Samsung lança mouse comandado pelos olhos

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Publicado na Exame

Nesta terça-feira (25), a Samsung apresentou um aparelho que rastreia o movimento dos olhos. A ideia é permitir que o movimento ocular seja usado para controlar as ações de um computador e executar tarefas como mover o cursor e rolar páginas, entre outras possibilidades.

O aparelho se chama Eyecan+ e fisicamente tem mais ou menos o tamanho de receptores de sinal de TV paga. Acoplada debaixo de monitores, a tecnologia transforma a atividade dos olhos em ações práticas reproduzidas no computador. O principal objetivo é ajudar pessoas incapazes de se mover em virtude de alguma deficiência motora.

A comercialização dos produtos, pelo menos por enquanto, não está nos planos da Samsung, que pretende doar os aparelhos para instituições de caridade. Tanto o software quanto o hardware terão suas configurações e arquitetura abertas em breve, segundo a empresa sul-coreana.

Não é a primeira vez que a marca desenvolve tal tecnologia. O primeiro “mouse ocular” foi lançado em 2012. O novo produto, entretanto, teve melhorias na calibragem e na interação com os usuários.

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Cientistas descobrem 6 coisas que tornam as mulheres mais atraentes

Aquelas coisas que chamam mais atenção à primeira vista.

Publicado no Hypescience

Eitcha lelê. Se você chegou a este artigo, provavelmente não encontrou o tal do par perfeito que dizem que existe para todo mundo e está aceitando toda a ajuda do mundo para fisgar um partidão, a tradicional tampa da panela, que toda tia chata insiste em dizer que existe e está em algum lugar por aí esperando por você.

Acertei?

Bom, se sim, eu tenho uma coisa para avisar de antemão: não está fácil para ninguém. E se você acha que não tem jeito para a coisa, apenas pare com isso. Somos todos geneticamente programados para flertar. Afinal, se a gente não flertar, e não se der bem uma vez ou outra, não fazemos sexo e, consequentemente, não reproduzimos – o que não é nada interessante para a manutenção da espécie. Logo, acredite: a natureza deu esse dom a você.

Tudo o que você tem que fazer é descobri-lo em você.

Mas, se no amor e na guerra vale tudo, porque não usar um pouco de conhecimento científico para ganhar alguma vantagem sobre a concorrência – que a gente sabe que é grande e, muitas vezes, desleal?

Depois de muito estudos e pesquisas, os cientistas descobriram 6 coisas que tornam as mulheres fisicamente mais atraentes para os homens. Aquelas coisas que chamam mais atenção à primeira vista. Seriam elas:

1. Cintura fina, quadril largo

De acordo com pesquisadores da Nova Zelândia, os homens preferem uma proporção maior, algo como 7:10, na relação cintura-quadril. Segundo eles, essa preferência se justifica pelo fato de que o tamanho do quadril é uma variável importante para a capacidade de dar a luz. E mesmo que esse pensamento não seja consciente, em algum lugar da cabeça do homem tem uma voz dizendo “essa mulher pode ter um filho meu” quando vê uma mulher dentro desse padrão.

2. Voz alta

Pesquisadores da Universidade de Londres concluíram que os homens preferem as vozes femininas que têm tons mais agudos e “ofegantes”. Mas, para o bem das suas amigas, por favor não entenda isso como um convite para fazer voz de bebê em público. Essa preferência se justifica, de acordo com os pesquisadores, pelo fato de que vozes com essas características geralmente significam juventude e um corpo menor.

3. Cabelão bonito e saudável

Um grupo de cientistas alemães estabeleceu que um cabelo longo, brilhoso e bem cuidado tem um papel importante no grau de atração de uma mulher. Aparentemente, os fios saudáveis refletem uma beleza que vem de dentro, e são um sinal de fertilidade.

Nenhum desses fatores até agora pode ser controlado – pelo menos não naturalmente. Mas, calma. Muita calma nessa hora. Aqui vão algumas características cientificamente comprovadas como atraentes, que você pode controlar e usar a seu favor:

4. Sorria, mesmo sem estar sendo filmada!

Cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica descobriram que sorrir é um fator crucial para que uma mulher seja considerada atraente. E quanto mais brancos forem os seus dentes, melhor. De acordo com os cientistas, as mulheres, contudo, tendem a se sentir atraídas por homens que mantém um rosto sério. É, parece que a regra de “os opostos se atraem” é válida para relacionamentos mesmo.

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5. Use pouca maquiagem

Acredite se quiser se dar bem: homens preferem mulheres que não carregam a mão na hora de se maquiar. O look natural é o preferido. Ou aquela maquiagem que para a gente faz toda a diferença desse planeta, mas para um olhar masculino fica com aquele efeito de “make nada”.

6. Use vermelho

Estudos apontam que o vermelho chama mais atenção do olhar masculino e dão um ar de “femme fatale” para as mulheres que escolhem usar roupas dessa cor.

Nenhuma grande novidade, certo? Investir nesses pontos talvez seja uma boa ideia para se destacar na multidão. Mas o que você tem por dentro é o que vai fazer a pessoa ficar. É como dizem por aí: não basta a forma, tem que ter conteúdo. [businessinsider]

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Um tributo à vida

pet-kid15Ricardo Gondim

Estou vivo. Penduro bandeirolas virtuais para alegrar o meu dia. Estou vivo. Revisto-me de poeta. Quero compor um hino. Estou vivo. Faço um banquete da mesa posta. Quero festejar cada um dos próximos 365 dias com se fossem, todos, o dia do meu aniversário. Quero ter o poder de, soberanamente, decretar feriado qualquer dia. Estou vivo.

O que amo na vida? O imponderável. Para mim, viver é dançar na beira de abismos. Adoro desafiar despenhadeiros. O futuro, feito corda bamba, me excita. Choro ao esperar o tiro na largada da maratona – como fascina não saber se vou terminá-la. Fico deliciosamente nervoso de saber que nunca me antecipo às notícias que o telefone traz quando se intromete no meu sono. Como descrever o medinho infundado que antecede os exames laboratoriais?  Não há como. Ele provoca outro frio na barriga: pensar que este medinho um dia vai se transformar no grande pavor. Creio que lutarei com bravura quando tiver de enfrentar a dama da foice, que se esforçará para me sequestrar rumo ao improvável horizonte. Como é bom dizer que cada dia é suficiente em seu próprio mal. Não pretendo fugir de mim mesmo ou dos becos em que me meti. No cenário mais cruel ainda posso renascer das cinzas.

O que amo na vida? Gente. Gosto da diversidade humana. A sempre inédita íris dos olhos é mágica. No olhar se escondem encantos e degradações. Em cada um de nós vivem os diferentes personagens que povoam a terra. Somos possuídos por depravados e santos. Nossa complexidade preencheria páginas, capítulos, tomos inteiros. As muitas versões que nos habitam conhecem os segredos de Pandora e simpatizam com a sordidez de Lúcifer. Todos são essenciais e todos participam do teatro existencial. Não fossem os porões macabros da ambiguidade de homens e de mulheres não haveria enredo para Shakespeare, Dante, Eça de Queiroz ou Machado de Assis.

Para escrever, eu igualmente preciso deles. Mas, minhas pupilas também são policromáticas. Meus olhos multicoloridos captam as réstias da luz divina que sobram em meio à sordidez humana. Gosto de ler biografias. Com elas vejo a complexidade da alma e construo um panteão de princesas e príncipes. O encanto existe. Me familiarizo com suas histórias e me curvo: o legado que deixaram me ajuda a reconhecer a insignificância dos castelos de areia que moldei na maré baixa. Desaprendo a vaidade e murcho meu ego depois de caminhar ao lado de gente como Priscila e Áquila, Francisco de Assis, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá. Estes nunca se contentaram com as cercas altas ou com os apertados quintais onde nasceram.

O que amo na vida? A singeleza das crianças que beijam roçando o nariz duas vezes; o altruísmo de quem abriga a prostituta doente; o empenho do enfermeiro no plantão gratuito ao lado de um moribundo; a resiliência da mulher lavando o marido com Alzheimer; a doçura da filha empurrando a cadeira de rodas da mãe enquanto passeiam pelo parque.

O que amo na vida? Sua formosura sutil. Gosto de meditar. Mirar peixes coloridos no baile em câmara lenta do ribeiro. Ler. Ouvir o tamborilar preguiçoso da chuva fina. Pensar em Deus. O momento breve em que a noite engole o sol e some com o dia. Me sentir acorrentado na frente de um Van Gogh. Recitar Vinicius. Fechar os olhos e deixar que Bach me possua por inteiro. Textos pungentes. A melancolia da bossa nova do Jobim. A nostalgia do fado português. Estradas bucólicas.

Estou vivo! Ainda hoje brindarei a vida com um cálice de Merlot chileno. Degustarei D. H. Lawrence. Quero dormir abraçado com a amada de minha mocidade. Não esquecerei de cochichar para Deus: Muito Obrigado.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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‘A intenção era chocar’, diz mulher ao tatuar olhos de preto como o marido

Body piercing de São Carlos aplicou método conhecido como ‘eyeball tattoo’.
Procedimento invasivo pode causar inflamação interna, dizem especialistas.

Leticia decidiu pintar os olhos de preto assim como fez o marido há seis meses (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Leticia decidiu pintar os olhos de preto assim como fez o marido há seis meses (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Fabio Rodrigues, no G1

Seis meses após o marido inovar e pintar os olhos de preto, a moradora de São Carlos (SP) Letícia Dias de Carvalho, de 35 anos, resolveu fazer o mesmo. Na última segunda-feira (2), ela se submeteu ao procedimento conhecido como “eyeball tattoo”, que consiste em injetar tinta na camada de proteção dos olhos. O sonho era pintar de vermelho, mas uma alergia ao mercúrio a fez mudar de opinião. “Achei que iria ficar mais assustador, a minha intenção era chocar, mas fiquei com medo de dar problemas”, disse a body piercing que também optou pela cor preta. Para a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, o procedimento invasivo é desaconselhável e pode causar inflamação interna, levando à perda da visão.

Mesmo sabendo dos riscos, Leticia decidiu ‘pagar para ver’ e investiu R$ 1 mil para escurecer o branco dos olhos. O procedimento difundido nos Estados Unidos foi realizado em Jundiaí (SP) pelo tatuador Rafael Leão Dias. Foi ele quem também fez a transformação no marido dela, Rodrigo Fernando dos Santos, conhecido em São Carlos como Musquito, que chorou tinta por dois dias.

O profissional explicou que a tinta usada para esse tipo de arte é importada e não é a mesma das tatuagens convencionais. Há também uma agulha especial utilizada como se fosse uma seringa. Para colorir os olhos, são necessárias três aplicações em cada um. Segundo ele, não há perfuração. A aplicação é feita entre a camada conjuntiva e a esclera, que protege o olho.

“Antes eu estava tranquila, mas na hora do procedimento não, porque é meio tenso. Dependia muito de mim, não pode mexer o olho de jeito nenhum porque se não pode rasgar, já que a agulha está lá dentro. É preciso ter muita confiança no profissional”, relatou Leticia, que disse ser a sexta mulher no Estado de São Paulo a passar pelo processo irreversível.

Leticia relatou que o procedimento durou uma hora e que se sentiu um pouco incomodada. “A hora que injeta a tinta fica tudo preto. Como foi sem anestesia, dá para sentir a agulha entrando e saindo. É uma dor esquisita, diferente de todas as outras, mas é suportável. Acho que é pior para quem está vendo, dá aflição”, contou.

Leticia investiu R$ 1 mil para realizar procedimento irreversível nos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Leticia investiu R$ 1 mil para realizar procedimento irreversível nos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Perigo
O oftalmologista Antonio Carlos Baldin não recomenda o procedimento e alerta para os riscos que podem surgir a médio e longo prazo. “Quem se candidata a isso está correndo o risco de uma reação contra a substância que é infundida, porque a gente não tem a menor ideia do que uma tinta como essa pode provocar no olho”, falou

“Ali há células responsáveis pela substituição de células mortas na superfície do olho e também por parte da produção lacrimal. Também nessa região tem uma rica quantidade incontável de vasos sanguíneos e toda a musculatura que rege a movimentação do olho”, completou Baldin.

Para o especialista João Alberto Holanda de Freitas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, o método é inteiramente nocivo e não adequado. “Isso pode dar alguma complicação, como uma uveíte (inflamação interna) e a pessoa perder a visão. A recomendação é não fazer. O consenso da oftalmologia brasileira é para que não se faça isso”, ressaltou o médico.

Leticia antes e após realizar o procedimento para mudar a cor dos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Leticia antes e após realizar o procedimento para mudar a cor dos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Família
Leticia, que trabalha com body piercing há seis anos, é mãe de três filhos (Évora, de 2 anos, Lucas, de 8, e Maria Eduarda, de 11). Questionada sobre o impacto que a mudança visual tanto dela quanto do marido causa nas crianças, ela disse acreditar que está formando pessoas menos preconceituosas. Segundo Leticia, os filhos acharam normal, bem como a avó.

“Fiz como uma modificação corporal. Não vendi minha alma, não sou demoníaca, não sou satânica”, explicou ela que, assim como o marido, adora tatuagens e fez a primeira aos 22 anos. O desenho de um sol nas costas deu lugar seis anos depois a um dragão. Depois ela pintou as mãos, os braços e as pernas. A meta, disse, é cobrir 90% do corpo.

“Daqui a alguns anos, imagine dois velhinhos com olho preto e todo tatuado. Quero ficar velha logo só para ver como vai ser, acho que vai chocar mais. Já pensou na fila do banco esperando para receber a aposentadoria?”, brincou Leticia, que é seguidora da filosofia budista, mas afirmou não acreditar nem em Deus, nem no diabo.

dica do Rodrigo Cavalcanti

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A bifurcação

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Ricardo Gondim

Uma vida que se constrói de cima para baixo cria homúnculos; gente que vive a reivindicar direitos. Pessoas menores do que se imaginam – liliputianos – só conjugam verbos na primeira pessoa do singular. Nanicos se gastam em alardear o potencial que deliram possuir. Promotores de si abraçam a filosofia pernóstica do se eu não me valorizar, ninguém me perceberá. Apesar de pintores de rodapé, eles amam as vitrines, adoram as luzes da ribalta e, constantemente, reclamam louvores.

Uma vida consumida em amargura deixa a alma absinta – eternamente a lamentar de tudo e de todos. Deus, a genética, o sistema, o governo, o patrão, qualquer um serve como espantalho onde se projetam as responsabilidades pela má sorte que ele se diz vítima. Sem qualquer apego à justiça, o hipocondríaco espiritual reclama até de não desfrutar os processos que premiam o ímpio.

Uma vida orientada por suspeita contamina as relações, nivelando o outro por suas deficiências, nunca por suas virtudes. Ele acha  que cavilação, falcatrua e logro constituem a natureza básica de todos. Para o duvidoso, todos são ambíguos: o gênio plagia, o próspero rouba, o afamado dissimula. Os pecados que mancham eles próprios são, contudo, meras imaturidades. Especialista em remover argueiros dos olhos alheios,  tal clínico lida muito bem com suas traves. Ensimesmado, ele não quer proximidade com ninguém – expor os pés de barro é risco medonho.

Os sacerdotes da taciturnidade não cantam, não riem, não brincam. Também são donos de lágrimas postiças. Astros cênicos, controlam bem as emoções. Todavia, quando alguém brinca, eles se inquietam com tamanha superficialidade. Se há lamento, eles se enojam por terem de aturar melindres tão à flor da pele. A estabilidade emocional desse povo que sabe controlar inclusive o ritmo cardíaco, amedronta. Eles seriam capazes de testemunhar atrocidades sem mexerem um músculo, ou de verem corpos pulverizados com cal em uma vala sem qualquer indignação.

Só existe vida no vórtice das emoções, na fronteira da loucura ou no horizonte improvável da fé. Os verdadeiramente vivos ardem na fogueira da paixão – eles não têm a vida por preciosa. A bifurcação que separa medíocres e nobres não fica muito longe na estrada da vida. No caminho da existência, as decisões chegam de instante em instante e nesse átimo, os destinos vão se desenhando.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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