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Homem distribui rosas para mulheres nas ruas e registra suas reações

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Publicado no Hypeness

Muita gente se queixa de que o romantismo já não é o que era e que hoje homem não sabe dar o devido elogio pra sua mulher. Mas será isso verdade? Ou será que as próprias mulheres já não sabem receber elogios sem saber em comentários de Facebook? O canal FouseyTube foi tentar descobrir.

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Um homem percorrendo as ruas com o simples e único objetivo de entregar flores pras mulheres e lhes desejar um dia feliz. Life is too short (“A vida é curta demais”), diz o autor, que pede pra aproveitarmos melhor o tempo que temos pra interagir uns com os outros.

Assista ao vídeo A Reason to Smile (“Uma Razão pra Sorrir”), gravado nos Estados Unidos, e veja o resultado do experimento – o vídeo está em inglês, mas as reações são bem fáceis de entender:

Campanha incentiva mulheres com câncer a não desistirem de se casar

Mariana Leone, que fez ensaio vestida de noiva para incentivar pacientes de câncer a não desistirem de dizer sim (foto: Beto Bocchino\Divulgação)

Mariana Leone, que fez ensaio vestida de noiva para incentivar pacientes de câncer a não desistirem de dizer sim (foto: Beto Bocchino\Divulgação)

Chico Felitti, no UOL

Mariana Leone, 39, está caracterizada de noiva por uma causa.

A catarinense fez um ensaio vestida de branco para incentivar mulheres que, como ela, perderam os cabelos com o tratamento contra o câncer. Mas que não perderam a vontade de serem felizes.

Ela criou um blog chamado Câncer com Alegria, em que compartilha seu cotidiano e dá dicas de beleza e de auto-estima, e vai veicular nele a campanha de incentivo.

“Tenho encontrado muita gente que quer casar e não está se sentindo bem porque recebeu o diagnóstico de câncer”, diz ela, que  já se casou, mas  que “casaria mais uma vez assim, careca”.

“Quero mostrar para a mulher que ela é bonita, charmosa e tem seus encantos. E que a vida não acabou, que ela consegue se casar e ficar linda mesmo careca.”

foto: Beto Bocchino\Divulgação

foto: Beto Bocchino\Divulgação

foto: Beto Bocchino\Divulgação

foto: Beto Bocchino\Divulgação

Agressão física encabeça violência contra a mulher

Quase metade dos atendimentos no SUS são por espancamento

violencia-mulheres-550x280Cleide Carvalho, em O Globo

Se até os 14 anos meninas e adolescentes são vítimas principalmente de violência sexual, a partir dos 15 anos de idade é a agressão física que encabeça a lista da violência contra a mulher no país. Um levantamento feito a pedido do GLOBO pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e responsável pelo Mapa da Violência, mostra que 46% dos atendimentos prestados pelo SUS a mulheres vítimas de violência correspondem a espancamentos. Na faixa etária de 15 a 59 anos, lesões provocadas por violência física superam 50% dos atendimentos. Quando se trata de mulheres acima de 60 anos, a agressão física segue alta (41,3%), e aumentam as ocorrências por negligência e abandono (19,1%).

— De longe, a física é a forma mais frequente de violência sofrida pelas mulheres. E não devemos esquecer que estamos lidando com a ponta do iceberg. Nem todas, nem a maioria das violências cotidianas vão parar nos postos do SUS — explica Waiselfisz, que analisou os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) de 2012, atualizados este ano.

De acordo com o levantamento, 106.030 mulheres vítimas de violência foram atendidas pelo SUS em 2012. A taxa chega a 107 por 100 mil mulheres. Isso significa que, a cada cem mulheres, uma foi agredida a ponto de precisar de atendimento médico. Mais de 75% dos casos acontecem a partir de 15 anos, e a prevalência é maior na faixa entre 15 e 19 anos.

Violência também psicológica

O segundo tipo de violência mais frequente é a psicológica e moral, que aumenta no ritmo em que avança a idade. Em terceiro lugar aparece a violência sexual, que ocupa o primeiro lugar para meninas até 14 anos. Em 70% dos casos, o crime acontece dentro de casa.

Maria Letícia Fagundes, médica do Instituto Médico Legal do Paraná e à frente da ONG Mais Marias, afirma que a tortura psicológica só não lidera a lista de violência contra as mulheres porque elas só se percebem vítimas depois da agressão física.

— É uma ação progressiva. Primeiro ocorrem as ofensas, depois as surras. A mulher só se dá conta do quanto foi torturada psicologicamente depois que foi fisicamente agredida — diz Maria Letícia.

A vulnerabilidade nas ruas é maior para jovens de 15 e 29 anos, quando as ocorrências em vias públicas representam de 20% a 24% do total. Mesmo assim, os crimes cometidos por agressores desconhecidos não passam de 10% do total. Enquanto a violência contra meninas de até 14 anos parte principalmente de pais e mães, na idade adulta a mulher é vítima em relacionamentos amorosos. Metade das agressões contra jovens entre 20 e 49 anos é praticada por maridos, namorados, ex-maridos e ex-namorados.

Os relatos feitos ao Disque 180, telefone de denúncias da Secretaria Nacional de Política para Mulheres (SPM), mostram que 25% das vítimas sofrem violência desde o início da relação. O período em que ficam expostas é longo: em 38% dos casos, o tempo de relacionamento chega a dez anos. Mesmo depois da Lei Maria da Penha, as mulheres demoram a denunciar por medo de serem mortas ou por vergonha.

— O fim do relacionamento é um momento de risco para a mulher. Muitos assassinatos ocorrem com o rompimento — diz Aline Yamamoto, coordenadora de Acesso à Justiça e Combate à Violência da SPM.

Ainda hoje os tribunais abrandam a pena aplicada aos autores desse tipo de crime, sob argumento de que foi cometido sob “forte emoção”.

— Não são crimes passionais. São crimes de ódio cometidos com requintes de crueldade, com mutilações do corpo feminino — ressalta Aline.

Na América Latina, 11 países já tipificaram o crime de feminicídio. No Brasil, o projeto de lei aguarda aprovação no Legislativo. Entre 84 países do mundo, o Brasil ocupa o sétimo lugar em homicídios de mulheres, com taxa de 4,4 homicídios em cem mil, atrás de países como El Salvador, Rússia e Colômbia. As mortes estão em alta: a taxa de homicídios de mulheres entre 15 e 29 anos subiu de 6,93 por cem mil habitantes em 2004 para 7,75 em 2011. A gravidade da situação levou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou a violência contra a mulher no Brasil a sugerir a inclusão da discriminação de gênero na Lei de Crimes de Tortura. Aprovado pelo Senado, o projeto está na Câmara dos Deputados e em abril passado foi retirado do plenário por falta de acordo para votação.

Desde 2009 está parado no Legislativo o Projeto de Lei 4.857, chamado de Lei da Igualdade, que tipifica o crime de discriminação de gênero contra a mulher e estabelece pena de detenção e multa.

— Os projetos relativos à mulher não são prioridade no universo masculino — afirma a deputada Jô Morais (PCdoB/MG), líder da bancada feminina.

Vídeo mostra indiferença dos indianos diante de estupro em Nova Délhi

Experimento do grupo ‘YesNoMaybe’ simula jovem pedindo ajuda dentro de van em estacionamento

Estudantes indianas participam de protesto contra violência sexual em Hyderabad (foto:  NOAH SEELAM / AFP)

Estudantes indianas participam de protesto contra violência sexual em Hyderabad (foto: NOAH SEELAM / AFP)

Publicado em O Globo

Em meio a uma série de estupros e assassinatos de mulheres na Índia, o grupo “YesNoMaybe” realizou um experimento em Nova Délhi que constatou a indiferença das pessoas diante de uma situação de estupro. A organização filmou em um estacionamento do subúrbio da cidade a reação das pessoas a uma gravação de uma mulher trancada em uma van pedindo ajuda.

A maioria dos pedestres e ciclistas que passam pelo local para ao ouvir as súplicas, mas segue em frente. Apenas um jovem tenta abrir a força a van e um homem mais velho bate no veículo com uma vara para tentar parar o abuso. O vídeo já foi visto mais de 1,2 milhão de vezes desde que foi publicado na semana passada.

— Na Índia, ouvimos falar de estupro todos os dias. Milhares vão às ruas protestar, mas poucos reagem quando é realmente necessário. Nós nos propomos a descobrir o quanto as pessoas ajudam se alguém estiver em apuros — informou o grupo.

No estado indiano de Uttar Pradesh, no Norte do país, casos recentes de estupros seguidos de enforcamento têm pressionado as autoridades e mobilizado a comunidade internacional. Nos últimos dias, cinco mulheres foram violentadas e assassinadas na região.

A violência sexual na Índia afeta particularmente as mulheres Dalit — o grupo mais baixo na hierarquia de castas indianas. Os abusos começaram a ganhar uma maior repercussão após uma jovem ser estuprada e assassinada por seis homens em um ônibus da capital, em dezembro de 2012.

Relação estressante com outras pessoas encurta a vida

Nova pesquisa descobriu que pessoas que brigam frequentemente com seus parceiros, filhos e até vizinhos têm maior risco de morte

Brigas: Conflitos frequentes com o parceiro pode triplicar risco de morrer, diz estudo (foto: Thinkstock)

Brigas: Conflitos frequentes com o parceiro pode triplicar risco de morrer, diz estudo (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Manter relações estressantes e desgastantes com outras pessoas – sejam elas amigas, familiares ou vizinhas – eleva o risco de morte prematura. Essa é a conclusão de um novo estudo feito na Universidade de Copenhague, Dinamarca. Segundo a pesquisa, tais conflitos afetam mais a saúde dos homens do que das mulheres, e mais intensamente indivíduos que estão desempregados.

De acordo os autores do trabalho, os médicos reconhecem que manter relações estreitas com familiares e amigos tem um efeito protetor sobre a saúde das pessoas. Porém, pouco se sabe sobre os efeitos do stress provocado por relações sociais conflitantes.

A pesquisa se baseou em um levantamento nacional feito na Dinamarca com 9 870 pessoas entre 30 e 60 anos. Elas foram acompanhadas entre 2000 e 2011. Durante esse tempo, os participantes responderam a questionários que incluíam perguntas sobre suas relações com parceiros, filhos, familiares, amigos e vizinhos. Esses indivíduos também relataram se sofriam algum sintoma depressivo.

Análise — Ao longo do estudo, 4% das mulheres e 6% dos homens morreram. Quase metade das mortes foi provocada por câncer – as outras causas incluíram doenças cardiovasculares e hepáticas, acidentes e suicídio.

Segundo os resultados, a chance de morrer durante a pesquisa foi duas vezes maior entre pessoas que brigavam frequentemente com seus parceiros ou amigos em comparação com quem não enfrentava esse problema. Esse risco foi três vezes mais elevado se os conflitos aconteciam com os vizinhos do indivíduo — e 4,5 maior caso ele estivesse desempregado.

Além disso, as pessoas cuja relação com o parceiro era desgastante ou causava preocupação com frequência (mas sem necessariamente envolver brigas) tiveram o dobro do risco de morrer durante o estudo do que aquelas que raramente sofriam com esse tipo de problema. No caso de esses problemas acontecerem nas relações com seus filhos, a chance de morrer foi 50% mais elevada.

Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Journal of Epidemiology & Community Health.