Artista “recria” carro da Fiat usando modelos nuas; assista aos bastidores

Publicado no Bhaz

O artista plástico Craig Tracy, de Nova Orleans, nos Estado Unidos, recriou o Fiat 500 Abarth Cabrio com modelos nuas. Ele pintou cada detalhe do carro nas mulheres para completar sua obra e criar uma ilusão de ótica surpreendente.

Craig se dedica inteiramente às pinturas corporais e abriu a primeira galeria de arte do mundo especializada no gênero. O vídeo com os bastidores da criação do artista foi divulgado pela Fiat norte-americana em seu canal no YouTube no dia 8 de julho. Desde então, a gravação já superou a marca de 750 mil visualizações. Confira:
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Twitter reforça ferramentas de denúncias após ameaças contra mulheres

Botão será inserido na versão web e em plataformas móveis

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Publicado no O Globo

O Twitter anunciou neste sábado mudanças nas ferramentas de denúncias contra posts ofensivos. O botão para sinalizar conteúdo inadequado, já presente no aplicativo para iPhone, será levado para a versão web e outras plataformas móveis. A medida foi tomada após a empresa ser pressionada por causa de ameaças de morte e estupro contra mulheres publicadas no microblog.

“Eu peço desculpas pessoalmente para as mulheres que sofreram abusos no Twitter”, escreveu Tony Wang, diretor geral do Twitter no Reino Unido, em sua página pessoal na rede. “O abuso que eleas sofreram é inaceitável. Não é aceitável no mundo real, e não é aceitável no Twitter”.

Além da inserção do botão, a filial da empresa no Reino Unido vai ampliar o número de funcionários destacados para a função de avaliar as denúncias.

A onda de mensagens misóginas começou após a ativista Caroline Criado-Perez encerrar com sucesso campanha para levar um rosto feminino para as notas de libra. No dia 24 de julho, o Banco da Inglaterra anunciou que Jane Austen vai substituir Charles Darwin na nota de dez libras.

Caroline começou a ser alvo de diversas ameaças de morte e estupro pela rede social. Dois homens foram detidos acusados de participação no caso, sendo que um deles também é suspeito de ameaçar a congressista Stella Creasy.

Após o anúncio do Twitter, Caroline comemorou as mudanças.

— O processo atual é longo, complicado e impossível de usar se você está sob ataque permanente como eu estive — afirmou.

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Estudo diz que ‘Adão e Eva genéticos’ viveram em épocas próximas

Cientistas rastrearam antepassados comuns aos homens e às mulheres.
Conclusão é de que eles viveram entre 99 mil e 156 mil anos atrás.

Quadro 'Adão e Eva', pintado em 1538 pelo alemão Lucas Cranach l'Ancien. Ancestrais genéticos comuns do homem e das mulheres têm apelido bíblico (foto: Leemage/AFP)
Quadro ‘Adão e Eva’, pintado em 1538 pelo alemão
Lucas Cranach l’Ancien. Ancestrais genéticos
comuns do homem e das mulheres têm apelido
bíblico (foto: Leemage/AFP)

Publicado originalmente no G1

Os ancestrais comuns mais recentes a todos os homens e todas as mulheres modernos viveram quase na mesma época, segundo um novo estudo feito pela Universidade Stanford, nos EUA. Os chamados “Eva mitocondrial” e “Adão cromossomial-Y”, dos quais alguns genes podem ser encontrados em toda a humanidade atual, não são as figuras descritas na Bíblia e nem chegaram a se conhecer.

Apesar disso, novas pesquisas indicam que essa mulher viveu entre 99 mil e 148 mil anos atrás, enquanto o precursor do homem habitou a Terra entre 120 mil e 156 mil anos atrás. Os resultados foram publicados na edição de sexta-feira (2) da revista “Science”.

Segundo o autor sênior Carlos Bustamante, professor de genética em Stanford, trabalhos anteriores indicavam que esse antepassado do homem havia vivido bem antes da mulher, entre 50 mil e 115 mil anos atrás, o que agora foi revisto.

De acordo com a ciência, esse homem e essa mulher não foram um casal, mas tiveram a sorte de passar com sucesso, através dos milênios, partes específicas de seus DNAs, como o cromossomo Y (que determina o sexo masculino, passado de pai para filho) e o genoma mitocondrial (presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células, e transmitido de mãe para filho ou filha).

sso significa que outros ancestrais humanos não tiveram essa sorte, e seus genes acabaram desaparecendo por causa da seleção natural e de um processo aleatório conhecido como deriva genética, que provoca mudanças no DNA de populações ao longo do tempo.

Na opinião do principal autor do estudo, David Poznik, muitos antepassados podem ter morrido por um evento ainda não identificado. “É possível que haja elementos na história demográfica humana que predispuseram essas linhagens a fundir-se em determinados momentos”, explica.

69 homens analisados
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores compararam sequências do cromossomo Y entre 69 homens de nove regiões do planeta, como Namíbia, República Democrática do Congo, Gabão, Argélia, Paquistão, Camboja, Sibéria e México.

Novas tecnologias de sequenciamento genético permitiram que os cientistas identificassem cerca de 11 mil diferenças entre as sequências estudadas. A partir daí, foi possível construir uma “árvore genealógica” mais completa para o cromossomo Y.

Os resultados obtidos apontaram uma taxa anual de mutação do cromossomo Y, após serem ajustados com um evento bem conhecido pela ciência: a ocupação humana das Américas, há 15 mil anos. Isso porque mutações genéticas compartilhadas atualmente por todos os nativos americanos provavelmente existiam desde antes do povoamento das Américas. Paralelamente, eles fizeram uma análise parecida com o DNA mitocondrial, e viram que as duas árvores coincidiam em sua origem.

Segundo os autores, a nova árvore do cromossomo Y também esclareceu algumas relações populacionais, até então desconhecidas, que ocorreram quando os seres humanos migraram para fora da África, Europa e Ásia. Além disso, a árvore é um exemplo da profundidade da diversidade genética presente entre os africanos modernos, destaca a pesquisa.

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Sou evangélica e a favor da legalização do aborto

Talita Ribeiro, no Cem Homens

Não comente antes de ler. Este é o meu primeiro pedido, porque sei que muitos terão vontade de fazer isso após verem o título desse post. Mas, por favor, tente aguentar só um pouquinho a necessidade de impor a sua opinião e sua “moral” antes de entender o que o outro, nesse caso eu, pensa. Sei que com esse texto estou abrindo um imenso teto de vidro para pedras que virão de variados lados, porém, acho importante lançar este debate no meio das mulheres cristãs.

Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da legalização dele até o início do terceiro mês de gravidez, para que mulheres não continuem morrendo após a intervenção em clínicas clandestinas e em condições precárias, para que mulheres não continuem sendo marginalizadas após um ato de escolha sobre o seu corpo, com base nas suas crenças e realidade. Sou absolutamente contra a imposição da minha fé e meus preceitos morais a todxs.

Se Deus, que é Deus, deu livre arbítrio aos seres humanos, por que eu, que sou apenas uma “pessoa”, defenderia intervenções legais que limitam e, muitas vezes, condenam mulheres à morte e a complicações psicológicas e de saúde? Com base na minha fé eu faço as minhas escolhas e espero que todos tenham esse direito. Porém, sei bem que como sociedade temos que viver de acordo com algumas regras, baseadas em algo comum a todos, como a racionalidade, por isso a observação sobre a legalização até a 8ª semana de gestação, quando o embrião é o que eu chamo de “possibilidade de vida”, não um “ser vivo”, já que ainda não tem atividade cerebral.

Segura o dedo antes de me xingar! Quando uma pessoa deixa de ter atividade cerebral nós a consideramos morta, não é? É morte cerebral e ninguém discute isso. Por que eu deveria tratar um embrião – ele ainda não é nem um feto -, como um ser humano vivo, se ele não tem sinapse  e é apenas uma possibilidade de vida, que depende 100% do corpo da mulher para se desenvolver? Um embrião não se desenvolve se a mulher que o carrega não estiver… Viva. Quem nós devemos proteger, então?

Sempre quando leio “a favor da vida”, fico pensando porque quem consegue ver vida até em um embrião não consegue enxergar o óbvio, a vida da mulher que o carrega, mesmo sem querer. “Mas ela deveria ter evitado.” Você sabe em que contexto esse embrião foi gerado? Em uma cultura em que a mulher é “sempre culpada”, não é de se estranhar que ninguém se dê ao trabalho de olhar de forma mais ampla a questão do aborto e da sexualidade no Brasil e no mundo.

A violência sexual contra mulheres ainda é um tabu para boa parte da nossa sociedade, que prefere dizer que nós “provocamos”, “procuramos”, “não evitamos”… A encarar que NADA justifica um estupro. “Ah, mas nesse caso a mulher já pode abortar.” Pode mesmo? Mas só se ela assumir que foi estuprada e estender a humilhação de ter sido violentada por delegacias machistas, juizados de um estado que finge ser laico, hospitais superlotados, médicos que não querem realizar a intervenção, os vizinhos que “desconfiam”, religiosos que a condenam…? E só se der a “sorte” de morar em uma cidade com centros de referência, não é?

É injusto. É violento. É desumano. E se eu sou cristã e a bíblia diz que nós vivemos através da compaixão, da misericórdia e do perdão que compartilhamos, não posso aceitar isso. E mais, não posso apoiar que o estado intervenha nas decisões de uma mulher com base nas minhas crenças. Porque, como o Pr. Ed René Kivitz colocou em uma entrevista, “se quiserem construir uma sociedade que apedreja e condena pecadores, nós vamos apedrejar uns aos outros e o último apedrejará a si mesmo e morrerá. Não se constrói uma sociedade que discute pecado e penaliza o pecado. Não se deve julgar, mas discernir o que é certo, o que eu quero ou não pra minha vida, e respeitar e acolher o outro que escolhe diferente”.

É disso que estou falando, do direito do outro fazer inclusive o que eu acho errado. Até porque faço várias coisas que são condenáveis em outras religiões e, sendo sincera, na minha também. E ficaria muito incomodada se o estado quisesse tomar o lugar de Deus e me julgar por esses atos ou impor como devo ou não me relacionar com o meu corpo. “Mas isso é só a sua opinião contra a bíblia”, não, isso é só a minha opinião com base na história de Jesus que é contada na bíblia. Duvida? Então leia a passagem João 8, do versículo 1 ao 11.

O meu Deus é o que não deixa uma mulher ser apedrejada em praça pública, que levanta uma juíza como Débora para libertar seu povo, que escolhe uma prostituta para andar ao seu lado, que cura uma mulher que todos evitavam, que ressuscita/sara uma menina considerada morta, que ama e honra as mulheres. Não o que as subestima ou tenta domá-las, esses são os religiosos, que não merecem a minha fé, voto ou apoio.

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Organizações e lideranças religiosas apoiam lei que garante atendimento a vítimas de violência sexual

Publicado no site da Universidade Metodista

Conheça a Carta de teólogas, teólogos e organizações ecumênicas solicitando a aprovação imediata da PLC 3/2013, que trata do atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual.

Dia 1º de agosto é a data final para que a presidenta Dilma Roussef  sancione ou vete o PLC 3/2013. Pelo projeto, todos os hospitais da rede, tanto públicos quanto privados conveniados, deverão oferecer atendimento “emergencial, integral e multidisciplinar” às vítimas. O projeto considera violência sexual como “qualquer forma de atividade sexual não consentida”. Entre os atendimentos a serem ofertados no SUS estão o diagnóstico e tratamento das lesões, apoio psicológico, profilaxia da gravidez (como a distribuição da pílula do dia seguinte) e de doenças sexualmente transmissíveis, além de informações sobre serviços sanitários disponíveis. O texto também prevê a colaboração nos procedimentos policiais e investigativos a partir da coleta de material para possível identificação do agressor por meio de exame do código genético (DNA) feito pelo órgão de medicina legal.

Pela sanção imediata e integral da PLC 3/2013

Conhecereis a verdade e ela vos libertará! (Jo 8,32)

Nós mulheres e homens de fé, biblistas, teólogas e teólogos de diferentes igrejas cristãs, integrantes dos diferentes organismos abaixo subscritos, apoiamos e solicitamos a sanção integral e imediata da PLC 3/2013, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual. E assumimos o compromisso de participar do processo de informação e formação das mulheres sobre seus direitos reforçados no PL 3/2013 e de reforço de normas técnicas já existentes sobre o assunto nos aspectos de atendimento universal, integral e de qualidade à saúde ameaçada de mulheres e adolescentes vítimas de violência.

A violência sexista existe como fenômeno estrutural e como marca na história de vida de milhões de mulheres. Presentes na academia, nas comunidades de leitura popular da Bíblia e nos mais variados espaços, convivemos com as realidades e as consequências persistentes dessa forma de violência. Identificamos múltiplos problemas que atualizam os mecanismos de violência: a desigualdade social, econômica e política se expressam em estruturas que naturalizam as formas diretas e indiretas de violência. Reconhecemos também que as religiões, e em especial a Bíblia têm sido usadas como imaginário cultural que legitima ou naturaliza os cenários domésticos e públicos de agressão.

Ao nos dedicarmos ao estudo da Bíblia como expressão de nossa fidelidade ao evangelho de Jesus, afirmamos o amor e a justiça como dinâmicas vitais de nossa fé; afirmamos ainda que mulheres e homens partilham de modo integral de toda dignidade e beleza na vivência do mais sagrado e do mais humano. Na Bíblia encontramos relatos do passado em que comunidades são chamadas a afirmar o amor e a justiça em seus contextos. Muitas das questões ainda nos desafiam hoje, entretanto as respostas estão condicionadas aos equipamentos simbólicos e materiais disponíveis em cada tempo. O exercício da interpretação bíblica, quando não feito de maneira fundamentalista, nos ajuda a manter o exercício da crítica em relação às respostas sociais disponíveis.

Em qualquer idade e de modo universal a violência sexual deve ser prevenida com trabalho educativo e crítico aliado a conhecimentos científicos atualizados e com todas os instrumentos de tecnologia e políticas disponíveis em todas as situações necessárias de atendimento de emergência, monitoramento e reabilitação e o tratamento efetivo e dos impactos da violência sexual.

Nesse sentido, nos posicionamos e nos comprometemos com a formulação de políticas públicas de saúde que respondam a estes cenários e que possam atuar preventivamente. Para nós a violência doméstica e/ou sexual e suas consequências são violação de direitos humanos e por isso demandam aplicação de conhecimento e sensibilidade por parte de profissionais técnico e científico e também aplicação de procedimentos humanizados que não perpetuem nos corpos das mulheres as marcas da violência, seja na forma de gravidez indesejada seja nos transtornos físicos e psicológicos decorrentes.

Que seja, então, sancionado, com a maior urgência, o texto integral da PLC 3/2013!

Entidades

– Aliança de Batistas do Brasil
– Centro de Estudos Bíblicos – CEBI
– Católicas pelo Direito de Decidir
– CLAI – Conselho Latino-Americano de Igrejas – Região Brasil
– Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

dica do André Tadeu de Oliveira

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