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Jovens evangélicos ganham a noite de BH com opções exclusivas de balada

Jovens evangélicos ganham casa noturna em Belo Horizonte, a Santo Cristo Gospel Pub, onde dançam, paqueram e oram. Sem bebida alcoólica, lugar fica aberto até de madrugada

Com luz baixa, globo giratório, música dançante e cara de boate, espaço tem capacidade para 300 pessoas e fica no Bairro Cidade Nova

Com luz baixa, globo giratório, música dançante e cara de boate, espaço tem capacidade para 300 pessoas e fica no Bairro Cidade Nova

Tiago de Holanda, no Estado de Minas

À primeira vista, parece uma casa noturna convencional. A iluminação é baixa. No teto, um globo giratório lança bolinhas coloridas no salão. A um canto, um grupo de jazz toca versões instrumentais de músicas mundanas, incluindo o clássico Bananeira, de João Donato e Gilberto Gil. Em um intervalo da apresentação, o ambiente passa a ser animado pelo ritmo dançante da banda Funk Como Le Gusta, que tem um show exibido nos monitores de tela plana. De repente, o som cessa, um homem sobe no palco e, após cumprimentar os clientes, fala ao microfone. “Quem trouxe a Bíblia levanta a mão. Quem não trouxe, eu profetizo o smartphone em sua vida”, diz Nito Landau, um dos donos do lugar.

Nito, de 37 anos, começa a ler versículos do capítulo 14 de Romanos. Em uma das mesas, uma mulher tira da bolsa uma espessa Bíblia e acompanha a leitura, em silêncio. Na mesa ao lado, um jovem se apressa para abrir uma versão digital do livro no smartphone. “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça”, prega um dos versículos lidos por Nito. Depois, um breve sermão. “Deus é liberdade. Siga aquilo que Deus colocou em sua vida. Amém?”, pergunta. “Amém”, exclamam os presentes. Ele faz uma ardente oração e reforça: “Esta é uma noite que dedicamos a Deus”.

Era uma quinta-feira na unidade do Santo Cristo Gospel Pub, em Belo Horizonte. Aberta em 18 de dezembro, a casa funciona no número 135 da Rua Júlio Pereira da Silva, Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital. O lugar se destina a receber frequentadores de igrejas evangélicas que, sem desrespeitar o que elas professam, queiram sair de casa para se divertir depois de o sol se pôr. No bar ao fundo do salão, as prateleiras ficam quase vazias, sem as habituais garrafas de uísque, vodca e cachaça. O cardápio não oferece bebidas alcoólicas. As opções são água mineral, sucos de frutas, tigela de açaí, refrigerantes e energético.

SEGUNDA UNIDADE

Sanduíches e porções de comida estão no outro lado do cardápio. O menu é quase idêntico ao da outra unidade do pub, inaugurada há quase três anos em Santa Luzia, na Região Metropolitana de BH. Na capital, a casa tem capacidade para cerca de 300 pessoas e dá desconto no ingresso para quem doar alimento não perecível, entregue depois a instituições de caridade. Ela abre de quinta-feira a sábado, das 21h30 até as 2h30 ou 3h, a depender do fôlego dos clientes. A partir de fevereiro, também abrirá em dois domingos por mês, à tarde. Os horários não são definidos com base em critérios puramente comerciais, segundo Nito Landau. “Não queremos que interfiram nos horários dos cultos, para a pessoa não deixar de ir à igreja. Nossa intenção é ser uma extensão da igreja”, diz ele, que comanda o espaço junto com o sócio, Welbert Aquino. Na entrada, como não há idade mínima para ingressar, não é preciso mostrar a carteira de identidade ao porteiro.

No pub, as moças recebem pulseiras que indicam sua situação afetivo-amorosa. A verde significa que está solteira, enquanto a vermelha deixa claro que é compromissada. Tudo para que os rapazes não corram o risco de cobiçar a mulher alheia. As moças, claro, são vaidosas, usam saltos altos, calças justas, vestidos acima do joelho – não muito. A paquera é permitida, mas há restrições. Devotada ao forró, a sexta-feira é o dia mais propício ao cuidadoso enlace de novos casais. “Se o rapaz for dançar, tem que respeitar a moça. Não pode ter má intenção, sensualidade, esfrega-esfrega”, explica Nito.

Em uma sexta-feira, Nito teve de subir ao palco para chamar a atenção dos forrozeiros que estavam passando dos limites. Noutra vez, preferiu falar à parte com uma jovem. “Querida, você é serva de Deus. A maneira como você está dançando não é legal, não condiz com o que você acredita”, disse. “Ela reconheceu o erro e pediu desculpas. Estava dançando muito junto com um rapaz, muito perto”, lembra ele, adepto da Igreja Missão Céus Mundial, em Santa Luzia.

A estudante Lívia Lanna Madeira, de 18 anos, concorda com as restrições do pub, mas gostaria que os rapazes evangélicos tivessem mais iniciativa. “A gente veio a um forró, mas os homens não chamavam pra dançar, só ficavam olhando. Tivemos que dançar entre nós mesmas”, disse ela, referindo-se às suas acompanhantes, Lorena Guimarães Freitas, de 21, e Lilyam Christine Guimarães Freitas, de 19. Lorena reforçou a queixa da prima. “No pub, os homens nunca ‘chegam’.”

Em uma quinta-feira, as três foram à casa noturna pela segunda vez. “É muito difícil encontrar um lugar evangélico para jovens. Antes de conhecer o pub eu só dançava forró em festinha de amigos. Aqui há um respeito muito maior. As pessoas não evangélicas, quando vão dançar, pegam de um jeito mais forte”, descreveu a estudante de administração Lilyam, frequentadora da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela aprova os breves sermões que Nito oferta aos clientes todas as noites. “Acho legal para o povo ter consciência que aqui não é como qualquer balada”, ressaltou.

dica do Thiago Morais

Hotel cinco estrelas nos EUA abre as portas e recebe 500 sem-teto para a noite de natal

A procura por vagas para ser voluntário da iniciativa é maior do que a para ser hóspede

Publicado no Catraca Livre

O hotel Omni, um cinco-estrelas localizado no centro de Dallas, nos EUA, manteve sua tradição natalina e fez nessa véspera de Natal a mesma coisa que nos últimos nove anos: abriu suas portas para servir um banquete e hospedar homens, mulheres e crianças sem-teto por uma noite.

Em 2012, o prefeito de Dallas  Mike Rawllings foi um dos que serviram os moradores de rua.

Em 2012, o prefeito de Dallas Mike Rawllings foi um dos que serviram os moradores de rua.
reprodução soupmobile

Os moradores de rua chegam por um tapete vermelho, recebem muitos abraços e até cumprimentos do Papai Noel. Depois, almoçam, tomam banho, ganham roupas novas e se preparam para um banquete de natal. Na manhã do dia seguinte, acordam em belos e quentes quartos.

A ação é comandada pela SoupMobile, uma organização sem fins lucrativos que distribui alimentos e constrói abrigos para moradores de rua. O objetivo do “Room at the Inn“, como o evento do dia 24 de dezembro é conhecido, é juntar fundos para esse trabalho. Cada um dos mil voluntários que participam da ação (o prefeito da cidade é um deles) paga cerca de mil dólares para estar ali. E a procura é grande, pois existe até uma fila de espera para quem quiser servir e ajudar os sem-teto.

O vídeo abaixo (em inglês) foi feito na edição do ano passado e mostra como é a ação.

Na noite de Natal, Justin Bieber diz no Twitter que está se aposentando

Publicado na Folha de S.Paulo

O cantor Justin Bieber afirmou na noite desta terça-feira que está “se aposentando”. Além de ser véspera de Natal, era também a véspera do lançamento oficial do novo filme do rapaz, “Believe”.

“Queridos beliebers [o apelido dos fãs do rapaz], estou me aposentando, oficialmente”, afirmou, por meio do Twitter. “A mídia fala demais de mim. Inventa um monte de mentiras e quer que eu fracasse. Mas eu nunca vou deixá-los, ser um belieber é um estilo de vida.”

Bieber encerrou a sequência de mensagens com um pedido para que seus seguidores “sejam bons uns com os outros e perdoem uns aos outros como Deus nos perdoou por meio de Jesus”.

“Feliz Natal, ESTOU AQUI PARA SEMPRE”, afirmou.

O trailer do novo filme de Bieber (assista abaixo, em inglês) conta com as frases “esqueça as manchetes”, “esqueça os boatos”.

“Sou perseguido pelas mesmas pessoas [papparazzi], e eles estavam me agredindo verbalmente. Eles queriam que eu reagisse para que eu parecesse fora de controle”, diz o moço, a certa altura do vídeo. “Eu sou uma pessoa boa.”

O cantor Justin Bieber na pré-estreia de seu novo filme, "Believe", em Los Angeles

O cantor Justin Bieber na pré-estreia de seu novo filme, “Believe”, em Los Angeles
Mario Anzuoni – 18.dez.2013/Reuters

Na semana passada, o rapaz havia dito em entrevista a uma rádio de Los Angeles, a Power 106, que gostaria de deixar a música por “um tempo”, depois do lançamento de seu próximo disco. “Depois do novo álbum, irei me aposentar”, disse. “Eu quero crescer como artista, e por isso estou saindo. Quero que minha música amadureça”, concluiu.

Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Márcia Garbin, no Virgula

O programa de humor indiano “All India Bakchod” fez um vídeo com uma sátira em resposta aos argumentos absurdos de que as mulheres têm culpa nos recorrentes estupros que ocorrem no país, que segundo a BBC, são cerca de 25 mil casos registrados só no ano de 2012.

No vídeo, que já tem mais de 1,5 milhão de visualizações no youtube, duas atrizes explicam que as mulheres podem “propagar o estupro” por trabalharem de noite, por usarem roupas curtas, andarem sozinhas pela rua, entre outras coisas.

Em entrevista a um canal de TV, a atriz Kalki Koechlin, que participou do curta, diz que a importância do vídeo é trazer o problema para a discussão dentro dos lares e que é muito admirável que o roteiro tenha sido escrito por um homem.

dica da Fabiana Zardo

Domingos corta fast-food e bebidas após virar evangélico

Domingos defende o Al-Kharitiyath, do Qatar (foto: Al-Kharitiyath Oficial)

Domingos defende o Al-Kharitiyath, do Qatar (foto: Al-Kharitiyath Oficial)

Bruno Thadeu, no UOL

Domingos diz ter encontrado no Qatar o lugar ideal para viver. Atleta do Al-Kharitiyath, time local, o zagueiro conta que o país oferece tranquilidade para residir com a família e ótima educação para os filhos. Evangélico há dois anos e morando na Arábia desde janeiro, ele se distanciou das tentações que o atormentaram durante a carreira: comidas gordurosas, carteado e bebidas.

Em entrevista por telefone ao UOL Esporte, Domingos, que teve passagens marcantes por Santos, Portuguesa e Guarani, reconheceu que levou uma vida desregrada. Ele relata fatos do passado que, segundo ele, não combinam mais com seu comportamento atual.

Os carteados e churrascos promovidos em casa, misturados com noitadas com cerveja, resultavam em constantes atrasos a treinos.

“Sempre depois dos jogos de sábado eu saía para beber ‘umazinha’ à noite. Mas essa umazinha virava duas, três, quatro, cinco… Hoje eu tenho consciência da importância do meu corpo e agradeço a Deus por ter me dado saúde. Se eu continuasse bebendo ainda hoje, estaria 10kg acima do meu peso”, relembra Domingos.

No Qatar, há forte restrição a bebidas alcoólicas. É proibido o consumo nas ruas, e a venda é controlada a turistas. O rigoroso sistema árabe não foi o que determinou mudança no estilo de vida, enfatiza Domingos.

O jogador de 27 anos conta que “ouviu chamado de Deus” em 2009, defendendo o Santos, quando Roberto Brum apresentou mensagens bíblicas. Desde então, Domingos riscou excessos fora de campo e passou a dar mais valor à família.

“Eu não dava tanta importância para minha família como agora. Não tem coisa melhor do que estar ao lado de sua mulher e ver sua filha crescendo com educação em um país tranquilo. Bebida agora posso dizer que é vinho no jantar com minha mulher. Esse é o máximo”, afirmou.

A manutenção do peso ideal (85kg) era algo difícil anos atrás. Domingos deixava de lado as recomendações alimentares feitas pelos clubes para matar a fome à noite.

“Eu costumava ganhar peso. O [Emerson] Leão disse uma vez que eu cheguei sete quilos a mais. Ele falou uma verdade. A nutricionista do Santos fazia o cardápio certinho, mas aí eu passava no McDonald´s à noite e comia muito. Eu gostava bastante de fazer churrasco com cervejinha em casa. Isso tudo engorda”.

Domingos, narrando as investidas noturnas rumo às redes fast food

Aos 27 anos, Domingos afirma ter atingido a plenitude física e mental.

Em 21 jogos pelo Al-Kharitiyath, não levou nenhum vermelho. Seu time chegou à final do torneio qatari na semana passada, feito inédito e celebrado pelos donos do clube. Mas o time de Domingos perdeu.

Em alta com os xeques do clube, Domingos teve seu contrato renovado por mais dois anos.

“Eu sempre tive muita força, mas não tinha tanta experiência. Hoje me sinto com corpo de 18 anos, mas muito mais maduro”.

Satisfeito no Qatar, Domingos descarta retornar ao Brasil tão cedo. Ele planeja encerrar a carreira daqui oito anos, se possível no Grêmio.

“Não quero voltar tão cedo. Mas quero um dia voltar ao Grêmio. Lá eu joguei uma partida inexplicável, inesquecível, que ficou conhecida como Batalha dos Aflitos [vitória do Grêmio contra o Náutico, em 2005, que assegurou o título da Série B]“, orgulha-se Domingos.

Time de policiais no Qatar

Domingos fez fama de jogador rude. Ele leva com bom humor o rótulo e ressalta que zagueiro tem que ser sério.

No Qatar, é comum jogadores possuírem outras profissões. No time de Domingos vários atletas são policiais. O zagueiro ironiza o fato.

“Os jogadores trabalham de dia e jogam à noite aqui no Qatar. No meu time a maioria é policial. Se eu der porrada no treino eu vou preso”, diverte-se.

Em 2012, o zagueiro esteve no Brasil para  doar presentes a mais de 50 crianças de uma creche em Santos.

Em 2012, o zagueiro esteve no Brasil para doar presentes a mais de 50 crianças de uma creche em Santos.