Comendador da vida real: ex-catador de estrume abre segunda joalheria em Nova York

Delson de Lima - o 'comendador' da vida real na Times Square (foto: Vera Reis)
Delson de Lima – o ‘comendador’ da vida real na Times Square (foto: Vera Reis)

Bruno Astuto, na Época

Filho de um coveiro e de uma lavadora de roupas, ex-catador de latas e estrume de cavalo na periferia de Belo Horizonte, Delson de Lima não imaginava que ficaria famoso em Nova York como um dos mais badalados joalheiros da cidade. Dedé da Joia, como é conhecido, acaba de abrir sua segunda loja no Diamond District, colado na Times Square, onde passam 99% de todos os diamantes comercializados nos Estados Unidos, e recebe no dia 10 o prêmio Luso Brazilian Award, no auditório da ONU, que homenageia pessoas de destaque na comunidade brasileira e portuguesa nos EUA. Ele festeja a semelhança de sua trajetória com a do Comendador José Alfredo, personagem de Alexandre Nero na novela Império, que saiu do nordeste saiu do nordeste para tentar a sorte no Rio, acaba no Monte Roraima, se envereda pelo mundo dos diamantes e constrói a rede de lojas de joias Império.

Delson começou a construir seu império em 1992 e ralou muito até conquistar o ‘sonho americano’. Aos 16 anos saiu de casa para morar com uma família rica em BH. Foi lá que tudo mudou. “A família só tinha gente formada e bem sucedida. Vi que eu também podia”. Aos 18 anos, começou a namorar uma garota que tinha família nos Estados Unidos e ela foi sorteada na loteria do Green Card.

Como foi a chegada a Nova York?

Quando minha namorada disse para a gente ir porque ela tinha o Green Card, perguntei se era produto de passar no cabelo. Não tinha dinheiro nem para pegar o ônibus, mas sobrava vontade. Saí de BH  em 1992 com a mala bem vazia. No avião só tinha filhinho de papai com aquelas malas enormes. Mas quando cheguei e olhei em volta, era aquilo que queria da minha vida.

Passou por alguma dificuldade?

Minha mulher foi atropelada num acidente de carro em 1997, ficou em coma por dois anos e morreu. Meu filho tinha 3 anos. Foi um baque. Chegamos a montar uma empresa de limpeza doméstica e estava tudo indo bem, tínhamos 14 funcionários. Mas quando ela morreu, acabou.

E como virou o “rei das joias”?

Conheci uma menina que vendia joias e ficamos por quatro anos juntos, daí comecei a trabalhar com ela. O namoro terminou e o negócio também, mas os clientes começaram a me ligar. Em 2003, comprei US$ 8 mil em joias, voltei para NY, vendi tudo, paguei o que devia e comprei de novo.  A coisa andou e, em 2008, abri a primeira loja em New Jersey.

Fica feliz com as comparações ao comendador da novela?

Minha mulher (Cristina) não fica muito feliz porque o personagem da novela tem a tal ninfeta. Digo que, ao contrário do comendador, minha ninfeta é ela. Me identifico sim, embora ele não tenha passado pela barreira da língua. Teve uma cena que ele para no bar e enche a cara de cachaça. Isso me chamou atenção, porque por mais alto que uma pessoa chegue, o cara nunca esquece a raiz. Tenho isso demais. Sempre que vou ao Brasil encontro os amigos no bairro pobre e não vou para os lugares mais chiques da cidade.

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Para os que querem deixar o Brasil

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Publicado por Leonardo Boff

É espantoso ler nos jornais e mensagens nas redes sociais e mesmo em inteiros youtubes a quantidade de pessoas, geralmente das classes altas ou os ditos “famosos” que lhes custa digerir a vitória eleitoral da reeleita Dilma Rousseff do PT. Externam ódio e raiva, usando palavras tiradas da escatologia (não da teológica que trata dos fins últimos do ser humano e do universo) e da baixa pornografia para insultar o povo brasileiro, especialmente, os nordestinos.

Estas pessoas não vivem no Brasil, mas, em geral, no Leblon e em Ipanema ou nos Jardins da cidade de São Paulo onde se albergam: em sua maioria, os pertencentes às classes opulentas (aquelas 5 mil famílias que, segundo M.Porchmann, detém 43% do PIB nacional). Muitas delas não se sentem povo brasileiro. Externam até vergonha. Mas estão aqui porque neste país é mais fácil enricar, embora o desfrute mesmo é em feito em Miami, Nova York, Paris ou Londres, pois muitos deles têm lá casas ou apartamentos.

Alguns mais exacerbados, mas com parquíssima audiência, sugerem até separar o Brasil em dois: o sudeste rico de um lado e o resto (para eles, o resto mesmo) do outro, especialmente o Nordeste.

Acresce a isso o Parlamento brasileiro, a maioria eleita com muito dinheiro, que mal representa o povo. Finge que escutou o clamor dos ruas em junho de 2013 demandando reformas, especialmente, na política, no sistema de educação e de saúde e uma melhor mobilidade urbana e não em último lugar a segurança e a transparência na coisa pública. Mas já esqueceu tudo. Rejeitou o projeto do governo, no rescaldo da reeleição, que visava ordenar e dar mais espaço à participação dos movimentos sociais na condução da política nacional, respeitadas as instituições consagradas pela Constituição.

Tal fato nos remete ao que Darcy Ribeiro diz em seu esplêndido livro que deveria ser lido em todas as escolas, “O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil” (1995). Aí diz o grande antropólogo, indigenista, político e educador:” O ruim no Brasil e efetivo fator do atraso, é o modo de ordenação da sociedade, estruturada contra os interesses da população, desde sempre sangrada para servir a desígnios alheios e opostos aos seus…O que houve e há é uma minoria dominante, espantosamente eficaz na formulação e manutenção de seu próprio projeto de prosperidade, sempre pronta a esmagar qualquer ameaça de reforma da ordem social vigente”(p.446).

Esta afirmação nos concede entender porque a presidenta Dilma quer uma reforma política que não venha de cima, do Congresso, porque este sempre se oporá ao que possa contradizer os seus indecentes privilégios. Deve partir de baixo, ouvindo os reclamos do povo brasileiro. Quem aprendeu em 500 anos a sobreviver na pobreza senão na miséria, colheu muita experiência e sabedoria a ser testemunhada e repercutida na nova ordenação político-social do Brasil. Ouvi de um sacerdote que viveu sempre na favela:  “há um evangelho escondido no coração do povo humilde e importa que o leiamos e escutemos”. Vale a mesma coisa para as várias reformas desejadas pela maioria da população: auscultar o que se aninha no coração do povo e dos invisíveis.

Podemos tolerar a arrogância e a resistência dos poderosos e dos parlamentares, o que não podemos é defraudar a esperança de todo um povo. Ele não merece isso depois de tanto suor, sacrifícios e lágrimas. Ele precisa voltar às ruas e renovar com mais contundência e ordenadamente o que irrompeu em junho do ano passado. O feijão só cozinha bem em panela de pressão. Da mesma forma, o parlamento abandona sua inércia quando é posto sob pressão, como se constatou no ano passado.

Voltemos a Darcy Ribeiro, um dos que melhor estudou e comprendeu a singularidade do povo brasileiro. Uma coisa são os povos transplantados como nos USA, no Canadá e na Austrália. Eles reproduziram os moldes dos países europeus de onde vieram. No Brasil foi diferente. Ocorreu uma das maiores miscigenizações da história conhecida da humanidade. Vieram de 60 países diferentes. Misturaram-se entre si índios, afrodescentes, europeus, árabes e orientais. Criaram um novo tipo de gente. Diz Darcy:”o nosso desafio é de reinventar o humano, criando um novo gênero de gentes, diferentes de quantas haja”(p.447). Diz mais:”olhando todas estas gentes e ouvindo-as é fácil perceber que são, de fato, uma nova romanidade, uma romanidade tardia mas melhor, porque lavada em sangue índio e sangue negro”(p.447).

Não me furto em citar estas palavras proféticas com as quais fecha seu livro “O povo brasileiro”: “O Brasil é já a maior das nações neolatinas…Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça, tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor porque incorpora em si mesma mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra”(p.449).

Para os que querem sair do Brasil: fiquem nessa esplêndida Terra e ajudem-nos a construir esse sonho bom.

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Pintura corporal deixa modelos ‘invisíveis’ em pontos turísticos de NY

Publicado no G1

Com uso de pinturas corporais, modelos ficaram “invisíveis” em frente a pontos turísticos da cidade de Nova York (EUA). As modelos foram pintadas pela artista Trina Merry, que levou cerca de seis horas para criar a aparência invisível em cada modelo.

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À esquerda, modelo posa em frente do museu Guggenheim. À direita, modelo Jessica Mellow é clicada diante da ponte de Manhattan (Foto: Trina Merry/AP)

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Trina Merry levou cerca de seis horas para criar a aparência invisível (Foto: Bebeto Matthews/AP)

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Justin Bieber e Selena frequentam, juntos, culto evangélico

O casal ioiô participou de um grupo de estudos da Bíblia em igreja em NY

Justin Bieber durante apresentação em São Paulo, na Arena Anhembi - (foto: Heitor Feitosa)
Justin Bieber durante apresentação em São Paulo, na Arena Anhembi – (foto: Heitor Feitosa)

Publicado na Veja on-line

Depois de ser batizado em uma cerimônia privada em uma igreja de Nova York, Justin Bieber resolveu investir em seu lado espiritual, talvez para agradecer ao fato de ter reatado o namoro com Selena Gomez – mais uma vez. Segundo o site E! Online, o casal problemático busca redenção. Depois de uma passagem de Bieber pela cadeia e de Selena pela reabilitação, os dois agora decidiram encarar programas mais leves e, nesta semana, integraram um grupo de estudos da Bíblia.

Bieber postou em seu perfil no Instagram uma foto do pastor Judah Smith, seu guia espiritual, pregando em um púlpito. “Estudos da Bíblia com Judah Smith”, escreveu o cantor na legenda. Segundo a fonte do E! Online, Bieber e Selena sentaram lado a lado no culto em questão e estavam carinhosos um com o outro.

O casal despertou suspeitas de que teria reatado o namoro depois que Bieber publicou na rede social uma foto em que aparecia junto com Selena, na última semana. O cantor, no entanto, logo apagou a imagem. Depois disso, eles foram vistos saindo juntos de um estúdio de gravação em Los Angeles.

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Após drogas e prisão, Justin Bieber vira fiel da Igreja Hillsong

Versículo bíblico tatuado nas costas do astro pop. (foto: Miami Beach Police Dept./AP)
Versículo bíblico tatuado nas costas do astro pop. (foto: Miami Beach Police Dept./AP)

Ricardo Feltrin, no UOL

O cantor canadense Justin Bieber está tentando mudar sua fama de bad boyzinho. Dessa vez parece ser sério. Desde que deixou a prisão, acusado de uso de drogas e vandalismo, o jovem astro passou a frequentar com assiduidade a Igreja Hillsong, nos Estados Unidos.

Em fevereiro, ele decidiu se batizar na Hillsong e no último final de semana também foi visto, novamente, na primeira fila de um culto da igreja em uma de suas unidades em Nova York. Estava com a estrela Vanessa Hudgens ao seu lado e parecia contrito, com as palmas em oração.

A Hillsong é uma igreja que surgiu na Austrália na primeira metade dos anos 80, fundada por dois pastores da Nova Zelândia, Brian e Bobbie Houston. Em 30 anos a igreja se espalhou pelo mundo e formou inúmeras bandas de gospel contemporâneo. Na verdade, se tornou a mais prolífica instituição religiosa-musical do planeta. A estimativa é que tenham vendido mais de 100 milhões de CDs e DVDs desde os anos 80. A Hillsong não tem sede no Brasil, mas suas bandas United e London já se apresentaram no país.

Os cultos inauguraram a chamada “Contemporary Worship”, o louvor e adoração a Deus e a Jesus por meio da música. Poderia ser chamada de religião musical, literalmente.

Esta coluna apurou que, nos últimos meses, emissários da sede da igreja na Austrália também vêm consultando eventuais parceiros brasileiros que possam ajudar sua entrada também no país até 2015.

Hillsong evita se instalar em países em conflito aberto ou que mantenham políticas de intolerância religiosa. Dá preferência,  obviamente, àqueles governos que oferecem subsídios e isenções às atividades da igreja. Na Austrália, Reino Unido e outros continentes, a Hillsong mantém escolas infantis, obras sociais, conservatórios para formação de cantores e músicos, além de produzir aplicativos religiosos para smathphones –de GPS a apps de namoro online.

Bieber sempre se declarou cristão, porém com falhas: “Sou cristão, mas não sou perfeito”, afirmou ele quando confrontado entre sua fé e algumas de suas atitudes cabeçudas e temerárias. No início do ano, um teste de sangue feito pela polícia dos EUA confirmou que o cantor havia misturado medicação controlada e maconha.

Ele também já frequentou outras denominações religiosas, como a Church City e a Igreja Batista. Desde o ano passado ele vinha ocasionalmente visitando cultos da Hillsong. Numa das vezes revelou ter chorado durante uma cerimônia.

Até a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, já manifestou sua preocupação com o jovem, dizendo que Bieber é uma alma que precisa “ser resgatada”, e não punida.

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