Após ofensa no Twitter, Justiça bane usuário

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Publicado no Estadão

A 4.ª Vara Cível de Brasília condenou um usuário a parar de usar a internet para divulgar ofensas a uma mulher e chamá-la de “gorda”. Ele terá ainda de pagar R$ 15 mil, a título de danos morais, por causa das tuitadas com comentários agressivos acerca da imagem e da vida sexual dela.

A mulher narrou ter sido vítima de diversos tipos de ofensa a sua honra no Twitter, o que lhe causou vexames e constrangimentos. O processo começou há dois anos e a autora da ação pleiteava até R$ 80 mil de valor compensatório.

Até agora, a Justiça determinou o fim dos comentários e a obrigação de retirar as mensagens já postadas contra a mulher da internet, sob pena de multa diária. E propôs um valor de indenização menor, que ainda é discutido.

O acusado alegou que os fatos se deram por culpa exclusiva da vítima, que proferiu ofensas em relação a ele e a sua mulher. O juiz Giordano Resende Costa decidiu que “sua defesa não negou que tenha sido o responsável pelas mensagens grosseiras e ofensivas proferidas em desfavor da autora”. O magistrado ainda escreveu que não detectou qualquer conduta ofensiva à honra do réu por parte da vítima e que as mensagens na internet, “como é notório, rapidamente se espalham, alcançando proporções incontroláveis”.

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Publicidade debocha do uso sexual da mulher

Publicado no Catraca Livre

Propaganda de veículos são acompanhadas, em geral, da imagem da mulher apresentadas como objeto sexual. Um vendedor de moto nos EUA fez um ensaio fotográfico que subverte e debochar desse olhar.

Em vez de mulheres, colocou seus funcionários homens para fazer as fotos. Clique aqui e veja a matéria completa.

Para fazer a comparação, eles pegaram as fotos anteriores da empresa, com modelos. Veja algumas imagens.

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‘Rei do camarote’ foi indiciado por agressões a filha e mulher em SP

Casos foram em 2008 e 2011; vítimas desistiram de processar empresário.
Alexander de Almeida não foi localizado pelo G1 para comentar assunto.

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Kleber Tomaz, no G1

O empresário Alexander Augusto de Almeida, de 39 anos, que ficou conhecido como “rei do camarote”, foi citado duas vezes na polícia como suspeito de agressão, uma contra a filha adolescente e outra contra sua então mulher, de acordo com boletins de ocorrência registrados na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, na Zona Leste da capital paulista, em 2008 e 2011. Os dois casos acabaram arquivados, segundo policiais civis ouvidos pelo G1.

Alexander ficou conhecido como o “rei do camarote” depois de aparecer na capa da revista “Veja São Paulo” com uma taça de champanhe na mão e afirmação de que gasta até R$ 50 mil por noitada. Um vídeo no YouTube em que o empresário elenca os 10 “mandamentos” de como se dar bem no camarote das baladas teve mais de 5 milhões de visualizações até esta segunda-feira (11).

Após a grande repercussão das declarações, Alexander apagou as páginas que mantinha nas redes sociais e não concedeu mais entrevistas. A veracidade da reportagem foi contestada por muitos internautas, que suspeitaram que a história seria uma ação publicitária. Em resposta, a “Veja São Paulo” publicou em seu site um texto em que reafirma as informações publicadas na revista.

O G1 apurou que o empresário é proprietário da Organização e Assessoria em Despachos 3A Ltda., registrada em 4 de abril de 2010 na Junta Comercial de São Paulo. A empresa realiza serviços relativos a documentação de veículos. Nos registros policiais, ele é descrito como despachante, com o 2º grau de instrução, olhos castanhos claros, calvície parcial, 1,80 metro, e forte.

O empresário não esteve em nenhuma das delegacias em que foi acusado. Chegou a ser indiciado, ou seja, apontado formalmente como suspeito, por lesão corporal, violência doméstica, ameaça e injúria. Mas, segundo investigadores, apesar dessas acusações, o empresário não teria respondido pelos crimes na Justiça porque as denunciantes que alegaram ter sido agredidas não fizeram nenhuma representação contra ele.

Em resumo: seis meses era o prazo legal para que fosse feita a queixa-crime para instaurar um inquérito policial e investigar o suspeito. Esse tempo já expirou. Os boletins, no entanto, continuam na delegacia para segurança das supostas agredidas.

Se o caso tivesse acontecido depois de fevereiro de 2012, a interpretação poderia ter sido diferente. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o Ministério Público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica, mesmo que a mulher não apresente queixa contra quem a agrediu. A norma original da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, diz que o agressor só era processado se a mulher apresentasse a queixa formal.

O G1 tenta desde sexta-feira (8) falar com Alexander. Deixou recados em seu telefone celular e no da sua empresa, mas ele não retornou as ligações. A equipe de reportagem também tenta falar com seus advogados, sem sucesso. O G1 ainda buscou contato com as vítimas das supostas agressões, mas não obteve retorno.

Agressões
A primeira acusação de agressão contra Alexander Almeida é de 3 de novembro de 2008. Ele foi apontado como agressor da filha de 15 anos que tem com a ex-mulher, uma dona de casa de 33 anos à época. O empresário, segundo o boletim de ocorrência, tem outra filha com a ex-mulher e ainda possuiria a guarda das adolescentes. Acompanhada da mãe na polícia, a estudante disse que o pai “sempre fora agressivo” e que após uma discussão por telefone, foi ao escritório dele, que a trancou na sala.

Em seguida, afirmou que Alexander “desferiu-lhe diversos tapas, acertando-lhe o rosto, olho direito e braços, além de ter xingado a vítima”. Informou ainda que só escapou depois que seu tio, que trabalha no local, destravou a porta e “tirou a declarante das mãos do indiciado”. No documento consta que a estudante ficou com “lesões corporais aparentes”.

Em 11 de novembro de 2011, Alexander foi denunciado pela segunda vez por agressão. Naquela oportunidade, a acusação foi de bater na então mulher. Na época, a suposta vítima tinha 30 anos e afirmou “ter convivido em união estável por cerca de três anos” com o empresário, mas não tiveram filhos.

A mulher relatou no boletim de ocorrência que Alexander, “desde o início da convivência, demonstrou índole agressiva e ciúme obsessivo”, e que a agrediu “diversas vezes anteriores (…) a ponto de estourar-lhe um tímpano”. Contou ainda que ficou “fragilizada psicologicamente” porque ele a ameaçava e a xingava. Ela disse também que ele a obrigou “a assinar procurações, a fim de atender a seus interesses particulares”.

A mulher declarou que não procurou a polícia antes “por receio de acirrar mais ainda os seus ânimos já tão alterados”.

Segundo o registro na Polícia Civil, ela relatou ainda que em uma noite, quando voltou ao apartamento do casal, foi xingada e ameaçada. Em seguida, ela falou que Alexander “desferiu-lhe socos e pontapés, além de agarrá-la pelo pescoço, produzindo-lhe lesões corporais”. Após isso, a mulher disse que ele tirou o telefone celular de sua mão para que não chamasse a polícia.

A vítima comentou também que, após apanhar, resolveu deixar o apartamento e voltar a morar com a mãe numa cidade do interior de São Paulo.  A mulher afirmou à polícia que “está se submetendo a tratamento psicológico por conta de depressão adquirida em virtude do relacionamento tumultuado com Alexander”.

Parentes da ex-mulher disseram ao G1 que, apesar da briga e da separação, os dois mantiveram a amizade. Atualmente, a mulher está trabalhando no exterior. Pessoas ligadas a ela contaram que a separação do casal se deu por “ciúmes” dele pelo fato de ela ser “muito bonita”. Outros que conheceram o então casal ainda comentaram que estranharam o empresário “ostentar riqueza” em entrevista à “Veja São Paulo”, já que ele sempre teria se mostrado uma “pessoa reservada e discreta”.

dica do Deiner Urzedo

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Calcinha ‘antiestupro’ causa polêmica nos Estados Unidos

Modelos vestem calcinha 'antiestupro', feito de malha resistente a tesouras
Modelos vestem calcinha ‘antiestupro’, feito de malha resistente a tesouras

Joana Cunha, na Folha de S.Paulo

O projeto de um novo produto desenvolvido com a pretensão de impedir estupros levantou, nas últimas semanas, milhares de dólares em doações e gerou polêmica entre feministas nos EUA.

Trata-se de uma calcinha. O protótipo da peça, feita de um tecido altamente resistente, cuja trama não pode ser rompida por lâminas e tesouras, inclui uma espécie de cadeado acoplado à cintura.

A roupa íntima dispensa chaves, mas só pode ser retirada do corpo pela própria usuária, por meio de um segredo que precisa ser memorizado. Se a dona esquecê-lo, pode ficar em apuros quando precisar ir ao banheiro.

A linha inclui itens de vestuário esportivo e modelos com design que lembra calcinhas comuns. A ideia é dificultar o crime e dar mais tempo para a chegada de socorro.

Chamado de AR Wear (as iniciais são para ‘antiestupro’ em inglês), o protótipo foi apresentado no Indiegogo, site que lista negócios empreendedores em busca de financiamento coletivo.

Já levantou mais de US$ 40 mil (R$ 92 mil) e dezenas de críticas de feministas na mídia local.

Segundo os idealizadores, os recursos serão investidos em produção e tecnologia. Os primeiros modelos devem ficar prontos em julho.

O texto de apresentação do projeto diz que a peça transmite ao estuprador a “mensagem clara de que a mulher não está consentindo”. Mas esse conceito desagradou a feministas, que afirmam que os fundadores da ideia “sugerem que a mulher é parcialmente responsável, por não recusar o ato com clareza”.

“Estupradores sabem o que não é consentido. O homem não é burro a ponto de não entender quando a mulher não quer”, afirmou a feminista Louise Pennington em artigo no “Huffington Post”.

A AR Wear responde que não pretende atribuir à mulher a responsabilidade de evitar o crime. “O único responsável pelo estupro é o estuprador. O produto só oferece mais uma ferramenta de defesa.”

O item é recomendado em situações como festas, em que a mulher pode se tornar vulnerável por embriaguez, e viagens a países desconhecidos.

Evitando emitir sugestões sobre como a vítima deve proceder se o agressor estiver armado, a AR Wear diz estar ciente de que sua ideia não será capaz de atingir uma solução universal para o problema.

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