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Botão do Pânico vai combater violência contra mulher no PA

Elias Santos, no UOL

O dispositivo conhecido como Botão do Pânico é instalado no cinto e pode acompanhar a portadora a qualquer lugar. Se a mulher se sentir ameaçada, ela aciona o botão e uma gravação é feita, além de conectá-la com uma central

O dispositivo conhecido como Botão do Pânico é instalado no cinto e pode acompanhar a portadora a qualquer lugar. Se a mulher se sentir ameaçada, ela aciona o botão e uma gravação é feita, além de conectá-la com uma central

Um dispositivo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP), que recebeu o nome de Botão do Pânico, vai auxiliar o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) no combate à violência contra a mulher no Estado. O equipamento é parte de um projeto piloto em parceria com a prefeitura de Belém, lançado nesta semana para reduzir os altos índices de violência doméstica registrados na capital.

A cidade é a terceira do Brasil a implantar o projeto: Vitória (ES) e Londrina (PR) já utilizam a ferramenta portátil. De acordo com informações da assessoria de comunicação do TJPA, o botão do pânico é “um dispositivo eletrônico de segurança preventiva que possui GPS e gravação de áudio”.

O aparelho é acoplado a um cinto que pode ser encaixado em qualquer parte do corpo da mulher. Quando pressionado, o botão libera uma escuta monitorada por uma central gerenciada pela Prefeitura de Belém. A Guarda Municipal é acionada e, juntamente com a Patrulha Maria da Penha, vai até a localização repassada via GPS. A conversa gravada poderá ser utilizada como prova judicial contra o agressor.

O equipamento será distribuído inicialmente para mulheres que foram vítimas de casos extremos, como tentativa de homicídio e lesão corporal grave, com reincidência do agressor, e que estão sob medida protetiva na 1ª, 2ª e 3ª Varas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. O botão pode ser acionado se o agressor decidir descumprir a medida e se aproximar da mulher.

Quando a portadora não utilizar o carregador do equipamento, um dispositivo alerta a central de monitoramento que envia imediatamente uma mensagem para o contato telefônico da mulher. Caso não entre em contato ou não carregue a bateria após três mensagens de aviso, uma viatura é enviada até a residência.

Parceria

A presidente do TJPA, desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento, e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, assinaram na última terça-feira (25) o termo de cooperação técnica para implantação do projeto “Botão do Pânico”.

Segundo o TJPA, o estado possui 11.300 ações penais e mais de 7.800 medidas protetivas contabilizadas em seis varas das Comarcas de Santarém, Altamira, Marabá e em três varas da Comarca de Belém.

Da arte de não querer ouvir o que já sabemos

mascaras-620x400André J. Gomes, na Revista Bula

Primeiro aconteceu no congestionamento de uma cidade grande, com aquele sujeito pequeno que decidiu fazer uma faxina no interior de seu carro enquanto o trânsito não andava. Indiferente como os ponteiros de um relógio que atropelam a vida em total desaviso, juntou o entulho que ali havia, restos de comida, maços vazios de cigarro, latas de cerveja amassadas, e atirou tudo à rua pela janela, sob meia dúzia de olhares apáticos vindos de um ou outro veículo entre as centenas que ali jaziam por todos os lados.

Livre da sujeira que emporcalhava seu universo exclusivo de seis lugares, bancos de couro, direção hidráulica e câmbio automático, o homenzinho limpou uma mão na outra, aumentou o volume da música e se pôs a praguejar em silêncio contra Deus, o mundo e o trânsito.

Foi então que ali, naquele dar de ombros sem consciência, ele percebeu uma mulher caminhando entre os automóveis parados. Ela era linda, linda. Vinha sabe-se lá de onde e era quase certo que andava justamente na direção dele. Dois segundos depois, não havia dúvidas: era mesmo para ele aquele sorriso de velha amiga de outros tempos.

A mulher se aproximou resoluta, firme, sorrindo a felicidade, e parou bem de frente ao homem que adotara uma forçada expressão agradável. Ela mirou os olhos dele com ternura, respirou fundo e, com a frieza da morte e a determinação de um míssil, lascou-lhe uma bofetada na cara.

Não foi um tapa à toa, nem um soco cego. Foi uma bofetada circense, escandalosa, espetacular. Na cara. Marcando-lhe os cinco dedos na face branca, explodindo em seu rosto como os fogos de artifício no céu do réveillon.

O esbofeteado fechou os olhos durante o instante breve e imperceptível que precede qualquer reação, um pedido de esclarecimento, “por que você me bateu?”, um grito de socorro à polícia, aos escoteiros, à mãe já morta, um revide cego, uma fuga para não apanhar de novo ou uma pausa para o choro infantil e soluçado da criança empurrada na fila da escola. E quando ele abriu os olhos de novo, a mulher já não estava mais ali. Sua agressora desaparecera, rápida como o tapa que o atingira nas ventas.

Banhado de suor e descrença, ele saiu do carro e despencou em perguntas urgentes gritadas a todos os lados, girando ao redor de si mesmo. “Mas quem é essa louca? Quem ela pensa que é? Surgir do nada e agredir um cidadão de bem, pagador de impostos, pai de família? Eu exijo que essa bandida seja presa!”

Sua única resposta foi o som coletivo das dezenas de buzinas se manifestando nervosas contra seu carro parado no tráfego que recomeçava a fluir lentamente. A mulher desapareceu como surgira. Do nada. E reapareceu depois, outras vezes, em outros lugares, para fazer numerosas outras vítimas.

Um velho manipulador, habituado a assediar sua empregada doméstica enquanto a esposa doente dormia, foi surpreendido ao sair do banheiro sem as calças, pronto para voar nas ancas da funcionária que lavava a louça. A mesma mulher misteriosa, linda, linda, brotou das sombras do apartamento escuro e partiu a cara sem vergonha do tarado com uma bofetada que o entrevou na cama. Depois desapareceu como mágica.

Casos como esse passaram a se repetir em todos os lugares. Notícias chegavam de todos os cantos. Uma moça com as mesmas características aparecia, atacava e sumia como um fantasma vingativo.

Até ressurgir em outro endereço e fazer uma nova vítima sem qualquer relação aparente com a presa anterior. Uma policial de trânsito que contava na intimidade de sua casa as notas de cinquenta reais coletadas em mais um dia de subornos recebidos e multas não dadas. Um marido cretino que levantou a costumeira mão para sua esposa submissa, socou-lhe no olho e foi à cozinha pegar outra cerveja. Uma apresentadora de televisão famosa por incentivar os telespectadores a fazer justiça com as próprias mãos, ignorando os efeitos medonhos da superficialidade e do ódio gratuito de suas posições.

Em todos esses episódios, o mesmo desfecho. Uma mulher linda, linda surge do vazio e golpeia a cara de suas vítimas com um sonoro tabefe para logo depois desaparecer em mistério e dúvida.

As histórias ganharam repercussão internacional. Dias, semanas, meses se passaram e os jornais, programas de televisão, os investigadores, os fofoqueiros e, sobretudo, os esbofeteados seguiram fazendo as mesmas conjecturas e perguntas sobre a agressora misteriosa e implacável. Menos uma: “Por que será que nós estamos apanhando?”

Ficar a sós com uma mulher bonita faz mal à saúde

medo

 

Publicado no Hype Science

Pode parecer estranho, mas essa frase vale para o mais convicto dos heterossexuais. Basta ficar cinco minutos isolado com uma mulher atraente para que o nível de Cortisol do homem comece a subir.

O corpo produz o hormônio Cortisol em caso de stress físico ou psicológico (ou ambos, como neste caso), e sua acumulação excessiva traz danos ao organismo.

Quem chegou a essa conclusão foram pesquisadores da Universidade de Valência (Espanha), que fizeram um curioso experimento. Recrutaram 84 estudantes, todos homens. Um de cada vez, eles ficavam fechados em uma sala, resolvendo um passatempo Sudoku, na presença de um homem e uma mulher desconhecidos. Primeiro, a mulher saía da sala, e o fato de ficar a sós com o homem estranho não causava nenhuma alteração no organismo do voluntário. Então, a mulher voltava à sala e o homem saía, o que fazia o nível de Cortisol do estudante subir quase imediatamente.

O Cortisol é produzido normalmente e não causa nenhum dano ao corpo em quantidade adequada. Mas em excesso, pode provocar ataques cardíacos, diabetes, hipertensão e – ironicamente – impotência sexual.

Motorista transforma derrapagem em ‘baliza espetacular’ na Rússia

Publicado no G1

Um vídeo gravado na Rússia registrou o momento em que uma motorista transformou um possível acidente em uma manobra incrível de estacionamento, derrapando o carro justamente em direção a uma vaga.

O veículo deslizou na frente de outros e atravessou completamente a rua. Todos conseguiram parar, e a mulher estacionou corretamente o automóvel próximo à calçada, sem colidir com ninguém.

A gravação, publicada no YouTube, foi assistida quase 82 mil vezes até a manhã desta terça-feira (4).

Mulher leva 11 anos para fazer blusa e chapéu de crochê com fios do próprio cabelo

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Publicado na Istoé

Uma professora aposentada fez algo um tanto inovador. Xiang Renxian de Chongqing, na China, passou 11 anos tricotando uma blusa e um chapéu feitos com fios do seu próprio cabelo. Foram utilizados 116.058 fios – ela diz ter contado um por um.

O objetivo era preservar a memória de sua juventude e dar um presente para seu marido.  “Ao longo da minha mocidade sempre fui conhecida por meu cabelo cumprido e maravilhoso, e quando fiquei mais velha, percebi que, assim como a minha aparência , meu cabelo estava perdendo seu brilho”, afirmou a mulher de 60 anos ao jornal Daily Mail.

Xiang disse ter demorado um pouco para aperfeiçoar a técnica – ela começou a fazer as peças quando tinha 49 anos. Mas, de acordo com a chinesa, não é difícil fazer roupas usando cabelo, basta apenas ter paciência e tempo.  Ela não revelou qual foi a reação de seu marido quando ganhou os presentes.

dica do Ailsom Heringer

“Aconteça o que acontecer com o meu cabelo, agora eu sei que ele vai sempre estar lá como um lembrete da minha juventude e das muitas boas lembranças que eu e o meu marido compartilhamos naquela época”, afirmou.