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Noivas engordam ao menos 4 quilos depois do casamento, revela estudo

Publicado no UOL

De acordo com o estudo, as noivas engordam pelo menos quatro quilos seis meses depois de oficializar a união (foto: Thinkstock/Getty Images)

De acordo com o estudo, as noivas engordam pelo menos quatro quilos seis meses depois de oficializar a união (foto: Thinkstock/Getty Images)

O casamento muda por completo a vida dos recém-casados, mas segundo um estudo publicado na revista científica Body Image, a união pode ser prejudicial para quem quer manter a boa forma, especialmente para as mulheres. Cientistas australianos descobriram que as noivas engordam pelo menos quatro quilos logo nos seis primeiros meses de união.

A pesquisa também comprovou que as mulheres que seguiram meses de dieta rigorosa para perder peso antes do casório, engordaram ainda mais nesse período.

O objetivo do estudo, realizado pelos cientistas da Universidade de Flinders, em Adelaide, na Austrália, era examinar a relação entre o casamento e o aumento de peso. Para isso, eles recrutaram 350 noivas para participar do estudo em feiras de casamento.

A pesquisa mostrou que apesar de metade das mulheres terem vontade de emagrecer antes de casar, a maioria delas não teve alteração no peso, ou seja, nem emagreceu ou engordou.

No entanto, seis meses após o casamento, as participantes engordam, em média, 4,7 quilos, sendo que as que fizeram dieta antes do grande dia ganharam ainda mais peso.

As noivas que tinham como objetivo emagrecer antes do casamento pretendiam eliminar nove quilos. No entanto, as que conseguiram perder peso voltaram a engordar, em média, 3,2 quilos nos primeiros seis meses de casada.

Já as noivas que sentiram mais pressão para emagrecer e entrar no vestido engordaram até 4,5 quilos depois da cerimônia, quase três vezes mais do que as noivas que não foram pressionados a perder peso.

O estudo constatou ainda que uma em cada três noivas foram aconselhadas a perder peso antes da cerimônia pelos noivos ou por outros membros da família.

Segundo os cientistas, esse é o primeiro estudo que se propõe a analisar o ganho de peso depois do casamento. Para eles, o fato da mulher engordar depois da cerimônia não é surpreendente, pois não há mais algum evento especial para que elas se motivem a seguir com bons hábitos alimentares e atividade física.

Outra hipótese levantada pelo estudo é que a motivação para manter a forma é enfraquecida, pois as mulheres sentem que já conquistaram o parceiro e não precisam mais se dedicar na aparência.

SC: promotor nega casamento gay e desdenha de noivas

Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de 'indisputavelmente anômala' Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução

Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de ‘indisputavelmente anômala’
Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução

Publicado no Terra

Um promotor de Santa Catarina negou nesta semana a união civil entre duas mulheres, e ainda desdenhou do pedido. Henrique Limongi baseou-se na Constituição, que ainda afirma que a entidade familiar é composta “entre o homem e a mulher”, e ignorou a recomendação do Conselho Nacional de Justiça e da Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina de reconhecimento do casamento gay como união estável.

Além de negar o pedido, o promotor escreve na carta de reposta que a união de Priscila Minks Zanuzzo e Carmen Abreu de Melo é “indisputavelmente anômala” e que foge aos “mais comezinhos parâmetros de normalidade” – comezinhos significa simples e de fácil entendimento. Limongi ainda menciona “o chamado casamento gay ou, para ser ‘politicamente correto’, união homoafetiva” (sic) e diz que a Constituição tem “clareza de fustigar a visão” sobre o tema, o que deveria, na escrita do magistrado, “dispensar, assim, fogosos malabarismos exegéticos ou extenuantes ensaios de hermenêutica”.

“Quando a gente entrou com pedido, não via a possibilidade de ser negado”, conta Priscila ao Terra, “mas ainda não é lei, então tem a arbitrariedade do promotor e do juiz”. Para fazer a união civil, um casal deve pedi-la no cartório, que lavra o pedido e encaminha os documentos ao promotor, que deve habilitar todas as uniões – independente de serem homoafetivas. A decisão do promotor ainda precisa ser validada pela Justiça.

“Acredito que o juiz não vai negar”, opina Priscila, mas ressalva que, se o magistrado endossar a decisão do promotor, ela e a noiva vão recorrer da decisão.

Juntas há 10 anos, Priscila e Carmen, 29 e 30 anos, decidiram oficializar a união pelo “aspecto legal, de ter os direitos que as outras pessoas têm”. Elas planejavam assinar os documentos no cartório dia 23, e no fim de semana realizariam uma festa para os amigos.

“Foi bem horrível receber essa carta, porque não é só a carta dizendo ‘olha, segundo a lei, vocês não podem casar’. A carta é cheia de ironias, sarcasmos, colocando negrito ‘entre homem e mulher’, dá pra sentir um tom bem preconceituoso. Não é só o que está escrito, mas o modo como está escrito”, diz Priscila.

Foi por se sentirem ofendidas que as duas publicaram a carta em seus perfis no Facebook, onde reclamam que o magistrado “caçoa” do pedido de união estável. Na rede social, os amigos de outras cidades – de São Paulo, terra natal de Carla, e do oeste de Santa Catarina, onde Priscila nasceu -, passaram de empolgados com o casamento em Florianópolis para indignados.

“Estou me informando sobre o que é possível fazer contra esse promotor, porque acho que com essa carta ele está fazendo um desserviço, está colocando as convicções pessoais dele na frente de tudo, não só se pautando na lei mas indo além e ofendendo gratuitamente”, diz Priscila. “E eu sei que ele já escreveu outra carta semelhante”, comenta, em referência a documento divulgado por reportagem da RBS TV sobre um pedido de união homoafetiva que Limongi negou a dois homens em junho. As imagens destacam trechos da carta que, como a enviada às noivas, colocam em negrito e sublinhado que a Constituição cita “homem e mulher” para que a união estável se caracterize como entidade familiar.

Australiana se casa com ponte da França e tem aval do prefeito da cidade

“Ele me dá um porto seguro, me traz de volta a mim mesma, sem tentar me manter amarrada ou escrava de suas necessidades ou desejos”

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Publicado no Virgula

Dizem que o amor é cego, não vê diferenças e não tem preconceitos, certo? Para Jodi Rose essa máxima é levada a sério, e ela nem se importa se o “amado” for uma ponte de concreto. Pois é, ela se casou com uma linda ponte erguida no século XIV na cidade de Ceret, no sul da França. Além do vestido, 14 convidados e fotógrafo, a celebração teve a benção do prefeito local.

A australiana, que passou a última década viajando pelo mundo e gravando as vibrações de pontes com cabos e microfones, para usá-las em música experimental, decidiu se casar com a construção, além de lançar o projeto “Singing Bridges”.

Conforme o “Daily Mail”, apesar da dificuldade do novo marido expressar seus sentimentos, a recém-casada disse que “ele é um ser muito presente, me sinto em paz e sendo fortemente abraçada”. “Ele me faz sentir ligada à terra e me chama para descansar das minhas intermináveis andanças nômades. Ele é fixo, estável, enraizado no chão, enquanto eu sou nômade, transitória, sempre na estrada”, explicou.

Apaixonada, Jodi ainda disse que o marido é seu porto seguro. “Ele me dá um porto seguro, me traz de volta a mim mesma, sem tentar me manter amarrada ou escrava de suas necessidades ou desejos”, declara-se.

O casamento entre Jodi e Le Point du Diable (que pode ser traduzida, ironicamente, como Ponte do Diabo), teve até o momento em que os noivos recitam seus votos, além de anéis de compromisso feitos especialmente para os pombinhos. “Ele sabe que eu amo outras pontes – e homens -, a nossa relação é um amor que abraça os caprichos da vida”, escreveu a noiva em seu site.

“A Le Point du Diable é tudo o que eu poderia desejar em um marido – resistente, confiável, sensual e linda. Nós realmente trazemos alegria um para o outro”, disse. Ela ainda declarou que está completamente ‘devotada’ ao seu novo marido, e ainda tentou explicar como será o sexo com a ponte, mas essa parte é melhor deixar para lá…

A união do casal, no entanto, não é reconhecida legalmente na França.

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Versão freestyle da Bíblia causa polêmica e divide opiniões em MG

Pastor roqueiro de Uberlândia reescreve textos das Sagradas Escrituras.
Teólogo afirma que em alguns trechos o sentido original foi alterado.

Passagem da Bíblia Freestyle descrevendo o encontro dos primos João e Jesus, no Evangelho de Mateus (Foto: reprodução/TV Integração)

Passagem da Bíblia Freestyle descrevendo o encontro dos primos João e Jesus, no Evangelho de Mateus (Foto: reprodução/TV Integração)

Augusto Medeiros e Paulo Borges, no G1

Jesus Cristo é “o cara”. E São José, pai de Jesus, é um “cara muito joia”. Pelo menos é assim que os dois são descritos em uma releitura da Bíblia “Freestyle” – que em português significa Estilo Livre. A versão escrita por um pastor evangélico de Uberlândia está sendo publicada diariamente na internet e as novas formas de narrar as passagens bíblicas, que podem ser lidas na página do autor, já estão gerando polêmica.

O Capítulo 1 do Livro Evangelho Segundo Mateus começa assim: “Livro da geração de Jesus, o cara. Da descendência de Davi e também de Abraão. Depois de Abraão, muito sexo foi feito e muitas crianças nasceram por conta disso. Até que 41 gerações se passaram e nasceu um cara muito joia chamado José. Esse tal de José era especial porque quando a dona Maria (sua noiva) apareceu dizendo que tava grávida do Espírito Santo, ele obviamente sentiu que isso cheirava a chifre.”

Pastor diz que já esperava polêmica (Foto: Reprodução/TV Integração)

Pastor diz que já esperava polêmica (Foto:
Reprodução/TV Integração)

Até Maria Madalena também ganhou atenção especial. Na versão ela é descrita como uma mulher que “mais parecia um pudim de capeta”.

A ideia da versão jovem da bíblia foi do pastor Ariovaldo, que há dez anos fundou a Igreja Manifesto Missões Urbanas de Uberlândia, voltada ao público de roqueiros. Segundo o pastor, ele começou a escrever os textos por hobby. Ele disse ter percebido que poderia falar de forma mais profunda sobre religião, unindo humor e cultura contemporânea. “Na verdade eu escrevi alguns textos para mim mesmo, tentando contar as histórias da vida da maneira que a gente conversa no dia a dia. Quando publiquei isso na internet comecei a divulgar em redes sociais. E várias pessoas passaram a me escrever dizendo que eu devia fazer a Bíblia toda”, contou o pastor.

Mas essa liberdade de expressão rendeu polêmica na internet. Abaixo, alguns comentários de pessoas que leram a versão Freestyle das Sagradas Escrituras. Por meio de opiniões publicadas na própria página do pastor, enquanto alguns criticam, outros apoiam a atitude.

* “Infelizmente estamos perdendo a seriedade da palavra de Deus, muito triste isso”

* “a Bíblia não fala que devemos nos adequar a este mundo”

* “Eu te encorajo a continuar escrevendo, vc alcançará mtas pessoas”

Apesar de ter total apoio dos fiéis da igreja, o pastor disse que já esperava o

Manoel diz que em alguns trechos o sentido foi modificado (Foto: Reprodução/TV Integração)

Manoel diz que em alguns trechos o sentido
foi modificado (Foto: Reprodução/TV Integração)

surgimento de pessoas contra a ideia.

Nas ruas, a população também se divide. “É muito fora dos padrões, até porque o Livro da Vida é a Bíblia e este linguajar não cabe muito bem”, disse o motorista Aparecido Reis da Silva. Para a estudante Thays Silva faltou respeito. “A Bíblia é algo de respeito. E isso ficou muito vulgar”, argumentou.

Para a pesquisadora Sidneia Silva, a mudança de estilo não é bem vinda. “A Bíblia tem que ser aquilo que nós vemos, da maneira como está escrita. Se eu mudar uma palavra, uma pessoa mudar outra, como vai ficar daqui a algum tempo ?”, questionou.

Frequentador da Igreja Manifesto, o técnico em eletrônica Cássio Atestor contou que apoia o projeto. “Eu entendo que seja uma forma de atrair as pessoas a lerem o texto original”, afirmou. Já a atriz Laís Batista disse que a nova linguagem tende a alcançar públicos diferentes. “Ela alcança novas tribos”, resumiu.

Sereno, o pastor disse que já esperava que nem todos concordassem com a releitura. “A discordância vem por causa da resistência que as pessoas têm à mudança do paradigma, da maneira de se falar”, avaliou.

O teólogo Manoel Messias disse que há pontos positivos e negativos na escolha do pastor. “Em alguns textos, como o prólogo de João, o capítulo 6 de Mateus, o pastor mantém a ideia do texto, embora com uma linguagem totalmente nova e, provavelmente, adequada ao público que ele tem interesse de levar esta Palavra. Em outros lugares, ele faz uso de alguns termos que talvez sejam um pouco fortes e desnecessários. Nestes casos, talvez altere um pouco o sentido do texto original”, explicou o teólogo.

Ainda segundo o pastor, ele escreve pelo menos um capítulo por dia e o objetivo é publicar a versão completa e impressa da Bíblia até o fim do ano que vem. No entanto, mesmo com toda a polêmica, ele não pretende desistir de evangelizar neste estilo “rock and roll” . “As críticas chamam muito a atenção, fazem muito barulho. Mas a quantidade de pessoas que têm escrito e dito que têm sido abençoadas por este trabalho compensa todo o esforço”, concluiu.