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‘Forbes’: sem-teto vira milionária em menos de dois anos

Publicado na Forbes [via Terra]

Dani Johnson ficou milionária vendendo produtos para emagrecimento

Dani Johnson ficou milionária vendendo produtos para emagrecimento

A americana Dani Johnson passou de sem-teto e viciada em cocaína a milionária em apenas dois anos, segundo perfil publicado nesta quinta-feira na revista Forbes. A história passa por abuso sexual e maus-tratos na infância até uma tentativa de suicídio. De acordo com a revista, Dani morava em seu carro e trabalhava como garçonete, tendo dívidas que chegavam a US$ 37 mil, quando teve a ideia de vender produtos para emagrecimento e ficou milionária em menos de dois anos.

Segundo a revista, ela começou a utilizar cocaína na véspera de Natal de 1990. Dani afirmou que após isso passou a odiar a droga e após chegar a tentar suicídio, decidiu dar outro rumo à vida. Ela precisava de cerca de US$ 4.500 anuais para pagar um aluguel, e seu salário como garçonete não possibilitava isso. Foi quando surgiu a ideia, no banco traseiro do seu carro. Ela afirma que viu um produto para emagrecimento que havia comprado há muito tempo, mas que pouco tinha utilizado, e decidiu ir atrás para verificar como vendê-lo.

Dani ligou na companhia que fabricava o produto e verificou o que seria necessário. Ela percebeu que o principal fator que lhe faltava para começar a empreender era dinheiro. Além disso, ela precisava de um número telefônico para que as pessoas pudessem entrar em contato com ela. Dani conversou com uma pequena empresa de telecomunicações e obteve um número após enviar um cheque de US$ 15.

Ela disse que colocou flyers sobre o programa de emagrecimento que vendia nos Correios e pouco tempo depois recebeu 25 mensagens. Logo no primeiro mês, ela afirma ter recebido 40 cheques, totalizando US$ 4 mil. Dani então ligou para o fabricante e passou o endereço de uma loja de bebidas para que enviassem os produtos. Seguindo com este trabalho, ela conseguiu levantar US$ 250 mil apenas no primeiro ano de trabalho e um ano depois já havia se tornado milionária. Ela abriu 18 centros de perda de peso em todo o país e em 1996 vendeu a empresa virando multimilionária.

foto: Getty Images

Mais de 1.400 presos não retornaram da saída de final de ano no Estado de São Paulo


Entrada do pavilhão educacional da Penitenciária 1 de Serra Azul, onde ficam a biblioteca e as salas em que são ministradas as aulas de ensino fundamental e médio aos presos  

Publicado originalmente no UOL

Balanço divulgado nesta sexta-feira (4) pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) indica que 1.443 presos beneficiados pela saída temporária de final de ano não retornaram às prisões.

O número representa 6,52% do total de detentos beneficiados que deveriam ter retornado até ontem (3) –22.212. Outros 724 presos terão que retornar às cadeias até o final do dia de hoje. A secretaria deverá divulgar os números completos somente na segunda-feira.

De acordo com a SAP, o percentual de presos que não retornaram da saída temporária de final de ano, até agora, é o menor desde 2008, quando 7,41% de detentos não regressaram às prisões. Em 2009, o percentual foi de 8,17% e, em 2010, de 7,11%. No ano passado, 6,81% dos presos não voltaram da saída temporária, segundo a secretaria.

Como funciona a saída temporária

Tem direito às saídas temporárias os presos que apresentam bom comportamento na detenção, cumprem pena em regime semiaberto e que já tenham cumprido um sexto do tempo de condenação, no caso dos réus primários, ou um quarto se for reincidente.

A saída temporária é concedida pelo juiz corregedor, que consulta o diretor do presídio. O tempo de duração do benefício é estipulado por cada juiz corregedor. Caso não retorne no prazo estabelecido, o detento pode perder o direito ao benefício futuramente.

As saídas temporárias são concedidas, ordinariamente, no final de ano, entre o Natal e o Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e em Finados.

foto: Fernando Donasci/UOL

CD da cantora Adele é o presente de Natal mais devolvido no Reino Unido

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Nem a boy band One Direction foi tão rejeitada quanto Adele neste Natal

Publicado originalmente no R7

Parece que ninguém aguenta mais ouvir a agonia da cantora inglesa Adele no refrão de Someone Like You. De acordo com a revista Billboard, o álbum 21, que traz o hit de sucesso, tem o maior índice de trocas do Reino Unido.

Segundo a publicação, tanta gente torceu o nariz ao ganhar um CD da Adele do Papai Noel que o álbum 21 teve 47 mil unidades devolvidas ou trocadas após o Natal.

A falta de prestígio é tão grande que Adele desbancou Our Version of Events, de Emile Sandé, e Up All Night, da boy band One Direction.

Eren Ozagir, representante do MusicMagpie, site responsável pela divulgação dos dados, lamentou as devoluções em entrevista à Billboard.

— É um fato triste que muitos dos ítens devolvidos são presentes dos pais e mães.

foto: Getty Images

Homem assusta casal ao invadir casa para dobrar roupas e fazer limpeza

Americanos encontraram estranho na sala ao voltar para apartamento. Homem estava dobrando roupas e disse que iria ‘lavar a louça’.

Apesar de dobrar roupa e limpar apartamento, invasor deixou 15 bitucas de cigarro no local (Foto: Divulgação)

Apesar de dobrar roupa e limpar apartamento,
invasor deixou 15 bitucas de cigarro no local
(Foto: Divulgação)

publicado no Planeta Bizarro

Depois de passar o Natal longe de casa com o marido, uma mulher de 26 anos voltou para casa e percebeu algo estranho na residência. Ao entrar com cuidado, a mulher e o marido encontram um senhor sentado no chão da sala, dobrando a roupa limpa depois de fazer uma faxina em toda a casa.

Paul Edge, de 56 anos, não era conhecido do casal, e invadiu a casa apenas para fazer os trabalhos domésticos, de acordo com o jornal “Chicago Tribune”. “Ele estava com todas as minhas roupas e dobrando minha roupa ginástica”, contou ao jornal. A moradora afirmou também que Paul também havia se encarregado de limpar todo o apartamento.

Os dois chamaram a polícia, que prendeu oinvasor. Quando perguntado o que fazia ali, o

homem se limitou a dizer que alguém havia o convidado para entrar, e que estava no local “para lavar a louça”.

Edge, que já tinha passagem pela polícia por crimes sexuais, teve fiança estabelecida em R$ 250 mil. A mulher contou também que, apesar da limpeza, o homem deixou cerca de 15 bitucas de cigarro por toda a residência. “Foi muito assustador”, concluiu.

A criança entre nós

Sagrada Fámilia

Marina Silva

Meu Natal mais triste foi há 24 anos. Estava muito doente, buscando tratamento em São Paulo, sentindo-me além dos limites da fraqueza, e, quando o telefone tocou, pressenti que a notícia era do assassinato de meu amigo Chico Mendes. Só mesmo a fé na vida faz com que a gente siga adiante e supere os dias difíceis. Desde o meio das matas até a periferia das cidades, vejo os brasileiros enfrentando intempéries seguros só na imensa capacidade que têm de acreditar.

Nesta semana, revi Xapuri, num encontro com jovens ao qual também vieram velhos companheiros, sobreviventes de antigas batalhas. Fizemos um diálogo intergeracional, os jovens falando com música e teatro, nós, com nossas histórias. Quando o coral cantou “Noite Feliz”, imaginei que tínhamos, agora, o bom Natal que nos foi negado há 24 anos.

Essas comemorações cíclicas se dão em torno de um princípio cujo benefício se estende no tempo, uma fonte à qual precisamos sempre voltar para renovar as forças e não perder o sentido. O Natal é fonte de um sentido que às vezes julgamos perdido, quando a morte dos inocentes nos horroriza e nos empurra para a tristeza. Por isso, seu simbolismo é ainda mais necessário.

Também os novos eventos (alguns já se tornam cíclicos) que fazem nascer e renascer o sonho da sustentabilidade buscam impregnar sentido à vida em uma civilização à beira da morte. Hoje, fala-se outra vez no fim do mundo e as catástrofes são cada vez mais frequentes. Há quem diga que a crise global não será superada e resultará no colapso dos novos impérios. Em tempos assim, a esperança é uma semente que se carrega com cuidado para que não se perca.

Que se percam impérios, mas a humanidade renasça. Que se finde o mundo e outro comece. Que apague o fogo do consumo ansioso e acenda a luz de uma simplicidade consciente. A Rio+20 deixou claro que as grandes reuniões marcam, hoje, o fracasso institucional e a ascensão da sociedade civil e seus novos movimentos. Já não temos que ficar lamentando as crises, podemos projetar e engendrar novos experimentos civilizatórios.

Que a sucessividade da vida, vencendo a constância da morte, nos traga no Natal uma fé poderosa que nos faça superar todos os “fins”, retrocessos, desmontes, desconstruções, decadências e corrupções, para nos conectar ao princípio gerador de um futuro significativo e sustentável, pois, como diz Hanna Arendt, “os homens, embora devam morrer, não nasceram para morrer, mas para recomeçar”.

E diz ainda: “Essa fé e essa esperança no mundo talvez nunca tenham sido expressas de modo tão sucinto e glorioso como nas breves palavras com as quais os Evangelhos anunciaram a ‘boa-nova’: ‘Nasceu uma criança entre nós’”.

fonte: Folha de S.Paulo

foto: Elo 7