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‘Fui assassinada’, diz mulher que criou ONG contra ‘vingança pornô’

‘Marias da Internet’ foi criada para ajudar vítimas de crimes pela internet.
ONG completa um ano e já salvou algumas vidas, afirma Rose Leonel.

A jornalista Rose Leonel foi vítima de um crime pela internet, em 2008 (Foto: Arquivo pessoal)

A jornalista Rose Leonel foi vítima de um crime pela internet, em 2008 (Foto: Arquivo pessoal)

Erick Gimenes, no G1

A ONG Marias da Internet existe há um ano e já salvou algumas vidas, segundo a criadora dela, Rose Leonel, que mora em Maringá, no norte do Paraná. O trabalho é feito para ajudar mulheres que foram vítimas de ‘vingança pornô’, ou seja, que tiveram fotos ou vídeos íntimos espalhados pela internet por ex-companheiros.

“Crimes como esses acabam com a vida da vítima. É um crime que não se apaga. A imagem sempre vai estar na internet, já foi espalhada. Posso te dizer que, depois de passar por isso, a pessoa morre, moralmente e até fisicamente, em casos de adolescentes que não resistem a todo esse julgamento da sociedade, por exemplo. Meu objetivo é dar alento, dar a mão, dizer: ‘Olha, eu estou aqui e já passei por isso. Quero ajudá-la a salvar sua vida’”, explica a jornalista.

Rose é uma das muitas mulheres que vivenciaram e sofreram com a exposição causada por homens com quem se relacionam. Há oito anos, o ex-noivo divulgou fotos íntimas dela pela internet porque, de acordo com a jornalista, não aceitou o fim do noivado. Além de divulgar as imagens, ele ainda insinuou em redes sociais que ela era uma garota de programa. Rose entrou na Justiça e, em 2010, ganhou a causa.

“Fui assassinada. Fui morta moralmente. Hoje, eu ainda estou em recuperação, dia a dia. Não vai passar. Eu sofri com isso e decidi criar a ONG no auge da minha dor. Eu sei o que é estar desamparada em um momento desses. Em muitos casos, até a família se afasta e vira o rosto para você”, afirma Rose.

Como funciona

'É a minha bandeira', diz jornalista sobre a ONG Marias da Internet (Foto: Reprodução)

‘É a minha bandeira’, diz jornalista sobre a ONG
Marias da Internet (Foto: Reprodução)

A ONG funciona exclusivamente pela internet, como uma consultoria para vítimas de crimes virtuais. Por meio do site da Marias da Internet ou pelo Facebook, as mulheres contam as histórias pelas quais passaram, em mensagens que chegam diretamente para Rose. A jornalista lê, analisa e entra em contato com a pessoa que precisa de ajuda.

O primeiro passo é sempre o mesmo: oferecer uma palavra amiga, segundo ela. “Faço os primeiros socorros”, define. “Ligo para a pessoa e tento ouvi-la. Conto o que passei e acalmo a vítima. Tento mostrar que existe vida após um crime na internet”.

Depois da primeira conversa, Rose entra em contato com uma equipe de profissionais especializados em crimes pela internet, para oferecer assessoria à vítima. No time há advogados, peritos digitais e psicólogos, por exemplo – todos voluntários.

O grupo se mobiliza e aconselha a vítima sobre o que fazer e como agir a partir do crime. Além disso, os voluntários da ONG, incluindo Rose, também visitam escolas e proferem palestras em locais para os quais são convidados.

“O objetivo é informar, orientar e dar suporte para as vítimas. Sou uma mulher que quer lutar por todas as outras mulheres. Isso me fortalece, me faz caminhar. Me sinto sendo útil erguendo essa bandeira, tendo essa missão”, ressalta Rose. “Que bom seria se eu tivesse a oportunidade de conversar com todas as mulheres que passaram por isso. Quantas vidas seriam salvas, não é mesmo?”.

Onde encontrar
Qualquer mulher pode entrar em contato com a Marias da Internet para pedir ajuda, por meio do site da ONG ou pela página dela no Facebook.

Os 10 piores estados do Brasil para ser negro, gay ou mulher

preconGabriela Loureiro, no Brasil Post

Preconceito mata – e muito – no Brasil. A discriminação por cor, gênero e orientação sexual ainda é um problema endêmico do país com dados que proporcionam um panorama triste.

O preconceito de cor, escancarado na semana passada com três casos relacionados à televisão, é tão sério que reduziu a expectativa de vida do brasileiro negro. A possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Pelo levantamento, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade a de um branco.

o-MAPA-NEGROS-570Ser mulher também é perigoso. Somente em dois anos, entre 2009 e 2011, quase 17.000 mulheres morreram por conflitos de gênero, o chamado feminicídio, que acontece pelo fato de ser mulher. Ou seja, 5.664 mulheres são assassinadas de forma violentada por ano ou 15 a cada 90 minutos. Os dados também são da Ipea.

o-MAPA-MULHERES-570O relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) de 2013-2014 também mostrou como a intolerância a homossexuais mata. Mais especificamente, um gay é morto a cada 28 horas no país. Foram documentados 312 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil em 2013. O Brasil continua sendo o campeão mundial de crimes homo-transfóbicos: segundo agências internacionais, 40% dos assassinatos de transexuais e travestis no ano passado foram cometidos aqui.

o-MAPA-GAYS-570dica da Rina Noronha

Mulheres preferem beijar homens sem barba, diz estudo

Segundo pesquisa, a barba causa irritação na pele (foto: Getty Images)

Segundo pesquisa, a barba causa irritação na pele (foto: Getty Images)

Publicado no Terra

Homens barbudos foram considerados pouco atraentes pela maioria das mulheres, de acordo com pesquisa. A empresa Gilette saiu às ruas para entender o que o público feminino pensa sobre os pelos faciais do parceiro e descobriu que 93% delas preferem homens barbeados.  Os resultados foram apoiados por uma pesquisa nacional que concluiu que 75% do público feminino gostam da aparência, mas se sentem incomodadas quando o parceiro vai beijá-las. As informações são do Female First.

Um estudo recente dos Estados Unidos havia insinuado que a barba por fazer estava prejudicando o beijo. A pesquisa incentivou as mulheres a partilharem os seus sentimentos em relação aos pelos faciais dos parceiros.

Os homens precisam entender que a barba, especialmente a curta, pode incomodar em um momento de carinho: 60% das mulheres disseram que tiveram experiências negativas depois de beijar um homem com barba por fazer, incluindo irritação na pele. Estudos concluíram que um homem barbeado é mais propenso a receber um longo beijo apaixonado.

Embora os homens possam se sentir sexy com a barba por fazer, talvez esta não seja a melhor forma de agradar a parceira quando o assunto é contato físico. De acordo com Rafael Wlodarski, do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford, “pesquisas anteriores mostram que o beijo é uma parte importante do relacionamento. Em primeiro lugar, ele pode ser usado para avaliar a ‘conveniência’ de um parceiro em potencial e é importante durante as fases iniciais de uma relação. Em segundo lugar, verificou-se que a frequência de beijos entre casais está relacionada com a qualidade de seu relacionamento”.

Estudo comprova que homens são mais esquecidos do que as mulheres

Estudo ainda não sabe motivo, mas homens de 30 a 60 anos são mais esquecidos do que as mulheres em geral Foto: Getty Images

Estudo ainda não sabe motivo, mas homens de 30 a 60 anos são mais esquecidos do que as mulheres em geral Foto: Getty Images

Publicado no Terra

Se o seu marido é distraído, esquece o seu aniversário ou o nome do seu novo vizinho, não se preocupe, pois ele não é o único homem a fazer isso. Uma nova pesquisa mostrou que não importa se eles têm 20 ou 60 anos, são sempre mais esquecidos do que as mulheres. As informações são do Daily Mail.

“Foi surpreendente ver que os homens esquecem mais do que as mulheres”, disse o professor Jostein Holmen, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU). “Isso nunca foi documentado antes”, acrescentou. O estudo, chamado HUNT3, é um dos maiores de saúde já realizados, com análise de mais de 48 mil pessoas. Os participantes foram questionados com que frequência eles tiveram problemas para se lembrar de coisas, se tiveram problemas com nomes e datas e se conseguiam lembrar o que fizeram há um ano, com detalhes de conversas. Foram nove perguntas no total e os homens apresentaram problemas para responder oito delas.

“Temos especulado muito sobre por que os homens relatam problemas de memória com mais frequência do que as mulheres, mas não fomos capazes de encontrar uma explicação. É um mistério”, comentou o professor. Os pesquisadores descobriram que, enquanto as mulheres têm memória muito melhor que os homens, eles lutam para se lembrar de nomes e datas.

A pesquisa descobriu que as pessoas com nível educacional mais alto esquecem menos do que as com educação mais simples. Depressivos e ansiosos também têm mais problemas de memória. Após os 60 anos, se lembrar das coisas fica mais difícil tanto para homens como para mulheres.