Casal escolhe nome de filha baseado em sugestões de internautas

Publicado no UOL

O casal canadense Alysha e Stephen McLaughlin teve uma ideia que tinha tudo para dar errado: criaram um site, chamado NameMyDaughter, para que os internautas sugerissem e escolhessem o nome da sua filha por meio de votação.

E se não fosse a intervenção dos pais, teria dado errado mesmo. Isso porque o nome escolhido pela maioria foi “Cthulhu”, que representa um monstro das histórias de terror “The Call of Cthulhu”. Nos contos, o personagem é tido como sinônimo de mal extremo e horror.

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Os McLaughlin preferiram, no entanto, o nome “Amelia”, que foi o segundo mais votado pelos internautas. O nome completo da pequena menina ficou Amelia Savannah Joy McLaughlin (um final feliz, ufa).

O nome do meio (Savannah Joy) também podia ser escolhido pelos usuários, mas as decisões dos internautas foram descartadas pelos pais. Uma atitude sábia, uma vez que os nomes do meio preferidos da web foram coisas como Salad (salada) e Pond (lagoa).

Eu, no entanto, não entendo como ficaram de fora do topo nomes como “Princesa Leia” (“Star Wars”), “Penny” (“The Big Bang Theory”) ou tenente Uhura (“Star Trek”).

De qualquer forma, a sorte da pequenina Amelia foi não ter nascido menino. Se fosse, com certeza teria grandes chances de se chamar “Goku”, dada a popularidade do anime “Dragon Ball”.

Veja o que a internet já produziu sobre essa ideia de chamar um filho de “Goku”:

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Família de Mandela trava disputa por nome, fortuna e legado

Brigas judiciais e confusões públicas são encaradas como uma ‘novela de horror’ pelos sul-africanos

Publicado em O Globo

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Mandela cercado pelos netos em foto de 2008: sul-africanos já esperam uma ‘novela familiar de horror’ pela disputa de seu legado Reuters

BUENOS AIRES – Nelson Mandela, símbolo da reconciliação sul-africana, parece ter falhado na união de uma só família: aquela que leva seu sobrenome. Há muitos anos, a família Mandela – composta de seis filhos, 17 netos, 12 bisnetos, duas ex-mulheres e vários sobrinhos – disputa por poder, herança, nome, fortuna e legado através de ações judiciais e brigas públicas.

Em sua autobiografia, “Longa caminhada até a liberdade”, o homem que derrotou o apartheid reconhece que seu compromisso com o povo o levou a descuidar daqueles que estavam mais próximos.

“Um homem envolvido na luta era um um homem sem vida familiar”, escreveu.

Mas Madiba, como era chamado em seu país, provavelmente nunca imaginou as cenas de mesquinharia que seus descendentes seriam capazes de provocar. Uma saga de brigas, acusações e inveja que levou Desmond Tutu, também ganhador do prêmio Nobel da Paz, a pedir respeito a seu amigo.

“Podemos, por favor, não pensar em nós mesmos? Isso é como estar cuspindo na cara de Madiba”, disse o arcebispo da Igreja Anglicana ao tentar apaziguar uma disputa.

O último e mais marcante capítulo da novela aconteceu em junho deste ano, quando a justiça ordenou transferir os corpos de três filhos do ex-presidente a Qunu, cidade natal de Mandela. Mandla, neto e atual representante do clã, havia retirado os corpos para enterrá-los em Mvezo.

Mandla, membro governante do Congresso Nacional Africano (CNA) no parlamento, havia feito essa mudança com o propósito de poder sepultar rapidamente seu avô em sua cidade. Ele tomou a decisão sem consultar os outros familiares, nem mesmo a filha mais velha de Mandela, Makaziwe, que deseja que seu pai seja enterrado em Qunu, a 700 quilômetros de Johannesburgo. Ela foi a responsável por reunir outros 16 familiares para reaver os corpos ao local onde haviam sido sepultados. Nesta sexta-feira, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, anunciou que o funeral ocorrerá no dia 15, em Qunu, cidade onde Mandela nasceu.

Mandla demonstrou sua insatisfação na remoção dos corpos debatendo publicamente todas as divergências da família: acusou um dos irmãos de semear a mentira de que é fruto de uma relação extraconjugal, e ainda disse que um outro irmão engravidou a mulher com quem Mandla era casado, o obrigando a repudiar o recém-nascido.

O episódio irritou os sul-africanos, que encheram as redes sociais de mensagens em protestos. A mais replicada no Twitter foi: “Talvez Mandla seja um Mandela, mas está longe de ser Nelson”.

Desde abril, 17 membros da família, liderados por Makaziwe, iniciaram uma ação na Justiça para conquistar o direito de controle das empresas fundadas por seu pai. Tratam-se da Harmonieux Investement Holdings e da Magnifique Investment Holdings, que geram mais de US$ 1 milhão por ano.

Esta é apenas uma das brigas judiciais em torno da herança de Mandela, que arrecadou muito dinheiro graças às vendas de seus livros e memórias, além de aquarelas e desenhos feitos por ele na prisão de Robben Island, onde ficou 18 dos 27 anos que passou encarcerado. Grande parte dessa fortuna foi doada por Mandela a instituições de caridade.

Em qualquer negócio familiar, o nome de Mandela sempre é usado de alguma maneira para despertar interesse da população. As netas Zaziwe Dlamini-Manaway e Swati Dlamini criaram uma grife de roupas cujo slogan é “Um toque de magia de Madiba para a roupa”, o que acabou causando uma repercussão negativa para elas por banalizarem seu legado. As duas ainda participaram de um reality show chamado “Ser Mandela”, que abordava uma vida de festas badaladas, regadas a champagne francês, em Nova York. Um estilo de vida bem diferente do avô.

Com a morte de Mandela, os sul-africanos já esperam por mais capítulos de brigas, conflitos e uma novela de horror protagonizada pela família.

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Após pedir desconto à Claro, homem tem conta em nome de ‘Otário Chorão’

Cliente, de MS, desconfia que atendente da empresa alterou seu cadastro.
Empresa diz que esse tipo de conduta não faz parte de seus princípios.

Foto endereçada a Otário Chorão (Foto: Gabriela de Moraes / VC no G1 MS)
Foto endereçada a Otário Chorão (Foto: Gabriela de Moraes / VC no G1 MS)

Publicado no G1

A conta do mês de novembro da televisão por assinatura do empresário de Campo Grande César de Medeiros, 42 anos, veio com uma surpresa que ele considerou desagradável. A fatura, gerada pela Claro TV, estava em nome de “Otário Chorão”. O cliente desconfia que um atendente da empresa alterou o cadastro depois que ele ligou pedindo desconto no plano.

Por meio da assessoria, a empresa disse que esse tipo de conduta não está de acordo com os princípios e valores da companhia e por esse motivo adota todas as providências para solucionar a questão.

De acordo com o empresário, ao pegar a correspondência na caixa de correio junto com várias outras, o nome ao qual estava destinada passou batido. “Acabei lendo Otávio no lugar de Otário”, conta. No entanto, ao olhar com mais atenção, percebeu os adjetivos e em seguida, pelo endereço, viu que estava destinada a ele. “Eu achei que fosse brincadeira, mas depois fiquei indignado”, disse ao G1.

Foi então que Medeiros lembrou-se da ligação que fez pedindo redução na mensalidade. Ele viu uma propaganda oferecendo o mesmo tipo de assinatura que ele contratou, mas com valor menor.

Assinante da Claro TV há dez anos, o empresário questionou o motivo de não poder pagar valores menores e foi informado que teria que cancelar e depois recontratar o plano, pois assim teria o desconto dado aos clientes novos. “Começou tudo aí. Paguei pelo cancelamento e depois pela ativação”, relata.

Medeiros diz que ao comentar o caso com amigos, todos pensaram que ele havia forjado o boleto. “A primeira coisa que se pensa é isso, que é montagem”, comenta.

O empresário diz que ficou indignado, sentiu-se desrespeitado e por isso entrou em contato com a Claro TV há 15 dias para reclamar da situação. “O que eles fizeram afeta minha honra como pessoa, como pai de família”, relata.

“Tentei resolver direto com eles. Liguei, questionei e eles me pediram quarenta e oito horas para resolver o problema, isso na semana retrasada. Eu queria a certeza de que o problema foi resolvido, uma carta de retratação, um simples respeito, mas nem resposta da empresa eu tenho”, afirma.

A princípio, o empresário diz que não pretende processar a empresa. “É uma situação que chateia. Talvez se um processo contra eles for impedir que outros clientes passem pelo que eu passei, eu até entro [com a ação]. E se ganhar dinheiro de indenização eu entrego pra doação. Graças a Deus não preciso de dinheiro dessa forma”, afirma.

Medeiros diz ainda que não guarda ressentimento do atendente que ele suspeita ter feito a alteração. “Nós aprendemos a relevar, mas não tem como ignorar”, conclui.

Cliente acredita que atendente tenha alterado cadastro após solicitação de desconto (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)
Cliente acredita que atendente tenha alterado cadastro após solicitação de desconto (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

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“Não se pode demonizar igrejas evangélicas dizendo que só elas apoiaram ditadura”

“As igrejas evangélicas hoje no Brasil passam por um período de trevas. É preciso que haja a percepção que nem todo evangélico é igual a Marco Feliciano, que há evangélicos com posições em defesa da justiça, da liberdade, da solidariedade e da verdade”

pauloayresPublicado por Agência Brasil [via Terra]

O bispo emérito da Igreja Metodista e teólogo Paulo Ayres disse durante depoimento às comissões Nacional e Estadual da Verdade no auditório da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj), no centro do Rio, que não se pode demonizar a atuação de igrejas com a definição somente de que elas apoiaram o Golpe de 64 e a ditadura. Muitos integrantes, como ele, defendiam posições contrárias.

‘Tanto no caso da Igreja Metodista, como na Presbiteriana e na Batista, foram nossos próprios irmãos que agiram em nome da repressão contra nós, muitas vezes forçados até pela repressão do governo militar, mas havia gente que, por assumir posições contrárias ao que estava dominando no país, tiveram que pagar um preço. As igrejas não são corpos estranhos na sociedade’, esclareceu.

No depoimento, Paulo Ayres fez um relato sobre a participação das igrejas evangélicas no período e mostrou que o trabalho teve ligações com igrejas católicas e com pessoas que não tinham religião. Na avaliação do teólogo, as informações que apresentou na audiência agregaram ao trabalho da comissão um resgate relevante porque, atualmente, as igrejas evangélicas passam por um período difícil. ‘As igrejas evangélicas hoje no Brasil passam por um período de trevas. É preciso que haja a percepção que nem todo evangélico é igual a Marcos Feliciano, que há evangélicos com posições em defesa da justiça, da liberdade, da solidariedade e da verdade’, disse.

Ayres defendeu que os torturadores do período da ditadura no Brasil sejam punidos. Ele contou que no período foi denunciado aos órgãos de repressão por um bispo da própria igreja que frequentava. ‘Alguns anos depois nos tornamos amigos e ele [o bispo que o denunciou] sabia que eu tinha conhecimento que havia me denunciado, mas, mesmo assim, acho que ele tem que ser punido’, disse Ayres.

Na avaliação dele, não haverá uma democracia plena no Brasil se os torturadores não forem levados à Justiça. ‘Se não vamos continuar tendo situações como, ‘cadê o Amarildo?’ O que nos anos 70 foi em relação aos presos políticos, hoje é em relação a qualquer cidadão, inclusive o Amarildo’, diss

Para o coordenador do grupo de trabalho Papel das Igrejas durante a ditadura da CNV, Anivaldo Padilha, o depoimento do bispo Paulo Ayres apresentou elementos novos sobre a própria situação de perseguições e delações e mostrou a necessidade de reflexão sobre a complexidade das instituições religiosas, no caso a composição das igrejas.

‘Não se pode olhá-las como se fossem homogêneas. Elas têm dentro de si seus conflitos e suas diversidades e posições políticas e as vezes teológicas divergentes. Posições em conflito que se manifestaram na época da ditadura que extrapolaram as fronteiras da convivência democrática com posições diferentes. Foram setores da igreja que denunciaram seus irmãos e irmãs, setores que apoiaram a ditadura e setores que se opuseram’, disse.

Antes do depoimento de Ayres, a comissão exibiu o depoimento de dom Waldyr Calheiros, bispo emérito de Volta Redonda, região do Vale do Paraíba, que atuou na defesa dos direitos de trabalhadores e de agentes de pastoral presos durante a ditadura. Aos 90 anos e com problemas de saúde, o depoimento foi feito por meio de vídeo que teve a captação de áudio e de imagens da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O bispo disse que quem tomava posição dos problemas sociais era mau visto. ‘Quando não queriam mostrar as suas tendências, procuravam se esconder’, disse. Dom Waldyr contou episódios como o do ex-deputado Márcio Moreira Alves, que pertencia à pastoral universitária. Segundo o religioso, Márcio tinha posições claras e por isso foi perseguido e se complicou com o governo na ditadura e, por isso, foi morar na França.

‘Márcio tinha a sua mãezinha que por um acidente estava quase morrendo em situação dolorosa. Ele pediu para eu o acompanhar e conseguiram licença para o Márcio vir ao Brasil assistir o enterro da mãe. Era uma concessão só para o enterro. Márcio não aceitou e manteve a sua liberdade de posição’, revelou.

dica do Ailsom Heringer

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Anúncio que mostra a morte de Hitler criança ganha prêmio em Berlim

Os membros do juri justificaram a escolha ao dizer que o comercial obriga o espectador a formar uma opinião

Mercedes considerou propaganda "inadequada" por incluir a morte de uma criança (Reprodução)
Mercedes considerou propaganda “inadequada” por incluir a morte de uma criança (Reprodução)

Publicado na Veja on-line

Um falso anúncio da Mercedes-Benz divulgado nas redes sociais em agosto causa furor não só por se tratar de uma peça fictícia (sem patrocínio da montadora), mas também pelo tema: mostra a morte de Adolf Hitler, ainda criança, ao ser atropelado por um carro da marca. Nesta terça, a propaganda venceu o prêmio cinematográfico de novos talentos First Steps Awards, em Berlim (Alemanha), na modalidade publicidade. (Confira o vídeo).

O anúncio, do qual a Mercedes-Benz – um dos patrocinadores do prêmio – procurou se desvincular desde que foi divulgado, mostra um moderno automóvel circulando por uma cidade na zona rural austríaca e que, subitamente, freia para evitar o atropelamento de duas meninas. Pouco depois, aparece um menino correndo com uma pipa, mas o painel do carro não alerta o motorista sobre a presença da criança.

Com o forte golpe do atropelamento, ao fundo, por um instante, aparece uma imagem do ditador que provocou a Segunda Guerra Mundial e liderou a morte de milhões de judeus, enquanto uma mãe grita: “Adolf!”. O veículo então sai da cidade onde estava. Em uma placa é possível ler o nome Braunau am Inn, local onde o líder nazista nasceu na Áustria. Depois, a tela fica negra e aparece a mensagem: “Reconhece os perigos antes que eles apareçam”.

O júri do prêmio considerou que o controverso vídeo – parte de um trabalho para a Escola Cinematográfica de Baden-Würtemberg, em Ludwigsburg – merecia o prêmio avaliado em 10.000 euros (13.300 dólares) por “obrigar o espectador a formar uma opinião”. Os jurados afirmaram em sua decisão que “diante da perspectiva das críticas, o diretor do filme, Tobias Haase, permanece fiel aos seus ideais artísticos. O setor criativo necessita de tal defensor das ideias”.

Quando o anúncio se tornou público e virou sucesso na redes sociais, a Daimler, proprietária da marca Mercedes, divulgou um comunicado criticando a publicidade e considerando “inadequado incluir a morte de uma criança como conteúdo relacionado ao nazismo em um anúncio, mesmo sendo fictício”.

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