Stephen Hawking causa euforia ao questionar ideia de que Deus criou o universo

Astrofísico defendeu teoria do Big Bang em palestra nas Ilhas Canárias

Stephen Hawking fala ao público durante palestra em Tenerife, nas Ilhas Canárias (foto: DESIREE MARTIN / AFP)
Stephen Hawking fala ao público durante palestra em Tenerife, nas Ilhas Canárias (foto: DESIREE MARTIN / AFP)

Publicado em O Globo

O físico Stephen Hawking causou euforia ao defender mais uma vez suas explicações ateístas para o Big Bang, durante palestra no Festival Starmus, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ao questionar teorias vigentes e dizer que “Deus não é suficiente para explicar o surgimento do universo”, Hawking foi ovacionado à semelhança de uma estrela de rock.

Em sua famosa cadeira de rodas, projetada por ele próprio, Hawking começou a conferência instigando o público a pensar além do Big Bang. “É necessário um criador para explicar como o universo começou? Ou o estado inicial do universo é determinada por uma lei da ciência?”, questionou o cientista.

Ele lembrou então que, durante uma palestra sobre cosmologia no Vaticano, membros do clero disseram que era o “suficiente estudar o universo uma vez que ele fora criado, mas não investigar o início em si, já que este é o momento da obra de Deus”. Em seguida, sem perder seu tradicional tom bem humorado, Hawking ironizou a declaração:

– Mal sabiam eles que eu já tinha apresentado na conferência um documento sugerindo outra explicação para o surgimento do universo. Mas não me agradava a ideia de que eu poderia receber de presente a Inquisição, como Galileu recebeu.

O astrofísico continuou o sarcasmo com elementos da Igreja ao citar Santo Agostinho:

– Uma vez Santo Agostinho disse: ‘o que Deus estava fazendo antes de criar o universo? Ele estava preparando o inferno para aqueles que fazem perguntas desse tipo’ – contou o cientista, levando a plateia às gargalhadas.

Hawking rebateu a teoria de que o universo tenha existido eternamente ao lembrar da descoberta de sinais de fundo de microondas como o eco do Big Bang. E para explicar o fenômeno, Hawking se valeu mais uma vez de “piada cósmicas”, que é a sua marca.

– Esses microondas são do mesmo tipo que os da nossa cozinha, mas muito menos potentes. Esquentariam uma pizza a uma temperatura de no máximo de -271,3ºC , o que não é muito útil para descongelar e muito menos para cozinhar.

Hawking acredita que muitos cosmólogos modernos como João Paulo II “estão felizes usando as leis da física para o universo após sua criação, mas tem uma atitude vaga e indeterminada no início.” O astrofísico está convencido de que a primeira evidência direta para o Big Bang, descoberta neste ano no coração da Antártida, na Estação Polar Amundsen-Scott, confirmou que o universo nasceu com essa explosão cósmica.

Leia Mais

Crianças protegidas e inseguras

crianca-triste

Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo

Durante a minha infância, quanto tempo eu passava sem a supervisão de um adulto?

Grosso modo, dos sete aos 12 anos, eu ia para escola sozinho, de “tramway”. Pegava o bondinho a três quadras de casa, e a escola era a segunda parada: digamos que o conjunto levasse meia hora.

A volta da escola era a pé, com os amigos, brincando e conversando. Não levava menos de uma hora; eu chegava sempre atrasado para o almoço, mas isso era tolerado. Nos dias em que a escola se estendia até a tarde, a volta era mais longa: parávamos para brincar nas quadras de escombros dos bombardeios de 1943.

Eram lugares proibidos e perigosos; havia bombas não explodidas (é o que diziam), estruturas periclitantes e ratos, muitos ratos. Duvido que meus pais não soubessem: afinal, a cidade não tinha recuperado seus parquinhos e gramados –no lugar desses, havia os escombros. Nestes dias, então, a volta durava duas horas.

Uma vez em casa, eu me instalava à minha mesa de trabalho e estudava, direto, até o jantar. Claro, havia adultos no apartamento, mas, até o fim do dia, ninguém sequer entrava no meu quarto, nunca –ninguém, por exemplo, tentava saber o que eu estava lendo. Só na hora do jantar, minha mãe aparecia para verificar (por cima) se eu tinha terminado meus deveres. Eu ficava portanto sem adultos entre quatro e seis horas, a cada tarde.

No sábado, a partir dos oito anos, eu saía depois do almoço e voltava à noite –ia para o cineclube da escola, onde ficava por duas sessões seguidas.

Conclusão, eu ficava sem supervisão adulta sete horas por dia: uma média baixa, pois a maioria dos meus colegas dispunha do domingo (que eu passava obrigatoriamente com meus pais).

Claro, a diferença cultural entre Europa e Brasil se reflete na maneira de criar os filhos: na Europa, de qualquer criança, espera-se que, na medida do possível e antes de mais nada, ela “se vire”. Mas, além dessa diferença cultural, os tempos mudaram.

Num artigo na revista “The Atlantic” de abril, Hanna Rosin lembra que, nos EUA, em 1971, 80% das crianças de oito anos iam para escola sozinhos. Em 1990, só 9% pareciam ser considerados capazes dessa “ousadia”. Não temos os números de hoje, mas, se a tendência tiver continuado, não deve haver mais ninguém ou quase.

Agora, olhe ao seu redor e faça a conta: seus filhos, enteados, sobrinhos, quanto tempo eles passam efetivamente sem a supervisão de um adulto? Na classe média, entre motoristas, babás, professores particulares, repetidores, terapeutas, ortodontistas e bedéis onipresentes nos recreios, será que esse tempo existe?

A resposta tradicional a essa observação é que o mundo se tornou mais perigoso: haveria mais adultos mal intencionados, mais riscos –é preciso proteger as crianças. Pois é, Rosin lembra que, neste tempo, a taxa de acidentes sofridos por crianças não mudou.

Ou seja, o aumento do tempo de supervisão adulta e as novas regras de segurança (formais ou caseiras –nos equipamentos dos parquinhos, nas escolas, em casa etc.) certamente salvaram algumas vidas, mas não alteraram a estatística.

O que aumentou neste período, segundo Rosin, não foi a segurança, mas as fobias das crianças, que ficaram com medo dos comportamentos que lhes foram proibidos. Ou seja, as crianças não podem mais subir numa árvore; o número de acidentes em que uma criança cai de uma árvore não muda, mas aumenta o número de crianças que tem medo de alturas.

Não encorajo ninguém a, de repente, autorizar suas crianças a circular sozinhas e se aventurar por penhascos. Provavelmente, elas não saberiam o que fazer com essa liberdade inesperada.

Mas vale a pena se perguntar: se o mundo não é mais perigoso do que já foi, o que aconteceu? Por que nos tornamos supervisores compulsivos de nossas crianças?

Pois bem, o mundo não é mais hostil do que já foi, mas nossa confiança nele diminuiu, e talvez compensemos nossa falta de confiança protegendo nossas crianças da hostilidade que nós enxergamos no mundo.

Nota: como era previsível, proteger excessivamente nossas crianças as torna mais desconfiadas –não mais seguras. Se quiséssemos que nossas crianças fossem confiantes, seria preciso que elas fossem mais autônomas.

Regra sobre a qual valeria a pena voltar: a autonomia produz confiança, a proteção, ao contrário, produz insegurança.

Leia Mais

Jornalista renomada da Austrália revela que mantém dupla jornada se prostituindo à noite

amanda_boff

 

Publicado no Portal Imprensa

A renomada jornalista Amanda Goff, 40 anos, deixou os australianos surpresos ao revelar que se prostitui. Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, ela disse que à noite usa o pseudônimo “Samantha” e cobra cinco mil dólares pelos serviços sexuais.

Segundo El Nuevo Diario Web, a profissional conta que começou na área trabalhando no bordel “mais seleto” de Sydney, na Austrália. O local seria frequentado por executivos, atletas, empresários e personalidades. Ali, atuam tanto mulheres australianas, quanto de regiões como França ou Espanha. “Trabalham vários meses e voltam para casa com um bom maço de dinheiro”, disse.

Mãe de dois filhos, de sete e cinco anos, Goff afirma ter iniciado a carreira cobrando 450 dólares, mas depois de um ano e meio decidiu se tornar independente. “Deixei o bordel para trabalhar como senhora de empresa privada. Assim, teria que ver menos homens e os cobrava muito mais”, comenta.

No final, a taxa pelo seu serviço rondava na faixa de 800 dólares a hora e cinco mil toda a noite. A confissão da jornalista gerou diversos comentários de toda parte. O ex-marido e os pais da jornalista não reagiram bem à notícia sobre seu segundo trabalho.

“Eu não estou infringindo nenhuma lei, não estou machucando ninguém. Acredito que causava mais danos quando trabalhava como jornalista de tabloides em Londres”, disse, em referência à suas passagens como repórter no Mirror e Sunday People .

Leia Mais

Menor casa do mundo tem 17m² e custa R$ 1 milhão


60a73b718ae3ae1450b8b07bd58f1dee

publicado no Yahoo!

O que você faria se tivesse R$ 1 milhão para investir em um imóvel? Uma das possibilidades é comprar a casa que leva o título de menor mundo, com apenas 17 m². Segundo o jornal britânico The Guardian, a casa fica na disputada Richmond Avenue, em Islington, região norte de Londres.

Para dormir, o proprietário da casa precisará usar a escada em cima da pia (você leu certo) para chegar ao quarto, localizado no mezanino do imóvel. Na sala, apenas algumas almofadas fazem as vezes de sofá. No banheiro, mais aperto: o vaso sanitário fica embaixo do chuveiro. Ou seja, a perda de espaço é a menor possível.

Segundo os corretores imobiliários, imóveis do tipo fazem parte de um conceito chamado hutch living (hutch, em inglês, é poleiro). O preço é justificado pela procura na região; os imóveis mais baratos no bairro custam acima de R$ 3 milhões, por conta dos bares e da vida noturna local. Você viveria numa casa assim para estar perto da badalação?

eded2ca0-392e-11e4-85de-2ba3c4255b37_casa_londres

Leia Mais