Ivan Lins é homenageado com nome em muro da fama no ‘templo’ dos Beatles

Ivan Lins posa em frente ao muro do Cavern Club em Liverpool
Ivan Lins posa em frente ao muro do Cavern Club em Liverpool

Publicado na Folha de S.Paulo

Ivan Lins é o mais novo integrante do seleto grupo de homenageados no muro da fama do lendário Cavern Club, local onde os Beatles foram descobertos, há meio século, em Liverpool.

O músico visita pela primeira vez a cidade do noroeste da Inglaterra para participar do International Beatleweek, festival que reúne grupos e fãs de cerca de 40 países.

Dono de oito estatuetas do Grammy, o músico carioca garante que a homenagem na terra natal dos Beatles é uma das mais importantes de sua longa e consagrada carreira.

“É algo muito forte para mim, provavelmente o prêmio mais significativo de todos os grandes prêmios que recebi na vida. Sinto que agora estou ao lado dos meus ídolos nesta parede, músicos importantíssimos como Elton John, Rod Stewart e os próprios Beatles”, confessa Ivan Lins à agência de notícias Efe.

Na edição deste ano do Beatleweek, que começou na última quinta-feira (21) e vai até a terça-feira (26), o pianista brasileiro fará sete apresentações, sempre acompanhado do veterano grupo capixaba Clube Big Beatles, que comemora a 20ª participação seguida no principal festival do planeta em homenagem à obra de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

“Ivan é um dos nomes mais importantes da história da nossa música e é, sem dúvidas, o artista brasileiro mais reconhecido no exterior. Tê-lo ao nosso lado aqui em Liverpool é comemorar da melhor maneira possível os 20 anos do Big Beatles neste festival”, diz Edu Henning, percussionista e fundador da banda capixaba.

Na quinta, o músico carioca subiu pela primeira vez no lendário palco do Cavern Club, na abertura do International Beatleweek. No repertório, estiveram os clássicos “Yesterday”, “Something”, “Eleanor Rigby”, “Let it Be”, “The Long and Winding Road”, “Imagine”, “Here, There and Everywhere” e “The Fool on the Hill”. Antes de retornar ao Brasil, ele fará outros dois shows no local, no sábado e na segunda.

Ivan Lins se tornou o segundo brasileiro a ter seu nome gravado no muro. O primeiro foi o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, que esteve no International Beatleweek em 2011 e 2012, também ao lado do Clube Big Beatles. Junto a eles estão alguns dos mais importantes ícones da música mundial, como os Rolling Stones, The Who, Chuck Berry e Queen.

“O que mais me encanta é o fato de não ser um prêmio cercado pela pompa, com transmissão de TV para milhões de pessoas. Ele se parece muito com o meu modo de ser, simples e emotivo. É um reconhecimento da minha alma musical, das minhas influências, do meu carinho e da minha dedicação à música que eu faço, que, como no caso dos Beatles, tem o propósito de levar felicidade para as pessoas, tentar chamar a atenção para a realidade e tentar transformar o mundo num lugar melhor”, conclui Ivan Lins, imortalizado em um dos mais importantes templos da música.

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Não queria morrer antes de abraçá-lo, diz Estela de Carlotto ao encontrar neto na Argentina

Mais de 400 netos seguem desaparecidos; “outras avós têm que sentir o que eu estou sentindo”, afirmou a presidente das Avós da Praça de Maio

Estela de Carlotto (ao meio, de colete cinza), comemorou o encontro do neto durante entrevista coletiva à imprensa em Buenos Aires
Estela de Carlotto (ao meio, de colete cinza), comemorou o encontro do neto durante entrevista coletiva à imprensa em Buenos Aires

Vanessa Martina Silva, no Opera Mundi

“Eu não queria morrer sem poder abraçá-lo”: foi o que afirmou a presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, ao encontrar o neto que procurava desde os anos 70. Ele nasceu enquanto a filha dela era mantida no centro clandestino de detenção La Cacha, em La Plata.

Durante entrevista coletiva à imprensa, concedida nesta terça-feira (05/08), Estela ressaltou que outros 400 netos seguem desaparecidos. Os detalhes sobre a identidade de Guido serão preservados, como informou sua avó. “A cadeira que estava vazia agora tem dono. Os porta-retratos vazios terão sua imagem”, comentou.

Sobre o fato de terem encontrado mais um neto, afirmou que “isso é para os que dizem ‘basta’, os que duvidam se fazemos bem” em seguir nessa busca pelas crianças que desapareceram durante o período em que o país viveu sob uma ditadura militar. “É uma resposta aos que querem que viremos a página, como se nada tivesse acontecido”.

Depois de pelo menos 36 anos de busca, Estela ressaltou que é uma reparação não só “para ele e para nossa família”, mas para “a sociedade no conjunto”. Por isso, “temos que seguir buscando o que falta porque outras avós têm que sentir o que eu estou sentindo”.

O fato, considerado histórico, está sendo amplamente comemorado na Argentina. A presidente do país, Cristina Kirchner, ligou para Estela pessoalmente para confirmar a notícia. “Choramos juntas”, contou.

“O que todas nós queremos é que esta história não se repita nas futuras gerações, por isso estamos lutando”, ressaltou, ao destacar a importância de a Argentina viver uma democracia na qual “podemos caminhar em liberdade”.

Busca pela identidade

O neto número 114 fez o teste de DNA voluntariamente. Guido nasceu em cativeiro no Hospital Militar de Buenos Aires em 26 de junho de 1978. Músico, se apresentou voluntariamente na sede das Avós para realizar o exame porque tinha dúvidas sobre sua identidade.

“Os netos [estão vivos e] esperando que os sigamos buscando”, afirmou Carlotto. Sobre os jovens que ainda estão desaparecidos, ela comentou que muitos não as procura porque sentem que têm uma “dívida com os pais que os criaram”. Eles “não vêm para que os que os criaram não sejam enviados para a cadeia. Então esperam que [esses pais] morram para tomar esta decisão, mas nesta espera, muitas vezes as avós morrem”.

Trata-se, em sua visão, de um trabalho de conscientização. “Cada vez a sociedade nos entende mais. Na Argentina temos desaparecidos vivos que estão próximos e esperando”.

Questionada sobre como se sente neste momento, Estela disse que tudo o que mais quer neste momento é “abraçar e ver seu rosto como sempre sonhei”.

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Presidente das Avós da Praça de Maio encontra neto desaparecido durante ditadura argentina

Após 37 anos de busca, o neto foi encontrado na cidade de La Plata, próxima a Buenos Aires, e já se reuniu com a avó, Estela de Carlotto

Estela lutava desde 1977 para encontrar o neto, junto com outras mulheres que tiveram as filhas grávidas sequestradas
Estela lutava desde 1977 para encontrar o neto, junto com outras mulheres que tiveram as filhas grávidas sequestradas

Publicado por Opera Mundi

A presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, encontrou nesta terça-feira (05/08) o neto após 37 anos de busca. O neto foi encontrado na cidade de La Plata é filho de Laura Carlotto, desaparecida durante a ditadura militar na Argentina. O neto 114 foi identificado há poucas horas.

O neto, que hoje tem 36 anos, realizou voluntariamente o exame de DNA, como informou seu tio, o secretário de Direitos Humanos de Buenos Aires, Guido Carlotto. “Estamos muito felizes pela notícia. Por questões legais, só podemos dizer que se trata de um músico e fez o teste voluntariamente”.

Laura Carlotto foi sequestrada em 1977 e estava grávida de três meses. De acordo com testemunhas, a jovem estudante de História da Universidade Nacional de La Plata foi mantida no centro clandestino de detenção La Cacha, em La Plata, até dar a luz no Hospital Militar de Buenos Aires no dia 26 de junho de 1978.

A importância das Avós de Maio

A Associação Civil Avós da Praça de Maio é uma organização não-governamental, que tem por intuito localizar e retornar às famílias legítimas todas as crianças desaparecidas em sequestros pela ditadura militar argentina. A ideia é, também, criar as condições para prevenir que esses crimes voltem a ocorrer., exigindo castigo e punição aos responsáveis.

De acordo com estimativas da ONG, durante o regime militar, as autoridades se apropriaram de pelo menos 500 bebês, muitos deles nascidos em centros de torturas, hospitais militares e delegacias. Em 12 de maio de 2008, foram nomeadas ao Prêmio Nobel da Paz.

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Filhos de Michael Jackson torram quase R$ 18 milhões por ano

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publicado no Glamurama

Michael Jackson, acostumado a comprar o que queria e a gastar fortunas em exuberâncias, orientava as babás de Prince, 17, Paris, 15,  e Blanket, 12, que deixassem comprar “o que eles quisessem”. E o legado passou aos filhos. Hoje, após cinco anos de sua morte, a gastança continua, chegando a um montante de US$ 8 milhões, o equivalente a R$ 17,9  milhões por ano, de acordo com o site “Page Six”.

Os três herdeiros dividem esta quantia provinda de lucros crescentes com as propriedades, além do montante recebido pela avó Katherine, mãe de Michael, que ganha R$ 2,2  milhões para cuidar dos filhos do cantor.

Três férias por ano para destinos como Havaí e Vegas também geram gastos de cerca de R$ 786,9 mil, fora o pagamento seguranças, motoristas, passagem aérea de primeira classe e abundância de luxo. No Havaí, a família geralmente surfa na praia isolada e deixam cerca de R$ 12,3 mil por noite, em hotel de luxo em Honolulu.

Na escola, Paris compra presentes, como calçados e roupas esportivas para seus amigos. Prince, que já está se mostrado um galanteador, já gastou mais de R$ 112,4 mil em joias e outros presentes para pelo menos três namoradas diferentes. Blanket gasta regularmente sua herança pagando R$ 500 por hora para aulas como karatê e personal trainer.

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Cão abandonado ajuda músico de rua e os dois viram parceiros de trabalho

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Publicado no Hypeness

O improvável (mas adorável!) dueto começou numa manhã de trabalho normal para Sergei Ivanovich. O artista de rua se preparava para tocar clarinete numa das praças da cidade ucraniana de Dnepropetrovsk, como sempre faz, quando um vira-lata abandonado se aproximou.Apesar de nunca ter visto o cachorro antes, Sergei percebeu que seu show era muito melhor a dois.

O artista e o cão (que começou logo a ‘cantar’) foram o grande sucesso do dia, com centenas de pessoas parando para os ver. O vídeo com a performance acabou por ir parar ao Youtube e rapidamente atingiu os milhares de visualizações.

Mas a melhor parte veio no fim: impressionado pela atitude e talento do cão, Sergei o levou pra casa, adotando o vira-lata como parceiro de trabalho. Bela parceria entre humanos e animais.

Vale a pena ver o show deste duo:

 

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