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Publicidade: viral brasileiro é o mais visto de todos os tempos

Publicado originalmente no Terra

O vídeo da campanha “Dove Beleza Real Sketches” foi o viral (vídeo que se propaga pela internet) mais visto de todos os tempos, com 114 milhões de visualizações no YouTube em 35 dias, de acordo com informações da agência brasileira Ogilvy, responsável pela propaganda.

A campanha, que apresenta duas imagens feitas por um desenhista profissional que faz retratos falados para a polícia americana, mostra que as mulheres em geral se caracterizam de uma forma mais feia do que são vistas por outras pessoas. O vídeo foi visto em 25 idiomas em 33 canais do YouTube.

Segundo informações da assessoria de imprensa da agência, a campanha foi totalmente concebida no Brasil para a Dove global e, por isso, o vídeo original foi feito em inglês. A propaganda foi gravada na cidade americana de São Francisco, com moradores locais.

O anúncio da Dove bateu o anteriormente mais visto – os bebês da Evian, com 111 milhões de visualizações. “No momento em que o vídeo foi enviado para a página do YouTube rapidamente começou a ganhar força em todo o mundo com homens, mulheres, a mídia e até mesmo de outras marcas que compartilham o filme”, disse Fernando Machado, vice-presidente da empresa em comunicado. “A campanha provocou uma reação emocional em milhões de pessoas e os inspirou a compartilhar a mensagem positiva com os outros”, completa.

Invenção de jovem de 18 anos pode trazer recarga instantânea a baterias de celular

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Eric Limer, no Gizmodo

Enquanto você está aí navegando à toa pela internet (o chefe vai ver, hein), jovens mais inteligentes do que eu e você se preparam para mudar o mundo.

Por exemplo, Eesha Khare (à esquerda) tem 18 anos e não só inventou um supercapacitor, que pode trazer baterias de celular capazes de se recarregar em segundos – como ela ganhou US$ 50 mil por isso.

Através da nanotecnologia – um eletrodo de nanobastões – o supercapacitor consegue guardar muita energia em pouco espaço, carrega rápido e se desgasta mais devagar que baterias atuais.

O protótipo de Khare pode ser carregado em até 30 segundos, e lida com até 10.000 ciclos de recarga – dez vezes o que vemos em baterias comuns. Como não há fluidos dentro dele, não há risco de vazamento. E se os smartphones do futuro forem flexíveis, tudo bem: o protótipo de supercapacitor também é flexível.

Por enquanto, o supercapacitor só foi testado para acender LEDs. Mas ele consegue fazer isso perfeitamente; e este é um grande passo na direção certa, especialmente porque a duração da bateria é uma das características mais importantes de um smartphone.

Khare é uma dos três grandes vencedores da Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel. Ela e Henry Lin, 17 (à direita) – que criou um modelo para simular milhares de galáxias – levaram o prêmio da Intel Foundation para jovens cientistas.

Enquanto isso, Ionut Budisteanu, 19, ganhou o Prêmio Gordon E. Moore e US$ 75 mil por seu modelo de inteligência artificial, que poderia resultar em um carro mais barato que dirige sozinho. No entanto, a invenção de Khare tem algum potencial mais prático – e celulares com carregamento rápido é algo que todos nós queremos.

Bem, assim como toda tecnologia de supercapacitores, ela não está exatamente próxima do lançamento comercial. Mas ei, se uma jovem de 18 anos (e super inteligente) consegue resolver isso, as empresas multinacionais – com um incentivo ainda maior de dinheiro e lucro – deveriam fazer o mesmo, certo? Então andem logo: aceito qualquer solução, desde que venha em breve. [Intel e USC via NBC News]

Conheça a história do homem que viveu por 6 anos achando ser uma galinha

Após viver seis anos em um galinheiro em um vilarejo no interior de Fiji, o órfão Sujit Kumar foi adotado pela australiana Elizabeth Clayton

Sujit passou muitos anos sem ver outras pessoas Foto: thehappyhometrust.com / Divulgação

Sujit passou muitos anos sem ver outras pessoas
Foto: thehappyhometrust.com / Divulgação

Liz Lacerda, no Terra

Em um remoto vilarejo no interior de Fiji, o arquipélago composto por mais de 300 ilhas no Pacífico sul, um menino cresceu com as galinhas. Sujit Kumar perdeu os pais ainda criança. A mãe cometeu suicídio e o pai foi assassinado logo depois. Sem saber o que fazer com o menino, os avós colocaram o garoto no galinheiro, no andar debaixo da casa. Lá, ele viveu por seis anos.

O menino dormia no poleiro, se alimentava com as galinhas e aprendeu a andar e a se comunicar como os animais. Sujit Kumar nunca foi ensinado a falar, mas sabe cacarejar. Ele sacode a cabeça e cisca como os galináceos. Durante toda sua vida, pegou a comida com a boca em formato de bico ou as pontas dos dedos unidas, tentando imitar os bichos ao “bicar” os alimentos.

Sujit Kumar, o garoto-galinha, e Elizabeth Clayton, a australiana que o adotou Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Sujit Kumar, o garoto-galinha, e Elizabeth Clayton, a australiana que o adotou
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Sujik Kumar não tinha contato com o mundo exterior. Sua família e seus amigos eram as aves com quem conviveu até ser removido pelo poder público, aos 8 anos de idade. Era para ser a salvação do menino, mas a mudança se transformou em outro triste capítulo de sua história. No final dos anos 70, Fiji não tinha orfanato.

Sem chances de ser adotado por causa do seu comportamento, Sujit foi colocado em um asilo de idosos. Ele praticamente não havia visto gente durante a maior parte da vida; então, muitas vezes, se tornava agressivo. Por isso, ficou os 22 anos seguintes preso à cama, amarrado com lençóis. As cicatrizes ainda estão bem claras em volta de sua cintura. Sujit passou o final da infância, a adolescência e grande parte da vida adulta dentro do quarto. Era ali que comia e fazia suas necessidades.

Elizabeth diz que o seu maior sonho é que Sujit consiga falar Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Elizabeth diz que o seu maior sonho é que Sujit consiga falar
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

No final de 2002, a visita de um grupo do Rotary Clube seria o começo de uma nova vida para o “garoto-galinha”, como ficou conhecido pela comunidade. Elizabeth Clayton fazia parte da comitiva que foi doar mesas de plástico para a instituição. A australiana era uma empresária de sucesso, que fez fortuna fabricando e exportando móveis em Fiji, para onde tinha se mudado há dez anos. Poucos meses antes do encontro com Sujit, ela ficou viúva. O marido Roger Buick morreu tentando escalar o monte Everest.

Vida nova
Elizabeth nunca esquece o primeiro momento em que viu o rapaz. “Ele estava tão debilitado e mal-tratado. Apanhou no rosto e tinha os dedos inchados, além dos dentes e o nariz quebrados. Quando o vi, eu não sabia se era uma criança ou um homem. Sua aparência era decrépita. A barba estava longa e as pessoas pensavam que ele era selvagem”, recorda. Naquele momento, ela tomou a decisão que mudaria também seu próprio destino. “Eu vi um brilho nos olhos dele. Não podia simplesmente virar minhas costas”, declarou.

As frequentes visitas ao asilo aumentaram o vínculo entre os dois, até que Elizabeth decidiu levar o garoto para morar com ela. Precisou de muito amor e paciência para superar a fase inicial. “Ele ‘bicava’ a parede e coisas assim. Sujit também não conseguia dormir na cama; então, se levantava e se empoleirava na cadeira, por exemplo”, conta.

Da mesma forma, o rapaz usaria o vaso sanitário. Algumas vezes, o comportamento era violento. “Ele me mordia, me arranhava e me empurrava. Meu maior sonho é que ele seja independente nos seus hábitos pessoais. Assim, conseguirá escovar seus dentes, ir sozinho ao banheiro e até se barbear. Meu maior sonho, na verdade, é que ele consiga falar”, diz.

Para se dedicar totalmente a Sujit, Elizabeth vendeu o negócio e viajou com o garoto para a Austrália, onde consultou diversos especialistas: fonoaudiólogos, patologistas, professores de educação especial, neurologistas. Sujit Kumar sofre de epilepsia.  

“Por causa das crises, os familiares pensaram que era um espírito demoníaco e daí quiseram se livrar dele. Lá (em Fiji), as pessoas pensam que o espírito do mal é a causa dos problemas da família”, explica. “Ele era muito selvagem quando criança. Você não pode controlá-lo, porque ele tem problemas mentais, quero dizer, epilepsia. Ele não entende nada, não pode falar”, conta o primo Bob Kumar.

Casa Feliz
A dedicação de Elizabeth ao garoto recebeu críticas e enfrentou resistências. O irmão da australiana chegou a dizer que era uma “perda de tempo, porque Sujit é animalesco e não vai melhorar”. Já  governo de Fiji tirou o rapaz da casa dela. “Eles não me deram nenhuma explicação. Fiquei devastada e chorei muito. Eles não perceberam a importância do nosso vínculo. Tinha que lutar por ele e acabei nos tribunais”, recorda. No dia do julgamento, Sujit correu para os braços dela e o juiz acabou concedendo a custódia.

Elizabeth teve de lutar nos tribunais para ficar com Sujit Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Elizabeth teve de lutar nos tribunais para ficar com Sujit
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

A história da australiana ajuda a explicar tamanha devoção. Ela era casada, mas nunca viveu na mesma casa com o marido. Eles tinham um acordo em relação à filha. A mãe cuidaria da menina até os 12 anos de idade e Roger Buick assumiria a menina dos 12 aos 18 anos. Quando acabou o prazo, Elizabeth se mudou para Fiji.

“Ela era bem moderna para aquela época. Não lembro da minha mãe cozinhando, por exemplo. Essas atividades mundanas de cuidar de marido e crianças ou fazer uma refeição à mesa juntos definitivamente não faziam parte da mentalidade da minha mãe”, afirma a filha, Tiffany Wills. “Minha ida a Fiji tirou muito do meu tempo com Tiffany. Se eu me arrependo de uma coisa na vida, é não acompanhá-la durante sua adolescência”, lamenta a mãe.

Elizabeth também foi abusada quando pequena. “Acho que é por isso que ela tem um coração enorme para crianças vulneráveis”, analisa Tiffany. “Aquilo me fez mais corajosa. Não hesito em enfrentar os predadores de crianças. Essa é uma das razões pelas quais faço o que faço: alguma coisa boa deve vir de algo que não foi agradável para mim”, acrescenta. 

Com cerca de 40 anos (já que ninguém tem certeza absoluta da verdadeira idade do rapaz), Sujit ainda não consegue falar, mas já se comunica através de gestos. Quando quer água, ele pega um copo; quando quer passear, ele pega a chave do carro. De vez em quando, Sujit ainda sacode a cabeça, cisca ou pega a comida com as pontas dos dedos, mas está aprendendo. Ele já caminha quase normalmente e circula entre as pessoas sem medo. 

Elizabeth investiu o dinheiro da venda da empresa na criação de um lar para crianças. Hoje, a australiana recolhe meninas e meninos nas ruas de Fiji e vive com eles no local chamado “Happy House” (Casa Feliz). Sujik Kumar mora lá também.

Só um Deus nos poderá salvar

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Publicado por Leonardo Boff

A crise de nossa civilização técnico-científica exige mais que explicações históricas e sociológicas. Ela demanda uma reflexão filosófica que desemboca numa questão teológica. Quem o viu claramente foi Martin Heidegger (1889-1976), antes mesmo que tivesse surgido o alarme ecológico.

Numa famosa conferência em 1955 em Munique “Sobre a questão da técnica”na qual estavam presentes Werner Heisenberg e Ortega y Gasset, ele tornou claro o risco que o mundo natural e a humanidade correm quando se deixam absorver totalmente pela lógica intrínseca deste modo de pensar e de agir: intervem e manipula o mundo natural até às suas últimas camadas para tirar benefícios individuais ou sociais. A cultura técnico-científica penetrou de tal forma na nossa autocompreensão que já não podemos entender a nós mesmos nem viver sem essa muleta que introjetamos em nosso próprio ser e estar-no-mundo.

Ela representa a convergência de duas tradições da filosofia ocidental: a platônica de cariz idealista transfigurada pela incorporação cristã e a aristotélica, mais empírica que está na base da ciência. Elas se fundiram no século XVII a partir de Descartes e fundaram a moderna tecno-ciência moderna, o paradigma dominante.

O interesse desse modo de ser é  como  são as coisas, como funcionam e como nos podem ser úteis. Não é o milagre de que as coisas são, confrontadas com o nada. Separamo-nos do mundo natural para entrar profundamente no mundo artificial.  Perdemos a relação orgânica com as coisas, as plantas, os animais, as montanhas e com os próprios seres humanos. Tudo se transforma em instrumento para alguma finalidade. Não vemos o ser humano, como pessoa, portadora de um propósito, mas a sua força de trabalho, seja física seja intellectual que pode ser explorada.

Se algo pode ser feito, será feito sem qualquer justificação ética. Se podemos desintegrar o átomo não há porque não faze-lo e construir uma bomba atômica. Se  podemos lançá-la sobre Hieroshima e Nagasaki quem o impedirá? Se posso manipular o código genético, não há limite moral ou ético que o possa coibir. E fazemos as experiências que acharmos interessantes e úteis para o mercado e para certa qualidade de vida.

Heidegger nos adverte que esta tecno-ciência criou em nós um dispositivo (Gestell), um modo de ver que considera tudo como coisa ao nosso dispor. Colonizou todos os espaços e subjugou todos os saberes. Transformou-se num motor que se acelerou de tal forma que já não sabemos como pará-lo. Tornamo-nos reféns dele. Ele nos dita o que fazer ou deixar de fazer.

Neste ponto Heidegger aponta o altíssimo risco que corremos como natureza e como espécie. A tecno-ciência afetou as bases que sustentam a vida e criou tanta força destrutiva que nos pode exterminar a todos. Os meios já foram construídos e estão aí à nossa disposição. Quem segurará a mão para não deslanchar um  armagedon natural e humano? Essa é a questão magna que nos deveria ocupar como pessoas e como humanidade e menos o crescimento e as taxas de juros.

A resposta tentada por Heidegger é uma Kehre, uma ”Volta” que signfica uma revira-Volta. Este é o propósito final de todo o seu pensamento, como o revelou numa carta a Karl Jaspers: ser um zelador de museu que tira a poeira sobre os objetos para que se deixem ver. Como filósofo se propunha (pena que usa uma linguagem terrivelmente complicada) remover o que encobre o habitual e o cotidiano da vida. Pela sofisticação técnico-científica ele ficou esquecido, abstrato ou enrijecido. Ao fazer isso o que se revela então? Nada senão aquilo que nos rodeia e que constitui o nosso ser-no-mundo-com-os outros e com a paisagem, com o azul do céu, com a chuva e com o sol. É deixar ver as coisas assim  como são; elas não nos oprimem mas estão, tranquilas, conosco em casa. Foi buscar inspiração para esse modo de ser nos pre-socráticos particularmente em Heráclito, que viviam o pensamento originário antes de se transformar com Platão e Aristóteles em metafísica, base da tecnociência.

Mas suspeita que seja tarde demais. Estamos tão próximos do abismo que não temos como voltar. Na sua última entrevista ao Spiegel de 1976 publicada post-mortem diz: “Só um Deus nos pode salvar”. A questão filosófica sobre o destino de nossa cultura se transformou numa questão teológica: Deus vai intervir? Vai permitir a autodestruição da espécie?

Como teólogo cristão direi como São Paulo:”a esperança não nos engana”(Rm 5,5) porque “Deus é o soberano amante da vida”(Sb 11,26). Não sei como. Apenas espero.

dica do Joaquim Tiago

As dez mais belas e santas canções do nosso hinário popular

Certo de que o Evangelho de Jesus não foi nesses quinhentos anos de Brasil um item isolado – exclusivo da religião institucional – escolhi colocar na lista apenas canções populares que se conectam com princípios e símbolos cristãos.

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Publicado por Marcos Almeida

A certeza que me conduz nesta fascinante pesquisa dentro do repertório popular, é de que a espiritualidade cristã afetou (sim) o modo de ver o mundo de muitos compositores daqui. É no cancioneiro das ruas que busco a confissão explícita e a arte analógica. Aquela que ‘explica’, essa que aponta.

A liturgia dos palcos e dos bares me interessa. Sabemos que a música que tem poesia, discurso e letra está se confessando; porque toda canção é confissão. Palavra é denúncia.

Duas constatações bem vindas:

1. Chamar a música ‘religiosa’ de confessional é de certa forma estúpido – é redundância. Pois toda canção é confissão.

2. Quem explica dá o molde. A fé, portanto, é explicação de vida, é base para cosmovisões, assim como a filosofia ou a “educação laica”. E tudo que explica a vida também fundamenta discursos a respeito da vida. Sendo assim, a fé pode ser vista comoformadora de pressupostos e intenções. Essa  fôrma ideológica do compositor aparece estruturando seu discurso ou apenas surge como um tipo de moldura para um quadro abstrato.

Certo de que o Evangelho de Jesus não foi nesses quinhentos anos de Brasil um item isolado – exclusivo da religião institucional – escolhi colocar na lista apenas canções populares que se conectam com princípios e símbolos cristãos. Dez canções (contemporâneas – não fui parar lá nos baús imperiais)  que apontam, como uma analogia redentiva, para a Boa Nova e a Esperança.

A força espiritual de algumas letras aparentemente não “religiosas” constrói um acesso ao conteúdo do evangelho de forma linda. Não incluí aqui as canções de molduras afro ou indígena – embora elas mesmas também se relacionem com o esperances de alguma forma (mas isso é outro assunto). Por enquanto, curta aí as dez mais belas e santas canções do nosso hinário popular.

1. Todos estão surdos ( Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

2. Juízo final (Nelson Cavaquinho)

3. Minha festa (Nelson Cavaquinho)

4. Dê um rolê (Moraes Moreira)

5. Deus é o amor (Jorge Ben)

6. Brother (Jorge Ben)

7. A canção que chegou (Cartola)

8. Feito pra acabar ( Marcelo Jeneci )

9. Wave (Tom Jobim)

10. De onde vem a calma (Marcelo Camelo)

Vale uma busca por Elis Regina cantando Já refulge a glória eterna (Glória, glória, aleluia). “Preciso me encontrar”, do Candeia, gravada pelo Cartola e “Obrigado Jesus” do Neguinho.

Isso quer dizer que estamos cristianizando a música popular brasileira? De forma alguma. Antes de existir qualquer movimento organizado da música evangélica, o Grande Tema  já estava ardendo dentro dos compositores da rua. Porque foi Ele mesmo quem colocou em nós esse desejo pelo Eterno.

Viva!

Abraço demorado