8 provas definitivas que o ano já acabou e você não tá sabendo

publicado no BuzzFeed

1. Já estamos no horário de verão \o/
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2. Daqui 50 dias as aulas acabam e chegam as Férias!!!!!
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E tudo isso só porque teve Copa então atrasou tudo.

3. Faltam apenas 60 dias para o Natal.
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4. Inclusive já começaram as decorações.

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Essa ai de cima é de Palmas. Quem também já deu a largada foi Gramado e Cascavel.

5. E os clássicos Panetones já estão nas prateleiras.
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6. Quem também já está ai é o Reveillon. Faltam apenas 67 dias para a virada!
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7. E 115 dias para o Carnaval <3

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8. Inclusive, já começou a escolha das rainhas de bateria.
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Susana Vieira foi coroada a rainha da Grande Rio ao som de Valesca Popozuda.

VEM 2015!!!

2015

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É Natal: a graça de um belo vexame em família

Xico Sá, na Folha de S.Paulofestadefamilia

E de repente, na fila da farofa, aquela priminha que você não dava nada se revela a gostosa-mor do universo.

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Minha solidariedade aos parentes desconhecidos que logo mais estarão mais perdidos na ceia do que vira-lata em caminhão de mudança.

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Tudo muda na família. Menos as ovelhas negras. O espírito natalino é burro. São as mesmas eleitas a vida inteira.

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Toda ceia carece de pelo menos um velho comunista para chocar as criancinhas mesmo no tempo em que Papai Noel não passa de um aplicativo de quinta.

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A cara de espanto com o novo gay recém-revelado. E para cada um assumido, dois no armário ad eternum.

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A hora de falar umas verdades. Alguém bate o talher na garrafa, como no “Festa de Família” (no cartaz acima), filme do Dogma 95. Suspense.

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Na falta de assunto, tempo, tempo, tempo. O calor carioca, a estiagem cearense, o mormaço do Recife, as quatro estações diárias de San Pablo etc.

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O cunhado bêbado, em plena Missa do Galo, ainda com o interminável grito de guerra: Vai, Curíntia!

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O tio bêbado, tipo papudinho mesmo, que dureza acompanhar seu ritmo.

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A parente maldosa que presenteia a prima idem com uma roupa maior do que ela veste. Só para fotografar –vide post no Facebook ainda na madruga- o justo momento em que a “inimiga” exibe a peça para todos.

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E a vovó-Niemeyer repete o chiste de sempre para a neta predileta: “O que mais gosto do Natal, Rose, é que você está sempre de homem novo!” O detalhe é que Rose está à beira das bodas de prata com o mesmo hombre.

E você, estimado(a) leitor(a), qual o bafo natalino predileto da vossa família?

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Hora da compaixão

Marília César

Karen Armstrong: “A compaixão pede que não nos coloquemos numa categoria especial. Pede que nos retiremos do trono e ali coloquemos o outro”

No dia 25 de dezembro, quando boa parte das famílias do Ocidente estiverem reunidas para celebrar o Natal, a escritora britânica Karen Armstrong estará sozinha. Sem peru nem ceia, sem presentes nem árvore de Natal, ela pretende simplesmente confraternizar com seu trabalho, que inclui consultorias e conferências na área de religião comparada. Aos 68 anos, Karen é uma das mais prestigiadas autoras de livros sobre a fé. Entre seus mais de 20 títulos estão best-sellers como “Uma História de Deus”, “A Bíblia, uma Biografia” e “Jerusalém: Uma Cidade, Três Religiões”.

“Não tenho família. Estarei sozinha. Não me importo, porque posso ter tempo para trabalhar”, conta Karen, que acaba de lançar no Brasil seu último livro, “12 Passos para uma Vida de Compaixão” (Paralela), obra que pretende despertar um jeito de viver mais compassivo em seus leitores.

Para Karen, o Natal deveria nos levar de volta aos momentos mágicos da infância e a refletir mais sobre os sem-teto, uma vez que a história do nascimento de Jesus começa com um casal de refugiados que não encontra abrigo nas hospedarias de Belém. Mas o consumismo, marca de um mundo “dominado pelo mercado”, tira o brilho natalino, o que não impede o Ocidente de parar por uma noite a fim de celebrar a chegada de Jesus. Para a escritora inglesa, que foi freira durante sete anos e formou-se em literatura pela Universidade de Oxford, a mensagem cristã reverbera ainda hoje porque Jesus foi um autêntico praticante da Regra de Ouro – “não faça ao outro aquilo que você detesta” – ensinando-a, na verdade, em sua versão positiva – “faça aos outros o que gostaria que eles lhe fizessem”.

Os primeiros passos de Karen rumo ao mundo religioso foram dados aos 17 anos, quando entrou para um convento católico na Inglaterra. Viveu sete anos de conflito pessoal e espiritual e decidiu desistir da vida restritiva de sua ordem religiosa em 1969. Nunca havia ouvido falar de Beatles nem da guerra do Vietnã. Questionou sua fé, formou-se, lecionou literatura na Universidade de Londres e se reencontrou com a religião ao escrever seus livros. “Monoteísta freelancer”, Karen também tem títulos sobre Maomé e Buda e defende o diálogo religioso.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Valor.

Valor: Ao olharmos para nosso mundo, como a senhora sugere no segundo passo de seu livro mais recente, encontramos uma sociedade que realiza façanhas no campo da ciência e da tecnologia, mas com poucos gênios espirituais. O fascínio da ciência calou a voz dos pensadores da espiritualidade?

Karen Armstrong: Sim, o desenvolvimento da ciência no fim do século XVII tornou o pensamento religioso difícil para as pessoas. Apesar do brilhantismo tecnológico, o pensar religioso é subdesenvolvido, primitivo. Lemos os textos sagrados, por exemplo, com uma literalidade que é sem paralelo na história da religião.

Valor: Por que a vida de Jesus teve o poder de marcar tão profundamente a humanidade?

Karen: Certas pessoas parecem simbolizar o que o ser humano pode ter de melhor. Jesus é uma dessas pessoas, para muita gente. Vemos nos Evangelhos alguém que é muito humano e corajoso, sempre pronto a desafiar o sistema e derrubar barreiras, alguém que sai de seu caminho para praticar a compaixão pelos outros, até para pessoas que não são tão boas ou merecedoras. Mas Jesus é apenas uma dessas figuras paradigmáticas. Confúcio, Buda e Sócrates, todos têm um efeito parecido nas pessoas.

“Temos que amar o estrangeiro, nossos inimigos, e alcançar todas as tribos e nações. Isso não é nada fácil de fazer, requer um esforço diário”

Valor: No período do Natal as pessoas se predispõem mais a ter atitudes compassivas, a reconciliações e ao perdão?

Karen: Penso que é um período no qual as famílias se reúnem e nos lembramos dos Natais mágicos que tivemos na infância. Mas também é verdade que as pessoas podem fechar as portas para o resto do mundo nessa época. Não tenho família. Estarei sozinha neste Natal. Não me importo, porque posso ter tempo para trabalhar. Se há momentos nos quais somos inclinados ao perdão e à reconciliação, eles são superficiais, porque não sobrevivem à época do Natal. Penso que a fúria consumista do Natal é estressante. Não se trata de hipocrisia, apenas uma marca de nossa sociedade dominada pelo mercado. A história do Natal deveria nos fazer refletir sobre os proscritos. Ela fala dos refugiados da crueldade, da pobreza e da falta de um teto. Da falta de um lugar na hospedaria.

Valor: A “Bíblia” diz que Jesus se relacionou com pessoas consideradas impuras e odiosas pela sociedade da época, como os cobradores de impostos, as prostitutas e os leprosos. Se andasse pelas ruas de Jerusalém hoje, para quem ele olharia com maior compaixão?

Karen: Creio que gostaria de alcançar todos os judeus e palestinos em Jerusalém que perderam seus amados na luta, os que foram feridos, emocional e fisicamente por anos de guerra. Pediria aos extremistas dos dois lados que o coração deles não ficasse pesado pelo sofrimento, mas que vissem que o outro lado também está sofrendo. Pediria ao povo judeu que se lembrasse como se sentiu quando eles mesmos perderam sua terra, quando estiveram sem teto e privados de tudo – e que deixassem que essa lembrança conduzisse o seu jeito de lidar com os palestinos, que hoje passam por experiência semelhante. Que se lembrassem de Hilel, contemporâneo mais velho de Jesus, que resumiu toda a lei judaica desta forma: “Aquilo que detestas, não faça ao seu próximo. Esta é a ‘Torá’, o resto é comentário”. Jesus pediria aos israelenses para aplicar esse ensinamento à situação política atual. Também lembraria aos palestinos os sofrimentos que os judeus experimentaram na Europa no século XX, trauma que está vivo. O sofrimento e o medo distorcem a maneira como respondemos a uma situação. Jesus pediria às pessoas que olhassem para toda a dor que já experimentaram e que se lembrassem de que seus “inimigos” também estão sofrendo. (mais…)

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“Sou de Deus”, diz pastor do RJ que lideraria milícia

Pastor usaria igreja para ameaçar e cobrar juros de
pessoas que haviam pedido empréstimos aos
milicianos (Foto: Paulo Maurício Costa/G1)

título original: Pastor que liderava milícia na Zona Oeste do Rio se entrega à polícia

Paulo Maurício Costa, no G1

Dijanio Aires Diniz, o Pastor, acusado de liderar a milícia Liga da Justiça, atuante na Zona Oeste do Rio, chegou por volta das 14h desta quinta-feira (6) à Acadepol, na Cidade Nova, no Centro, em um carro da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Uma hora antes, ele se apresentara voluntariamente na sede da delegacia, na Cidade Nova. Acompanhado de um advogado, Dijanio negou as acusações de agiotagem e extorsão a moradores de Campo Grande, na Zona Oeste.

“Sou um homem de Deus. Isso é tudo mentira”, disse o pastor, que, segundo a polícia, dentro da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, ameaçava e cobrava juros de até 60% a pessoas que tomavam empréstimos dos milicianos.

“Vou provar a minha inocência. Estou aqui para isso”, acrescentou Dijanio, que depois de prestar depoimento na Acadepol será levado para a penitenciária Bangu 1.

O pastor, um dos fundadores da igreja há seis anos, negou que arrecade R$ 500 mil mensais em parceria com os outros 10 presos pela Draco-IE na operação Pandora II. Ele ainda rebateu a versão da polícia de que usava um cofre em sua casa para guardar o dinheiro arrecadado e que, com a mesma finalidade, tinha uma Bíblia com fundo falso.

A Draco-IE, apoiada pelo Ministério Público e pela subsecretaria de Segurança Pública, denunciou o pastor e as outras 10 pessoas por formação de quadrilha, agiotagem e extorsão. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.

A Liga da Justiça ficou conhecida na década passada por ter entre seus principais articuladores o ex-policial Batman e os irmãos Jerominho e Natalino, respectivamente ex-vereador e ex-deputado estadual. Os três estão presos.

Ainda são procurados outros dois supostos integrantes da Liga da Justiça: André Marcelo Botti de Andrade e Cléber Oliveira da Silva.

Esta é a segunda operação realizada para reprimir este tipo de crimes na região. Em setembro do ano passado, a polícia cumpriu 10 dos 18 mandados de prisão preventiva. Entre os presos, havia quatro ex-PMs acusados de envolvimento no esquema.

dica do Thiago Ceará

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