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Série de fotos mostra diversos materiais usados por pássaros em seus ninhos

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Jaque Barbosa, no Hypeness

Sharon Beals diz que, além de seu trabalho, a fotografia é também a forma de arte que ela encontra para contar aquilo que a preocupa e interessa. A fotógrafa norte-americana acabou criando uma série que deu em um livro, “50 Nests and the Birds that Built Them”.

A série capta a diversidade de materiais usados pelos pássaros para construir ninhos, entre pedaços de ervas, folhas secas, musgo, palha ou conchas. Sob um fundo preto, é apresentado cada detalhe do trabalho destes autênticos arquitetos da natureza.

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Mais fotos de Sharon Beals e dessa fantástica série aqui.

Os 12 mandamentos do esquerdista moderno

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Cynara Menezes, no Socialista Morena

I – Não ter o dinheiro como norte

II – Respeitar o próximo como a ti mesmo (não precisa nem amar, respeitar tá de bom tamanho)

III – Não roubar o povo

IV – Ser pacifista (violência, só contra a tirania)

V – Amar a natureza

VI – Ser contra o latifúndio, os transgênicos e o uso abusivo de agrotóxicos

VII – Não perder a capacidade de se indignar

VIII – Acreditar e lutar por direitos iguais para todos, independentemente de raça, credo, origem, condição social ou orientação sexual

IX – Ser consciente da dívida histórica com índios e negros e apoiar políticas de ação afirmativa

X – Ser um defensor intransigente da liberdade: de pensamento, de expressão, de culto, de ir e vir, cognitiva

XI – Ser a favor do estado laico

XII – Jamais se esquecer (ou se envergonhar) do que sonhava aos 20 anos de idade

Poder, dinheiro e sexo

Ana Hickman, clicada por Valério Trabanco

Ana Hickman, clicada por Valério Trabanco

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

“Meu Deus, eu queria tanto ouvir um pecado novo.” Esta frase me foi dita por uma amiga minha, uma verdadeira dama, citando um padre amigo seu.

Esta fala revela a repetição dos temas humanos: dinheiro, poder, sexo. Nada há de novo embaixo do sol, como diz a Bíblia Hebraica. Iniciantes acham que há.

Posso imaginar a monotonia do confessionário. Para nós, mero mortais, a ideia, por exemplo, de uma mulher contando suas infidelidades, reais ou imaginárias, é uma delícia de luxúria. Para o apreciador do sexo frágil, o segredo do mundo está entre as pernas das mulheres.

Aliás, a luxúria é um dos sete pecados capitais. E pecado é coisa séria, apesar de hoje estar na moda achar que não existem mais pecados. Eu, que sou um medieval, creio mais neles do que nas ciências humanas.

Ingênuos acreditam que a vida mudou em sua “essência”. Mesmo o caso do Vatileaks repete a velha história de poder, dinheiro e sexo.

Mesmo Jesus, em seus 40 dias no deserto (que por sua vez simbolizam os 40 anos do povo hebreu perdido no Sinai, pós-Egito), foi tentado nesta velha chave: poder, ouro, mulheres.

Mas existe uma hierarquia nesta estrutura. Por exemplo, ninguém nunca perdeu mulher perseguindo dinheiro (ouro), mas sim perdeu muito dinheiro perseguindo mulher, portanto, dinheiro é mais essencial e seguro do que começar por mulheres. Uma vez tendo o dinheiro, elas virão.

“Sabedorias” como essa falam do pecado, essa marca de nossa natureza humana.

Prever o comportamento humano a partir do pecado é quase uma ciência exata.

Uma coisa chata sobre essa ciência exata do pecado é justamente ela furar nossas utopias.

E o mundo moderno, assim como é o tempo da técnica e da ciência, é também o tempo da mentira moral generalizada que se diz utopia.

Adianto que não uso pecado aqui como algo necessariamente religioso, mas sim como traço de comportamento verificável do tipo “ratinho do Pavlov”: os sete pecados capitais funcionam “cientificamente” melhor do que a luta de classes.

Lembre, por exemplo, da inveja que seu colega de trabalho tem quando você tem mais sucesso do que ele.

E se ele não reagir de modo banal, isto é, babar de inveja, saiba que você está diante de alguém de caráter. Coisa rara.

As feias querem matar suas colegas mais bonitas. A única esperança das feias é que as bonitas sejam mesmo burras e superficiais.

Mas a luxúria é top. Depois da revolução sexual pensamos que a luxúria não existe mais e que “sexo salva”. Pensar isso é coisa de iniciante.

O que caracteriza o pecado é que ele extenua a pessoa. A ideia mais perto disso é a ideia de vício. Vício em drogas, álcool. Luxúria seria o vício no sexo.

Alguns especialistas acham que não existe vício em sexo e que falar disso é simplesmente ser “moralista” ou ter inveja de quem faz muito sexo.

Eu suspeito de que quem acha que não existe vício em sexo é que não faz sexo o suficiente, por isso não sabe o que é estar submetido a um desejo que destrói a alma.

Neste caso, a simples visão de uma mulher, suas pernas, sua voz, seus gestos, implica no silêncio do resto do mundo.

Os antigos e medievais entendiam mais da natureza humana do que nós, principalmente porque eram menos utópicos e não sofriam dessa bobagem de achar que é a “ideologia” que determina quem somos.

A “crítica da ideologia” é uma das pragas contemporâneas e virou uma espécie de fetiche do pensamento, que nos impede de ver o óbvio: poder e dinheiro trazem sexo, seja homem ou mulher, isso não é “ideológico”.

Quase todo mundo faz quase o tempo todo quase tudo por poder, dinheiro e sexo.

Sobre o risco de conceitos virarem fetiche, o livro de Luís de Gusmão, “O Fetichismo do Conceito” (Topbooks), é uma pérola. Recomendo para quem acredita em “mitos”.

Autores como Evagrio Pônticos (345-399), Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225-1274) podem nos ensinar bastante sobre natureza humana.

Saia da moda e leia os antigos e os medievais. Para eles, o pecado é a perda da autonomia da vontade. Quem nunca viveu isso, que se cale e vá brincar.

Por que amamos tanto os bichos

CUMPLICIDADE A estudante Laura Aragão, de 9 anos, abraça sua “irmã” Hanna, fêmea de dog alemão, internada no hospital veterinário. Os bichos viraram parte emocional da família (Foto: Marcelo Min)
CUMPLICIDADE
A estudante Laura Aragão, de 9 anos, abraça sua “irmã” Hanna, fêmea de dog alemão, internada no hospital veterinário. Os bichos viraram parte emocional da família (Foto: Marcelo Min)

Novas pesquisas científicas explicam nosso apego aos animais de estimação. Donos sofrem – e até se internam – com seus pets nos hospitais universitários

Marcela Buscato e Nathalia Ziemkiewicz, na Época

As ideias do filósofo americano Henry David Thoreau sempre estiveram à frente de seu tempo. Ele morreu em 1862, a três anos de ver a Constituição americana oficializar a proibição da escravidão, uma das causas que defendera. Interessado nas interações humanas com a natureza, foi um dos precursores dos conceitos de ecologia e ambientalismo. Sua filosofia da desobediência civil – a resistência aos atos de governos injustos – influenciou líderes como o pacifista indiano Mahatma Gandhi. O pensamento de Thoreau permanece atual também num dos aspectos essenciais da vida moderna, quando trata da relação entre humanos e seus animais de estimação. Thoreau escolheu viver no campo, à beira de um lago, para desfrutar a vida simples. Lá, depois de observar os vizinhos e seus animais, chegou a uma conclusão que ainda hoje resume a relação do Homo sapiens com seus bichos domésticos: “Com frequência, um homem é mais próximo de um gato ou de um cachorro do que de qualquer outro ser humano”.

Capa da edição 766 de ÉPOCA que está nas bancas  (Foto: Johnny Duarte/ÉPOCA )

Capa da edição 766 de ÉPOCA que está nas bancas (Foto: Johnny Duarte/ÉPOCA )

Desde os tempos de Thoreau, muita coisa mudou – mas esse aspecto da vida moderna apenas confirmou a percepção do filósofo. Os animais tornaram-se parte da família. Numa pesquisa recente, nove em cada dez pessoas ouvidas nos Estados Unidos afirmam que seus sentimentos pelos animais domésticos são semelhantes àqueles que nutrem pelas pessoas mais próximas. Para os amantes dos bichos, é apenas a constatação do óbvio. Para quem não gosta de intimidade com os animais, é um desvio de comportamento a ser explicado por psicólogos. Como é possível o sentimento por animais rivalizar com o apego às pessoas?

No recém-lançado What’s a dog for? (Para que serve um cão?, sem edição no Brasil), o jornalista americano John Homans investiga as explicações científicas e filosóficas para a “estranha situação de ter um predador em sua casa, deitado de barriga para cima, esperando alguém lhe fazer cócegas”. Em outro livro recente, também sem tradução no Brasil, Another insane devotion (algo como Outra devoção insana), o americano Peter Trachtenberg narra a procura por sua gata Biscuit, metáfora para seu casamento em crise. Ele descobre que o amor por Biscuit e o amor pela mulher guardam pontos em comum.

Goste-se ou não, a elevação do status dos animais a integrantes da família está aí. Basta passear pelos perfis de amigos e parentes nas redes sociais para constatá-lo. As fotos do cachorro disputam espaço com as do bebê. As declarações de amor aos animais se sucedem em cascata. Vídeos que capturam a fofurice de cãezinhos e as proezas de bichanos – já viram os gatos cantores? – são campões absolutos de audiência. A oferta de produtos e serviços para os bichos de estimação é mais um indício de amor desmedido: há de padaria a manicure especializada, num mercado que movimenta R$ 12,5 bilhões por ano no país. Estima-se que os brasileiros, donos de 101 milhões de animais domésticos, gastem R$ 400 mensais em cuidados com eles.

Cidade chilena tem matança de cães após bispo pedir sua eliminação

Foto: Reprodução/UDDA

Charles Nisz, no Vi na Internet

Na cidade de Punta Arenas, no sul do Chile, dezenas de cães apareceram mortos após o último fim de semana. Ainda não se sabe a causa das mortes, mas entidades de proteção aos animais denunciam um possível envenenamento em massa, segundo notícia do site Opera Mundi.

O caso acontece após declarações de Dom Bernardo Bastres, bispo local, citando a Bíblia para justificar o assassinato de cachorros. Em artigo no jornal regional Hoy por Hoy da última quarta-feira (09/01), o bispo lembrou de cidades europeias com autonomia para eliminar os cachorros de rua quando eles são um incômodo para a sociedade.

“Deus criou todas as coisas e as colocou à disposição do ser humano, esse é um princípio do Gênese, tudo está ao nosso serviço, e, portanto, também podemos nos desfazer problemas criados pela natureza”, afirmou o religioso em seu artigo. Ele queria que as autoridades chilenas sacrificassem os cães sem donos.

Revoltados com a morte dos cachorros, dezenas de pessoas se reuniram neste domingo (13) em frente à catedral da cidade e responsabilizaram o bispo pelo ocorrido. Os manifestantes impediram a realização da missa e informaram que iriam se reunir novamente nesta segunda (14) no mesmo local.

Ontem, Dom Bernardo Bastres negou as acusações de envolvimento com a matança e lamentou as possíveis consequências de suas declarações. “Eu acho que as pessoas que mataram esses animais são pessoas desequilibradas. Não existe espaço dentro de qualquer sistema democrático para o povo fazer a justiça em suas mãos”, disse ele.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

1 amigo acabou de citar 1 texto bíblico ao ler essa notícia tão triste: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12.10).