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Thalles, Rodolfo e Luo: “Religiosidade atrapalha o gospel”

Publicado por TV UOL

Três dos maiores nomes da música gospel, Thalles, Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) e Pregador Luo contam como o excesso de religiosidade prejudica a música e aproveitam para afirmar que atualmente muitos têm se aproveitado da onda de sucesso do estilo para ganhar dinheiro e distorcer o evangelho.

Em entrevista ao UOL, os cantores também comentam o crescimento exponencial do estilo em todo território nacional e mostram que querem atingir um público que vai muito além das igrejas.

dica da Rina Noronha

Jacob Collier: Gênio da música

Publicado originalmente no Fala Fil

Jacob Collier nasceu numa casa de Músicos e desde criança esteve envolvido com a música, principalmente o Jazz. Ele já viajou por diversos países tocando em Óperas e foi um dos três participantes do Mozart´s Magic Flute.

Dono de um talento sem igual e em razão das coisas que faz, Jacob pode ser considerado um gênio, hoje, com apenas 18 anos.

Leia abaixo a íntegra da entrevista exclusiva que Jacob Collier concedeu ao Fala Fil.

Quando eu assisti seus vídeos, pela primeira vez, fiquei bastante impressionado. Como surgiu a ideia de construir um coral usando somente a sua voz?

Eu sempre adorei cantar e também sempre gostei muito de compor e fazer arranjos. Além disso, sempre amei explorar todas as harmonias e suas possibilidades. Sempre ouvi corais de todos os estilos, música gospel e música feita por grupos vocais. O grupo Take 6 me inspirou muito a fazer o que eu faço.

Sob o ponto de vista técnico, como você gravou os seus vídeos?

Para os vocais, em primeiro lugar eu fiz os arranjos e escrevi as partituras em seis partes diferentes. Assim que terminei essa parte, eu comecei a gravar o som de cada parte de forma independente e usando Logic Pro, começando pela voz mais grave, depois juntei todas as vozes, instrumentos e por último a melodia. Quando tudo isso ficou pronto eu comecei a filmar cada parte – escolhi diferentes looks e cortes de cabelo e fui juntando cada parte.

Para os vídeos instrumentais eu tive que gravar e filmar cada instrumento simultaneamente e isso foi bastante desafiador, mas foi uma experiência muito gratificante.

Você é muito bem sucedido como instrumentista e começou como auto didata. Como e quando você descobriu seu interesse e talento natural para a música?

Desde sempre me lembro de ter grande interesse e ser apaixonado por música. Minha mãe me inspirou e me incentivou desde muito criança a tocar o seu violino e com frequência eu a assisti regendo a Orquestra de Câmara na Royal Academy of Music.

Em casa, sempre estivemos rodeados por música e de instrumentos musicais, eu sempre adorei tocar e cantar. Eu me lembro de ter ganho de presente um tambor Djembe quando eu tinha apenas oito anos e adorei.

Conheci o software Cubase quando eu tinha sete anos de idade e isso me permitiu começar a compor, fazer arranjos e gravar minha música. Eu sempre adorei juntar as vozes e gravar, mesmo quando eu era criança já fazia isso.

Você é um amante do Jazz, o que não é muito comum para um menino com a sua idade. Por que o Jazz?

Eu cresci ouvindo muitos diferentes estilos musicais, mas sempre admirei a capacidade de improvisação dos músicos de Jazz. Eu sempre adorei diferentes ritmos, trocar experiências e tocar com outros músicos. Mas o que eu realmente amo com relação ao Jazz é a harmonia tremendamente emocionante. Com o Jazz as possibilidades são infinitas.

Não posso afirmar, mas posso assumir que seus amigos, têm interesses diferentes dos seus. Seu interesse precoce pela música o manteve distante dos seus amigos?

Não muito, mas algumas vezes – por exemplo, quando eu tinha 12/13 anos, eu perdia meses do colégio para tocar em Óperas ao redor do mundo – eu toquei e fui um dos três garotos do “Mozart´s Magic Flute” e cantei na Ópera de Benjamin Britten “The Turn of the Screw” na Itália e na Espanha. No London Coliseum participei de três diferentes produções que me inspiraram bastante e me fizeram gostar ainda mais das harmonias.

Nunca fui excluído do meu grupo de amigos em razão da minha paixão pela música. Eles me respeitavam muito por isso, embora eles preferissem relaxar fazendo esportes, indo ao cinema ao contrário de mim que preferia ficar em casa compondo e tocando.

Fundei e estive à frente alguns grupos musicais na escola e um grupo de improvisação – Ceilidh Band – além de um grupo voltado para a percurssão.

Dentre outras coisas, você é músico, cantor, ator e compositor. Quais são seus objetivos?

Eu penso que música é uma poderosa forma de atingir os sentimentos e emoções das pessoas – uma ferramenta muito mais poderosa do que as palavras.

Através da música eu penso que é possível nos comunicarmos com as pessoas, pintar imagens do mundo sob diferentes aspectos. Eu adoraria descobrir e explorar diferentes gêneros musicais – do Jazz, passando pelo Hip Hop, Folk, Improvisação, música Renascentista, música Africana, Gospel e a música Erudita.

Eu adoraria me envolver com todos esses ritmos e dessa forma poder me conectar com outras pessoas e músicos além também de aprender e conviver com outras culturas. As diferentes formas de Arte, como a Música e o Teatro são para comunicar ideias que muitas vezes podem mudar a vida das pessoas.

Você acaba de começar um curso de quatro anos na fantástica Royal Academy of Music em Londres. Qual o curso que você está frequentando? Ao final desses quatro anos, o que você pretende fazer como músico?

Na minha turma do primeiro ano, sou o único pianista de Jazz, o que significa dizer que vou ter a oportunidade de tocar bastante, encontrar e trabalhar com músicos fantásticos.

É um pouco cedo para dizer o que vou fazer após ter terminado o curso. A única coisa que sei é que serei músico. Vou precisar esperar um pouco, adquirir experiência nesses quarto anos, viver todas as coisas para então decidir o que fazer.

Qual a opinião dos seus pais sobre suas escolhas?

Minha família sempre esteve a meu lado me apoiando em todas as minhas aventuras musicais. Sem o incentivo deles, eu simplesmente não conseguiria desenvolver minha carreira como músico e ser o que sou hoje. Na minha família, todos são músicos, sendo assim, música sempre esteve presente na minha casa.

Por sorte, meus vizinhos são muito pacientes e nos apoiam! Kkkkkk

Eu sempre toco música Folk com minha irmã Sophie que toca violino. Nós tocamos juntos, eu toco o Ukulele e canto. Também toco muito com minha mãe – nós tocamos juntos violino e piano, também toco baixo e Tango com ela e seus amigos… nos divertimos muito.

Gene Simmons do Kiss disse que escolheu seu músico porque era a forma mais fácil de encontrar as garotas. Como seu talento e sensibilidade com a música ajudam você a conquistar as meninas?

Ha ha ha … eu penso que tem me ajudado. Como eu disse, música é uma das melhores maneiras de nos conectarmos com outras pessoas. Na Escola que estou estudando já encontrei muitas meninas muito bacanas.

Diga suas preferências. Qual a sua Banda, Música, Show preferidos?

Poderia escolher muitas, não somente uma. O mais importante é que a gente ouça a música que gostamos, independente de que estilo seja, nunca devemos parar de ouvir música.

Meu objetivo final é poder conhecer e me conectar com outras pessoas, músicos e tocar músicas maravilhosas… estar feliz e fazer os outros felizes.

dica do Obadias de Deus

Joelma compara gays a drogados e diz ser contra casamento homossexual

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Bruno Astuto, na Época

Misture uma voz potente a um bate-cabelo inconfundível: isso é Joelma, o furacão louro por trás da banda Calypso, formada há 14 anos com o marido, o guitarrista Chimbinha. Em 2013, os planos estão a toda: eles preparam um CD em espanhol, outro de música gospel, um DVD acústico e o longa ‘Isso é Calypso — o Filme’, com gravações em maio, no Pará e no Rio de Janeiro.

De segunda a quarta, ela diz que reserva os dias para malhar e rezar. Há quatro anos, converteu-se à religião evangélica, depois que sofreu uma estafa. “Maltratei meu organismo porque trabalhava todos os dias da semana e tive um piripaque, uma alergia crônica que quase me sufocou. Deus salvou minha vida”.

Ela afirma que as roupas e atitudes sexy não destoam da fé. “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.

“Não sou uma mulher sexy e morro de rir desse título. Sou um moleque. Não consigo ser daquela maneira fora do palco. Usava bermudão para dormir, mas agora comprei uns pijaminhas”, conta. Casada com Chimbinha há 16 anos, Joelma conta que o a chama não se apagou: “O rala e rola melhorou bastante com o tempo. Quero ter um filho aos 45 anos. É uma promessa de Deus para mim”. Chimbinha também é evangélico? “É, mas não tão maluco quanto eu”.

Joelma aprovou a escolha de atriz Deborah Secco para interpretá-la no cinema. “Ela veio aqui em casa e trocamos figurinha. Ela terá que ter uma reserva de energia muito grande porque as coreografias pedem. Mas a Deborah já fez balé e sabe dançar. Quando cantou com Chimbinha, mostrou que é afinada”. Sobre o filme, conta que sua única exigência foi que a produção usasse nos personagens o sotaque do Pará. “Nada na minha vida eu fiz para ganhar dinheiro. Quero que Deborah passe a verdade e nada que vise o lado mais comercial”.

dica do Leandro Pontes

A Igreja está sendo perseguida

Por que tantas piadas? Por que tanto repúdio? Porque o Brasil esperava mais de nós, evangélicos.

charge do Benett

charge do Benett

Marlos Ferreira, no Underdot

Cresci num tempo onde ser evangélico (ou ser crente, como era dito) tinha algumas características bem diferentes de hoje em dia, ou pelo a maneira como éramos vistos era muito diferente. O crente era visto como tão honesto a ponto de ser ingênuo, era meio ignorante (no sentido de mal informado), se vestia de maneira antiquada, alguns não tinham televisão, alguns não podiam jogar futebol, não existia esse lance de música Gospel e mais uma série de coisas eram atribuídas aos evangélicos.

Em um tempo onde o politicamente correto não era como hoje e o bullying nem tinha esse nome, havia também perseguição e preconceito de maneira muito mais clara do que atualmente.

O tempo foi passando e a situação foi mudando em relação a imagem dos evangélicos, a nossa música se desenvolveu e ganhou visibilidade, até ser copiada pelos católicos, muitos evangélicos prosperaram e passaram a exibir adesivos em seus carros 0km, apareceram os Atletas de Cristo, as reuniões de jovens evangélicos eram animadas, sempre com muita música, muita comida e nenhuma bebida, para alegria dos pais que ficavam aliviados em saber  que seus filhos preferiam  ficar na igreja do que passar as noitadas “no mundão”.  Uma moça católica com um namorado evangélico já não era mais problema (pelo menos não da parte católica, pois da parte evangélica a tolerância nunca foi uma virtude…), pelo contrário, era até bem visto por muitas famílias.

Tudo ia muito bem enquanto o foco era o povo evangélico, quando aparecíamos na mídia era em matérias mostrando empresários dizendo que tinham preferência em contratar evangélicos, pois eles eram mais tranquilos, mais disciplinados e mais confiáveis. A Marcha para Jesus era um evento legal, não travava a cidade inteira, não era movida por interesses políticos e mostrava que éramos um povo alegre e ordeiro.

Os problemas começaram quando a atenção saiu do povo evangélico e passou para sua liderança, daí pra frente o angu desandou, mas como foi que chegamos ao nível de provocação, rejeição e repercussão do caso Marco Feliciano?

Quando os líderes evangélicos começaram a ganhar (ou comprar) espaço na mídia, justamente as maçãs podres é que tiveram mais destaque, seja chutando imagens sagradas para outras religiões, seja carregando sacos de dinheiro arrecadados em eventos entre outros tantos fatos que colaboraram para denegrir a imagem do evangélico.

Porém ao mesmo tempo em que a parte mais “visível” da liderança evangélica se esforçava em sua busca por poder e influência, manipulando votos para seus candidatos e investindo pesado em canais de comunicação, e os escândalos não paravam de aparecer, o povo evangélico também mudava seu comportamento.

Querendo mostrar-se próspero, culto, não alienado e formador de opinião (não que estes aspectos sejam negativos), o evangélico “saiu do gueto” invadindo programas de auditório com suas músicas, semeando rádios Gospel, participando de reality shows, virando personagem de novelas e filmes, colocando sua literatura em evidência, ganhando força como mercado consumidor e etc, o problema é que o evangélico fez tudo isso partindo de princípios duvidosos, estabelecidos por sua liderança. O evangélico quis expor seus argumentos, suas músicas e seus livros quase sempre de maneira superior, intolerante e fechada ao diálogo, do jeito que aprendeu com seus líderes.

Outra questão que também tem certa relevância é a onda de “conversões relâmpago” que ainda está em evidência, de uma hora para outra, todo mundo virou crente.  Artistas em fase decadente, subcelebridades, presidiários, ex-traficantes, enfim, sem duvidar da transformação que o verdadeiro é capaz de fazer, o tema virou piada, o conhecido sincretismo religioso brasileiro chegou ao evangélico ao ponto de surgir o antes inimaginável “evangélico não praticante”.

Considerando o crescimento no número de evangélicos, considerando seu ativismo (alicerçado em seus representantes políticos) em questões como legalização do aborto, descriminalização do uso de drogas, direitos civis de homossexuais e pesquisas com células-tronco, considerando sua presença massiva nos meios de comunicação, considerando seus métodos – muitas vezes inescrupulosos – de arrecadação de dinheiro entre outros fatores, o evangélico tornou-se onipresente na sociedade brasileira. E a sociedade reagiu.

A cada semana temos um fato em evidência, seja a lista de pastores milionários da Forbes, seja a entrevista polêmica de Silas Malafaia, seja a eleição de Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos, seja a negociação milionária envolvendo R.R. Soares, Valdemiro Santiago e a Rede Bandeirantes pelo horário nobre da programação de TV, isso apenas para citar o último mês, tudo o que envolve os evangélicos está ganhando repercussão desproporcional. Não que eu defenda qualquer um dos casos acima, pelo contrário, mas em um país onde não faltam negociações nebulosas, escândalos de corrupção e cargos públicos ocupados por pessoas longe do perfil ideal, porque os fatos envolvendo os evangélicos estão ganhando tanto destaque? Por que gera tantas piadas? Por que gera tanto repúdio?

Porque o Brasil esperava mais de nós.

E não adianta olhar para estes pastores e dizer: “esses caras não me presentam”, sinto muito, representam sim. Mesmo eu, que não frequento igreja alguma há quase três anos, sou representado de certa forma pelos Felicianos, Malafaias e Macedos da vida, pois não sou eu quem decide isso, enquanto qualquer pessoa pensar em “evangélico” e lembrar-se de uma dessas figuras, eu sou representado querendo ou não.

A Igreja Evangélica está sendo perseguida, graças a Deus por isso. Está sendo perseguida porque ainda é um referencial, ainda pode fazer diferença, ainda pode olhar e acolher aqueles que ninguém mais olha, ainda pode estabelecer padrões éticos que fujam do “jeitinho brasileiro” e da “Lei de Gérson”.  Está sendo perseguida por uma sociedade carente.

A Igreja Evangélica tem uma grande chance de responder a esta perseguição, mas vai responder agora? E mais importante, vai responder como? Vai se fechar, usando todo o poder e influência que já tem para se “blindar”, ou vai descer do muro oferecendo a outra face?

Fiquem na paz.

Marco Feliciano usa mandato em benefício de suas empresas e igreja

20130308220526422921uDeputado utiliza a cota parlamentar em atividades ligadas às suas empresas e emprega pastores da congregação dele

Helena Mader, no Correio Braziliense

O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que esta semana assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em meio a uma saraivada de críticas, usou o mandato parlamentar em benefício de suas empresas e das atividades de sua igreja.

Além de destinar verbas públicas para seus negócios particulares, ele paga salário a um funcionário fantasma, que na verdade trabalha em um escritório de advocacia de Guarulhos. Essa firma recebeu R$ 35 mil da cota parlamentar do deputado desde que ele tomou posse. Feliciano também repassou recursos públicos ao escritório de outro advogado, que o defendeu em um processo eleitoral às vésperas do pleito.

O gabinete 254, no Anexo 4 da Câmara, é quase uma filial da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento: o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias emprega cinco pastores da congregação que ele preside, e ainda cantores de música gospel que trabalharam na gravação de seu CD. Além de deputado, pastor e empresário, Feliciano também é músico.

Personalidade de sucesso no mundo gospel, e requisitado para palestras e pregações em todo o país, o parlamentar é dono de dois negócios: a Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos Ltda. e a Tempo de Avivamento Empreendimentos Ltda.

Em 2008, a primeira empresa foi contratada pela Nettus Criação de Eventos, uma firma gaúcha, para que o pastor se apresentasse em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Ele seria a grande estrela da festa, que reuniu ainda cantores e outros pastores evangélicos.

A empresa contratante repassou o dinheiro a Feliciano, mas ele não compareceu. Os representantes da Nettus recorreram à Justiça e o processo se arrasta até hoje na 2ª Vara Cível da Comarca de São Gabriel. Os donos da empresa lesada pedem R$ 950 mil de indenização.

A reportagem completa está na edição de hoje do jornal

dica do Sidnei Carvalho de Souza