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As 10 perguntas mais bizarras do Yahoo Respostas

Tammy, no Garotas Geeks

Hoje vamos fazer uma viagem pelo submundo da inteligência na internet: o Yahoo Respostas. Um lugar onde nada faz sentido e apenas os fortes sobrevivem.

Se você é um bom usuário de internet, deve saber que podemos encontrar soluções em QUALQUER LUGAR, menos no Yahoo Respostas.
O site parece ser o encontro de TODAS AS IDEIAS ERRADAS DO UNIVERSO. Nada faz muito sentido por lá: nem as perguntas e nem as respostas.

Isso já virou tão comum que o Yahoo Respostas se tornou um meme na internet. Prova disso é o Tumblr www.yahoorespostasfail.tumblr.com, que reúne apenas O PIOR das perguntas e respostas encontradas por lá.

Pensando nisso, decidi adentrar esse ~mundo selvagem~ de questionamentos e escolhi as 10 perguntas mais bizarras do Yahoo Respostas.

Claro, não tenho dúvidas que podem existir outras MUITO PIORES, mas dá só uma olhada na seleção do Garotas Geeks e perca um pouquinho mais da sua fé na inteligência humana:

HMMMMMMMMMMMMMM.
HMMMMMMMMMMMMMM.

PORRA, AMIGO.
PORRA, AMIGO.

POR QUÊ?
POR QUÊ?

ADOBE HITLERAHUEAUWIHAIEUHAIUEHIUAWHEIUHIWUHEUI
ADOBE HITLERAHUEAUWIHAIEUHAIUEHIUAWHEIUHIWUHEUI

Não sei o que é pior: a pergunta ou a resposta.
Não sei o que é pior: a pergunta ou a resposta.

CHAMA O PRETO VÉIO.
CHAMA O PRETO VÉIO.

UALQUIDEDDY. CHEGA. DE. VIVER.
UALQUIDEDDY. CHEGA. DE. VIVER.

ELES COBRAM CARO?
ELES COBRAM CARO?

Sim, ela escreveu a "letra" de WELCOME TO THE JUNGLE, do Guns N' Roses.
Sim, ela escreveu a “letra” de WELCOME TO THE JUNGLE, do Guns N’ Roses.

Tem que operar. O CÉREBRO.
Tem que operar. O CÉREBRO.

Quer ficar ainda MAIS chocado com a estupidez humana?
Então dê uma passadinha no Tumblr www.yahoorespostasfail.tumblr.com e perca sua fé na humanidade. <3

dica do Israel Herison

Ama e faz o que quiseres

Bíblia 10

Por Ed René Kivitz, no Facebook

Os debates morais têm em suas entrelinhas a discussão a respeito das fontes de autoridade para a normatização do que é aceitável e permitido, o que deve ser coibido e proibido. Existem várias fontes normativas: as escolas filosóficas, a ciência, a racionalidade (modernidade) e a subjetividade (pós modernidade) humanas, a antropologia e as construções culturais, são exemplos de critérios que ao longo do tempo vêm sendo usados para a definição do certo e errado. Mas não há dúvidas de que os textos sagrados são a fonte por excelência para um grande contingente de pessoas, notadamente as inseridas nas tradições religiosas: a Torah para os judeus, a Bíblia para os cristãos, o Corão para os islâmicos.

A Bíblia não pode ser lida de maneira literal e estática. Suas orientações éticas devem ser atualizadas. É necessário identificar o momento histórico e os contextos social e cultural em que foram pronunciados, buscar a inteligência das orientações, e verificar como se aplicam em diferentes períodos e circunstâncias.

Os conflitos entre as normatizações bíblicas e os dilemas éticos do mundo contemporâneo são cada vez mais complexos. O herói bíblico Josué, sucessor de Moisés e comandante responsável por conduzir o exército de Israel na posse da terra prometida, seria hoje condenado como criminoso de guerra acusado de crime contra a humanidade e genocídio, nos termos dos acordos internacionais, como a Convenção de Genebra e o Estatuto de Roma, que regem a Corte Penal Internacional, o Tribunal de Haya.

Caso o encontro entre o apóstolo Paulo e Onésimo ocorresse hoje, Filemon seria denunciado no Ministério Público e acusado do crime de exploração de trabalho escravo. Também seria impensável hoje em dia a condição da mulher nos tempos bíblicos, como por exemplo a situação em que Ló oferece suas duas filhas virgens para que sejam violentadas pela multidão e assim evitar evitar o assassinato xenófobo de hóspedes estrangeiros.

As leis reguladoras do divórcio também sofreram consideráveis ajustes ao longo dos tempos. Previsto na Torah, a Lei de Moisés, o divórcio era compreendido pela comunidade de Israel como um direito da mulher repudiada. O repúdio era o ato de rompimento do vínculo conjugal feito pelo homem insatisfeito com sua mulher. Ao oferecer carta de divórcio, o homem abria mão da posse da mulher com quem esteve casado – na sociedade patriarcal judaica a mulher era propriedade econômica do pai e depois do marido. A mulher repudiada sem carta de divórcio permanecia vinculada ao ex-marido (que sem a carta de divórcio não era considerado ex), e impedida de casar-se novamente. A carta de divórcio, portanto, foi uma orientação reparadora de uma injustiça e um ato de proteção da mulher vitimada pelos caprichos masculinos. Hoje, entretanto, na maioria das igrejas evangélicas ainda existe a crença de que “Deus odeia o divórcio”, quando na verdade “Deus odeio o repúdio que não se faz acompanhar da carta de divórcio”. Jesus era a favor do divórcio, uma vez que constava da Lei de Moisés. Apenas não era favorável ao divórcio “em qualquer situação”, e nesse caso se alinhava à visão conservadora do rabino Shammai, em detrimento da postura mais flexível do rabino Hilel. A sociedade contemporânea, chamada secular, por sua vez, sequer compreende o fato de que divórcio e novo casamento sejam tratados como tabús nas comunidades religiosas.

Estes poucos exemplos servem para demonstrar as razões da suspeita de que a Bíblia seja um livro desatualizado em termos de normatizações para a vida em sociedade. É necessário compreender, entretanto, que Jesus ressignifica a Lei de Moisés e eleva a régua do debate a respeito do certo e errado. Manter o debate nas categorias da Lei implica necessariamente a armadilha do farisaísmo do primeiro século: julgar a qualidade dos homens com base em comportamentos morais.

Sendo verdadeiro que a moral é o conjunto de práticas aceitas e incentivadas e reprovadas e coibidas de uma sociedade, a ética pode ser entendida como os critérios através dos quais são feitos os julgamentos morais. Por exemplo, a escravidão é inadmissível (costume/moral) pois todos os homens são iguais porque criados à imago Dei (princípio ético). A lei, por sua vez, é a regulamentação objetiva e formal da moral. Nesse caso, a escravidão não é apenas um costume (moral) inaceitável, justificado por um princípio (ética), como também crime (lei).

Jesus, entretanto, vai além da lógica ética-moral-lei. Sua proposta para o discernimento do certo e errado extrapola os princípios da tradicão, da filosofia e da teologia, confronta todas as práticas aceitas socialmente e exige a completa reinterpretação e ressignificação da senso comum social. Por essa razão cura no sábado, deixa de lavar as mãos antes das refeições, toca os impuros e se deixa tocar por eles, vive rodeado de pessoas de reputação duvidosa, impede a adúltera de ser apedrejada, e estabelece comunhão com estrangeiros, dentre outras atitudes escandalosas para sua sociedade e sua época, mas elogiadas nos dias de hoje como superação de fundamentalismos, preconceitos e intolerâncias.

Para encontrar o caminho a seguir nas encruzilhadas dos dilemas éticos, morais e legais, Jesus propõe o amor. A vida humana é complexa demais para que todas as questões sejam resolvidas através de regras e leis. O ser humano é valioso demais para que seja tratado de acordo com a letra fria das leis e da impessoalidade das regras. A ética, a moral, e a lei devem servir de referência para as decisões e relações. Mas toda vez que tiverem a última palavra, a lógica de Jesus estará invertida, como se “o homem tivesse sido criado para o sábado”. Diante de um ser humano em conflito a respeito do certo e do errado, vale o amor. Eis o desafio aos cristãos contemporâneos: viver a proposta de Jesus, interpretada por Santo Agostinho: “ama e faz o que quiseres”.

‘Renunciei porque Deus me disse’, diz Bento XVI

‘Quanto mais vejo o carisma de Francisco, mais entendo a vontade divina’, diz Papa Emérito
Essa é a primeira vez que Bento XVI explica por que decidiu deixar a liderança da Igreja Católica

Pela primeira vez em mais de 600 anos, a Igreja Católica registrou um momento histórico. Na foto, o encontro de dois Pontífices: o atual Francisco (à esquerda) e Bento XVI, Papa Emérito (foto: AP/23-3-2013)

Pela primeira vez em mais de 600 anos, a Igreja Católica registrou um momento histórico. Na foto, o encontro de dois Pontífices: o atual Francisco (à esquerda) e Bento XVI, Papa Emérito (foto: AP/23-3-2013)

Publicado em O Globo

CIDADE DO VATICANO – “Foi porque Deus me disse”. Assim, Bento XVI explicou a decisão de renunciar ao pontificado, em 11 de fevereiro, de acordo com a publicação católica “Zenit”. Apesar da vida de clausura, o Papa Emérito dá esporadicamente algumas entrevistas no convento Mater Ecclesiae onde vive atualmente, nos Jardins do Vaticano. Em uma dessas ocasiões, ele explicou pela primeira vez por que renunciou à liderança da Igreja Católica e acrescentou:

- Quanto mais vejo o carisma de Francisco, mais entendo a vontade divina – afirmou, de acordo com a publicação.

Na reportagem, Bento XVI conta que não houve qualquer tipo de aparição ou fenômenos semelhantes, mas sim uma “experiência mística”, na qual o Senhor teria demonstrado um “desejo absoluto” de permanecer a sós com ele. Uma experiência que poderia durar meses, como relatado por uma fonte que prefere permanecer em anonimato.

Como já havia antecipado na época em que decidiu deixar a liderança da Igreja Católica, o Papa Emérito reiterou que não era uma fuga do mundo, mas pretendia “refugiar-se em Deus”.

A entrevista foi realizada no último domingo, quando Bento XVI fez uma curta viagem até Castelgandolfo, acompanhado de quatro funcionários que trabalharam com ele durante os anos de pontificado e seguem em seus cargos após a renúncia. Mesmo durante a entrevista, o Papa Emérito manteve-se reservado, evitando reflexões que poderiam ser interpretadas como “declarações do outro Papa”.

Pastores da carioca Igreja Pingo D’Água são jovens, falam gírias, têm piercings e pregam até em rampas de skate

Fiéis da Pingo D’Água estudam a Bíblia ao som de reggae e rock (foto: Alexandro Auler / Extra)

Fiéis da Pingo D’Água estudam a Bíblia ao som de reggae e rock (foto: Alexandro Auler / Extra)

Bruno Cunha, no Extra

O encontro deles sempre começa com um bate-papo de “irmão”. Ou de “brother”, “velho”, e até de “rapá”, a critério dos pastores da Igreja Evangélica Pingo D’Água, com sede no conjunto habitacional Cesarão, em Santa Cruz. Só depois dos cumprimentos iniciais, cheios de gírias, é que os religiosos ensinam a principal palavra da noite, a de Deus. Nas reuniões à beira de pistas de skate do bairro e de Realengo, pregam para punks e hippies.

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— No início, alguns jovens ficam meio desconfiados, até com um certo preconceito, porque não usamos terno e gravata. Isso é quebrado quando nos veem falando de Deus como nas outras igrejas. Só que de uma forma mais livre — observa o guitarrista da banda Pingo D’Água, Vitor Gabriel, que é missionário e prega na praça do Marco Onze, em Santa Cruz.

Aos 28 anos, o ex-roqueiro prepara-se para a cerimônia em que será consagrado pastor oficial da igreja. E isso desde que chegou lá, há quatro anos, mostrando vocação ao orientar o público a respeitar pai e mãe e autoridades, como guardas de trânsito.

— Deixei minha casa, minha TV, meu computador e vim morar numa barraca aqui. Estava em depressão, bebia e tive contato com drogas — diz.

Vitor chegou com o necessário: o colchão de solteiro e a mala de roupas, que arrumou na barraca armada no descampado da sede da igreja. Lá casou-se e construiu uma casa.

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Igreja foi fundada há 9 anos

Com A de amor, P de perdão e O de obediência, o pastor Valmar Neves, de 39 anos, batizou a igreja de Pingo D’Água há nove anos. Fruto do trabalho social com moradores e menores de rua que ele, surfista e skatista, fazia em igrejas como a da pastora Baby do Brasil (sim, ela mesma).

— Pastor Valmar ia criar uma ONG, mas Deus falou para ele fundar a igreja, que é alternativa porque há uma multiforma de culturas — conta Alexander da Silva, o primeiro pastor formado lá, há oito anos.

Sem o curso de Teologia ou algo parecido para o posto de pastor, os líderes fazem treinamentos práticos e com o estudo da palavra de Deus, cada um no seu tempo, segundo conta Alexander.

E o do grafiteiro Tiago da Soledade, o Cety, foi de três anos. Aos 30, ele estuda a Bíblia, com seguidores, sentado no chão das praças de Realengo.

— Não sonhava com isso. Foi acontecendo, as pessoas me reconheciam como pastor antes da minha ordenação — conta.

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Estudo da Bíblia com muito reggae e rock

Os fiéis da Pingo D’Água, com seis unidades no Brasil, são “tradicionalistas” como os pastores da igreja, 12 deles no Rio. Nos cultos das praças ou no da sede, onde moram dez cristãos, estão sempre vestidos como manda o figurino. Pastor Tiago, com seu black power, chega de bermuda e camiseta. Vitor, com dez tatuagens, o alargador na orelha e o piercing no nariz. Faixa roxa de jiu-jítsu, pastor Jefferson Nunes, de 24 anos, usa até chinelos.

— Venho pregar assim. Não tem grilo — conta.

O estudo da Bíblia com o público é recheado de canções de reggae, rock e pop. Todas gospel. Muitas vezes executadas pela banda Pingo D’Água, que fez sucesso no meio gospel com o samba “O diabo é maconheiro”. Uma palhinha: “E o inferno é um gigantesco bagulho. E a erva quem é? É você, mané”, diz a letra.

— Pregamos em outro templo que a igreja dos dias de hoje precisa acordar para o povo. E tocamos. O pastor de lá pegou o microfone, nos esculachou e criticou as tatuagens — lamenta pastor Daniel Montenegro, de 27 anos.

Peregrinos da JMJ dormem em posto de gasolina, no Rio de Janeiro

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Por Mídia NINJA, no Facebook

Peregrinos dormem em posto de gasolina próximo a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O grupo iria dormir em Guaratiba, mas o espaço alagou mesmo depois de obras de impermeabilização e fez a organização do evento transferir a programação para a zona sul. Dessa forma, milhares de peregrinos tiveram que permanecer nas ruas em acampamentos improvisados.

“É a unica opção que há. Guaratiba não seria muito diferente” diz Dario Riconcon, que veio com mais 46 pessoas pessoas de sua igreja em Houston, EUA, para o encontro.