Casados há 73 anos, marido e mulher morrem com 28 horas de diferença

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Publicado no Extra

Os americanos Helen e Joe Auer passaram mais de sete décadas juntos e até a morte só conseguiu separá-los por algumas horas. Na última semana, Helen morreu sentada em sua cadeira, em casa, aos 94 anos. Assim que percebeu a situação, Joe deu um beijo de despedida na mulher e sussurrou no ouvido dela: “Helen, me leve para casa”. Apenas 28 horas depois ele morreu, aos 100 anos de idade.

A família disse ao Cincinnati.com que sabia que o veterano da Segunda Guerra Mundial não conseguiria passar mais de uma noite sem seu grande amor. Os corpos do casal foram velados juntos, na mesma igreja em que eles se conheceram e casaram, em 1941.

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O casamento de 73 anos gerou 10 filhos, 16 netos, 29 bisnetos e um tataraneto. Sobreviveu aos 3 anos em que Joe passou em batalhas na Segunda Guerra Mundial. Quando o marido embarcou rumo aos conflitos na Europa, Helen estava grávida do segundo filho do casal. Durante a Guerra, ela conseguiu enviar uma foto dela com os dois filhos, Barry e Judy, que ele mantinha guardada na carteira. Joe só conheceu Judy quando ela tinha 3 anos de idade. “Essa foto nunca saiu da carteira dele. Na verdade, ela ainda está lá”, contou Jerry Auer, o filho caçula.

“É um momento de alegria. Mamãe e papai tiveram uma vida abençoada. Ela amava a família e os amigos. Amava se manter ocupada com a família”, disse Mary Jo Reiners, uma das filhas do casal. “Papai acreditava que seus filhos eram um presente de Deus, essa era uma grande responsabilidade para ele. Ele nos ensinou a servir a Deus e cuidar do planeta. Ele estava fazendo reciclagem no dia em que morreu”, recordou.

Por conta da grande quantidade de filhos, o casal sempre viveu com orçamento apertado e só conseguiu comprar o primeiro carro quando Joe se aposentou. Assim que o filho mais novo foi para o colégio, Helen começou a trabalhar como merendeira em uma escola da região, onde servia os lanches sempre cantando com as amigas. “Eles eram pessoas simples e humildes. Eles não queriam nada e tiveram tudo em troca. Se alguém estiver pensando em se casar, deveria se espelhar nos meus pais”, afirmou Jerry.

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Não há nada de errado com o rosto de Renée Zellweger, mas algo de errado conosco

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Jennifer Gerson Uffalussi, no The Guardian [via F5]

Ser mulher e celebridade é perder sempre. Você ousa envelhecer? Passará vergonha por seu rosto, na melhor das hipóteses; na pior, ficará sem trabalho. A escolha é uma cirurgia plástica perceptível, no rosto, para combater o envelhecimento? Na melhor das hipóteses você será alvo de zombaria pelo narcisismo; na pior, ficará sem trabalho, uma vez mais. A evolução continuada de nossa obsessão por pessoas famosas resultou em um estranho fenômeno: os corpos de completos desconhecidos são considerados propriedade pública coletiva, a ser casualmente avaliada, criticada e… descartada.

Por mais perturbador que possa ser contemplar a eventual transformação de uma figura pública diante de nossos olhos, é ainda mais perturbador perceber nossa pressa em dizer alguma coisa sobre aquela transformação.

“Onde foi parar o rosto de Renée Zellweger?”

Fazer uma pergunta como essa, como tantos de nós fizemos na terça-feira (21), é cortar em todas as direções, fazendo do corpo da mulher mercadoria no momento mesmo em que aparentemente se procura defendê-la.

O que Zellweger fez para merecer essa forma de reação automática? Ela compareceu ao evento “Mulheres em Hollywood”, da revista “Elle”, na noite de segunda-feira (20) —o que seria exatamente a espécie de coisa que deveríamos esperar que uma mulher de Hollywood fizesse, especialmente porque a ocasião marcava seu primeiro trabalho no cinema em cinco anos. Mas ao que parece ninguém ficou feliz por vê-la de novo. Em lugar disso, na manhã de terça-feira, os guardiões dos portais da mídia —entre os quais muitas mulheres— expressaram repulsa diante da aparência do rosto de Zellweger, que parecia acentuadamente diferente desde sua última aparição memorável no tapete vermelho, que aconteceu cinco anos atrás. O burburinho foi ruidoso e universal —o que, exata e infelizmente, é o tipo de coisa que uma mulher de Hollywood aprendeu a esperar a cada vez que altera alguma coisa em sua aparência.

De blogs de moda à CNN, o horror e a repulsa eram palpáveis: que espécie de monstro é esse, o mundo parecia questionar, capaz de trocar de pele com tamanha facilidade, para evitar o envelhecimento ou a morte, ou no mínimo a morte de sua carreira, ao se transformar em pessoa completamente diferente? Os resmungadores oficiais da Internet começaram a lastimar sobre a semelhança entre Zellweger e Jennifer “ninguém deixa nenê de lado” Grey, infame por aparar o nariz e, com isso —como se em uma história de terror— supostamente jamais ter voltado a trabalhar.

Mas um clichê era notável pela ausência, no coro grego de críticas e lamentações sobre a aparência física de Zellweger. Apesar de todas as expressões de pesar e todas as críticas horríveis dirigidas a ela, praticamente ninguém apontou que o público não sente ter direito apenas a comentar livremente sobre os corpos e rostos de celebridades. Não, esse mesmo público que aparentemente acredita que Zellweger tenha feito algo de inominável contra seu principal patrimônio (o talento como atriz, aparentemente, não conta) também está sempre ocupado lançando exclamações ruidosas de pesar quando alguma mulher ousa permitir que uma ruga, um vislumbre de celulite ou músculos abdominais corajosamente não tonificados maculem sua aparência.

(Estranho que ninguém mencione que mesmo a lendária Jennifer Grey só tenha optado por fazer uma plástica depois de chegar aos 30 anos, a mesma idade em que as mulheres de Hollywood que “Elle” estava homenageando na segunda-feira começam a encontrar dificuldade para obter trabalhos expressivos.)

E as mulheres famosas que ousam envelhecer —com muita beleza— são incessantemente glorificadas como possuidoras de um talento tão excepcional —tão perfeito— que lhes permite transcender a decadência de sua forma física.

Costumamos sempre dizer que Meryl Streep continua a trabalhar e a acumular prêmios, sorrindo respeitosamente sempre que uma atriz mais jovem anuncia que seu maior sonho é contracenar com ela. E Jessica Lange, claro, é a nova face da grife Marc Jacobs, proferimos, orgulhosos de nossos padrões de beleza progressistas e subversivos. Permitimo-nos algumas exceções excepcionais —se elas forem bonitas o bastante e se pudermos acreditar que jamais se humilhariam com uma visita a um profissional de medicina.

Esperamos que as celebridades mulheres tenham literalmente tudo: beleza, juventude, talento, humildade e um desdém consciencioso pela influência da aparência sobre sua capacidade de praticar sua arte, a menos, é claro, que essa aparência esteja a serviço da arte. Pobre da mulher ousada a ponto de contrariar essas expectativas ao se deixar ver em público depois de certa idade —com ou sem ajuda da comunidade médica.

Pobrezinha da Renée Zellweger, dizemos, pois ela supostamente deveria saber quando uma mulher famosa já não satisfaz nossos padrões de beleza inatingível e descomplicada. Poupe-nos de ver, nós exigimos, aquilo que nossa hipocrisia causa aos nossos ídolos demasiadamente humanos.

tradução: Paulo Migliacci

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Concurso polêmico vai eleger a Miss Hitler 2014

Para participar da disputa realizada em em uma rede social russa é preciso ser uma mulher nazista

Fotos das candidatas ao concurso de beleza nazista - Reprodução
Fotos das candidatas ao concurso de beleza nazista – Reprodução

Publicado em O Globo

Um concurso de beleza organizado através da rede social russa VKontakte, o equivalente local do Facebook, está provocando polêmica. O Miss Ostland 2014 (Ostland é o nome dado pela Alemanha nazista aos Estados bálticos ocupados e ao Leste da Polônia), hospedado na página do grupo “Adolf Hitler” — com mais de 7 mil seguidores — já conta com 14 participantes, todas nazistas.

Para participar, é preciso seguir as seguintes regras: “Ser mulher, ser nazista, ser uma mulher nazista, ser uma mulher que odeia judeus, ser membro do grupo “Adolf Hitler”, postar uma foto nazista sexy, conseguir outros nazistas para curtir sua foto e não insultar outras fotos — nazistas são um monte de coisas, mas são, aparentemente, pouco maliciosos nas mídias sociais”.

Além de enviar suas fotos sensuais, as mulheres interessadas em participar devem escrever sobre seu amor por Hitler. O candidato que obtiver o maior número de curtidas será declarado o vencedor. Até agora, Katya Shkredova que “adora Adolf por sua filosofia sobre a sociedade ideal”, lidera o concurso.

Além dela, outras 13 mulheres se inscreveram. Uma delas Ekaterina Matveeva, de São Petersburgo, que acredita que “a posição de Adolf Hitler é de um gênio e verdadeiro, já que as raças são diferentes, não só na aparência, mas também em inteligência”. Já Irina Nagrebetskaya (na foto) é ucraniana.

“”Não se esqueça! Adolf é o seu nome, ele é a nossa eterna raça, a ele foi dada a vida eterna”, escreveu.

O primeiro lugar ganhará uma joia, parecida a uma das runas nórdicas que eram tão amadas por Heinrich Himmler, um dos principais líderes do Partido Nazista. O segundo prêmio é um pingente da suástica.

O concurso despertou críticas nas redes sociais. “É vergonhoso. Por que alguém organiza um concurso como esse?”, tuitou Miriam Struk. Para o internauta Andrew Gross, o concurso “é um lembrete de que o antissemitismo se dissemina online e que é preciso combatê-lo”.

Uma das candidatas ao concurso, Irina Nagrebetskaya é ucraniana (foto: Reprodução)
Uma das candidatas ao concurso, Irina Nagrebetskaya é ucraniana (foto: Reprodução)

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Mulher etíope possui maior ‘disco labial’ do mundo com 60 cm

etiopiamulherdiscoreprodaily

publicado no Terra

Uma mulher tem o maior disco labial do mundo e foi encontrada por dois cineastas australianos que filmavam tribos locais da Etiópia. A circunferência do objeto que deforma a boca da africana tem cerca de 60 centímetros. As informações são do Daily Mail.

Segundo as tradições do país, jovens de aproximadamente 15 anos colocam um piercing na boca e, ao longo do tempo, vão aumentando o tamanho do disco. A deformação nos lábios demonstra poder e é proporcional ao valor do dote de casamento; ou seja, quanto maior, melhor será o marido conquistado e maior a quantidade de cabeças de gado dada pela família da noiva como dote.

O cineasta Abrahem Joffe está fazendo um documentário e viaja pelo país neste mês orientado por guias da região – e até os nativos ficaram impressionados com o disco labial de Ataye Eligidagne, 20 anos, na cidade de Omo Rover. “Quando você viaja e encontra algo que surpreende até mesmo os nativos, isso quer dizer que você achou algo extraordinário”, disse o australiano.

Em uma entrevista, a jovem disse que começou a deformar os lábios aos 17 anos e, em três anos, tem uma circunferência de 59,5 centímetros – mais que o dobro do tamanho médio dos discos vistos nas mulheres de sua tribo. Ela disse que não sente dor e que não existiram efeitos colaterais.

O governo da Etiópia luta contra as deformações por disco e já lançou campanhas contra tal tradição.

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Roger Abdelmassih: “Mulher é um bicho desgraçado”

Em conversas telefônicas com seu psiquiatra gravadas pela promotoria, o ex-médico condenado a 278 anos por estupro admite que teve relações sexuais com suas pacientes

Roger Abdelmassih é preso no Paraguai (Divulgação/Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai/VEJA)
Roger Abdelmassih é preso no Paraguai (Divulgação/Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai/VEJA)

Alexandre Hisayasu, na Veja on-line

Um dos pontos de partida para a investigação que prendeu o ex-médico Roger Abdelmassih em agosto foram números de telefone encontrados pela polícia civil em maio, em uma operação em uma fazenda da família dele.

Quando um dos agentes do Ministério Público salvou os números em um telefone e entrou no aplicativo de troca de mensagens Whatsapp, em um dos contatos apareceu a foto de Larissa Sacco, a mulher de Abdelmassih.

A Promotoria grampeou todos os números. As conversas que mais chamaram a atenção das autoridades foram as consultas do ex-médico com seu psiquiatra, por telefone.

Nas conversas, a que VEJA teve acesso, ele refere a si mesmo como “o grande comedor” e admite pela primeira vez que teve relações sexuais com várias de suas pacientes, embora negue as acusações de estupro.

Abdelmassih sugere que que apenas cedia ao assédio das pacientes: “A mulher jogava o milho e eu ia comer, e levei ferro (…) Mulher é um bicho desgraçado mesmo.”

Condenado a 278 anos de prisão, ele está preso no interior de São Paulo. Ouça aqui suas confissões.

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