Cadê Nós?

Levante a cabeça, não é hora de ir às ruas, mas de ir às urnas

cadenos

Fábio Silva

Era junho de 2013, e lá, estávamos nós, nas ruas… Invadimos, éramos milhares. Haviam gritos de ordem. Havia uma juventude que pedia algo novo, um Brasil passado a limpo e não daqui a 10 anos, JÁ!  Havia pressa, sede de justiça, de moralidade.

“Agora NÓS queremos participar, chega!” “Quem manda somos NÓS!” 

Parecia um movimento impossível de ser domado. Afinal, os líderes éramos todos NÓS. Ninguém nos representava.

Nós tocamos os corações em todas as capitais do Brasil. Brasília foi invadida por todos Nós. Deixamos a classe política tonta, sem rumo. Ficou claro o abismo entre a voz das ruas e as vozes que nos representavam. A classe política dizia apoiar as ruas, porém as ruas diziam que eles não as representavam, deu um nó!  A crise foi estabelecida. A repercussão foi mundial.

Era uma crise de valores. Parecia uma nova consciência. Um foi falando para outro como fazer e de que forma mudar o Brasil, agora éramos NÓS. Nos ligamos a uma única causa: O BRASIL.

O Pacto precisava durar, passar outubro de 2014, passar as eleições, passar o Brasil a limpo. Mas todos estavam atentos, afinal depois de muito tempo éramos NÓS.

Você ainda nos enxerga? Estamos juntos? Ainda existe o NÓS?

Não estamos falando de votar nos mesmos candidatos, estamos falando de NÓS buscarmos os mesmos valores que a rua nos uniu.

Existe uma militância profissional nas redes sociais dizendo o que fazer e como fazer para mudar o Brasil. E cadê NÓS? Quando fomos às ruas, mesmo sendo tão diferentes, fizemos um pacto de estarmos juntos pelos valores que íamos buscar. Não se canse, não se sinta incapaz de mudar, de escolher, de decidir. Levante a cabeça, não é hora de ir às ruas, mas de ir às urnas.

Pense sobre isso: Cadê NÓS?

 

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Os anti-heróis que somos todos nós

Flash-decadence

Ricardo Gondim

Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista “Time” que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”.

Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre os perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquista; e a espiritualidade, que se difundiu no hemisfério europeizado, sacraliza o ufanismo.

Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual só os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.

Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.

A cosmovisão moderna foi criticada por Dostoievski em “Crime e Castigo”. Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa extraordinária e tira duas vidas.

O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.

O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, não aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi morrer em Jerusalém. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.

Cristianismo não é espetáculo. Nem show significa louvor. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não deve virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende. Milagre não seve de trampolim para a glória.

Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se considerem como despenseiros dos mistérios de Deus, e dele dos requer-se tão somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos não foram mal sucedidos. Pelo contrário, a epístola aos Hebreus os descreve como aqueles dos quais o mundo não é digno. São sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto de anônimos que seguem os passos de Jesus.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro
Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Márcia Garbin, no Virgula

O programa de humor indiano “All India Bakchod” fez um vídeo com uma sátira em resposta aos argumentos absurdos de que as mulheres têm culpa nos recorrentes estupros que ocorrem no país, que segundo a BBC, são cerca de 25 mil casos registrados só no ano de 2012.

No vídeo, que já tem mais de 1,5 milhão de visualizações no youtube, duas atrizes explicam que as mulheres podem “propagar o estupro” por trabalharem de noite, por usarem roupas curtas, andarem sozinhas pela rua, entre outras coisas.

Em entrevista a um canal de TV, a atriz Kalki Koechlin, que participou do curta, diz que a importância do vídeo é trazer o problema para a discussão dentro dos lares e que é muito admirável que o roteiro tenha sido escrito por um homem.

dica da Fabiana Zardo

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Mulher diz que foi violentada por telepatia e convence marido a atirar no vizinho

Meloney Selleneit (esq.) é acusada de convencer o marido Michael (dir.) a atirar no vizinho por ter sido violentada por telepatia, em Utah, nos EUA (foto: Divulgação/ Davis County Sheriff's Office)
Meloney Selleneit (esq.) é acusada de convencer o marido Michael (dir.) a atirar no vizinho por ter sido violentada por telepatia, em Utah, nos EUA (foto: Divulgação/ Davis County Sheriff’s Office)

Publicado no UOL

Uma mulher foi acusada de convencer o marido a atirar no vizinho por ter sido violentada por telepatia, em Utah, nos EUA.

Na última quinta-feira (19), Meloney Selleneit alegou ser culpada pelo caso e disse ter problemas mentais diante do tribunal.

A justiça local, no entanto, julgou Meloney competente para ir a julgamento.

Segundo os registros do tribunal, o marido de Selleneit, Michael Selleneit, atirou duas vezes no vizinho Tony Pierce pelas costas, no dia 30 de outubro de 2011.

A mulher convenceu seu marido de que teria sido “estuprada telepaticamente em várias ocasiões”, segundo os documentos do tribunal.

Em janeiro, Michael admitiu culpa pelas acusações de tentativa de assassinato e posse de arma de uso restrito. Em maio, ele foi condenado a 30 anos de prisão.

Agora, Meloney aguarda o seu julgamento, marcado para final de outubro. Até o momento, ela estava em tratamento psiquiátrico no Hospital Estadual de Utah.

Ainda de acordo com documentos do tribunal, Meloney trouxe a arma para seu marido há 11 anos. O casal mantinha a arma debaixo do travesseiro na cama deles. (Com Standard-Examiner)

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Vídeo que mostra consumo de 400 cigarros faz sucesso na internet

Água é usada para aquecer 20 maços, absorve alcatrão e fica preta.
Material restante não gruda nos pulmões, mas causa danos a longo prazo.

400 cigarros foram 'fumados' por máquina, e água foi ficando preta (foto: Reprodução/YouTube/Samimys)
400 cigarros foram ‘fumados’ por máquina, e água foi ficando preta (foto: Reprodução/YouTube/Samimys)

Luna D’Alama, no G1

Um vídeo que mostra um experimento que “fuma” 400 cigarros de uma só vez para ver o que sobra dessa combustão faz sucesso na internet, com mais de 1,7 milhão de visualizações no YouTube até esta quinta-feira (26).

O usuário Samimys, que tem 30 vídeos publicados com várias invenções caseiras, criou uma máquina a vácuo para queimar 20 maços com 20 cigarros cada, durante mais de 3 horas.

A uma temperatura inicial de 50° C, a água aquece o cigarro e, aos poucos, vai absorvendo o alcatrão (resíduo do tabaco), ficando viscosa e mudando de coloração – primeiro amarela, depois marrom e, por fim, preta.

Feito isso, a água é fervida, para observar o que resta de partículas sólidas. Após 40 minutos, a água se evapora e deixa 7.200 mg de alcatrão. Esse material preto, que lembra um “carvão” pegajoso, é então cortado com garfo e faca e manipulado.

O vídeo diz que isso é o que chega aos pulmões pela inalação, em partículas muito pequenas, que aos poucos vão causando problemas respiratórios, como enfisema pulmonar, e doenças como câncer, além de alterações nos dentes, na língua e na gengiva.

A cardiologista Jaqueline Issa, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, destaca que o cigarro pode acarretar mais de 40 doenças, da boca à uretra, como infarto, aneurisma cerebral, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doença vascular periférica (nos membros inferiores) e vários tipos de câncer, como de mama e laringe.

“Esse experimento ilustrativo dá uma ideia do que é o cigarro, que por fora parece uma coisa bonita e às vezes até cheirosa, já que a regulamentação dos aromatizantes foi mantida. Apesar de aquele material não ficar grudado nos pulmões, ele entra no sangue e, a longo prazo, causa mudanças genéticas e transforma o pH das células. Por isso, o vídeo é educativo, causa um impacto”, avalia.

O cigarro libera mais de 4.700 substâncias nocivas – além do alcatrão, há a nicotina, o monóxido de carbono e muitas outras derivadas da combustão do cigarro – que vão afetando a parte funcional dos pulmões. Com o tempo, o órgão perde seus alvéolos (estruturas localizadas nos bronquíolos que fazem as trocas gasosas entre oxigênio e gás carbônico), fica “aerados” e com um espaço “morto”, o que causa dificuldades respiratórias. Essas toxinas também estão presentes no cigarro eletrônico, só que em menor quantidade, explica a cardiologista.

“Se você colocar apenas cinco cigarros em um copo d’água da noite para o dia, já vai ver que a água fica num tom amarelo-achocolatado”, diz.

Sobre como o organismo pode se recuperar após uma pessoa abandonar o vício, Jaqueline afirma que depende de quanto tempo o indivíduo fumou, de suas características genéticas e também individuais.

“Se uma pessoa largar o vício antes dos 35 anos e tiver menos de 20 anos de exposição ao cigarro, provavelmente não desenvolverá nenhuma doença relacionada e apresentará a mesma sobrevida de quem nunca fumou, como mostram alguns estudos. Quanto mais o paciente posterga esse dia, porém, mais perde anos de vida”, ressalta.

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