Mulher pede divórcio após marido não gostar de ‘Frozen: Uma Aventura Congelante’

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Publicado no Cinepop

Ao que parece, nem todo mundo sonha em construir um boneco de neve falante… Uma mulher no Japão entrou com a papelada do divórcio após seu marido admitir que não gostou da animação ‘Frozen: Uma Aventura Congelante’.

Segundo o site Kikonsha no Hakaba, a mulher de 29 anos foi aos cinemas várias vezes sozinha para assistir a animação e se encantou com a obra da Walt Disney. Ele inicialmente resistiu ao seu pedido, mas percebendo que ela não iria deixá-lo em paz, cedeu e topou assistir ao sucesso de bilheteria.

Quando o marido revelou que não gostou do longa , sua esposa preferiu pedir o divórcio, após seis anos de casamento:

“Se você não é capaz de entender o que faz desse filme algo maravilhoso, há algo muito errado em você como ser humano. Eu quero o divórcio”, afirmou a querente.

Let it go…

Assista ao trailer do filme “separa casais“:

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Mulher cria jardim com granadas desativadas para pedir paz na Palestina

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Publicado no Hypeness

Esta não é a primeira vez que flores são usadas para protestar contra a guerra, mas a originalidade não quer dizer muito em situações como esta. Na pequena vila de Bilin, perto da capital Ramallah, na Palestina, uma mulher criou um jardim para homenagear os civis mortos durante os conflitos entre Israel e a Palestina. As flores foram plantadas em granadas desativadas.

Num incrível sinal de resistência, esta mulher acumulou granadas durante as ofensivas dos soldados israelenses e dos locais palestinianos, decidindo depois ‘plantá-las’ num lugar que a Palestina reclamou como seu, dois anos atrás. A batalha judicial acabou originando a construção do Muro da Cisjordânia, uma controversa barreira erguida pelos israelenses que, quando concluída, terá mais de 700 km de extensão.

Mohammed Khatib, um dos organizadores da vila onde o jardim foi feito, afirma que o objetivo é mostrar que a vida pode nascer também da morte. O uso de uma arma como recipiente para plantas é uma ótima forma de chamar a atenção para uma região cansada de guerra e de perdas humanas dos dois lados.

Por agora, e até que esperamos que o conflito se resolva, resta a satisfação de ver que a guerra ainda não destruiu tudo, muito menos a esperança das pessoas.

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Todas as fotos © Majdi Mohammed

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Após 70 anos casados, homem e mulher morrem com 15 horas de diferença

Helen e Kenneth Felumlee, que foram casados por 70 anos (Foto Reprodução)
Helen e Kenneth Felumlee, que foram casados por 70 anos (Foto Reprodução)

Publicado na Folha de S.Paulo

Partiu junto um casal que, segundo conhecidos, tomava café da manhã de mãos dadas pelos 70 anos que durou seu casamento.

Helen Felumlee tinha 92 anos quando partiu, na noite de sexta, 11 de abril. Seu marido, Kenneth Felumlee, deu o último suspiro na manhã de sábado, 12.

Os oitos filhos do casal disseram à imprensa americana que seus pais eram inseparáveis.

“Não se desgrudaram desde que se conheceram, ainda adolescentes. Eles até preferiram dividir a parte de baixo de um beliche, uma vez que foram viajar e os colocaram em cabines separadas do navio”, conta a filha Susan Felumlee.

“Nós sabíamos que, quando um fosse, o outro iria junto”, disse outra filha, Linda. Ela conta que, assim que os médicos contaram que Helen havia morrido, Kenneth falou para os filhos: “A mamãe morreu.” Ele se prostrou na cama e, dizem os filhos, começou a ir embora aos poucos.

“Ele estava pronto”, diz um deles, Cody. “Ele só não queria deixá-la aqui sozinha.”

“Éramos 24 das pessoas que mais o amavam ao redor do seu leito, lendo suas escrituras prediletas e cantando hinos religiosos”, diz Susan.

O casal se conheceu na cidade americana de Newport, em 1944. Kenneth, que estava a quatro dias de completar 21 anos, ainda não podia se casar pelas leis de então do Estado. “Mas ele não podia esperar”, conta o filho Jim. Então os dois pegaram um trem e foram para um Estado vizinho, onde a idade legal era de 19 anos e puderam dizer sim.

O hábito de viajar nunca desacelerou: depois que todos os filhos estavam criados, o casal Felumlee conheceu todos os 50 Estados americanos de ônibus (menos o Alasca e o Havaí, para os quais tiveram de tomar um avião).

“Ele não gostava de voar porque dizia que do avião você não vê a terra passando, então não tinha a sensação de jornada”, explica o filho Jim.

E o filho termina: “Foi por isso que ele esperou minha mãe ir, porque queria ver a jornada antes de ir ao encontro dela”.

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Laicos, graças a Deus

João Pereira Coutinho, na Folha de S.Paulo

Leio nas notícias que um tribunal do Sudão condenou uma mulher à morte. Mas, na hora da sentença, os juízes confrontaram-se com um pormenor: a referida mulher está grávida de oito meses. O tribunal foi salomônico: a mulher pode dar à luz primeiro e só depois ser enforcada. Justíssimo.

Mas qual foi o crime hediondo de Meriam Yehya Ibrahim? Eis a história, contada pelo “Daily Telegraph”: filha de pai muçulmano, Meriam foi criada como cristã pela mãe. E, na idade adulta, casou com um homem da mesma fé.

O tribunal não se comoveu. Para começar, casar com um homem cristão constitui crime de adultério. Meriam, antes da forca, terá direito a cem chibatas pela ousadia.

E, finalmente, quem tem pai muçulmano não pode cometer crime de apostasia, ou seja, de renúncia à fé islâmica. Meriam defendeu-se da acusação, jurando que sempre foi cristã e que não renunciou a fé nenhuma. O tribunal sudanês discorda. A morte é o único corretivo para semelhante traição.

O caso está a horrorizar vários países ocidentais, que exigem ao governo de Cartum respeito pela liberdade de religião, incluindo o direito de mudarmos as nossas crenças mais profundas.

Como é evidente, os países ocidentais estão a exigir uma proeza tipicamente ocidental que o radicalismo islamita não é capaz de entender.

E não é capaz de entender porque, ao contrário do que sucedeu no Ocidente, não houve a grande separação entre o temporal e o espiritual que permitiu a emergência do Estado liberal moderno.

Qualquer aluno de ciência política conhece essa história: depois de lutas fratricidas entre o papa e o imperador, e depois de lutas igualmente sangrentas entre católicos e protestantes na Europa pós-Reforma, os primeiros filósofos liberais entenderam que a melhor maneira de garantir a paz e a ordem implicava remeter as crenças religiosas para a esfera privada.

Como afirmava John Locke, um desses liberais, não é função do governo cuidar da alma dos homens. Porque ninguém tem o direito de invadir a consciência do outro, obrigando-o a acreditar (ou a não acreditar) num credo particular.

Para Locke, o valor da tolerância significava que o Estado deveria tolerar diferentes concepções do bem, desde que tais concepções não tentassem tiranizar o espaço público.

pereiralivroÉ precisamente essa história que é revisitada em “Inventing the Individual: The Origins of Western Liberalism” (inventando o indivíduo: as origens do liberalismo ocidental), um dos grandes livros de filosofia política que li recentemente.

O autor, Larry Siedentop, dispensa apresentações: com uma carreira emérita no Reino Unido, o professor Siedentop mostra como na origem do liberalismo está uma particular concepção de “indivíduo”: um ser dotado de certos direitos inalienáveis, a começar pelo direito de acreditar no credo que entende.

Só que a originalidade de Siedentop está na sua tese aparentemente paradoxal: esse “individualismo” só foi possível por influência do próprio cristianismo.

Quando os liberais clássicos usam certos conceitos nos séculos 17 e 18 —a “dignidade da pessoa humana”, a “fundamental igualdade moral de todos os seres” etc.—, esses autores estão a beber diretamente na fonte religiosa medieval.

E sobre a grande separação que permitiu conceder a Deus o que é de Deus e a César o que é de César (um preceito obviamente bíblico), essa separação começou por ser reclamada pela própria igreja, muito antes de Locke escrever os seus ensaios: a Reforma Gregoriana do século 11 foi o exemplo supremo de como o papado procurou estabelecer limites ao poder do imperador em matérias da exclusiva autoridade da igreja.

Quando, séculos depois, John Locke se insurge contra o alegado “direito divino dos reis”, o ilustre filósofo está apenas a repetir a velha luta antiabsolutista de Gregório 7º.

O livro de Siedentop não deve apenas ser lido pela sua magistral lição de filosofia política. Ele também relembra, a crentes e a não crentes, que os Estados laicos que hoje existem no Ocidente não seriam possíveis sem a herança de uma tradição religiosa específica.

A infeliz Meriam Yehya Ibrahim, condenada à forca pelo governo sudanês, faz parte dessa tradição. Infelizmente, teve o azar de nascer e crescer na tradição errada.

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Jogos universitários: ilustração com apologia ao estupro revolta alunos

Desenho divulgado em página que convida a delegação da UERJ para os Jogos Jurídicos traz mulher praticando sexo oral forçado

Ilustração machista sobre jogos universitários revolta estudantes (Reprodução)
Ilustração machista sobre jogos universitários revolta estudantes (Reprodução)

Publicado em O Globo

O machismo que é propagado com ares de brincadeira em jogos universitários pelo Brasil está gerando uma onda de revolta nas redes sociais.

O Coletivo de Mulheres da UFRJ denunciou em sua página no Facebook, nesta segunda-feira, uma ilustração publicada em um evento que convida a delegação da UERJ para os Jogos Jurídicos, que se prepara para a próxima edição do torneio do Rio de Janeiro, que acontecerá em Volta Redonda, de 19 a 22 de junho. Com a intenção de humilhar os rivais da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, o desenho traz uma mulher vestindo uma camisa com a palavra “nacional” praticando sexo oral forçado em um coiote (mascote da Atlética de Direito da UERJ). O animal tem uma faca na mão direita, o que seria uma referência clara ao estupro, como afirma o comunicado do grupo que debate as questões de gênero.

“Isso NÃO é brincadeira! NÃO é piada! Não é ‘estar sendo levado pela emoção’ dos jogos universitários! Isso é a alimentação da cultura do estupro! O mascote da UERJ está segurando uma faca! E como sempre pode ficar pior, soubemos que a imagem foi originada a partir da música ‘Estupra com a faca na mão a piranha do Fundão’!”, diz o texto de repúdio do Coletivo de Mulheres da UFRJ.

“Chega de machismo nos Jogos Universitários!”, exige o núcleo feminino, em outro trecho.

O grupo Acontece na UERJ, que reúne relatos dos casos de machismo dentro da universidade, também critica o ato.

“A imagem reforça a ideia comum de que piadas com estupro, objetificação da mulher e estigmatização do sexo são normais e naturais dentro das competições esportivas. É inadmissível que referências a crimes e violências sejam encaradas com naturalidade, repetidas por torcidas e provoquem risadas, dentro ou fora do ambiente acadêmico, ainda mais em uma faculdade de Direito”, destaca o coletivo, em sua página oficial.

A partir da denúncia, mulheres e homens demonstraram sua revolta com a imagem, gerando um debate sobre o sexismo nas universidades. A Associação Atlética Acadêmica Ricardo Lira, da Faculdade de Direito da UERJ, também deixou claro que repudia manifestações sexistas:

— A atlética não tem qualquer ligação com o aluno que postou a imagem nem com quem fez a imagem ou quem compôs a música. Infelizmente [o desenho] foi postado no evento que organizamos. A atlética é uma instituição que é contra qualquer tipo de violência, seja ela racial, sexual ou de qualquer outro tipo, e lamentamos que esse tipo de pensamento tenha sido divulgado num evento criado por nós — disseram os organizadores.

Recentemente, outro episódio escandalizou estudantes ao fim dos Jogos Universitários de Comunicação (Jucs) do Rio. Uma boneca inflável com a inscrição “PUC” colada no peito foi deixada em uma das quadras onde a competição foi disputada, em Vassouras. A boneca tinha uma caneca da Facha, faculdade campeã do torneio, pendurada no pescoço. Na ocasião, diversos grupos que lutam pela igualdade de gênero no ambiente acadêmico também condenaram a atitute.

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