Dirty Old Car – Criando arte com a sujeira dos carros

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Publicado no Marte é para os fracos

Scott Wade apresentou seu trabalho ao mundo em 2010, com sua série “Dirty Old Car”, ele criar incríveis desenhos nos vidros dos carros, usando a poeira acumulada nesses vidros.

Ele recentemente lançou uma nova série com mais alguns incríveis trabalhos, inspirado em elementos da natureza, personagens de filmes e figuras famosas, seu trabalho é realizado em estúdio e também em eventos em shoppings com acompanhamento do público onde os carros estão devidamente empoeirados para que o artista possa desenvolver seu trabalho.

Veja também essa entrevista, onde ele conta um pouco de sua história. Para conhecer mais do trabalho do Scott Wade acesse o site Dirtycarart.

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Um novo olhar: conheça o surf debaixo d’água

Publicado no Catraca Livre

Pipeline, Maveriks, Jefreys Bay ou Puerto Escondido são alguns das praias mais procuradas pelos surfistas de todo o mundo. Cenários exuberantes, águas azuis, verdes e ondas de tirar o fôlego.

Em um bom dia de swell, impressionantes aéreos, tubos, cut backs e outras manobras garantem as melhores cenas dos clássicos filmes de filmes de surfe que ganham as telas.

Para revolucionar o conceito sobre os tradicionais filmes, o diretor e fotógrafo Morgan Maassen resolveu inovar. Sua ideia é registrar uma sessão de surfe debaixo dágua, propondo uma nova perspectiva para quem assiste… Se bateu a curiosidade, confira o resultado…

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A natureza da culpa

padrao_fifaMarina Silva

Recebo notícias preocupantes do Acre, onde a enchente dos rios já obriga muitas famílias a buscar abrigos públicos. Mais grave está em Rondônia: o rio Madeira espalha-se nas cidades e áreas rurais, cobrindo até um trecho da estrada federal e impedindo o transporte de pessoas e mercadorias.

No Sudeste, em São Paulo, o problema é mais complexo: se chove, a enchente traz destruição e ameaça vidas; se não chove, pode faltar água e eletricidade, com os reservatórios das usinas muito baixos.

Mas o mais preocupante é o despreparo de nosso país em lidar com situações que se repetem todos os anos –ainda mais com o agravamento dos eventos climáticos extremos, anunciados há bastante tempo. Uma enchente súbita pode ser um fenômeno natural, mas os prejuízos repetidos denunciam o descaso e a falta de planejamento.

O que vem depois da “criminalização” da natureza? A judicialização é impossível, pois não há como processar a chuva nem a seca. E a acusação de ser contra o progresso, de pessimismo ou até de ecoterrorismo pesa sobre todos os que tentam alertar para o desastre antes que ele aconteça.

Circulam na internet fotos impressionantes de enchentes em conjuntos habitacionais construídos há pouco tempo e ainda não ocupados. É um absurdo o desperdício dos recursos públicos que escorrem, literalmente, por água abaixo. Mas ai de quem ouse comparar esse descaso com o luxo do “padrão Fifa” exigido para a Copa. O governo parece querer restringir o debate ao desempenho da seleção ou, talvez, à escalação do time.

E, nas eleições, vamos debater qual partido tem o escândalo mais condenável? Se descuidarmos, até o grave problema da corrupção poderá desviar-se para a disputa política superficial, a troca de acusações, sem a busca sincera e eficaz de superação e mudança.

Já passa da hora de acordar. A crise não está batendo à porta, já entrou em casa. A evidência da crise ambiental conseguirá mudar a avidez pelo lucro imediato ou pela popularidade fácil das obras apressadas? Veremos que a crise de valores, base da desconexão com a natureza, é a mesma que nos empurra para o abismo da corrupção? Resta a esperança de que a indignação de amplas parcelas do povo seja a energia necessária para mudar o rumo dos acontecimentos.

O sonho não morreu. Nesta semana vi, na favela do Vidigal, uma comunidade mobilizada para limpar e embelezar o lugar, criar espaços de cultura e lazer por sua própria iniciativa. Em toda parte, há projetos e debates sobre energia, água, transporte, segurança e outros temas estratégicos. Só falta juntar as duas pontas: a ação das pessoas e a prospecção de novos rumos.

Para o bem de todos, espero que esse encontro aconteça logo.

fonte: Folha de S.Paulo

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