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Campanha envia fezes de cão pelo correio a donos que não as recolhem

Ação foi realizada em Brunete, na Espanha. Responsáveis recebiam sujeira pelo correio em caixa de ‘objeto perdido’.

Donos foram surpreendidos com caixas de 'objetos perdidos' que continam fezes de seu animal de estimação (Foto: Reprodução/YouTube/Europapress)

Donos foram surpreendidos com caixas de ‘objetos perdidos’ que continam fezes de seu animal de estimação (Foto: Reprodução/YouTube/Europapress)

Publicado originalmente no G1

Em Brunete, uma pequena cidade de 10 mil habitantes a oeste de Madrid, na Espanha, uma campanha curiosa começou a ser feita voltada para os donos de cachorros que não recolhiam as fezes do animal, ao enviar os dejetos do cão para a casa do responsável. A agência Europa Press publicou um vídeo em espanhol mostrando a campanha.

De acordo com o jornal “La Verdad”, a agência McCann contou com a ajuda de 20 voluntários, que observaram se a pessoa deixava de recolher o cocô do cachorro. Depois disso, os participantes recolhiam a sujeira, e colocavam em uma caixa que dizia “objeto perdido”.

O voluntário seguia o dono do cachorro e perguntava o nome e a raça do bicho, para que pudesse encontrá-lo no banco de dados de animais da cidade. O último passo era enviar as fezes pelo correio, que chegaram a 147 responsáveis, junto com um bilhete de explicação, dizendo que, no caso de reincidência, poderia haver uma multa de 30 a 300 euros.

O jornal aponta que, depois da campanha, o número de fezes de cachorro encontradas nas ruas diminuiu em 70%.

Mídia social: Qualquer pessoa pode ser encontrada em apenas 12 horas

Cientista do Instituto Masdar realiza estudo que mensura a rapidez com que é possível rastrear indivíduos aleatórios em todo o mundo utilizando redes sociais

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Publicado originalmente no ProXXIma

Em 1967, o psicólogo americano Stanley Milgram enviou 160 pacotes para pessoas escolhidas aleatoriamente nos EUA, pedindo-lhes para encaminhá-los a um único indivíduo que vivia em Boston. A tarefa incluiu uma regra simples: Os destinatários só poderiam enviar cada parcela para alguém que sabia em uma base do primeiro-nome.

Para sua surpresa, Milgram descobriu que o primeiro pacote chegou ao seu destino através de apenas duas pessoas. Em média, ele descobriu que as encomendas chegaram ao seu destino através de cinco pessoas, o que equivale a seis graus de separação.

Desde então, o trabalho de Milgram tem sido utilizado por diversas empresas e recentemente foi adotado nas redes sociais. Por exemplo, a Microsoft diz que as pessoas na sua rede do Messenger estão separados por 6,6 graus de liberdade. Já o Facebook relata que os seus usuários estão separados por apenas quatro graus.

Mas há outro elemento deste trabalho que tem sido menos bem estudado, que é o tempo que se leva para viajar via rede social. No experimento de Milgram, o primeiro pacote chegou em apenas quatro dias. Mas os outros levaram muito mais tempo.

Assim, uma questão interessante é a rapidez com que é possível percorrer uma rede social – para rastrear uma pessoa aleatória em toda a rede.

Hoje, temos uma resposta graças ao trabalho do Alex Rutherford, do Instituto Masdar de Ciência e Tecnologia, em Abu Dhabi. O cientista conseguiu medir o tempo que se leva para rastrear indivíduos aleatórios em todo o mundo, utilizando redes sociais.

A conclusão do estudo aponta que, em média, qualquer pessoa tem apenas 12 horas de separação de outra. O mais interessante foi a forma com que Rutherford conseguiu atingir esse resultado. O cientista e alguns amigos participaram de um concurso intitulado Desafio Tag, no qual o objetivo era encontrar cinco pessoas, em cinco cidades diferentes na América do Norte e Europa. Eles venceram o concurso e, de quebra, atingiram um resultado surpreendente.

Via Mashable

dica do Guilherme Massuia

Funcionários são demitidos após fazer Harlem Shake em fórum do RS

Justiça também abriu investigação para apurar o envolvimento da escrivã. Nenhum dos envolvidos na coreografia quis se pronunciar.

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Publicado originalmente no Jornal da Globo

Na sala abarrotada de processos, a dança começa meio tímida. Não demora muito, e o estilo Harlem Shake, que fez fama da internet, toma conta dos funcionários da Vara Cível. Mascarados, eles fazem dos processos uma pista de dança.

Eles só não contavam com a repercussão do vídeo gravado, na última sexta-feira (12), dentro do fórum de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. Nesta terça-feira (16), o cartório ficou fechado para reuniões, e nenhum dos envolvidos na coreografia quis gravar entrevista.

A juíza diretora do fórum determinou a demissão imediata dos seis funcionários. Eles não eram concursados da Justiça.  Eram terceirizados. A Justiça também abriu uma investigação para apurar o envolvimento da escrivã responsável pelo cartório, que é funcionária de carreira.

Virou moda a mobilização de colegas de trabalho inspirados pelo Harlem Shake, de Harry Rodriguez, um DJ de Nova York – que usa o nome artístico Baauer.

Dentro do fórum, no meio do expediente, a brincadeira não agradou. A juíza, pelo menos, não achou graça alguma. “É uma situação vergonhosa para o Poder Judiciário e temos que agora tomar todas as providências de forma a amenizar uma pouco toda a repercussão negativa que teve“, disse Traudi Grabin, juíza diretora do Fórum.

Ex-integrante do Resgate, Dudu Borges é o principal produtor sertanejo da atualidade

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título original: BASTIDORES: Entrevista com Dudu Borges

André Piunti, no UOL Sertanejo

Dou início hoje, aqui no blog, a uma série de entrevistas chamada “Bastidores”, com figuras importantes e influentes da música sertaneja que nem sempre se tornam conhecidas do grande público.

São produtores, assessores, empresários e contratantes contando um pouco de sua história e de sua importância para o atual estágio do sertanejo. Toda segunda-feira haverá uma nova entrevista.

Hoje, na estreia, a entrevista é com o produtor musical Dudu Borges.

Eduardo Borges de Sousa, 30 anos, campograndense.

Conhecido como Dudu Borges, o produtor deixou o Mato Grosso do Sul e se mudou para São Paulo aos 17 anos, atrás de música. Cresceu musicalmente na igreja, virou nome respeitado no mercado gospel, e se tornou produtor e músico da banda “Resgate”.

Dudu é o principal produtor sertanejo da atualidade. Em suas mãos, atualmente, estão Bruno e Marrone, Jorge e Mateus, Michel Teló, Luan Santana, Fernando e Sorocaba, João Bosco e Vinícius, Marcos e Belutti, entre vários outros, todos produzidos em seu estúdio fundado em 2009 em São Paulo, o “VIP”.

Na lista publicada semanalmente no blog com as canções sertanejas mais tocadas, ele chega a dominar quase metade das posições. No ranking divulgado hoje, na postagem anterior, das cinco primeiras canções, quatro são produções suas: “Te Esperando”, “Vidro Fumê”, “Amiga da Minha Irmã” e “Veneno”.

A carreira bem sucedida, no entanto, encontra resistência dentro mesmo do meio sertanejo. Considerado o principal responsável por ter tornado a música sertaneja em música pop, ouve duras e repetidas críticas de quem não considera que sua linha possa ser chamada de “sertaneja”.

Abaixo, a conversa que tive com ele.

Você se reconhece como o cara que criou essa fase atual do sertanejo?

Quando eu produzi João Bosco e Vinícius pela primeira vez, no final de 2000, eu não tinha noção do que poderia acontecer. Eu fiz o que achei que tinha de ser feito, mas sem imaginar que aquilo poderia mudar o rumo das coisas. Eu sei que eu mudei a música sertaneja, mudei todo um estilo, mas foi tudo feito sem essa pretensão.

Pega João Bosco e Vinícius e vê o que vem depois disso. Ali foi a mudança, com “Sufoco”, “Chora, me liga”, “Falando Sério”. Veja o que veio depois, de Luan Santana até qualquer outro artista. Começou ali. Não existia uma música com tanta virada de bateria, com tanta conversão, com tanto detalhe quanto “Sufoco”. E ao mesmo tempo soava seco, sem muitos instrumentos. Até ali, ninguém tinha feito isso.

Não demorou muito pra que as críticas surgissem, principalmente na linha de que você estava estragando o sertanejo…

Sim, não demorou nada. Hoje eu não me incomodo sinceramente com crítica, mas aprendi depois de apanhar muito. O que incomoda é a falsa crítica, o cara que fala mal de você, mas vai lá e faz o arranjo igual. O difícil da crítica no começo é você ver tudo o que você está conquistando, o que você está acertando, e ter de ouvir coisas contrárias. Mas é do jogo.

Quando você chegou a conclusão de que havia deixado de ser um produtor promissor pra se tornar uma grife, uma figura relevante?

Quando as pessoas que eu sempre admirei passaram a me respeitar. E no fim, é isso que importa. Olha só… eu receber uma ligação do Bruno e Marrone, depois de tudo que falaram que eu estraguei o sertanejo, é uma coisa inexplicável. Você percebe que não tava errado naquilo que fez. Nomes indiscutíveis da história da música, caras que vão ser lembrados pra sempre, me procurando pra fazer um trabalho novo e a gente conseguindo fazer mudanças importantes na dupla. Isso me fez me sentir melhor.

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Com o tanto de artistas de primeiro escalão que você produz atualmente, é inevitável que você fique em meio a um fogo cruzado entre escritórios e entre cantores que não têm boa relação ou até mesmo uma concorrência mais acirrada. Como você lida?

Eu tento ser imparcial, mas não sou… assim… tudo o que eu puder fazer pra unir todos e deixar as coisas em paz, eu tento fazer. Na hora certa, no momento certo, eu vou lá e tento. Quem mexe com música, na maior parte dos casos, têm os sentimentos muito aflorados, então nem sempre é fácil. E muitas vezes os “grandes problemas” são coisas tão pequenas que passa o tempo e eles se esquecem. Pode parecer só algo bonito, mas não é: a música é capaz de juntar todo mundo. É através dela que eu vou sempre tentar unir, acho importante isso, e costuma funcionar. Continue lendo