Satanás é grande benfeitor da música, diz estudo

1411920431Vanda Marques, no site Luso Informação [via Whiplash]

Se o Diabo ouvisse música – lamentamos, mas não conseguimos averiguar a veracidade desta informação até ao fecho da edição – de certeza que teria na playlist Black Sabbath, Rolling Stones, Robert Johnson, Wagner ou Jimmi Hendrix. Até o tema dos Simpsons poderíamos encontrar. Tudo por causa do trítono, um intervalo musical que atravessa três tons. Satanás criou o seu acorde musical, entre várias coisas más no mundo.

O trítono foi batizado pela Igreja Católica, na Idade Média, como música do Diabo que incita a sentimentos sexuais. “Era o som usado para chamar a besta. Há qualquer coisa sexual no trítono. Na Idade Média quando as pessoas, ignorantes e assustadas, ouviam algo assim e sentiam o corpo a reagir pensavam: “Uh oh, vem aí o Diabo”, explicou o produtor de rock, Bob Ezrin à BBC.

Mas não é só a música que é obra do Diabo. Os filmes de terror são uma imagem de marca e a moda também pode roçar obra de Belzebu. A literatura, claro, não podia ficar de fora. O Vaticano inventou até uma coisa para simplificar: o Index. A lista de coisas culturais a evitar se não querem ter uma indigestão espiritual foi abolida em 1966. Hoje já não faz mal.

O rock”n”roll, o jazz, os blues são músicas demoníacas. Robert Johnson, lenda dos blues, revelou até que fez um contrato com o Diabo e por isso é que tocava tão bem. Isso já sabemos. Mas desde a Idade Média que a Igreja avalia criteriosamente o tipo de música que ouvimos. É que o Diabo não descansa e adora os prazeres da carne, logo, a música que nos põe a dançar.

O trítono, o tal intervalo musical que atravessa três tons que podemos ouvir em exemplos como a quinta diminuta ou quarta aumentada, é fruto do Demónio e a Igreja proibiu todos esses sons. Agora, já não se fala tanto nisso, e são muitas as bandas que abraçam essa herança. Os Black Sabbath são os advogados do trítono e há mais nomes como Beethoven, Wagner, Jimi Hendrix, o musical “West Side Story” e até o tema dos “Simpsons”.

Das primeiras vezes que se viu uma minissaia no cinema foi nos anos 50 no filme: “Devil Girl from Mars” (Rapariga do diabo de Marte). A quantidade de perna mostrada era um escândalo. Nos anos 60, a coisa mudou. Londres era a capital da minissaia, uma invenção atribuída a Mary Quant que resolveu subir a bainha das saias acima dos joelhos. Entretanto, evoluímos, há mais liberdade de costumes, mas os preconceitos permanecem. A minissaia continua a ser acusada de pacto com o Diabo. Em janeiro deste ano, na cidade de Toronto, uma polícia aconselhou as mulheres a não se vestirem de forma provocante, com minissaias, se querem evitar ser violadas.

A literatura seria bem mais chata sem nomes como Balzac, Victor Hugo, J. S. Mill, Stendhal, Emile Zola, Gustave Flaubert ou Alexandre Dumas. Estes autores estiveram todos na lista dos proibidos. Mas há mais. As obras de não ficção de Jean-Paul Sartre, René Descartes, Galileo Galilei, David Hume, Jean-Jacques Rousseau, Immanuel Kant também lá estavam. Dá vontade de perguntar: o que é que se podia ler afinal? Restava alguma coisa?

A iniciativa foi criada em 1559 e tinha o nome de Index Librorum Prohibitorum (Índice dos livros proibidos). O objetivo inicial era lutar contra o crescimento do protestantismo, mas depois deixaram-se levar pelo entusiasmo e censuraram poetas e romancistas.

dica do Rogério Moreira

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Crianças reinterpretam capas de discos em Tumblr

Publicado no Brainstorm9

Aqui no B9 a gente já viu capas de disco recriadas com personagens dos quadrinhos e outras vistas “por trás”. Agora, alguém teve a brilhante ideia de criar um Tumblr onde as capas de discos são reinterpretadas por crianças. E quer saber? O resultado é muito bom!

Album Covers by Kids é um projeto que visivelmente ainda está no começo, mas é sempre legal ver iniciativas que incentivem não apenas o talento artístico da garotada, mas também sua formação musical.

Para quem tem crianças em casa, o Tumblr recebe colaborações. Projeto bacana, que vale a pena conhecer e acompanhar.

The Who
The Who
Pink Floyd
Pink Floyd
Pink Floyd
Pink Floyd
The Velvet Underground & Nico
The Velvet Underground & Nico
The Beatles
The Beatles
U2
U2

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Geração “só a cabecinha”

Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje?

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)
(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

Bia Granja, na Galileu

Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas?

Você ficou sabendo da entrada do ator Selton Mello no seriado Game Of Thrones? Saiu em vários grandes portais brasileiros e a galera na internet compartilhou loucamente a notícia. Tudo muito bacana, não fosse a notícia um hoax, um boato inventado por um empresário brasileiro apenas pra zoar e ver até onde a história poderia chegar. Bem, ela foi longe: mais de 500 tuítes com o link, mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 13 mil curtidas, matéria no UOL, Ego, Bandeirantes, O Dia e vários outros sites.

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Nunca achei que a internet alienasse as pessoas ou nos deixasse mais burros, pois sei que a web é o que fazemos dela. Ela é sempre um reflexo do nosso eu, para o bem e para o mal. Mas é verdade que as redes sociais causaram, sim, um efeito esquisito nas pessoas. A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Por outro lado… quem lê tanta notícia? Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje? Ao mesmo tempo em que essa atitude é condenável, também é totalmente compreensível. Todo mundo é criador de conteúdo, queremos acompanhar tudo, mas não conseguimos. Resta-nos apenas respirar fundo, tentar manter a calma e absorver a maior quantidade de informação que pudermos sem clicar em nada. Será que conseguimos?

* Bia Granja é co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil. Seu trabalho busca entender como os jovens brasileiros usam a rede para se expressar e criar movimentos culturais

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Esta luminária levará uma tempestade para a sua casa

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publicado no INFO

O inverno é um clássico período de seca no Brasil. Mas já existe uma maneira de matar a saudade do barulho de uma tempestade com direito a raios e trovões (e sem deixar a cidade ou sua casa alagada).

O designer Richard Clarkson criou a Cloud Lamp. A luminária simula o formato e a textura de uma nuvem. No entanto, o mais interessante é que ela simula pequenos raios, que são acompanhados por músicas.

Os alto-falantes ficam escondidos dentro de um corpo de fibras sintéticas muito parecidas com algodão. É nesse chumaço que também estão dezenas de lâmpadas LED de várias cores que simulam os raios.

A luminária é controlada por um processador arduíno. Há também sensores de movimento que detectam a presença do usuário e criam o relâmpago.

Os alto-falantes não servem apenas para fazer os efeitos sonoros da tempestade. O usuário também pode transformar a luminária em uma espécie de dock ao conectar seu dispositivo móvel com a luminária pelo Bluetooth.

O preço da luminária é um pouco salgado. No site do designer é possível comprar a luminária por 3.360,00 dólares. Outra versão custa 960 dólares, mas só tem as luzes que simulam a tempestade, não inclui controle remoto, alto-falantes ou sensores.

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Quer ser mais produtivo no trabalho? Ouça trilhas sonoras de games

A música dos games é feita para estimular jogadores a não desistir e a passar de nível – seriam elas perfeitas para estimular a produtividade?

(foto: Flickr/ Creative Commons)
(foto: Flickr/ Creative Commons)

Luciana Galastri, na Galileu

Enquanto estava na faculdade, o pesquisador Christofer Karltorp ouvia música clássica enquanto estudava. Como elas não tem letra, essas músicas não o distraiam enquanto o estimulavam a continuar os estudos. Mas assim que se formou e foi para o mercado do trabalho, ele começou a achar Bach e Mozart muito calmos. Como ele trabalha com tecnologia e precisa usar muitos códigos, ele precisava de algo que tivesse uma batida contínua.

Com isso em mente, ele tentou música eletrônica, mas o efeito ficou longe do esperado. Mas, eventualmente, ele encontrou algo que funcionava: trilhas sonoras de games. “Mesmo que você escute mais de uma vez, elas nunca ficam chatas e continuam a pulsar”, ele explicou. Suas primeiras trilhas foram as de StarCraft. Depois dela vieram Street Fighter e Final Fantasy.

Ele percebeu que a música dos videogames é especialmente criada para estimular a persistência. Seu objetivo original, afinal, é deixar os jogadores estimulados e ajudá-los a passar para os próximos níveis, o que pode ser uma boa metáfora para a nossa rotina de trabalho. “E a música fica lá, ao fundo. Ela não é muito intrusiva e não enjoa”.

Karltorp até percebeu quais músicas servem melhor para cada momento. Por exemplo, a trilha sonora de Street Fighter II serve para quando ele tem muitos e-mails pra responder.

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Consumer Research, sons ambientes aumentam a criatividade – e a música de games funciona perfeitamente como um som ambiente mais estimulador. Nós testamos e aprovamos (enquanto escrevo essa nota, estou ouvindo a trilha sonora de Legend of Mana, um RPG incrível da Square – mesma produtora da série Final Fantasy).

Mas onde achar essas trilhas sonoras?
Além do Youtube, que possui várias playlists (mas que são constantemente interrompidas por anúncios, o que pode comprometer o clima das músicas), indicamos os seguintes serviços:

Rainwave - funciona como uma rádio online, que transmite trilhas sonoras de videogames por streaming o tempo todo. Não é possível escolher se você quer ouvir uma música ou outra, mas a seleção é boa. Enquanto testamos, ouvimos músicas de Mario, Sonic e Mega Man.

OC Remix – possui arranjos das trilhas feitas por fãs. Não é apenas um serviço de áudio, também funciona como uma comunidade por apaixonados por músicas de videogames.

8tracks - na busca por termos, é fácil encontrar e combinar as opções “games” e “work” (trabalho) ou “study” (estudo) que geram playlists feitas por outros usuários. É possível favoritar as suas playlists preferidas e até separá-las em pastas como “criatividade”, “trabalho”, “vamos bater as metas”, etc. Recomendamos, de coração, a Chrono Collection (com trilhas de Chrono Cross) e a This will be our final fantasy (com trilhas de – você adivinhou – Final Fantasy).

 

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