Homem mais velho do mundo morre aos 111 anos em Nova York

Alexander Imich morreu no domingo (8); o posto passa agora a Sakari Momoi, Japão, que nasceu no dia 5 de fevereiro de 1903

publicado no Último Segundo

O homem mais velho do mundo morreu em Nova York aos 111 anos, de acordo com a casa de repouso onde ele vivia.

Alexander Imich, que nasceu na Polônia em 1903 e sobreviveu a um campo de trabalhos forçados no Gulag soviético, morreu no domingo (8), disse Marcy Levitt, diretora-executiva da Esplanade Manhattan.

Imich emigrou para os Estados Unidos na década de 1950 e era um estudioso do ocultismo. Ele editou uma antologia chamada “Contos Incríveis do Paranormal”, em 1995, com a idade de 92.

Ele completou 111 anos em fevereiro e em abril passou a ser o homem mais velho, de acordo com o Grupo de Pesquisa de Gerontologia da Califórnia. O posto passa agora a Sakari Momoi, do Japão, nascido em 5 de fevereiro de 1903, um dia depois de Imich, de acordo com o grupo de pesquisas.

Dezenas de mulheres eram mais velhas do que Imich, de acordo com o grupo, e a mais velha delas, Misao Okawa do Japão, tem 116 anos.

Imich creditava sua longa vida a bons genes. “Mas a vida que você leva é tão ou mais importante para a longevidade”, disse ele à Reuters no mês passado em uma entrevista em seu apartamento no Upper West Side de Manhattan.

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Origami: exposição quer levar obras de 80 artistas para Nova York; confira galeria

Evento está em fase financiamento colaborativo para cobrir gastos com transporte das obras

publicado no Catraca Livre

A exposição Surface to Structure pretende levar obras de 80 artistas – entre mestres e novos talentos – de origami para Nova York. O local escolhido foi Cooper Union, palco da primeira exposição de origami dos E.U.A há 55 anos.

O evento tem curadoria de Uyen Nguyen e está em fase de financiamento colaborativo no Indiegogo. O objetivo é levantar fundos para transportar os trabalhos que são frágeis e de 5 continentes diferentes.

Confira galeria com artistas que vão participar da exposição.

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Homem pede na Justiça dos EUA indenização de US$ 2 undecilhões

Fernando Moreira, no Page not found

Um morador de Manhattan, em Nova York (EUA), está pedindo na Justiça indenização de 2 undecilhões (um 2 seguido de 36 zeros) de dólares em processo que ele move contra a Prefeitura de Nova York, NYC Transit (o Departamento de Trânsito da Big Apple), a loja Au Bon Pain, dois hospitais locais, a rede de supermercados Kmart e o dono de um cão.

Anton Purisima, de 62 anos, está se representando em um tribunal federal de Manhattan. Ele acusa os réus acima listados de violações de direitos civis e tentativa de assassinato. A maior parte das acusações é vaga. Algumas outras, entretanto, são claras. Em uma delas, Anton diz que foi mordido por um cão “raivoso” em um ônibus de Nova York. Ele também cita um “casal chinês” que teria tirado foto dele, sem autorização, quando estava sendo tratado em um hospital da cidade, segundo reportagem do “NY Post”.

No processo de 22 páginas, Anton diz que “o sofrimento e os danos sofridos não têm preço”. Ele anexou uma foto de um dedo da mão ferido.

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Taxista passa 30 anos fotografando beijos de casais apaixonados em Nova York

Publicado no Virgula

O taxista e fotógrafo Matt Weber sempre apreciou os casais apaixonados que circulam pelas ruas de Nova York. Durante 30 anos ele registrou os beijos e momentos de carinho praticado em público na cidade e reuniu em um projeto bem fofo.

A profissão que exerce facilitou bastante a captura dos momentos inusitados e cheios de amor em meio a aspereza da cidade grande. Desde 1978, as cenas são registradas através da janela de seu carro amarelo, ou enquanto caminha pela cidade.

Segundo o fotógrafo, suas fotos inspiram muita curiosidade, do tipo: quem são essas pessoas, o que estão fazendo. “A gente vê tantas pessoas miseráveis por aí. Vê um monte de gente e não olha muito o conteúdo. Com as pessoas felizes, eu tento não me preocupar muito por que elas estão felizes”, disse ele ao “Daily Mail”.

O trabalho está sendo lançado em livro, batizado como “Urban Prisoner”, e também está disponível para compra em seu site.

Veja um pouquinho do que Matt capturou.

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Consulta: 25 centavos

Carol Pires, na Piauíesquina_consulta

Todos os domingos, depois do almoço, o búlgaro Ivailo Dimov sai do Brooklyn em direção à Union Square, em Manhattan, arma sua cadeira de acampamento azul e pelas cinco horas seguintes segura uma placa que diz: “Conselhos. 25 cents.” Dimov não é padre, terapeuta, nem sequer um velho sábio. É um homem de 35 anos, estatura mediana e um sorriso amigável que combina com suas bochechas cheinhas. Trabalha no mercado financeiro em Wall Street, mas nunca é perguntado sobre bolsas e ações. Num domingo recente, entre as dezenas de pessoas que o procuraram, ele atendeu um homem sofrendo de amor, uma mulher endividada, um escritor em crise existencial, dois alunos inseguros sobre a vida escolar e um jovem com o polegar cortado que fugia da namorada.

Era o início da tarde e o furacão Sandy estava previsto para chegar a Nova York no dia seguinte. Mesmo que o vento já quase levasse embora sua peruca black power de Halloween, Dimov decidiu manter o serviço que presta desde setembro, o Advice4Quarter. Três amigos o acompanharam nesse dia na missão de vender conselhos a desconhecidos. Não podiam deixar os nova-iorquinos na mão num momento de crise.

A Union Square é uma espécie de teatro popular ao ar livre, mas nesse dia estava vazia por causa da tormenta iminente. Toda a fauna de obsessivos, loucos, pedintes, performáticos e transeuntes que povoa a praça parecia diluída na multidão no mercado em frente, comprando comida para estocar em casa. Do lado de fora, um jovem se acercou do grupo e perguntou se os conselhos deveriam ser sobre coisas específicas ou gerais. Ele então jogou uma moeda de 25 centsno chapéu e pediu um conselho qualquer. Um dos conselheiros, chamado Will, lhe perguntou se ele já estava preparado para a tormenta, se comprara comida e baterias. Sim, o rapaz já fizera isso. E como iria trabalhar no dia seguinte? O metrô estaria fechado. “Ah, esse foi um bom conselho de verdade. Não tinha pensado nisso”, disse o rapaz, antes de seguir seu caminho.

Brian, um estudante de medicina da Universidade de Nova York, loiro e magricela, passava por ali em direção ao East Village, onde se refugiaria na casa de um amigo. Mas não fugia da tormenta, e sim da namorada. Ela só tem 19 anos – um a menos que ele. Nas palavras do rapaz, ela está sempre depressiva e é muito carente. Na noite anterior, Brian tentara terminar a relação, mas a garota ameaçou se cortar com um estilete caso ele não voltasse atrás. Ao tentar tirar o objeto da mão dela, acabou com o polegar direito cortado. Vendo que a ameaça era séria, decidiu ficar até ela dormir, quando correu para casa. Na manhã seguinte, ela estava na porta do prédio dele aos berros. Ao fugir novamente em direção à casa de um amigo, Brian viu o grupo com os cartazes anunciando conselhos. Ainda com o dedo sangrando, afobado e perturbado, contou a Ivailo Dimov sua história.

 

imov se mudou da Bulgária para os Estados Unidos há dez anos, quando foi estudar física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Boston. Ali ouviu pela primeira vez sobre estudantes que vendiam conselhos na Harvard Square inspirados na personagem Lucy, dos quadrinhos do Charlie Brown, que cobrava nada mais que 5 cents por suas opiniões. Dimov tinha o desejo de comprar um baixo, mas era estudante e com pouco dinheiro. “Paguei os 5 cents a um daqueles conselheiros e me convenci que deveria comprar o baixo”, disse. Ele aprendeu a tocar o instrumento, mas o perdeu na mudança, quando foi estudar na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, onde se formou Ph.D. em física.

Dimov estima que 10% das pessoas que falam com ele só querem saber o propósito do serviço. A maioria quer se divertir e pergunta coisas circunstanciais, eleitas no momento. Naquele dia uma moça quis saber se sua calça jeans nova a deixava bem. Jodi Samsom, uma mulher elegantemente vestida que descobriu o Advice4Quarter pelo Facebook e ajudava Dimov no serviço, respondeu à dúvida, como se fosse uma amiga fofocando no banheiro: “Ah, sabe o quê? Na verdade ela deixa sua bunda um pouco achatada.” Se ouvisse isso de uma amiga, a mulher poderia pensar que a opinião era tendenciosa. Vindo de uma desconhecida, o palpite – ou conselho – não está sujeito a esse tipo de constrangimento.

No domingo seguinte à tormenta, muitas árvores tombadas ainda não haviam sido retiradas das ruas e parte da Union Square estava fechada pela polícia. Dimov montou as cadeiras em uma esquina mais isolada. Com o serviço de metrô restabelecido, oito amigos puderam acompanhá-lo. Nenhum deles era amigo íntimo de Dimov, mas sim gente que fora aconselhada em algum dia e quis voltar, mas para o outro lado do balcão. Para Dimov, dar conselhos é uma habilidade universal.

Num dia movimentado, ele e seus amigos chegam a aconselhar 100 pessoas, o que somou 25 dólares, usados para comprar as cadeiras de acampamento, placas novas, chá e café para os conselheiros. Sua ambição, porém, não é criar um negócio, e sim um movimento como o Free Hugs,que espalhou pelo mundo a ideia de abraçar desconhecidos na rua. “Somos 8 milhões numa pequena ilha e a maioria não tem com quem conversar. Essa é a proposta do Advice4Quarter”, explicou.

Quem não gosta do conselho pode ter sua moeda de volta. Uma vez um homem de passagem lhe disse: “Eu faço a mesma coisa que você para viver, só que cobro 250 dólares por hora e não devolvo o dinheiro se eles não gostarem.”

O caso de Brian bem poderia ser encaminhado a um divã, mas ele se contentou com o que ouviu na rua. Em troca de 25 cents, escutou que naquela situação não era errado ser um pouco egoísta e cuidar primeiro da própria segurança. Ele ficou alguns segundos assentindo com a cabeça. E então disse: “Isso é exatamente o que vou fazer.”

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