Crianças reinterpretam capas de discos em Tumblr

Publicado no Brainstorm9

Aqui no B9 a gente já viu capas de disco recriadas com personagens dos quadrinhos e outras vistas “por trás”. Agora, alguém teve a brilhante ideia de criar um Tumblr onde as capas de discos são reinterpretadas por crianças. E quer saber? O resultado é muito bom!

Album Covers by Kids é um projeto que visivelmente ainda está no começo, mas é sempre legal ver iniciativas que incentivem não apenas o talento artístico da garotada, mas também sua formação musical.

Para quem tem crianças em casa, o Tumblr recebe colaborações. Projeto bacana, que vale a pena conhecer e acompanhar.

The Who
The Who
Pink Floyd
Pink Floyd
Pink Floyd
Pink Floyd
The Velvet Underground & Nico
The Velvet Underground & Nico
The Beatles
The Beatles
U2
U2

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Geração “só a cabecinha”

Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje?

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)
(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

Bia Granja, na Galileu

Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas?

Você ficou sabendo da entrada do ator Selton Mello no seriado Game Of Thrones? Saiu em vários grandes portais brasileiros e a galera na internet compartilhou loucamente a notícia. Tudo muito bacana, não fosse a notícia um hoax, um boato inventado por um empresário brasileiro apenas pra zoar e ver até onde a história poderia chegar. Bem, ela foi longe: mais de 500 tuítes com o link, mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 13 mil curtidas, matéria no UOL, Ego, Bandeirantes, O Dia e vários outros sites.

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Nunca achei que a internet alienasse as pessoas ou nos deixasse mais burros, pois sei que a web é o que fazemos dela. Ela é sempre um reflexo do nosso eu, para o bem e para o mal. Mas é verdade que as redes sociais causaram, sim, um efeito esquisito nas pessoas. A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Por outro lado… quem lê tanta notícia? Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje? Ao mesmo tempo em que essa atitude é condenável, também é totalmente compreensível. Todo mundo é criador de conteúdo, queremos acompanhar tudo, mas não conseguimos. Resta-nos apenas respirar fundo, tentar manter a calma e absorver a maior quantidade de informação que pudermos sem clicar em nada. Será que conseguimos?

* Bia Granja é co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil. Seu trabalho busca entender como os jovens brasileiros usam a rede para se expressar e criar movimentos culturais

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Esta luminária levará uma tempestade para a sua casa

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publicado no INFO

O inverno é um clássico período de seca no Brasil. Mas já existe uma maneira de matar a saudade do barulho de uma tempestade com direito a raios e trovões (e sem deixar a cidade ou sua casa alagada).

O designer Richard Clarkson criou a Cloud Lamp. A luminária simula o formato e a textura de uma nuvem. No entanto, o mais interessante é que ela simula pequenos raios, que são acompanhados por músicas.

Os alto-falantes ficam escondidos dentro de um corpo de fibras sintéticas muito parecidas com algodão. É nesse chumaço que também estão dezenas de lâmpadas LED de várias cores que simulam os raios.

A luminária é controlada por um processador arduíno. Há também sensores de movimento que detectam a presença do usuário e criam o relâmpago.

Os alto-falantes não servem apenas para fazer os efeitos sonoros da tempestade. O usuário também pode transformar a luminária em uma espécie de dock ao conectar seu dispositivo móvel com a luminária pelo Bluetooth.

O preço da luminária é um pouco salgado. No site do designer é possível comprar a luminária por 3.360,00 dólares. Outra versão custa 960 dólares, mas só tem as luzes que simulam a tempestade, não inclui controle remoto, alto-falantes ou sensores.

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Quer ser mais produtivo no trabalho? Ouça trilhas sonoras de games

A música dos games é feita para estimular jogadores a não desistir e a passar de nível – seriam elas perfeitas para estimular a produtividade?

(foto: Flickr/ Creative Commons)
(foto: Flickr/ Creative Commons)

Luciana Galastri, na Galileu

Enquanto estava na faculdade, o pesquisador Christofer Karltorp ouvia música clássica enquanto estudava. Como elas não tem letra, essas músicas não o distraiam enquanto o estimulavam a continuar os estudos. Mas assim que se formou e foi para o mercado do trabalho, ele começou a achar Bach e Mozart muito calmos. Como ele trabalha com tecnologia e precisa usar muitos códigos, ele precisava de algo que tivesse uma batida contínua.

Com isso em mente, ele tentou música eletrônica, mas o efeito ficou longe do esperado. Mas, eventualmente, ele encontrou algo que funcionava: trilhas sonoras de games. “Mesmo que você escute mais de uma vez, elas nunca ficam chatas e continuam a pulsar”, ele explicou. Suas primeiras trilhas foram as de StarCraft. Depois dela vieram Street Fighter e Final Fantasy.

Ele percebeu que a música dos videogames é especialmente criada para estimular a persistência. Seu objetivo original, afinal, é deixar os jogadores estimulados e ajudá-los a passar para os próximos níveis, o que pode ser uma boa metáfora para a nossa rotina de trabalho. “E a música fica lá, ao fundo. Ela não é muito intrusiva e não enjoa”.

Karltorp até percebeu quais músicas servem melhor para cada momento. Por exemplo, a trilha sonora de Street Fighter II serve para quando ele tem muitos e-mails pra responder.

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Consumer Research, sons ambientes aumentam a criatividade – e a música de games funciona perfeitamente como um som ambiente mais estimulador. Nós testamos e aprovamos (enquanto escrevo essa nota, estou ouvindo a trilha sonora de Legend of Mana, um RPG incrível da Square – mesma produtora da série Final Fantasy).

Mas onde achar essas trilhas sonoras?
Além do Youtube, que possui várias playlists (mas que são constantemente interrompidas por anúncios, o que pode comprometer o clima das músicas), indicamos os seguintes serviços:

Rainwave - funciona como uma rádio online, que transmite trilhas sonoras de videogames por streaming o tempo todo. Não é possível escolher se você quer ouvir uma música ou outra, mas a seleção é boa. Enquanto testamos, ouvimos músicas de Mario, Sonic e Mega Man.

OC Remix – possui arranjos das trilhas feitas por fãs. Não é apenas um serviço de áudio, também funciona como uma comunidade por apaixonados por músicas de videogames.

8tracks - na busca por termos, é fácil encontrar e combinar as opções “games” e “work” (trabalho) ou “study” (estudo) que geram playlists feitas por outros usuários. É possível favoritar as suas playlists preferidas e até separá-las em pastas como “criatividade”, “trabalho”, “vamos bater as metas”, etc. Recomendamos, de coração, a Chrono Collection (com trilhas de Chrono Cross) e a This will be our final fantasy (com trilhas de – você adivinhou – Final Fantasy).

 

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5 músicas sobre Jesus no coração de um ateu

Luiz Guilherme Libório, no Obvious

A beleza há de ser um deus mesmo em um coração sem deuses.

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Novos Baianos – Dê um Rolê

“Enquanto eles se batem, dê um rolê

e você vai ouvir

apenas quem já dizia ‘eu não tenho nada

antes de você ser Eu Sou

Eu sou, Eu Sou o Amor

da cabeça aos pés'”

Jorge Mautner – Yeshua Ben Joseph

“Ele dizia para perdoar o inimigo

para amar o inimigo

mas ele também dizia ‘se alguém fizer mal a um desses

pequeninos que me acompanham

melhor seria que amarrasse uma pedra ao redor do seu pescoço

e jogasse-se no fundo do mar’.

O Brasil é um país continente

com 30 milhões de crianças abandonadas.

A maior nação católica do mundo

não estará pecando contra Yeshua Ben Joseph?”

Racionais – Jesus Chorou

“Diz que homem não chora

tá bom, falou…”

Zizi Possi* – Filho de Santa Maria

(*não achei no youtube a versão original na voz de Itamar Assumpção. Composição do poeta Paulo Leminski)

“Se dona Maria soubesse que o filho pecava

e pecava tão lindo!, pegava o pecado

deixava de lado

e fazia da terra uma estrela sorrindo”

Jorge Ben Jor – Brother

“With many love and flowers and music and music…”

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