Mulheres são desafiadas a desenhar seus próprios seios; veja o resultado

publicado no Catraca Livre

Como as mulheres veem seus próprios seios? Para descobrir a resposta o site feminino The Cut entrevistou 57 mulheres nova-iorquinas, entre 17 e 72 anos de idade, e pediu a cada uma delas para que desenhassem e escrevessem uma frase explicando como se sentem em relação a eles.

Os desenhos foram os mais variados: cicatrizes, estrias, seios flácidos e até seios quadrados fazem parte das percepções que cada mulher tem de si.

Já entre as respostas coletadas aparecem frases como “Eu não tenho seios”, “Eles parecem aqueles sapatos holandeses”, “Às vezes é pesado e desconfortável” e “Eu amo meus seios!”.

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Genes influenciam propensão à infidelidade, diz estudo

Publicado em O Globo

O desejo de trair pode ser hereditário, segundo indica um estudo de pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália.

Os pesquisadores concluíram que variações genéticas podem fazer com que tanto homens quanto mulheres tenham maior propensão a cometer adultério.

O estudo, publicado na revista científica “Evolution & Human Behaviour”, analisou o comportamento de mais de 7.000 pares de gêmeos na Finlândia, com idades de 18 a 49 anos, todos em relacionamentos estáveis.

Os pesquisadores compararam as diferenças de comportamento entre casais de gêmeos: os idênticos, que compartilham todos os genes, e os fraternos, que apresentam diferenças.

Cerca de 10% dos homens e 6,4% das mulheres tinham pulado a cerca no ano anterior.

Os resultados sugerem que 63% do comportamento infiel nos homens e 40% nas mulheres podem ser atribuídos à herança genética.

No caso das mulheres, os cientistas detectaram que variações em um gene chamado AVPRIA estava associado ao comportamento infiel.

Pesquisadores australianos acreditam que características genéticas deixam homens e mulheres mais propensos a pular a cerca
Pesquisadores australianos acreditam que características genéticas deixam homens e mulheres mais propensos a pular a cerca

Este gene é associado à produção da arginina vasopressina, um hormônio envolvido na regulação do comportamento social e que mostrou ter influência em testes com roedores.

“Nossa pesquisa mostra que a genética influencia a possibilidade de pessoas fazerem sexo com parceiros fora de seu relacionamento”, explica Brendan Zietsch, coordenador do estudo.

ORIGENS DA INFIDELIDADE

A infidelidade é um assunto que provoca mistério na comunidade científica, que tradicionalmente busca explicações na biologia evolucionária. Para homens, a poligamia seria explicada pela necessidade da preservação da espécie: mais sexo resultaria em mais filhos.

No caso das mulheres, porém, há divergências. Trair costuma ser visto como um tipo de “efeito colateral” provocado pelo comportamento masculino; ou então como resultado de uma ação mais instintiva: em tempos mais primitivos, ter filhos com vários parceiros reduziria a possibilidade de infanticídio.

Este debate fez com que os pesquisadores de Queensland examinassem também o comportamento de gêmeos de sexo diferentes. Pelo menos na amostra estudada, eles não identificaram nenhuma correlação significativa de promiscuidade de influência social.

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Jovens do RJ se unem pela internet para valorizar a beleza negra

Troca de experiências sobre maquiagem e cabelo fortalecem autoestima.
Mulheres ressaltam importância da rede para a discussão de padrões.

A administradora Rosângela José começou seu blog em novembro de 2010. (foto: Arquivo pessoal)
A administradora Rosângela José começou seu
blog em novembro de 2010. (foto: Arquivo pessoal)

Cristina Boeckel, no G1

A necessidade de discutir padrões, falar sobre truques de beleza específicos e relatar experiências pessoais tem unido mulheres que vivem no Rio de Janeiro e trabalham no fortalecimento da autoestima e no reconhecimento da beleza negra pela internet. Entre relatos sobre maquiagem e cuidados para cabelos afro, elas ajudam outras mulheres a se aceitarem.

A administradora Rosângela José, autora do blog Negra Rosa, Rosa Negra, começou a produzir conteúdo depois de não se identificar com as imagens que via na internet: “Quando eu comecei a acompanhar blogs de beleza, eu tinha dificuldade, porque as cores em peles negras ficam totalmente diferentes. E eu só via cores de batom em blogs de meninas que não são negras. Até você compreender todo este processo, de que a cor dos lábios influencia, às vezes você se frustra, porque a cor não fica igual.”

Ativa em fóruns sobre maquiagem, Rosângela decidiu montar um canal no YouTube e, mais tarde, o blog, que existe desde novembro de 2010.

A professora de literatura Fabiana Lima, dona do canal do YouTube Beleza de Preta, acredita que a internet potencializou uma tendência histórica de reconhecimento e valorização da estética dos negros.

“Eu acho que, desde a década de 1970, os movimentos negros lutaram por isso. Com a internet, a partir da década de 1990, isso tomou um novo sentido. Porque pessoas de diferentes lugares e idades podem se relacionar por esta rede. Acho que tem sido bastante interessante, embora não seja o ideal ainda” diz Fabiana.

Anastacia vê as mesmas dúvidas que tinha na adolescência nos seus alunos. (foto: Arquivo pessoal)
Anastacia vê as mesmas dúvidas que tinha na
adolescência nos seus alunos.
(foto: Arquivo pessoal)

A importância da autoestima
Anastacia Moreno, do blog Ame Seu Crespo, acredita que a difusão de conhecimentos sobre a beleza negra pela internet é importante para que as meninas conquistem autoestima desde cedo: “São outras possibilidades de cuidado e beleza para meninas que, de outra forma, não teriam acesso a isso.”

Por ser professora de Sociologia para estudantes do Ensino Médio, Anastacia vê nas suas alunas os mesmos dilemas que via em si mesmo quando tinha a idade delas. Para ela, a web amplia o espaço no qual as jovens podem encontrar soluções para seus dilemas de beleza.

“Infelizmente não tive acesso às coisas bacanas que elas têm hoje na internet. Foi um processo dolorido, mas que me motivou a escrever no blog e a compartilhar os meus conhecimentos nos fóruns porque é muito difícil estar sozinha. E é importante ter essa rede de apoio. Ter alguém para poder compartilhar informações técnicas e inseguranças que temos nas nossas vidas. E também ter modelos nos quais nós possamos nos espelhar também. Ter pessoas bonitas e felizes que não precisam alisar o cabelo para serem aceitas” diz Anastacia.

Além dela, Mabia Barros, do blog MaxiBolsa, também considera importante ter modelos nos quais as meninas negras possam se ver refletidas: “Como toda menina negra, eu dei muita cabeçada, testei muita coisa no cabelo para alisar, porque a gente cresce achando que o cabelo é ruim, que tem que relaxar, que tem que controlar, que tem que fazer alguma coisa. Eu levei bastante tempo até chegar a uma estética que tivesse mais a ver comigo, com as minhas origens, com a minha raiz, com a minha identidade. É um processo de construção de identidade.”

O caminho de descobrir a própria beleza

Mabia Barros acredita que o Rio de Janeiro tem um cenário favorável a uma valorização maior da beleza negra. (foto: Arquivo pessoal)
Mabia Barros acredita que o Rio de Janeiro tem um
cenário favorável a uma valorização maior da beleza
negra. (foto: Arquivo pessoal)

Mabia também acredita que o Rio de Janeiro tem um cenário favorável à valorização da beleza negra. “É uma cena forte, até por conta dos bailes charme, do hip hop e, inclusive, dos bailes funk. Tem uma galera se juntando e que tem produzido muita coisa sobre beleza negra aqui no Rio de Janeiro.”

Fabiana Lima também começou a descobrir a própria beleza na adolescência, em um longo processo de aceitação: “Desde os 15 anos, eu me aproximei de movimentos e grupos culturais negros. E, desde então, eu comecei a me ver de outra forma. Mas somente com 33 anos eu passei a usar os meus cabelos naturais. Passei a deixar de usar química de alisamento. Isso inspirada nas mulheres que eu admirava, dos grupos culturais e movimentos negros que eu frequentava.”

A jornalista e pesquisadora da cultura negra, Luciana Xavier, é frequentadora de fóruns de discussão sobre a beleza negra desde os tempos do Orkut. Ela ajuda a espalhar o conhecimento que conquistou: “Aprendi muito nesses fóruns e comunidades, e comecei a repassar essas informações para outras pessoas. Muita gente me parava na rua, para perguntar o que eu fazia no cabelo, como cuidava, e eu indicava essas comunidades. Foi um aprendizado espontâneo, em que discutíamos questões ligadas à estética, e também à própria identidade negra, autoestima, feminismo.”

Segundo Rosângela, descobrir a própria beleza passa pela autoaceitação: “Eu sempre gostei de mim. Mas quando eu assumi meu cabelo natural, mudou realmente. Eu me sinto muito mais completa, mais autêntica. E isso transformou tudo. Se você pegar uma foto minha antes do cabelo natural e uma depois, eu acho que é visível a diferença. Foi uma coisa vindo com o tempo.”

 

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Bobas, sonhadoras, essenciais

Por que o romantismo desvairado das mulheres faz o mundo rodar sobre seu eixo

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Ivan Martins, na Época

As mulheres são bobas. Sonham demais, põem a carroça na frente dos bois, se apaixonam com um sonho de valsa. São elas mesmas que dizem. Basta um chope na calçada para imaginarem cenas de casamento. Um beijo na boca e já pensam como seria ter uma filha com aqueles lábios. Diante da possibilidade do amor, suspiram e se agitam como virgens do século XIX – embora seus horizontes pessoais sejam mais amplos que os de qualquer heroína das irmãs Brontë.

Suspeito que as mulheres sejam graciosamente antiquadas.

Décadas de liberdade, emancipação e sexo mais ou menos livre não foram suficientes para apagar o software afetivo do tempo dos espartilhos. Diante de um homem que pareça o cara certo, ressurgem velhos modelos e sensações. Não acontece com todas as mulheres, nem acontece sempre, mas a maioria já experimentou o sentimento. Assim como boa parte dos homens. Ninguém está livre de fantasias românticas selvagens. A diferença é que as mulheres parecem ser especialistas.

Mesmo tendo assistido a desilusões cavalares, ainda acho essa ingenuidade positiva. Ela é a argamassa invisível com que se constroem milhões de relacionamentos. Permite que, num mundo de egoísmos e receios, alguém dê um passo, estenda a mão e chame o outro. É como uma estrada que faz com que as coisas avancem, quando poderiam empacar e perecer. A gratuidade do amor feminino é uma dádiva. Faz o mundo girar sobre o seu eixo.

Homens também são assim, às vezes. Podem olhar para uma mulher comum que compra absorventes na farmácia e apaixonar-se, como num filme argentino. Querem casar, ter filhos, viver com ela num fiorde dinamarquês. Às vezes, contam isso a ela, que segura a cestinha perplexa, sem saber que o carequinha gaguejante diante de si é o homem da sua vida. Ou poderia ser. Acontece. Mas com as mulheres é mais frequente. Elas constroem mansões imaginárias. Sonham meticulosamente o futuro, sem o qual o presente é só um passado envelhecendo.

Pode ser apenas ilusão minha. Vai ver que o romantismo das mulheres foi substituído por prazer físico e pragmatismo existencial. Sonhar talvez tenha virado coisa de trouxas, e o mundo pertença agora às bruxas elegantes. Pode ser. Mas simpatizo com as bobas sonhadoras que sofrem de forma monumental. Elas fazem coisas que de outra forma não seriam feitas. Como memórias, poemas e famílias.

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Petição quer que Polícia Federal negue a entrada de ‘professor de pegação’ no Brasil

Em seu curso, americano Julien Blanc ensina homens a coagirem mulheres a praticar sexo

Publicado em O Globo

Uma petição no site Avaaz.org pede que a Polícia Federal barre a entrada do “expert em pegação” Julien Blanc no Brasil. O americano está com viagem agendada ao país, onde participará de um evento organizado pelo coletivo de “pick up artists” (algo como “artistas da pegação”, em tradução livre) Real Social Dynamics, entre os dias 22 e 31 de janeiro, no Rio e em Florianópolis. O curso de três dias, que conta com dinâmicas in loco em shoppings, cafeterias e bares, custa US$ 800 (cerca de R$ 2 mil).

O abaixo-assinado foi criado pela usuária Jazz Motta e pela página Ozomexplicanista, que denuncia publicações machistas no Facebook.

Blanc foi deportado da Austrália e teve seus eventos no país cancelados após uma petição on-line que reuniu 40 mil assinaturas. No Brasil, o protesto contra a vinda do americano já tem mais de 120 mil nomes. Ele ainda teve eventos cancelados no Reino Unido e em outros países porque suas polêmicas aulas ensinam homens a “pegar mulheres” ou simplesmente a manipulá-las a fazer sexo com eles. Segundo ativistas que trabalham com proteção da mulher, suas técnicas “exaltam a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física contra mulheres, o racismo e o profundo desrespeito pelas mulheres”.

“Nós, mulheres brasileiras, viemos lutando incansavelmente contra a cultura do estupro e da violência contra nossos corpos em nosso país. Esse homem não é apenas um criminoso, mas um disseminador da cultura de todas as formas de violência contra a mulher”, diz o texto da petição.

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Agenda publicada no site do coletivo Real Social Dynamics mostra palestras agendadas no Rio e em Florianópolis, em janeiro – Reprodução

Em alguns vídeos de palestras ministradas por Blanc, ele ensina aos homens táticas que incluem ignorar quando mulheres dizem não à aproximação sexual, conseguir um beijo forçado sufocando-as com as mãos ou empurrar a cabeça de uma mulher em direção ao pênis para induzir a prática de sexo oral. O “professor” ainda demonstra que atacar a autoestima de uma garota pode ser extremamente útil para “conquistá-la”.

“Se você é um homem branco, você pode fazer o que quiser. Eu só estou brincando pelas ruas, pegando as cabeças das meninas e colocando no meu pênis”, diz Blanc em um registro de uma palestra no Japão, enquanto seus alunos soltam gargalhadas.

No entanto, a Polícia Federal informa que só é possível proibir a entrada de Blanc no país caso seu visto esteja com algum problema ou haja um alerta da Interpol em seu nome.

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