Ir para cama com celular ou tablet pode tirar o sono

Luz azul emitida por dispositivos eletrônicos suprime a produção de hormônio responsável por controlar os ciclos do sono

semsono

Publicado na Veja on-line

Acessar o Facebook ou assistir a um vídeo no YouTube na cama, antes de dormir, pode não ser uma boa ideia se o objetivo é ter uma noite tranquila de sono. Segundo o pesquisador Richard Hansler, da Universidade John Carroll, a luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos tem efeitos negativos que podem causar insônia e outros males à saúde.

Em entrevista ao site americano Gigaom, Hansler, que durante 42 anos trabalhou na divisão de iluminação da GE, afirmou que seus estudos associam a cor azul, presente nas telas de eletrônicos, à supressão da melatonina, o hormônio do sono. Essa substância não só contribui para que as pessoas durmam bem como tem influência na saúde. A falta da melatonina no organismo pode levar o usuário a desenvolver diabetes, obesidade, doenças do coração e alguns tipos de câncer.

A luz azul é muito brilhante e por isso é usada em larga escala em aparelhos como smartphones, tablets, notebooks e TVs. As primeiras pesquisas que relacionam esse tipo de iluminação à melatonina foram realizadas em 2001. Os estudos mais recentes afirmam ainda que a exposição à luz azul à noite causa insônia e aumenta a incidência de doenças como lúpus e enxaqueca.

Há alguns meses, a American Chemical Society divulgou um vídeo que explica como a luz azul à noite engana o organismo, fazendo-o acreditar que é dia. Isso aumenta o ritmo dos batimentos cardíacos e faz com que a pessoa fique alerta. O melhor a se fazer antes de dormir, garante Hansler, é evitar o uso de gadgets na cama.

Leia Mais

Os perigos de estar sempre conectado

Jairo Bouer, na Época

Quem acha que o comportamento dos jovens – e de muitos adultos – que não desgrudam os olhos e os dedos da tela de um celular quando estão em grupo é apenas sinal de falta de educação ou de respeito com quem está em volta pode começar a se preocupar com outras questões mais sérias.

Um estudo da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, noticiado recentemente pelo jornal britânico Daily News, mostra que mesmo os alunos mais inteligentes podem piorar seu desempenho acadêmico quando o uso de celulares, tablets ou notebooks torna-se frequente em sala de aula. Foram avaliados 500 alunos de psicologia. Todos eles (mesmo aqueles com melhores habilidades intelectuais) tiveram uma queda de rendimento e notas, à medida que crescia o uso de internet durante as aulas – olhando notícias, respondendo a e-mails ou publicando nas redes sociais.

Se o fenômeno ocorre com os mais jovens – em teoria, mais bem adaptados a administrar múltiplas tarefas ao mesmo tempo –, não é difícil imaginar que os mais velhos enfrentem o mesmo tipo de problema em seu trabalho, quando pulverizam sua atenção em estímulos vindos do celular e dos computadores. Os resultados desse trabalho da Universidade de Michigan sugerem que as atividades extremamente envolventes da internet podem tirar até os mais “brilhantes” do rumo.

Outro grande estudo, a Pesquisa nacional de comportamentos de risco do jovem, feito a cada dois anos pelo Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos EUA, com mais de 13 mil alunos de 42 Estados americanos, investigou, pela primeira vez, o fenômeno das mensagens pelo celular (texting), entre outros hábitos.

O resultado mostrou que 41% dos jovens que já dirigem admitiram ter mandado um texto ou um e-mail enquanto guiavam seu carro, no mês anterior à pesquisa. Em alguns Estados, esse índice ultrapassou 60%. Claramente trata-se de um comportamento cada vez mais comum entre eles. A questão aqui é a habilidade em conduzir um veículo de maneira segura quando o foco de atenção do motorista, além dos olhos e das mãos, está longe do volante. Os jovens, que tendem a ter comportamentos mais impulsivos, correm maior risco de acidentes.

Como não é possível imaginar um mundo e uma escola em que os celulares e a internet não sejam onipresentes, é importante discutir com os jovens o momento mais adequado e seguro para usar essas tecnologias. Que tal desligar o aparelho e prestar um pouco mais de atenção à aula e ao trânsito?

Leia Mais

Metade das pessoas checa e-mails na cama antes de dormir, diz estudo britânico

Segundo a consultora Katie Toll, da Future Foundation, os dados obtidos indicam que as pessoas não encaram mais a hora de dormir como um tempo para relaxar.

Na faixa etária entre 16 e 24 anos, 87% dos entrevistados afirmaram acessar a internet momentos antes de dormir
Na faixa etária entre 16 e 24 anos, 87% dos entrevistados afirmaram acessar a internet momentos antes de dormir

Publicado originalmente no UOL

Uma pesquisa feita com adultos entre 16 e 34 anos no Reino Unido revela que metade deles admite checar e-mails em seus smartphones, tablets e notebooks enquanto estão na cama, pouco antes de dormir. Entre as pessoas que admitiram ter o hábito noturno, uma em cada dez disse fazer isso todos os dias.

Ainda de acordo com esse estudo feito pela consultoria Future Foundation, quanto mais jovens são as pessoas, mais “viciadas” ficam em se manter conectadas. Na faixa etária entre 16 e 24 anos, 87% afirmaram acessar a internet momentos antes de dormir. O estudo revelou também que sete entre dez dos entrevistados nunca desligam seus celulares.

Segundo a consultora Katie Toll, da Future Foundation, os dados obtidos indicam que as pessoas não encaram mais a hora de dormir como um tempo para relaxar. “É uma hora para se conectar por múltiplos dispositivos”, diz.

O problema, prossegue Katie, é a fusão cada vez maior entre trabalho e vida pessoal, com a tecnologia ajudando a acabar com o limite entre os dois. Com isso, a consultora analisa que será necessário aos governos a criação de leis para coibir a prática e que as empresas passem a oferecer horários de trabalho mais flexíveis.

Leia Mais

Redes sociais estão acabando com a vida sexual das pessoas, diz pesquisa

Adultos vêm perdendo horas de sono e atividade sexual por passar muito tempo na Internet (Foto: Reprodução/Alamy)
Adultos vêm perdendo horas de sono e atividade sexual por passar muito tempo na Internet (Foto: Reprodução/Alamy)

Alessandro Iglesias, no TechTudo

Pesquisa realizada pelo site “Broadbandchoices” afirma que grande percentual dos adultos britânicos acessa redes sociais por meio de notebooks, smartphones e tablets quando vão para a cama, resultando em diminuição de horas de sono diárias e também de suas frequências sexuais.

Quando dormir?

Os dados colhidos neste estudo informam que, em média, dorme-se hoje uma hora e meia a menos do que há uma década. E os culpados? Majoritariamente, Twitter e Facebook, existindo ainda outros dispersores por toda a Internet. Enquanto em 2002 a população adulta da Grã-Bretanha costumava dormir por volta das 22h30, hoje 46% dela adormece à meia-noite.

Efeitos

Essa diminuição do volume de horas dormidas gera um débito de descanso assombroso quando reunido: sete horas e meia de perda de sono em uma semana, resultando em 360 horas em um ano; equivalente a 15 dias de sono em um ano trocados por atividades online. Esse novo hábito também afeta a vida sexual de muitos casais, que acabam não se relacionando porque um dos parceiros (ou ambos) está atarefado (ou entretido) em algum site, serviço ou rede social.

Claramente, hábitos antigos permanecem atrasando o sono de muitos por todo o planeta e há algumas décadas. Dentre eles, 15% dos entrevistados afirmaram gastar um bom tempo assistindo TV antes de dormir. No entanto, com a popularização do serviço de banda larga nos últimos dez anos, surgimento de dispositivos para acesso remoto, redes sociais e todo tipo de diversão online – como filmes, jogos, músicas e mais -, parece que este mau hábito já está cristalizado em certa parte da população.

Leia Mais