Josias de Souza: Quando a opinião pública já se orgulhava, veio o “Bolsa FAB”

Josias de Souza, no UOLrenanRezaSLim

Quando Renan Calheiros informou no plenário, diante dos olhos da TV Senado, que havia montado uma agenda positiva porque estava preocupado com a Opinião Pública, a própria Opinião Pública estranhou: “Preocupado com o quê?!?”

Impressionado com o ronco do asfalto, Renan reunira os líderes. Formara-se entre eles um consenso de que era preciso corresponder aos anseios da Opinião Pública. E a Opinião Pública: “Os seios de quem?!?”

É compreensível que a Opinião Pública tenha reagido mal. Ela jamais suspeitou que tivesse tanto prestígio no Senado. A Opinião Pública se perguntava, atônita: “Que mumunhas os senadores deixaram de fazer por que estavam preocupados com meus seios, digo, anseios?”

Ainda outro dia a Opinião Pública enviara ao Senado 1,6 milhões de assinaturas contra a volta de Renan à presidência da Casa. Mas Ela não estranhou quando os senadores deram de ombros para sua iniciativa. Estranho mesmo era esse prestígio tardio!

Meio sem jeito, com um pé atrás, a Opinião Pública começou a observar os senadores. Esqueceram as festas juninas. Trabalharam no dia do jogo da seleção brasileira. Tornaram a corrupção crime hediondo. Destinaram a grana dos royalties para educação e saúde, engatilharam o fim do voto secreto… E a Câmara dançava no mesmo ritmo. Hummm!!! Será?!?

Quando a Opinião Pública começava a se orgulhar da sua nova importância, sobrevieram as notícias sobre o programa Bolsa FAB. O presidente da Câmara viajando com a família para ver a final da Copa das Confederações, no Rio. O do Senado voando com a mulher para o casamento da filha de um colega, na Bahia.

Henrique Eduardo Alves ainda esboçou um gesto de contrição. Pagou preço de voo de carreira por serviço de táxi aéreo. Mas Renan não se arrepente de nada. Fará tudo de novo. Disse ter ido ao casamento como presidente do Senado. E o presidente do Senado, a Opinião Pública deveria saber, tem direito “a transporte de representação”. Que diabos, “é um chefe de Poder.”

A Opinião Pública murchou na poltrona. Ela começava a desconfiar que sua nova importância tomava o caminho do beleléu. Teve certeza quando ouviu Renan sustentar que a FAB  não pode dizer isso ou aquilo. ”Nós é que temos o que dizer para a FAB. O transporte é em função da chefia do poder, da representação. A lei não diz que [o compromisso] tem que estar na agenda, não. Isso não é pré-condição para estar dentro da lei.”

A Opinião Pública, que estava muito preocupada, resolveu relaxar. No final de semana, vai ligar o computador na tomada e conectar-se ao Facebook. Começou a planejar a próxima passeata. Já idealizou uma faixa. Nada de ‘Fora Renan.’ Inspirada no Bolsa FAB, a Opinião Pública pensou numa coisa mais elaborada. Algo assim: “Me bate, me joga contra a parede, me arranca tudo à força, e depois me chama de contribuinte!” Não fez bem à Opinião Pública saber que o Renan anda reparando nos seus “anseios”.

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Fenômeno gospel, Thalles Roberto terá sua vida contada em filme

O cantor Thalles Roberto terá sua vida contada em filme Foto: Divulgação / Marcus Castro
O cantor Thalles Roberto terá sua vida contada em filme Foto: Divulgação / Marcus Castro

Luciana Barros, no Extra

Thalles Roberto está para a música gospel assim como Ivete Sangalo para o axé e Michel Teló para o sertanejo universitário. Na Expo Itaguaí, a principal feira agropecuária do Estado, que começa hoje, é ele quem abre a programação gratuita.

Natural de Passos, o mineiro de 35 anos tem mais de 15 de estrada — foi backing vocal do Jota Quest por cinco —, mas estourou de uns dois anos para cá, quando começou a colecionar impressionantes números na carreira, com mais de um milhão de CDs vendidos.

— Sou filho de pastor, cresci cantando na igreja, mas fui viver o mundo. Achava muito legal, mas não era a minha verdade. No dia em que comprei meu primeiro carro zero, voltei dirigindo para visitar meus pais pensando em como estava deprimido. Sair à noite para pegar mulher, encher a cara, usar drogas, nada disso me fazia mais feliz. Pedi demissão do Jota Quest e voltei para a casa — conta.

Muitas madrugadas de joelho dobrado depois, veio a compensação: o primeiro CD já saiu por uma grande gravadora gospel e ele hoje tem que contar com uma ajudinha dos céus para conciliar os mais de 20 eventos de que participa por mês, em todo o país, entre cultos, shows e marchas, como a do último sábado, em São Paulo, com um milhão de pessoas.

— Precisamos falar de Jesus de uma maneira inteligente — acredita Thalles, que não economiza no suingue ao cantar, e que prepara um filme sobre sua vida: — É uma história forte, vai ser uma grande produção. Já temos nomes de atores pensados, até porque se fosse eu mesmo a fazer as cenas do tempo em que estava solteiro minha mulher (Daniela) se separava de mim.

dica da Marjory Albuquerque

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Há 13 anos, carroceiro limpa o rio Tietê

Há 13 anos, carroceiro limpa o rio Tietê

Alysson Villalba, no Caos Bravo

Há 13 anos, Everaldo Lagarto, 61 anos, navega recolhendo lixo nas águas do rio Tietê, em São Paulo.
Todos os dias, o carroceiro acorda cedo e inicia sua jornada de trabalho à procura de garrafas PET e outros materiais recicláveis. Nesses anos de trabalho, ele afirma que já viu de tudo, menos peixe vivo. O sonho do Seu Everaldo é conseguir uma casa e voltar para sua cidade, Caruaru/PE, onde vivem a mulher e duas filhas.

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Rede de supermercados alemã vende linguiças masculina e feminina

Fernando Moreira, no Page Not Found

A rede de supermercados alemã Edeka começou a vender linguiças masculina e feminina. Como assim? Bem, as linguiças para cavalheiros são “mais gordas e picantes”, e aquelas para damas são “mais magras”.

O produto feminino tem a metade do tamanho do masculino, mas é bem mais caro. A embalagem para homens vem com a imagem sexy de uma mulher. A embalagem para mulheres acompanha imagem de um homem sarado sem camisa.

Grupos feministas não gostaram e reclamaram. A discussão também acabou nas redes sociais.

Antje Schrupp, feminista, jornalista e cientista política, postou foto das linguiças em seu blog (abaixo) e reproduziu uma carta que a jornalista Susanne Enz escrevera para a Edeka contra o que classifica como “sexismo estúpido”.

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Em entrevista ao site “The Local”, da Alemanha, Susanne comentou:

“Achei isso tudo insuportável. Mostrei para a minha parceira e ela ficou revoltada”.

“É um problema generalizado. Já vi mostarda para homens e mostarda para mulheres”, acrescentou Antje.

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Mulher de Renan Calheiros apoia protestos no país

foto: G1
foto: G1

Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo

Em seu perfil no Facebook, Verônica Calheiros apoia as manifestações que tomaram conta do país. “É isso mesmo! Isso é legítimo!!!”, escreveu a mulher do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dia 17, ao partilhar post de uma amiga que oferecia “um mar de flores em homenagem ao povo que está nas passeatas por todo o Brasil! É um povo verde-amarelo, com amor à pátria! Viva a liberdade de expressão!!!”.

Verônica também compartilhou com os 545 amigos na rede social pronunciamentos do marido sobre a onda de protestos. O senador preferiu não se manifestar.

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