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Cérebros de homens e mulheres têm ‘conexões diferentes’

Um estudo conduzido por cientistas americanos apontou que os cérebros de homens e mulheres estão conectados de maneira diferente, o que poderia explicar por que um sexo desempenha determinadas tarefas melhor do que o outro.

Publicado na BBC Brasil

Cérebros masculino e feminino | Foto: PA

Críticos dizem que diferenças anatômicas podem não ser suficientes para explicar diferenças entre sexos

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia realizaram tomografias de cérebros de aproximadamente mil homens, mulheres, meninos e meninas e constataram diferenças marcantes entre eles.

Os cérebros dos homens, por exemplo, estão conectados de frente para trás, com poucas conexões entre os dois hemisférios.

Já nas mulheres, mais conexões se cruzam da esquerda para a direita.

Essas diferenças podem explicar por que os homens, em geral, tendem a ter maior facilidade para aprender ou fazer uma única tarefa, como andar de bicicleta e se localizar, enquanto que as mulheres são mais aptas a realizar múltiplas tarefas, afirmaram os pesquisadores.

O estudo foi divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Complexo

Os mesmos voluntários foram submetidos a realizar uma série de testes cognitivos, e os resultados aparentam embasar essa teoria.

As mulheres obtiveram maior pontuação em atenção, memória facial e de palavras e cognição social. Já os homens tiveram melhor desempenho em velocidade do processamento espacial e sensório-motor.

O pesquisador Ruben Gur, que integrou o grupo responsável pelo estudo, afirmou: “É surpreendente como os cérebros das mulheres e dos homens podem ser complementares”.

“Os mapas detalhados do cérebro não só nos ajudarão a melhor entender as diferenças entre como os homens e as mulheres pensam, mas também nos dará maior compreensão sobre as origens dos transtornos neurológicos, que normalmente têm estreita ligação com o sexo.”

Mas especialistas argumentam que pode não ser tão simples e dizem que é um “salto muito grande” tentar explicar variações de comportamento entre os sexos a partir de diferenças anatômicas. Além disso, dizem eles, as conexões cerebrais não permanecem fixas.

“Sabemos que não existe algo como ‘conexão permanente’ quando se trata do cérebro. As conexões podem mudar durante a vida, em resposta à experiência e ao aprendizado”, diz a professora Heidi Johansen-Berg, especialista britânica em neurociência da Universidade de Oxford.

Segundo ela, o cérebro é um órgão muito complexo para que seja possível fazer generalizações abrangentes.

“Com frequência, abordagens matemáticas sofisticadas são usadas para analisar e descrever estas redes cerebrais. Estes métodos podem ser úteis para identificar diferenças entre grupos, mas é complicado interpretar estas diferenças em termos biológicos”, diz.

Novo estudo mostra que homens e mulheres têm audição seletiva

Palavras como cerveja e futebol foram mais facilmente lembradas por eles e chocolate e shopping, por elas

Publicado em O Globo

Fala que eu te escuto: Cristiano Ronaldo incita a torcida do Real Madrid.Foto: Jaime Reina / AFP

Fala que eu te escuto: Cristiano Ronaldo incita a torcida do Real Madrid. Jaime Reina / AFP

LONDRES – Pesquisadores da Universidade de Norwich confirmaram o que muitas mulheres já desconfiavam: os homens têm audição seletiva. A surpresa é que elas também têm.

O estudo foi feito com base na compilação de pares de palavras conhecidas como mais socialmente relevantes para homens (como cerveja e futebol) e mulheres (como chocolate e shopping) e as combinaram em uma única lista.

Essa lista foi lida para 40 homens e 40 mulheres e, em média, os homens lembraram mais das palavras ‘masculinas’ que das ‘femininas’. E as mulheres lembraram mais das palavras ‘femininas’.

- Durante muito tempo os pacientes observavam que suas mulheres tinham audição seletiva, mas é engraçado explicar que isso de fato existe – disse ao “Daily Mail” o pesquisador John Phillips, cirurgião otorrinolaringologista de Norfolk e do hospital da Universidade de Norwich, na Inglaterra.

Mulheres mórmons posam nuas em protesto contra códigos religiosos rígidos

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Publicado no Extra

Seguidora da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, a fotógrafa Katrina Barker Anderson, de 30 anos, divulgou um projeto no qual reúne cliques de mulheres mórmons sem roupa. Em crítica aos rígidos códigos de comportamento impostos pela religião, a norte-americana realizou os ensaios com o objetivo de “normalizar a nudez”.

O projeto teve mais de 30 mulheres mórmons voluntárias desde que foi iniciado, em 2012. “Eu sei que as imagens podem ser ferramentas muito poderosas para a mudança”, contou Katrina ao Daily Mail. “Para as mulheres que optaram por serem fotografados, este ato de expressão artística as ajuda a usarem seus corpos como forma de protestos contra um sistema que lhes pede para andarem cobertas”.

Apesar da possibilidade de ser condenada por sua comunidade religiosa, a fotógrafa afirma que foi “surpreendentemente fácil encontrar voluntárias”. “Eu acho que todo mundo que se ofereceu tomou a possibilidade de mudança a sério. Eu certamente espero que continue assim. Acho que este projeto é absolutamente defensável artisticamente e não é uma razão para uma reprimenda da igreja mórmon”.

Ela espera agora que seu projeto também toque mulheres fora da religião sobre a importância de lutar contra códigos rígidos de comportamento feminino.

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Artista transforma grandes mulheres em princesas da Disney

Vicente Carvalho no Hypeness

Há alguns meses, houve grande discussão e furor ao redor da boneca lançada da personagem Merida, do filme “Valente” da Pixar/Disney. O brinquedo comercializado pela Target tirou todas as características marcantes da personagem, desde o cabelo esvoaçante, o vestido escuro até as feições por vezes duronas de Merida e a deixou mais parecida com uma Barbie.

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Observando essa imposição que de alguma forma as princesas da Disney trazem, ou de como as mulheres são vistas hoje em dia e como a sociedade ainda não entendeu (ou não quis entender) como comercializar produtos para os jovens, o artista David Trumble resolveu ‘revelar’ ao mundo 10 mulheres que tiveram (ou têm) um grande impacto na sociedade e quis moldá-las no ‘padrão princesa’ para mostrar como não faz sentido fazer uma escova no cabelo de Merida (uma personagem fora do estereótipo de princesa tradicional) para deixá-la com aspecto mais vendável. Conheça então essas mulheres:

Princesa Ruth Bader Ginsburg: Princesa Suprema

Foi a segunda mulher nomeada para o cargo de Juíza da Suprema Corte dos EUA, apresentando uma voz forte em favor da igualdade de gênero, de direitos dos trabalhadores e da separação entre Igreja e Estado. Em 1996, Ginsburg escreveu a decisão histórica do Supremo Tribunal Federal dos EUA, que entendeu que o Instituto Militar da Virgínia apoiada pelo Estado não poderia recusar-se a admitir mulheres.

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Princesa Hillary Clinton: Princesa 2016

Um dos nomes mais influentes dos EUA, atualmente é Secretária de Estado de Barack Obama, e uma grande cotada para a presidência dos EUA em 2016.

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Princesa Rosa Parks: Princesa da Igualdade

Com um gesto simples, mas simbolicamente poderoso, em 1 de dezembro de 1955 em Montgomery, estado do Alabama (EUA), a costureira com 42 anos Rosa Parks entrou para a história ao se recusar a ceder seu lugar no ônibus para um homem branco que exigia que ela se retirasse para que ele sentasse. Ela foi presa e multada por se recusar a levantar, mas foi o pontapé inicial para que o reverendo Martin Luther King organizasse um boicote em massa contra as companhias de ônibus locais, começando uma reviravolta na história dos EUA e no mundo.

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Princesa Susan B. Anthony: Princesa do Sufrágio

Sufrágio é o direito ou a execução do direito de votar, e Susan foi uma das poucas que lutou pelo direito das mulheres, isso em meados de 1800, e deixou um legado para as mulheres das futuras gerações.

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Princesa Anne Frank: Princesa do Holocausto

Foi uma adolescente alemã judia, morta aos 15 de anos de idade em um campo de concentração, e ficou conhecida mundialmente com a publicação de seu diário póstumo onde relatou as experiências que passou com sua família escondendo-se dos nazistas nos países baixos.

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Princesa Harriet Tubman: Princesa da Abolição

Também conhecida por Black Moses, foi uma afro-americana natural dos EUA, abolicionista, humanitária e espiã da União durante a Guerra Civil dos Estados Unidos da América, que lutou pela liberdade, contra a escravidão e o racismo. Depois de escapar do cativeiro, ela fez treze missões para resgatar setenta escravos utilizando a rede de ativistas abolicionistas e abrigos conhecida como “Underground railroad”.

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Empresárias de Curitiba criam ‘Terapia de Bar’ só para mulheres

Idealizadora percebeu a falta de tempo das mulheres para elas mesmas.
‘Homem faz terapia. Eles vão jogar futebol, vão pescar’, diz empresária.

Thaís Kaniak no G1

'Terapia de Bar' já foi realizado três vezes na capital paranaense (Foto: Carlos Henrique / Divulgação)

‘Terapia de Bar’ já foi realizado três vezes na capital paranaense (Foto: Carlos Henrique / Divulgação)

Duas empresárias de Curitiba criaram um projeto exclusivo para as mulheres desestressarem de uma maneira divertida. Elas organizam um encontro para as mulheres se desligarem da correria e da rotina do dia a dia. A idealizadora da “Terapia de Bar”, Jennifer Schewtschik, conta que a ideia surgiu ao perceber, em conversar com as amigas, que a maioria dos problemas que as mulheres tinham estava relacionada à falta de tempo para elas mesmas – principalmente nos casos das casadas.

“Na experiência de ajudá-las, eu percebi que elas se perdiam [no casamento], não tinham mais amizades, não viam mais as velhas amigas, não conversavam. O homem faz ‘terapia’. Eles vão jogar futebol, vão pescar, vão jogar pôquer”, analisa a empresária.

Rosângela Serena apostou tanto no projeto de Jennifer, de quem é amiga, que largou o emprego que tinha como funcionária pública para colocar o “Terapia de Bar” em prática. “Acreditei muito no projeto. É para ajudar outras mulheres. E ver o resultado é realmente muito bacana”, relata.

Jennifer Schewtschik e Rosângela Serena são as idealizadoras do projeto (Foto: Hellen Albuquerque / Loja de Notícias / Divulgação)

Jennifer Schewtschik e Rosângela Serena são as idealizadoras do projeto (Foto: Hellen Albuquerque / Loja de Notícias / Divulgação)

Inclusive Rosângela conta que ela não tinha o costume de guardar um tempo só para ela e que só saía acompanhada do marido. A mudança de vida fez bem não só para a vida profissional dela, mas também para o casamento. “Estava acomodada”, diz sobre o antigo trabalho. “Foi um grande passo para ela virar empreendedora. O esposo dela a olha de outra forma”, afirma Jennifer.

“A mulher abre mão de mais coisas. A mulher tem os filhos, tem o marido, tem o trabalho. Então a gente acaba realmente se privando um pouco. E é aquele negócio: ‘vamos marcar de sair com as amigas’, mas a gente não marca, vai adiando. Eu e a Jennifer constatamos de que essa falta de relaxamento, de as mulheres saírem e conversarem com as amigas, acaba prejudicando os relacionamentos”, pondera Rosângela.

O evento já teve três edições – uma em setembro, outra em outubro e a última ocorreu neste mês de novembro. Apesar da boa aceitação do público, Jennifer se lembra da apreensão que sentiu quando resolveu levar o projeto adiante. “Eu pensava se ia dar certo. Achava que era uma coisa muito nova, já que não existia no mercado. Eu fiz uma pesquisa. Uma coisa é você abrir uma coisa que já existe, como um salão de beleza, que todo mundo sabe que existe e que dá certo. Inovar criou uma expectativa muito grande, um medo, um receio: ‘será que o público vai gostar, será que vai aceitar?’”.

Jantar, apresentações de dança e de stand-up comedy e massagens de relaxamento fazem parte da programação da noite das mulheres no bar.

Apresentação de stand up estava na programação da noite de mulheres (Foto: Carlos Henrique / Divulgação)

Apresentação de stand up estava na programação da noite de mulheres (Foto: Carlos Henrique / Divulgação)

As sócias garantem que o retorno das mulheres que participaram do projeto foi positivo e que os relatos apontam que as relações das mulheres com os parceiros melhoram. “Eu tenho três amigas que melhoraram muito o relacionamento”, diz Rosângela. Continue lendo