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Entregador do McDonald’s cospe em hambúrguer e manda SMS avisando cliente

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Publicado originalmente no UOL

Um entregador da rede de fast food McDonalds na Coreia do Sul insultou um cliente por SMS nesta terça-feira (20). O funcionário cuspiu no lanche que estava carregando e depois informou o cliente sobre a grosseria por uma mensagem de texto pelo celular.

O cliente era um estudante universitário de sobrenome Kim, que havia pedido dois combos para entrega. O entregador, no entanto, não conseguia encontrar o endereço, e Kim teve que orientá-lo por telefone quatro vezes.

Depois de 40 minutos, a comida chegou. Kim consumiu os lanches. Mais 40 minutos se passaram antes que ele recebesse uma mensagem de texto do entregador, que provocava: “O cuspe estava gostoso? ^^”.

O funcionário utilizou o símbolo “^^” para representar um sorriso irônico.

Kim telefonou para o call center do McDonald’s e contou sua história. O gerente da loja demorou a acreditar que o entregador tivesse enviado uma mensagem de texto sobre o ocorrido.

Mais tarde, ficou provado que a mensagem tinha sido mesmo enviada pelo entregador.

Em uma entrevista, Kim afirmou que não conseguia imaginar por que o entregador enviaria uma mensagem de texto, e acrescentou que estava bravo com o gerente da loja por não ter acreditado nele.

O McDonalds se desculpou pelo incidente, e o entregador pediu demissão.

Complexo de cebola

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Caio Fábio

Somos como cebolas.

Eu pelo menos sei que sou.

Sim, pois quantas camadas de mim, … de mim já saíram … para que meu Eu fosse, em crescente liberdade de ser, aparecendo para mim mesmo?

E ele, o meu Eu, ainda não me é inteiramente conhecido; mas, dia a dia, olhando para a face de Cristo, percebo que meu Eu está sendo transformado, de glória em glória, na imagem de Cristo, que é o meu

Eu-Real-Nele; ou seja: Eu-Ele; pois fora Dele, não há nada em mim se não um “Mim” que não faz meu Eu.

Mas a camadas de “mims” têm que ser descascadas!…

Os mims são os meus eus fabricados pela absorção das vaidades que geram caprichos e que produzem carências!…

Os meus mims são as camadas impostas sobre o Eu pela tirania das obrigatoriedades vãs!

Nele, em quem sou cada dia menos camada, e mais e mais miolo

fonte: Facebook

Americana é expulsa de parque aquático por usar ‘biquíni revelador’

Madelyn Sheaffer ficou indignada ao ser abordada por funcionários.
‘É porque fico bem demais nele?’, esbravejou a americana de 43 anos.

Madelyn Sheaffer fez desabafo em rede social após ser expulsa de parque aquático por usar 'biquíni revelador' e recusar a se cobrir (Foto: Reprodução/Facebook/Madelyn Sheaffer)

Madelyn Sheaffer fez desabafo em rede social após
ser expulsa de parque aquático por usar ‘biquíni
revelador’ e recusar a se cobrir
(Foto: Reprodução/Facebook/Madelyn Sheaffer)

Publicado originalmente no G1

Uma americana de Independence, no estado de Missouri (EUA), ficou revoltada e fez uma reclamação com a polícia depois de ter sido expulsa de um parque aquático por utilizar um traje de banho “revelador demais”.

Indignada, Madelyn Sheaffer fez um desabafo em seu perfil no Facebook, no qual contou que estava com a mãe, a filha de 14 anos e três sobrinhos no estabelecimento quando dois funcionários, que seriam “adolescentes”, pediram que ela se cobrisse porque o traje era pequeno demais.

Ao pedir para falar com um supervisor, Sheaffer obteve a mesma ordem, e foi informada de que, caso não se cobrisse, teria que deixar o parque. “Que tipo de discriminação é essa? É porque estou velha demais para usar um biquíni ou porque fico bem demais nele?”, argumentou a americana de 43 anos, afirmando que havia “diversas garotas de 15 a 18 anos com trajes tão reveladores” quanto o dela.

Os funcionários chamaram a polícia, que foi ao local e escoltou a mulher para fora, que já que não podiam fazer nada pois os colaboradores estavam “apenas fazendo seu trabalho”. Em seu perfil na rede social, a americana finalizou dizendo que procurou a mídia para falar sobre seu caso, e que recebeu “muitos elogios” pelo traje.

De acordo com a emissora “KSHB”, o parque aquático emitiu uma nota afirmando que fica a critério do gerente decidir se os trajes de uma pessoa são ou não apropriados, e sustenta que o parque não discriminou a americana.

Paulo Henrique Amorim é condenado à prisão por injúria contra Heraldo Pereira

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Publicado na Folha de S. Paulo

O apresentador Paulo Henrique Amorim, da TV Record, foi condenado à prisão por chamar o jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, de “negro de alma branca”.

A pena, por crime de “injúria preconceituosa”, foi fixada em um ano e oito meses de reclusão, e substituída por pena restritiva de direito a ser ainda definida.

Como Amorim completou 70 anos em fevereiro, os desembargadores diminuíram a pena em três meses, “diante da atenuante de senilidade” prevista em lei.

Em 2009, o apresentador, que mantém um blog na internet, publicou um texto com críticas a Heraldo Pereira. Nele, disse que o jornalista era “negro de alma branca” que “não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”.

Na sentença, a desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio considerou que as declarações de Amorim “foram desrespeitosas e acintosas à vítima” e que “foi nítida a intenção de ofender a honra” de Pereira.

A advogada Maria Elizabeth Queijo, que representa Amorim, disse que vai recorrer. “O Paulo exerceu o direito de crítica. Ele tem esse estilo muito contundente, irônico, cortante. Mas a história toda da vida dele é de defesa dos negros, das cotas, de políticas afirmativas. Soa estranho ser acusado dessas práticas.”

heraldo pereira

Após sofrer maus-tratos e perder pata, vira-latas conquista jovens na zona norte

O cachorro mora na rua, em frente ao prédio onde vive a dupla, e se alimenta graças à ajuda “de todo mundo que dá uma coisinha”.

Cachorro Snoopy, de 3 patas, segue Felipe Alves Nunes,14 e Evandro Pereira dos Santos,12, até o colégio em SP. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Cachorro Snoopy, de 3 patas, segue Felipe Alves Nunes,14 e Evandro Pereira dos Santos,12, até o colégio em SP. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Publicado originalmente na Folha de S. Paulo

Caso alguém decida fazer uma visita à escola municipal Romão Gomes, no Parque Novo Mundo, na zona norte de São Paulo, no período da tarde, vai ser recebido, em primeiro lugar, por um cão vira-latas de três patas batizado pelas crianças de Snoopy.

Todos os dias, com faltas eventuais apenas por questões amorosas, o cachorro aguarda os garotos Felipe Alves Nunes, 14, e Evandro Pereira Santos, 13, saírem do compromisso escolar para acompanhá-los de volta para casa, em um conjunto residencial Cingapura, pouco menos de um quilômetro dali.

O cachorro mora na rua, em frente ao prédio onde vive a dupla, e se alimenta graças à ajuda “de todo mundo que dá uma coisinha”.

Felipe acredita que o chamego do cão com ele e com o amigo Evandro veio após eles terem dado “duas salsichas saborosas” ao bicho.

“Ele é meu melhor amigo. Reconheço o esforço que faz, todos os dias, andando 850 metros só para ficar me esperando. Retribuo brincando, jogando bola e fazendo carinho nele”, diz Felipe.

Alunos fazem desenhos em escola municipal onde contam a história do vira-lata Snoppy que sofreu maus-tratos

Alunos fazem desenhos em escola municipal onde contam a história do vira-lata Snoppy que sofreu maus-tratos

HISTÓRIA DE AMOR

A história de amor entre Snoopy e os meninos começou há dois anos, antes de o cão ter sofrido a amputação devido a maus-tratos.

“O cachorro desapareceu por um tempo e todos na escola acharam estranho. Só ficamos sabendo de tudo o que tinha acontecido quando ele retornou à rotina, já sem a patinha da frente”, afirma a diretora, Tânia Carmona.

Quando sumiu, Snoopy só foi encontrado após uma busca que envolveu estudantes e moradores do bairro. “Encontramos ele muito machucado. Ele me viu e parecia que pedia para eu ir embora porque queria morrer sozinho. Foi muito triste”, lembra Felipe, estudante da oitava série.

VAQUINHA

Moradores e alunos fizeram uma vaquinha e conseguiram arrecadar o valor de R$ 2.000 para os cuidados veterinários emergenciais para o cachorro.

Em poucas semanas, o vira-lata sorridente -meio branco, meio caramelo- estava recuperado, mas tendo de conviver com uma deficiência: andar sem a pata esquerda dianteira.

“Para mim, ele ter só três patas não faz diferença nenhuma. Só no começo, que ele andava um pouco mais devagar, mas, agora, é quase normal. O meu amor por ele é igual”, conta Evandro.

Apesar de os alunos conhecerem o cachorro “da portaria”, poucos sabiam de sua saga, que só ficou popular após a publicação dos detalhes em um blog do colégio.

“A história do Snoopy é próxima da vida da gente, não é conto de fadas. Todo o mundo se emociona com a vontade dele de continuar vindo com os meninos”, conta Giovanna Lemos, 12.

Snoopy também virou tema de exposição de cartazes feitos na escola. Os alunos descreveram em desenhos seus sentimentos pelo bicho.

UNIÃO

“O cachorro ultrapassou a função dos nossos projetos pedagógicos e mexeu com o emocional das crianças, que vivem uma realidade muito dura no bairro, muitas vezes de pobreza, de violência”, declara Ana Paula Faria, professora de informática educativa do colégio.

O cachorro só sai da portaria durante o período de aula em três situações: quando vê um dos garotos na quadra de esporte e começa a latir em desespero, quando consegue driblar os funcionários para ficar babando na janela da sala de aula dos meninos e para acompanhar a dupla de volta para casa.

Para a assistente de diretoria Marisa Testone, os detalhes da história do cachorro “despertaram um sentimento de união entre os alunos”.