, que nem sabe que ela é sua mãe. “Foi tanta dor que eu tive que fazer alguma coisa”.

“Sempre tive uma vida em família, mas fui muito porra louca, fiz muita besteira, morei aqui, morei ali, usei droga, tive depressão, passei por internação… sempre tentando melhorar, mas eu não conseguia”, conta.

Mas hoje, sua família são seus amigos, os mais próximos conquistados através do MMA. Eles são as pessoas que mais tem lhe dado apoio desde que seu caso ganhou repercussão nacional. Sem ter bem uma direção certa, ela passa os dias na academia onde treina e faz planos para buscar um trabalho e um futuro melhor do alto da experiência de quem já sofreu muito na vida, mas se recusa a desistir.

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Mulher finge estar bêbada para ver como homens reagem na rua

Publicado na RedeTV!

Uma bela atriz usando um vestido curto resolveu fazer um experimento nas ruas dos Estados Unidos e fingiu estar bêbada para ver como os homens reagiriam quando ela pedisse ajuda para chegar em casa. O vídeo com o resultado da câmera escondida faz sucesso nesta terça-feira (11) no YouTube.

No ‘experimento social’, como o canal do YouTube onde o vídeo foi postado chamou o vídeo, a atriz quer encontrar um ônibus para chegar em casa mas é convidada pela maioria dos homens a ir até outro lugar.

Confira:

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