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‘Censo Mulheres Ricas’: Participantes têm até dez banheiros em casa

Participantes de Mulheres Ricas 2013 posam para foto oficial
Participantes de Mulheres Ricas 2013 posam para foto oficial – Divulgação/Band/Rodrigo Belentani

Além de roupas de grife e pose de endinheiradas, as sete integrantes do reality show da Band mostram que estão no topo da pirâmide social brasileira ao responder algumas perguntas da pesquisa realizada pelo IBGE

Mariana Zylberkan, na Veja on-line

Mais do que um guarda-roupa repleto de itens de grife, outros indicadores comprovam que as sete participantes da segunda edição do reality show Mulheres Ricas, que estreia nesta segunda-feira na Band, estão posicionadas no topo da pirâmide social brasileira. A pedido do site de VEJA, cada uma respondeu ao questionário elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no último Censo, em 2010. Todas alegaram morar em domicílio próprio com, no mínimo, quatro dormitórios e até dez banheiros, com exceção de Aeileen Kunkel, que se mudou da mansão da família no Espírito Santo para morar em um flat em São Paulo, e de Mariana Mesquita, a única que não quis dar detalhes de seu patrimônio.

Para preencher tanto espaço, o que não faltam nas casas das ricas de 2013 são eletrodomésticos. A mais exagerada é Val Marchiori, que disse ter 12 telefones celulares, oito aparelhos de televisão e o mesmo número de computadores com acesso à internet. A empresária Cozete Gomes é a dona da maior garagem do grupo, onde guarda nove carros e uma motocicleta. Val fica logo atrás com seis automóveis e mais um jatinho particular e lanchas ancoradas no litoral de Angra dos Reis.

A ostentação da dona do bordão “Hello” já foi atacada pela advogada paulistana Regina Manssur, autoproclamada a única endinheirada de verdade desta edição. “Eu sou a única rica de berço, de família tradicional. Mesmo assim, trabalho 12 horas por dia e represento clientes famosos em um renomado escritório de advocacia”, diz Regina, dona de uma casa com seis dormitórios e cinco carros, a maioria, da marca Mercedes-Benz. A advogada é orgulhosa de sua coleção de 40 casacos e peças de pele, devidamente acomodados em um closet de 200 metros quadrados junto com sua coleção de 300 pares de sapatos.

A dona do maior acervo de sapatos é Cozete Gomes, que reveza seus pés em 400 pares diferentes. A empresária mostrou gostar de variar também o cômodo em que costuma dormir. “Minha casa tem três dormitórios, ou seja, eu durmo cada dia em um quarto diferente, afinal de contas, eu moro sozinha.”

Eterna rival de Val, Narcisa Tamborindeguy mostrou-se mais humilde. Disse ter três carros na garagem e seis televisores no apartamento de frente para a praia de Copacabana, no Rio, “todo revestido em mármore.”

Fonte de renda – Além de abastadas, as participantes do reality show se mostraram empreendedoras e todas alegaram ter trabalhado em 2012, geralmente, à frente de empresas próprias – menos Aeileen, que é cantora. Narcisa pagou as contas como apresentadora de um programa de rádio na internet e Andréa Nóbrega ironizou a pergunta, respondendo que teve à disposição recursos do Bolsa Família.

As ricas mostraram todo seu bom humor refinado ao responder a pergunta sobre o idioma falado em suas residências. Nenhuma delas sabe falar línguas indígenas e, na casa de Narcisa, as conversas são travadas apenas em português e francês, segundo ela própria.

Nova edição do “Mulheres ricas” terá participante evangélica

Elenco do “Mulheres Ricas 2″ foi escolhido

título original: MULHERES RICAS • GOSPEL?!!!

Ruben Mukama, no Blog do Mukamatrix

BAND bateu o martelo para o elenco de “Mulheres Ricas 2″, e Narcisa Tamborindeguy é a única participante remanescente da 1ª temporada do reality de luxo.

Os outros nomes já haviam sido especulados, e elas são: Andréa de Nóbrega (ex-mulher de Carlos Alberto de Nóbrega), Mariana Mesquita, a cantora (?) gospel (?) Aeileen Varejão e Cozete Gomes, vice-presidente-executiva da “Yes Promoções”

Bom, certamente este elenco não será tão atrativo como o anterior, mas ainda daremos boas risadas com Narcisa e Andréa.

Ctrl C: Notas da Fama

Não sei bem qual é a igreja dela ou qual a gravadora que a lançou. Mas que ela canta muito, isso canta. Olhem só a afinação da cantora.

Brunete Fraccaroli: ‘Casei virgem e permaneci até o fim do casamento’

Compreensível para uma mulher que anda com uma Barbie aos 48 anos

Publicado originalmente no Pop

De todas as socialites do reality show “Mulheres Ricas”, Brunete Fraccaroli parece ser a única a não se importar em dizer que não tem sorte no amor e passou diversos anos na seca.

Em entrevista ao programa “Clic TV”, Brunete revelou que se casou virgem com o primeiro marido e assim ficou até o fim. “E continuei virgem até o fim do casamento, que durou três anos. Ele não curtia muito o sexo feminino”, confessou.

Questionada sobre suas colegas de programa, a socialite descartou qualquer amizade com Val Marchiori. “Mantenho amizade com a Lydia Sayeg, Débora Rodrigues e Narcisa Tamborindeguy”, disse ela, bastante objetiva.

Quando os bregas saem do armário

Bruno Astuto, na Época

A morte de Wando, na semana passada, parece ter anistiado um verdadeiro exército de pessoas da prisão do chique. Ele teria ficado feliz, muito feliz, de ver tanta gente saindo do armário para lhe prestar homenagens nas redes sociais, fãs ocultos que talvez jamais teriam exposto seu amor pelo romantismo de Wando caso ele ainda estivesse fazendo seus shows Brasil afora.

Nesses shows, não se viam celebridades e intelectuais nas primeiras cadeiras, portanto as fotos de divulgação não iam parar nas colunas nem nas revistas. Mas Wando não estava nem aí; desde o começo de sua carreira, ele se focou no chamado “público brega”, ou seja o Brasil inteiro, salvo raríssimas exceções que não sabiam o que estavam perdendo.

Já assisti a vários shows de Wando e tivemos uma história de que sempre ríamos muito quando nos encontrávamos. Uma vez, eu e Narcisa Tamborindeguy (sim, a Mulher Rica) estávamos indo a um comício da irmã dela, Alice, em São Gonçalo, na periferia do Rio. Nós nos perdemos no caminho e fomos parar no comício do candidato adversário — e só nos demos conta quando estávamos subindo ao palco. Pois Wando estava passando em frente ao local e foi ele que nos resgatou para o comício certo a bordo de um ônibus branco, com luz neon no interior e muitas calcinhas penduradas num varal. Só Wando.

Era um homem que dizia que não há nada melhor do que comer uma lata de pêssegos em calda depois de fazer amor. Outras pérolas de seu repertório: não existe nada mais comovente do que ver uma mulher colocando e tirando uma calcinha; levar a mulher a um motel é a maior prova de amor que um homem pode dar e o melhor lugar do mundo é uma cama redonda, lençóis de seda e espelho no teto.

Quando começou a febre de revival dos anos 80 e o número de shows aumentou, entrevistei Wando para saber o que ele achava de tanta gente chique frequentando suas apresentações. “Nem sei do que você está falando. Eu sempre cantei para pessoas chiques. Chique é ser do povo e estar apaixonado”. Ponto para Wando, que foi o primeiro namorado de sua mulher, com quem reatou o romance depois que ela ficou viúva pela primeira vez.

Ficou meio combinado que dizer que está apaixonado e gritar os sentimentos para o mundo inteiro é um ato bandeiroso de breguice. Mais do que brega, é perigoso; as pessoas andam apavoradas com gente apaixonada, em busca de um compromisso. Chique é ser independente, individual, não se apegar a ninguém. Há quanto tempo você não vê alguém sofrer por amor — ou pelo menos admitir? No Facebook, por exemplo, quando uma pessoa sai de um “relacionamento sério” para o status de “solteiro”, surgem logo fotos de festas, frases animadas, uma empolgação sobrenatural. É como se ela quisesse dizer ao mundo: ninguém me faz sofrer.

Assim que percebeu que o casamento estava de fato indo para os ares, uma amiga querida tomou aquela que diz ser a primeira providência urgente e cabível nos dias de hoje. Contar para os filhos? Avisar aos amigos próximos? Preparar a partilha dos bens? Não, ela correu para o Facebook e deletou o próprio perfil. “Embora esteja muito bem resolvida, não sei se estou preparada para ver fotos do meu marido viajando, rindo e curtindo todas com a futura namorada, ou seja, fazendo coisas que ele não fazia mais comigo há anos”.

Sábia decisão. Nenhuma pessoa civilizada gostaria de que o ex quebrasse a cara, mas uma dosezinha de sofrimento e outra de saudade cairiam bem, seriam de bom tom. Até a popularidade das redes sociais, a gente achava que só as atrizes anunciavam o término de um casamento ou de um namoro numa semana para, na seguinte, estrelarem as capas das revistas de celebridades brindando com champagne ao pôr-do-sol e ao novo amor. E atire a primeira pedra quem nunca pensou “esses artistas, hein, não duram com ninguém e não deixam a cama nem esfriar”.

Só que as celebridades tinham as revistas e as colunas, mas os anônimos não. Com Facebook, Orkut e Twitter, estamos assistindo, perplexos, a um festival nunca antes imaginado de felicidades e superações instantâneas. Ninguém sofre, ninguém se resguarda. Depois de uma decepção, o negócio é publicar, publicar e publicar.

Confesso que quando a atriz Demi Moore, aquela deusa, foi parar no hospital com claros indícios de coração despedaçado após ser deixada pelo marido-bonitão Ashton Kutcher, resgatei a esperança na humanidade. Sim, ainda pessoas que sofrem por amor.

Nesse ponto, as músicas de Wando eram um perigo, porque podiam detonar em nós aquela coisa incubada, sufocada, inadmissível, que, de vez em quando, nos pega de jeito. O desejo de estar apaixonado e ouvir de alguém que você é luz, raio, estrela, luar e manhã de sol.

É o cúmulo da breguice, mas tem coisa melhor?