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Dia da Mulher: 10 nomes femininos que fizeram história no rock

Laiza Kertscher, no CifraClubNews

O Dia da Mulher, comemorado a cada ano no dia 8 de março, é uma celebração ao grito de liberdade das mulheres, que lutam por iguais direitos em espaços dominados predominantemente pelos homens. Portanto, nada mais apropriado do que aproveitar esta data para relembrar e louvar os nomes que levaram feminilidade ao bom e velho rock and roll. Selecionamos algumas das mais emblemáticas roqueiras que ajudaram a firmar o espaço da mulher no mundo do rock.

Janis-Joplin

Relembrar as mulheres que se desprenderam dos padrões para seguir a estrada do rock and roll e não citar Janis Joplin seria o mesmo que um sacrilégio. Pioneira por quebrar as barreiras do preconceito no início dos anos 60, Janis é a representação perfeita do espírito transgressor da época. Com uma inconfundível voz e sabendo mesclar o rock, o blues, o jazz e o soul, a roqueira foi um ícone da quebra de paradigmas e busca pela liberdade.

Joan-Baez1

Colega de geração de Joplin, Joan Baez usou sua encantadora voz soprano e seu violão afiado para clamar pela justiça social, pelos direitos civis e pelo pacifismo em um período turbulento da história norte-americana. Cantora, compositora e ativista, a musa do folk rock também ajudou a impulsionar a carreira de Bob Dylan, nos anos 60, com quem se relacionou na época.

The-Runaways

Surgida em meados dos anos 70, o The Runaways foi a primeira banda exclusivamente formada por garotas a conquistar famamundial. Com o fim do quinteto, algumas integrantes conseguiram firmar seu nome na história do rock. A fundadora Joan Jett é hoje considerada uma das melhores guitarristas do mundo e ficou famosa com sua versão de “I Love Rock N’ Roll“, gravada originalmente pelo The Arrows. A outra guitarrista do grupo, Lita Ford, se enveredou pelo hard rock e construiu uma sólida carreira, sendo aclamada como a rainha do gênero.

Rita-Lee

A rainha do rock brasileiro, Rita Lee, tem atitude rock and roll para dar e vender. Sem papas na língua e com muita irreverência, a relevância de Lee no rock nacional vem desde os tempos que integrava Os Mutantes, no final dos anos 60 e início dos anos 70. Seja com o grupo ou em carreira solo, Rita Lee influenciou e influência músicos brasileiros, com seu humor ácido e, até hoje, se reinventa e prova que sua excelência não sai de moda.

Debbie-Harry

A vocalista do Blondie é considerada uma das principais e mais emblemáticas musas do rock. A influência que a cantora exerce não se limita a música, pois, ela se tornou um ícone da moda ao mesmo tempo que popularizava o new wave, na década de 70. A cor dos cabelos de Harry serviram de inspiração para o nome do grupo. Já o visual e o som da musa, se tornaram referência para várias gerações.

Chrissie-Hynde

A vocalista Chrissie Hynde fundou o Pretenders, no final da década de 70, e até hoje se mantem na liderança da banda. Ela é a única integrante original a permanecer firme e forte no grupo. Com sua atitude marcante e irreverente, a cantora e compositora abriu espaço e serve de inspiração para gerações de mulheres no rock. Hynde também dedica seu tempo ao ativismo em defesa dos direitos dos animais.

Nancy-e-Ann-Wilson

Ainda jovens, as irmãs Ann e Nancy Wilson assistiram e ficaram impressionadas com a apresentação de estreia dos Beatles na televisão. Mas diferente da maioria das garotas da época, que deste então gostariam de ser as namoradas do quarteto de Liverpool, Ann e Nancy se deram conta de que gostariam de ser como os Beatles. No início dos anos 70, as irmãs tomaram a frente da banda Heart (com Ann nos vocais e Nancy na guitarra), influenciadas pelo hard rock e folk da época, e hoje são duas das figuras femininas mais marcantes e expressivas do rock.

Apelido de “Bon Jovi feminino”, o grupo Vixen começou sua carreira no início dos anos 80, apenas com mulheres em sua formação. Liderada pela guitarrista Jan Kuehnemund e com os vocais de Janet Gardner, a banda participou das turnês de artistas como Scorpions, KISS e Ozzy Osbourne. Com canções como “Edge Of A Broken Heart” e “Love Is A Killer“, foram uma das poucas representantes do sexo feminino a conquistar sucesso no auge do hard rock oitentista.

A voz principal da dupla sueca Roxette, Marie Fredriksson é dona de uma das mais belas vozes femininas do pop rock. Em quase 30 anos de carreira, Marie ajuda a manter intacto o som que popularizou o Roxette nos anos 80 e 90. Em 2002, a vocalista foi diagnosticada com um câncer no cérebro e, logo após o tratamento e uma cirurgia, Marie voltou aos palcos, já recuperada, com uma inspiradora e motivadora paixão pela música.

Hoje em carreira solo, a finlandesa Tarja Turunen ficou famosa como vocalista da banda Nightwish. Ainda na adolescência, Tarja estudou Canto Lírico e hoje é citada como uma das principais e mais reconhecidas vozes femininas do metal sinfônico. Ela permaneceu no posto de vocal do Nightwish. A compositora e pianista é também a mais famosa cantora de seu país, tendo sido nomeada como a ‘voz da Finlândia’ pela primeira representante feminina na presidência do país.

Ouça a playlist do Letras.mus.br e relembre outros nomes femininos que fizeram e fazem história no mundo da música:

‘The voice’: Ellen Oléria vence o programa e os preconceitos

Ellen Olério foi a grande vencedora do “The voice Brasil”
Ellen Oléria foi a grande vencedora do “The voice Brasil” Foto: Roberto Moreyra

Sara Paixão, no Extra

A mais nova voz do Brasil é de uma negra homossexual gordinha. A brasiliense Ellen Oléria, de 29 anos, eleita a vencedora do “The voice Brasil” com 39% dos dez milhões de votos da final, conquistou o coração dos brasileiros com seu vozeirão. E, após ter anunciada a presença de sua namorada Poliana Martins, de 26, nos créditos da TV Globo, a cantora também virou musa da torcida arco-íris nas redes sociais.

— Demoramos muito tempo para evoluirmos em nossa sociedade. Estou fazendo a minha parte, como muita gente que se deu a oportunidade de viver seus amores e seus desejos. Não foi minha intenção levantar qualquer bandeira, eu apenas sou. A casa (TV Globo) fez justiça ao mostrar o nome da minha convidada como sempre escrevi — explicou ela, que namora Poliana há dez meses: — Ela é vegetariana vegana e sempre prepara surpresas para mim.

‘A ficha ainda não caiu!’

Com uma vigorosa interpretação de “Anunciação”, de Alceu Valença, Ellen levantou o público logo na sua primeira apresentação. Na última etapa, enfrentou Liah Soares, Maria Christina e Ju Moraes. E, ao cantar “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor, ela já podia correr pro abraço. Acompanhada pelo Monobloco, seu canto deu início a uma espécie de carnaval.

Mas a vitória de Ellen foi construída ao longo do programa. A escolha por um repertório brasileiro foi fundamental para isso. Atriz, formada pela Universidade de Brasília, ela faturou R$ 500 mil, um contrato com a Universal Music, um Citroën, e ainda vai cantar num dos palcos montados na Praia de Copacabana, no réveillon.

— A ficha ainda não caiu! Mas vai ser lindo cantar para aquele povarel, mandando energia boa. Se eu puder levar minha banda, Pret.utu, cariocas, preparem-se pra dançar! — prometeu ela, que já sabe o que fazer com o prêmio em dinheiro: — Vou gastar!

Foto: Blog do Mauricio Stycer

Foto: Blog do Mauricio Stycer

Musa tcheca do heptatlo é flagrada tirando a calcinha em pleno estádio olímpico


Foto: Johannes Eisele/AFP

Publicado originalmente no UOL Esporte

Enquanto a britânica Jessica Ennis se consagrava com o ouro no heptatlo diante da sua torcida, sua adversária Eliska Klucinova ficava famosa por outro motivo.

A heptatleta de 24 anos precisou trocar de roupa entre as competições, e tirou a calcinha ali mesmo, em pleno estádio olímpico, com a ajuda de uma toalha para se cobrir.


Foto: Reprodução de vídeo

Flagrada por uma câmera, Klucinova percebeu que estava sendo filmada e reagiu com um sorriso amarelo, enquanto mostrava destreza para arrancar a calcinha e vestir sua calça justa.

Após ficar pronta para competir, a bela tcheca não mostrou a mesma destreza nas pistas e acabou apenas com a 18ª colocação geral no heptatlo.

Cachoeira pode salvar o Brasil

Confira imagens de Cachoeira na sessão da CPI

Guilherme Fiuza, na Época Online

Carlinhos Cachoeira perdeu a vontade de viver. Está extremamente deprimido, muito chateado mesmo. Quem deu essa notícia triste foi a noiva do “empresário da contravenção”, Andressa Cachoeira. A mesma que dois meses atrás dava risadas, dizendo que seu amado conquistara muita gente por ser “uma pessoa encantadora”. Na época, a musa dos caça-níqueis fazia planos para o casamento assim que Cachoeira saísse da prisão. Hoje o casal não parece mais tão feliz. O que mudou, afinal?

Aparentemente, nada. Carlinhos continua preso, Andressa continua linda, e o patrimônio milionário dos Cachoeiras, construído com o suor dos políticos comprados, continua intacto no laranjal da família. O que estará azedando esse conto de fadas do Cerrado? Ao que tudo indica, a culpa é da CPI.

Quando todos os holofotes estavam apontados para a Comissão que investiga as obras completas do bicheiro, estava tudo bem. Com o Brasil inteiro olhando para o escândalo, os clientes de Cachoeira tremiam em seus gabinetes. O risco a seus mandatos e pescoços recomendava um olhar carinhoso para com Carlinhos, garantindo-lhe tratamento republicano com a grife de Márcio Thomaz Bastos, o padroeiro das causas malcheirosas. Era um tempo de otimismo, com governantes e parlamentares suando frio, e a sensação de que a qualquer momento um habeas corpus mágico do doutor Márcio acabaria com aquele constrangimento todo. Como chegou a ponderar Andressa, “ninguém está livre de ser preso” – ou seja, era um mero incidente a superar, para o bem de todos (os sócios).

Mas algo deu errado. O Brasil, entediado, mudou de novela. Preferiu os pilantras de Avenida Brasil e os charlatões da Rio+20. Abandonada pelo público, a CPI ficou à vontade para embromar sem culpa. Aliviou o ex-dono da Delta, barrou sua convocação tranquilamente, enquanto a plateia assistia ao teatro da salvação do planeta no Rio de Janeiro. Os depoimentos de Fernando Cavendish e Luiz Antonio Pagot (ex-diretor do Dnit) ficaram para depois das férias, depois das Olimpíadas, depois do início da campanha eleitoral – enfim, ficaram para depois. É como se o desfile da Mangueira fosse marcado para Quarta-Feira de Cinzas.

Carlinhos não merecia isso. Com a queda vertiginosa da CPI no ibope, seus companheiros no Congresso e nos palácios descobriram que a farra pode sair mais barata do que parecia. Se o Brasil não está nem aí, eles também não estão. Cachoeira começou a entender que pode mofar onde está. Daqui a pouco o comando da República popular desloca Thomaz Bastos para refrescar outro aloprado, e a jovem Andressa perceberá que ninguém está livre de continuar preso. A essa altura, talvez nem a Playboy a queira mais.

Como rei morto é rei posto, Adriano Aprígio, o ex-cunhado de Carlinhos e um de seus principais testas de ferro, já caiu também. Foram descobertos e-mails enviados de sua casa à procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das denunciantes do bicheiro, em tom não muito educado: “Sua vadia, ainda vamos te pegar. Cuidado, você e sua família correm perigo”. A prisão de Aprígio, um dos guardiões do patrimônio dos Cachoeiras, fez Carlinhos passar mal na cadeia, como revelou sua noiva, consternada: “Ele desmaiou. O diretor pegou, levou ele para a sala do diretor. Ele passou muito mal, muito mal mesmo”.

É comovente ver um homem que tanto fez por tanta gente sofrendo assim, sozinho, com as notícias terríveis que recebe na cadeia. Neste momento de dor, vai aqui um conselho ao torturado réu: nobre empresário da contravenção, pare de esperar pela providência dos falsos companheiros. Acabe você mesmo com a solidão. Agora.

Faça como Roberto Jefferson: aperte o botão vermelho. Conte quem no governo federal mandava proteger a Delta e aprovar todos os acréscimos de contrato que a construtora espetava no PAC. Explique resumidamente como esse dinheiro saía do governo e voltava para as campanhas dos políticos aliados ao governo, passando por suas empresas de fachada.

Acorde, senhor Cachoeira. Seus amigos palacianos vão esquecê-lo nesse cubículo. Seus esquemas serão refeitos com outro despachante mais esperto. Entregue esses parasitas com crachás de revolucionários. O Brasil lhe será eternamente grato.

foto: Dida Sampaio/AE