Vídeo mostra indiferença dos indianos diante de estupro em Nova Délhi

Experimento do grupo ‘YesNoMaybe’ simula jovem pedindo ajuda dentro de van em estacionamento

Estudantes indianas participam de protesto contra violência sexual em Hyderabad (foto:  NOAH SEELAM / AFP)
Estudantes indianas participam de protesto contra violência sexual em Hyderabad (foto: NOAH SEELAM / AFP)

Publicado em O Globo

Em meio a uma série de estupros e assassinatos de mulheres na Índia, o grupo “YesNoMaybe” realizou um experimento em Nova Délhi que constatou a indiferença das pessoas diante de uma situação de estupro. A organização filmou em um estacionamento do subúrbio da cidade a reação das pessoas a uma gravação de uma mulher trancada em uma van pedindo ajuda.

A maioria dos pedestres e ciclistas que passam pelo local para ao ouvir as súplicas, mas segue em frente. Apenas um jovem tenta abrir a força a van e um homem mais velho bate no veículo com uma vara para tentar parar o abuso. O vídeo já foi visto mais de 1,2 milhão de vezes desde que foi publicado na semana passada.

— Na Índia, ouvimos falar de estupro todos os dias. Milhares vão às ruas protestar, mas poucos reagem quando é realmente necessário. Nós nos propomos a descobrir o quanto as pessoas ajudam se alguém estiver em apuros — informou o grupo.

No estado indiano de Uttar Pradesh, no Norte do país, casos recentes de estupros seguidos de enforcamento têm pressionado as autoridades e mobilizado a comunidade internacional. Nos últimos dias, cinco mulheres foram violentadas e assassinadas na região.

A violência sexual na Índia afeta particularmente as mulheres Dalit — o grupo mais baixo na hierarquia de castas indianas. Os abusos começaram a ganhar uma maior repercussão após uma jovem ser estuprada e assassinada por seis homens em um ônibus da capital, em dezembro de 2012.

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Relação estressante com outras pessoas encurta a vida

Nova pesquisa descobriu que pessoas que brigam frequentemente com seus parceiros, filhos e até vizinhos têm maior risco de morte

Brigas: Conflitos frequentes com o parceiro pode triplicar risco de morrer, diz estudo (foto: Thinkstock)
Brigas: Conflitos frequentes com o parceiro pode triplicar risco de morrer, diz estudo (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Manter relações estressantes e desgastantes com outras pessoas – sejam elas amigas, familiares ou vizinhas – eleva o risco de morte prematura. Essa é a conclusão de um novo estudo feito na Universidade de Copenhague, Dinamarca. Segundo a pesquisa, tais conflitos afetam mais a saúde dos homens do que das mulheres, e mais intensamente indivíduos que estão desempregados.

De acordo os autores do trabalho, os médicos reconhecem que manter relações estreitas com familiares e amigos tem um efeito protetor sobre a saúde das pessoas. Porém, pouco se sabe sobre os efeitos do stress provocado por relações sociais conflitantes.

A pesquisa se baseou em um levantamento nacional feito na Dinamarca com 9 870 pessoas entre 30 e 60 anos. Elas foram acompanhadas entre 2000 e 2011. Durante esse tempo, os participantes responderam a questionários que incluíam perguntas sobre suas relações com parceiros, filhos, familiares, amigos e vizinhos. Esses indivíduos também relataram se sofriam algum sintoma depressivo.

Análise — Ao longo do estudo, 4% das mulheres e 6% dos homens morreram. Quase metade das mortes foi provocada por câncer – as outras causas incluíram doenças cardiovasculares e hepáticas, acidentes e suicídio.

Segundo os resultados, a chance de morrer durante a pesquisa foi duas vezes maior entre pessoas que brigavam frequentemente com seus parceiros ou amigos em comparação com quem não enfrentava esse problema. Esse risco foi três vezes mais elevado se os conflitos aconteciam com os vizinhos do indivíduo — e 4,5 maior caso ele estivesse desempregado.

Além disso, as pessoas cuja relação com o parceiro era desgastante ou causava preocupação com frequência (mas sem necessariamente envolver brigas) tiveram o dobro do risco de morrer durante o estudo do que aquelas que raramente sofriam com esse tipo de problema. No caso de esses problemas acontecerem nas relações com seus filhos, a chance de morrer foi 50% mais elevada.

Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Journal of Epidemiology & Community Health.

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Conheça a Igreja Nacional de Beyoncé

Publicado no LOL

Seja você um fã do pop ou não, é impossível negar que Beyoncé é uma das artistas mais importantes do mundo da música nos dias de hoje. Mas um grupo de verdadeiros apóstolos da cantora norte-americana quer levar esse reconhecimento adiante, e aclamar a cantora de “Single Ladies” como a Deusa Beyoncé, a Diva das Divas, em uma religião própria.

Criada há cerca de um ano, a Igreja Nacional de Bey tem sede em Atlanta, no estado americano da Geórgia, e conta com 203 fiéis cadastrados. “Éramos 12 amigas, e saíamos todo domingo para cantar as músicas de Beyoncé. Um dia, enquanto escutávamos, bebíamos vinho e fumávamos, chegamos à conclusão de que Beyoncé é uma divindade”, diz Pauline Andrews, autoproclamada Diva Ministra da Igreja Nacional de Bey, em entrevista ao MapeNation.com.

Uma religião para as moças solteiras (que esperam um anel em seus dedos, hehe), a Igreja Nacional de Bey tem um culto semanal, aos sábados à noite, no qual versos de Beyoncé são recitados. “Nosso texto sagrado é a Beyblia, uma compilação das letras da música dela. A partir da Beyblia, podemos melhorar nossas vidas e nos esforçar para nos tornarmos Divas Divinas”, explica Andrews, que acredita que existam 58 milhões de seguidores do Beyísmo no mundo — “mas 99% deles não descobriu isso ainda”.

Se você está achando tudo isso muito estranho, uma ressalva. Andrews diz que o Beyísmo não se trata de “acreditar que Beyoncé ressuscitou dos mortos, nem que ela é perfeita. Apenas é uma luta para que nós todas tentermos ser a Diva que ela é”. Hoje, 100% dos seguidores do Beyísmo são mulheres, mas homens são bem-vindos, diz a Ministra Diva. Eles apenas tem de obedecer uma condição: o sacrífico de sua masculinidade, removendo (simbolicamente) seus órgãos sexuais para obedecer à Divina Diva.

E quais são os planos da Igreja Nacional de Bey para arrebatar novos fiéis? Esperamos que os milhões de fãs de Beyoncé entendam que são seguidores do Beyísmo, para todos nós nos inclinarmos aos pés da Deusa Beyoncé”. Então tá. ;)

dica do Sidney Carvalho de Souza

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Senado belga aprova lei que condena cantadas de rua

Agressores receberão multas entre € 50 e € 1.000 e poderão pegar até um ano de prisão
Bélgica é o primeiro país europeu a considerar as cantadas uma forma de assédio

Publicado em O Globo

O Senado belga aprovou uma lei que multa as pessoas que façam cantadas agressivas a mulheres em vias públicas e pode condená-las a até um ano de prisão. A Bélgica é o primeiro país europeu a considerar as intimidações sexuais uma forma de assédio.

A iniciativa ganhou força depois que a estudante Sophie Peeters gravou um documentário chamado “Femme de la Rue” (A Mulher da Rua) que mostra os assédios que sofre uma mulher ao caminhar nas vias públicas do país. Durante meses, ela filmou com uma câmera caseira as cantadas e insultos que ouvia de homens na rua.

A ministra federal da Igualdade de Oportunidades, Joelle Milquet, declarou que a nova legislação considerará como ofensa criminal as intimidações sexuais nas ruas. A lei, que entrará em vigor em junho, também condenará os assédios nas redes sociais. As multas para o crime variam entre € 50 e € 1.000.

No entanto, a medida foi criticada por uma parcela da população belga, que ainda não sabe ao certo como serão feitas as repressões.

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Pesquisa mostra que mulheres com menos maquiagem são mais atraentes

Heloisa Negrão, na Folha de S.Paulo

Pesquisadores da universidade Bangor descobriram que as mulheres superestimam o poder da maquiagem como arma para atrair homens (e também outras mulheres). Também chegaram à conclusão que a nossa percepção do que o outro acha atraente também está errada.

Para chegar nesse resultado um trio de psicólogos ingleses reuniu 44 mulheres e ofereceu batom, base, rímel e blush. Eles pediram para que elas se maquiassem para balada.

As 44 modelos foram fotografadas de cara lavada e então com a maquiagem finalizada. A partir dessas duas fotos, eles criaram digitalmente uma escala (ex: 0% maquiada, 50% maquiada e 100% maquiada) com 21 imagens da mesma modelo. Para chegar nessa “régua”, o rosto maquiado foi sendo “limpo” digitalmente até chegar ao natural.

Reprodução/The Quarterly Journal of Experimental Psychology
Modelo 0% (à esq.) e 100% maquiada

Eles então reuniram essas centenas de fotos e as apresentaram para 44 estudantes da universidade (homens e mulheres). Os “observadores” deveriam selecionar três fotos de cada modelo e separar em três grupos: “ela está a mais atraente para mim”, “ela está mais atraente para homens” e “ela está mais atraente para mulheres”.

As fotos das modelos foram mostradas ao acaso. Embaixo de cada foto, uma régua vermelha permitia ao “observador” aumentar ou diminuir a quantidade de maquiagem usada e a partir daí mandá-la para um dos três grupos. Sem mostrar aos observadores, os pesquisadores mediam a porcentagem da maquiagem nas fotos escolhidas.

Para a maioria dos observadores (homens e mulheres), os homens gostam mais das moças com bastante maquiagem. Ou seja, as fotos nas quais as modelos estão mais maquiadas foram para o grupo “ela está mais atraente para homens”.

Segundo os pesquisadores (Alex L. Jones, Robin S.S. Kramer e Robert Ward), esse julgamento sobre a preferência masculina está errado. Ao comparar o que homens e mulheres colocaram no grupo “ela está a mais atraente para mim”, viu-se que são as mulheres que acham mais bonitas as modelos usando um pouco mais de maquiagem.

Reprodução/The Quarterly Journal of Experimental Psychology
Sequência de fotos mostra a modelo sem maquiagem, 50% pintada e totalmente maquiada (à dir.)

A pesquisa mostra que é ainda mais gritante a diferença entre aquilo que a gente gosta (pessoalmente), daquilo que achamos que os outros vão gostar. “Observadores dos dois sexos acreditam que as outras pessoas preferem as modelos com níveis maiores de maquiagem do que eles mesmos”, diz o texto.

De acordo com o resultado da pesquisa, homens e mulheres têm o gosto parecido para maquiagem. Em média, ambos preferem as moças 50% maquiada e nunca 100%. Os resultados sugerem que as mulheres estão usando mais maquiagem para pareceram mais atraente para outras pessoas, mas há uma percepção equivocada do gosto alheio.

Para os pesquisadores, existe o consenso de que os homens gostam mais das moças com a maquiagem mais carregada. Porém, na esfera individual, “os homens podem achar que essas alterações são enganosas e escondem pontos importantes na hora de escolher alguém”.

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